O PERIGO DAS CANTIGAS
DE RODA!
Os pais de hoje em dia vivem reclamando da violência a que
seus filhos são expostos na mídia. E com toneladas de razão. Há uma série de
abominações inomináveis em videogames, programas de TV, internet, filmes,
paredes de banheiros públicos e na constituição brasileira (sendo as últimas
duas a mesma coisa).
Esses mesmos genitores sonham que
seus filhos larguem aquele joguinho eletrônico sanguinolento para brincarem
livres nas ruas. Entretanto, não se lembram que lá suas crianças irão entrar em
contato com a ameaça mais perversa de todas. Um tipo de violência maior e mais
escabrosa que está presente nas famosas e aparentemente inocentes cantigas de
roda. Sim, amigos! Há gerações essas cançõezinhas contaminam nossos filhos com
mensagens explícitas de uma violência medieval. A letras incutem na garotada
crueldade, tragédias, bullying, desilusão, tristeza, comprazimento da desgraça
alheia, etc. Também violência física e emocional e, basicamente, só contam
histórias de tragédias sem sentido e sem nenhuma sensibilidade. E os pais
ainda acham tudo lindo e saudável. Que equívoco mais miserável esse...
Tudo isso acompanhado geralmente de
coreografias circulares, a famosa brincadeira inútil de ficar girando sem
parar, o que, convenhamos, não passa de uma idiotice sem tamanho. As crianças
(ou adultos debiloides...) dão as mãos e cantam essas melodias simples, tonais,
com âmbito geralmente de uma oitava, sem modulações e tão arrastadas e
deprimentes que fazem a Marcha Fúnebre parecer um hit do Black Eyed Peas.
O fato é que essas músicas,
infelizmente, fazem parte do folclore brasileiro. De origem europeia, incorporaram elementos indígenas e africanos, além das
brutais culturas portuguesa e espanhola. Assim sendo, não poderiam dar em outra
coisa, senão em merda da grossa, né?
Entre as cantigas mais
conhecidas, estão títulos constrangedores e bizarros, como “Escravos de Jó”, “O
Cravo e a Rosa”, “Ciranda, Cirandinha” e “Atirei o Pau no Gato”.
Comecemos pela mais famosa e
infame de todas...
ATIREI O PAU NO GATO
Atirei o pau no gato, tô
Mas o gato, tô
Não morreu, reu, reu
Dona Chica, cá
‘Dmirou-se, se
Do berrô, do berrô
Que o gato deu
Miau!
Sem dúvida, “Atirei” não passa de
um clássico de brutalidade extrema e selvageria para com os animais.
Já começa muito mal, com a
confissão de uma tentativa de assassinato. O criminoso revela friamente a
maldade que fez - tacou um pedação de pau na cara de um inocente gatinho de
rua! Em primeira pessoa, o selvagem descreve tranquilamente o ato vil que
cometeu: Atirei o pau no gato, tô.
Puta que pariu! Que covardia do cacete! Isso é uma cantilena inocente ou o
relato de uma tentativa de gaticídio com requintes de crueldade? Isso, por
acaso, é conteúdo para brincadeira de criança?
Temos nessa letra imunda a prova
cabal que a ação descrita pode ser enquadrada em crime doloso. Ou seja, com a
intenção premeditada de matar: Atirei o
pau no gato, tô / MAS o gato não morreu. Aí, a satânica e maliciosa
conjunção MAS revela o intuito macabro de assassinar o bichano, lamentando
insensivelmente o fracasso da empreitada.
O coitado do gato levou uma
traulitada no meio da fuça e saiu moribundo, se arrastando por um beco sujo e
cagando sangue. O bicho sofreu uma volumosa hemorragia interna e vagabundo acha
isso uma coisa legal pras criancinhas cantarem alegres no meio da rua? Que
exemplo mais desprezível para nossa juventude...
E que porra a tal Dona Francisca,
aí claramente cúmplice da tentativa de gatassinato, ainda se admira do BERRO
que o felino soltou. Dona Chica, cá /
‘Dmirou-se, se / Do berrô, do berrô / Que o gato deu / Miaauuu!. Na
verdade, a Dona Francisca é uma ignorante inconseqüente do caralho, pois se
mostra surpresa com o urro de dor do coitado do felídeo. Ela acha o quê? Que o
bicho leva uma ripada no meio do beiço e ainda tem que dizer baixinho: “Muito
obrigado por vocês, criancinhas traquinas e levadas da breca, terem tentado me
trucidar. Não doeu nada, sabiam?”. Dona Francisca, sua sacana insensível.
Notem que não foi uma miadinha
leve ou um gritinho de susto, não. Foi muito pior. Foi um BERRO! Na boa, velho,
nunca vi gato berrar. Gato mia, pô! Quem berra é gente sendo torturada e o meu
tio bêbado na ceia de Natal. Isso só revela a contundência da porretada quase
mortal que o miau levou. Pelo grito, devem ter atirado uma trave de futebol nas
costelas do bichano, que dobrou feito um canivete de pelo. O pobre felino é simplesmente um sobrevivente heroico de uma tentativa de execução por motivos fúteis. Com
essa paulada covarde gastou tranquilamente seis das sete vidas que ele tem.
E, não obstante, para fazer
galhofaria barata com o ato de selvageria com o pobre animal, temos um “eco”
cretino nas últimas sílabas de cada estrofe: ô, ô, / eu, eu / se, se. E ainda puseram um "MIAU" muito
escroto no final, caricaturando e fazendo uma graçola com o bramido lancinante
do gatinho. Cacete, é muita sacanagem com o bicho...
Mesmo sendo uma escabrosidade inaceitável,
essa canção acabou ganhando recentemente uma versão politicamente correta
germinada por algum imbecil caga-regra com o título “NÃO ATIRE o Pau no Gato”:
Não atire o pau no gato (tô) /
Porque isso (ssô) / Não se faz (faz, faz) / O gatinho (nhô) / É nosso amigo
(go) / Não devemos maltratar os animais / Miau!
Convenhamos, essa nova a-versão é de
uma estupidez
e uma histeria muito maior do que a agressivíssima
letra original...
CIRANDA, CIRANDINHA
Ciranda, cirandinha
Vamos todos cirandar
Vamos dar a meia volta
Volta e meia vamos dar
O anel que tu me destes
Era vidro e se quebrou
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou
Por isso Dona Rosa
Entre dentro desta roda
Diga um verso bem bonito
Diga adeus e vá se embora
Muito confuso para as crianças.
Primeiro, a música manda dar MEIA volta. Depois ordena o contrário? ZERO em
didática, hein? Por que MEIA volta e não uma volta inteira? É claro que eu e
você (espero...) entendemos que esse termo é uma expressão de linguagem, mas
ninguém de cinco anos sabe isso!
Também ninguém explica o que seja
“cirandar”. Mas que “legal”, não? Os pequeninos não têm a menor obrigação de
saber o que quer dizer “ciranda”, que, na verdade, é um substantivo feminino
que designa uma cantiga de roda infantil, provavelmente de origem portuguesa. O
termo ciranda aplica-se também à dança de roda para adultos (retardados), muito
popular no Nordeste brasileiro. Ou ainda pode significar aquele que vem de
Cirene, na África antiga, ou até mesmo o termo "peneira", também
conhecido como "joeira", que é um plano inclinado de madeira com
fundo de ralo para limpar areia e cal do cascalho que traz junto. Ufa! Tenho eu
que fazer aqui o que esses vagabundos se omitiram de explicitar ao criarem essa
letra fere incognoscível e mal-ajambrada do cacete.
Depois temos: O anel que tu me deste / Era vidro e se
quebrou / O amor que tu me tinhas / Era pouco e se acabou. Essa canção
insensível incute nos infantes a tristeza e a desilusão amorosa exclusiva da
vida dos ADULTOS... O amor que tu me
tinhas / Era pouco e se acabou. Parece ser um conceito deveras complicado
sobre um amor finito para a gurizada ficar repetindo lobotomicamente no meio da
rua, não? Mais inadequado para os pequenos, impossível. É muita desilusão e
mágoa para os inocentes petizes terem que lidar... Na boa, essas cantigas
deveriam ter classificação indicativa também.
“Anel de VIDRO”??? Essa
cantiguinha bisonha ensina tudo errado! Pô, qualquer idiota sabe que anel é de
metal. MAS É LÓGICO que a porra de uma argola de vidro vai quebrar. E ainda
fazem um dramalhão do caralho por causa de um objeto que foi feito burramente
para se esmigalhar. Francamente... letra mais cretina do cacete...
CAI, CAI, BALÃO
Cai, cai balão, cai, cai, balão
Aqui na minha mão
Não vou lá, não vou lá, não vou lá
Tenho medo de apanhar!
Cai, cai, balão, cai, cai, balão
Na rua do sabão
Não cai não, não cai não, não cai não
Cai aqui na minha mão!
Outra historieta reles e
desgraçada. Começa com um pedido, no mínimo estúpido, pra um balão cair na mão
da própria pessoa. Como todo mundo sabe (menos o intelectualmente desafiado que
escreveu esses versos absurdos...), balões, em geral, carregam FOGO em seu
bojo. Mesmo assim, o demente quer que ele caia na MÃO dele! Idiota do cacete.
Fazer o quê? Tem energúmeno pra tudo nesse mundo. Essa canção escabrosa
estimula o criminoso uso de balões entre os pueris. O próprio título já é um
pedido para que uma tragédia aconteça.
Depois temos: Não vou lá, não vou lá, não vou lá / Tenho
medo de apanhar! Lá A-ON-DE? Na boa, esse é um dos versos mais doentes que
existem... apanhar de quem, PORRA? Não faz sentido. Mais uma canção
irresponsável que insere a fobia irracional desde cedo no universo psicológico
infantil. Essa cantilena deplorável é a trilha sonora perfeita para a Síndrome
do Pânico.
E, por último, convenhamos: “Rua
do SABÃO” é um nome muito do escroto. Deve ser um lugar horroroso que faz a
Vila do Chavez parecer alto astral...
PAI FRANCISCO
Pai Francisco entrou na roda
Tocando o seu violão
Bi-rim-bim-bão, bão, bão, bi-rim-bim-bão, bão, bão!
Vem de lá Seu Delegado
E Pai Francisco foi pra prisão.
Como ele vem todo requebrado
Parece um boneco desengonçado
De longe, a cantiga mais
deprimente e miserável de todas. É também um primor de abuso de autoridade,
injustiça social, ignorância e também de “bi-rim-bim-bão, bão, bão” (ah, você
achou que eu soubesse o que essa porra significa, né? Pois é... nem eu, nem
ninguém, malandro...)
Primeiro: quem é PAI Francisco?
É um Pai de Santo? É um pai solteiro? Ele, por acaso, é o pai do autor da
letra? Então, por que “PAI”? Que merda é essa? A música não explica absolutamente
nada. Sabe-se somente que havia uma roda de vagabundos no meio da rua e que o
Chiquinho quis entrar nela de idiota, pra tocar sua violinha fudida. Tava a fim apenas se entrosar, fazer amigos, ser gente fina, talvez
fumar um tchoize com os maloqueiros do lugar. Porém uma arbitrariedade
horrorosa acontece: Vem de lá Seu
Delegado / E Pai Francisco foi pra prisão. Que exemplo mais ameaçador e
deprimente esse... Do nada, aparece um delegado ignorante que leva em cana o
cara. O único crime que o pai parece ter cometido foi o de tocar mal seu
violãozinho. É que para fazer “BI-RIM-BIM BÃO, BÃO, BÃO, BI-RIM-BIM BÃO, BÃO,
BÃO”, o sujeito tem mesmo que ser um acéfalo sem talento. Ok, isso não é motivo
para ele ir parar na cadeia, certo? Bom, talvez seja sim...
E após perder sua liberdade por
um motivo fútil, o tal Genitor Francisco é sacaneado selvagemente pelos fdps
que ficaram assistindo alegremente ao seu
sofrimento: Como ele vem todo requebrado
/ Parece um boneco desengonçado. Coitado do Pai... se fudeu de verde e
amarelo. “Parece um boneco desengonçado”... Nossa, é muita truculência para se
apresentar aos
pirralhos. Com cantigas absurdas como essa,
criaremos uma legião de autômatos reptilianos no
futuro.
A CANOA VIROU
A canoa virou
Pois deixaram ela virar
Foi por causa de Maria
Que não soube remar
Se eu fosse um peixinho
E soubesse nadar
Eu tirava Maria
Do fundo do mar
Siri pra cá,
Siri pra lá
Maria é bela
E quer casar
Mais uma catástrofe funesta
disfarçada de cantilena inocente. Tragédia, fofoca, delação e, provavelmente,
injúria. Começa com um naufrágio com vítima fatal. Percebe-se logo o infortúnio
ocorrido, pois a Maria se lascou toda. Morreu afogada e ainda foi acusada de
causar o acidente náutico. Ou seja, a letra alardeia um desastre e, logo
depois, uma acusação grave sobre a autoria da merda feita post mortem, sem direito à defesa. Na boa, isso não é coisa pra
criança...
Em seguida, temos mais uma
cretinice imbecilizante nonsense: Se eu
fosse um peixinho / E soubesse nadar / Eu tirava Maria / Do fundo do mar.
MAS É ÓBVIO que todo peixe sabe nadar! Como assim “Se eu fosse um peixinho / E
SOUBESSE NADAR” ??? E emenda: Eu tirava
Maria / Do fundo do mar. Tirava porra nenhuma, porque tu acabou de admitir
que tu é um peixe inútil que não sabe nem nadar. Tá falando merda, isso sim!
Para finalizar, temos um
despautério inaceitável sem absolutamente NENHUM sentido narrativo. No começo,
afirma-se tragicamente que Maria morreu afogada: Siri pra cá, Siri pra lá / Maria é bela / E quer casar. Nã, nã, nã!
Maria não quer casar mais não, moçada. Ela virou comida de peixe e quer, no
máximo, ser enterrada decentemente. De bela, agora, não tem mais nada. E o que
quiseram dizer com “Siri pra lá, siri pra cá”? A letra apresenta um detalhe
escatológico de mau gosto supino. Como se sabe, siris são crustáceos
necrófagos. Então, fica claro que eles devoraram freneticamente o cadáver de
Maria, no “fundo do mar”, de “cá pra lá, de lá pra cá”. Sério, que asqueroso...
Menino nenhum deveria ter contato com uma nojeira como essa...
O CRAVO E A ROSA
O cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada
O cravo saiu ferido
E a rosa despedaçada
O cravo ficou doente
E a rosa foi visitar
O cravo teve um desmaio
E a rosa pôs-se a chorar
A rosa fez serenata
O cravo foi espiar
E as flores fizeram festa
Porque eles vão se casar
Essa é uma das mais revoltantes
cantigas de roda já escritas! Conflito, violência e doença. É basicamente o lead de uma manchete desses tabloides sanguinolentos que vemos nas bancas de jornais. Vamos
lá: quem? O cravo. O que ele fez?
Brigou com a rosa. Onde? Debaixo de uma sacada. Como aconteceu? O cravo saiu ferido / E a rosa, despedaçada.
DES-PE-DA-ÇA-DA!!! Isso é coisa que criança tenha que ficar gritando no meio da
rua? É muita violência doméstica. O cara trucidou a própria companheira,
malandro! É o novo Crime da Mala do mundo das flores.
Após essa série de tribulações
hemorrágicas, temos mais um rol de calamidades que fariam qualquer autor de
novela mexicana morrer deprimido: O cravo
ficou doente / E a rosa foi visitar (sic). O certo seria “visitá-LO”. Erro
grosseiro de Português apresentado para os infantis. Que vergonha... Depois,
segue-se O cravo teve um desmaio / E a
rosa pôs-se a chorar. Peraí: o marginal do cravo quase matou a coitada da
rosa de porrada e depois DESMAIOU??? Como assim? Só pode ser bicha, então.
SAMBA LELÊ
Samba Lelê tá doente
Está com a cabeça quebrada
Samba Lelê precisava
De umas dezoito lambadas
Samba, samba, samba, ô Lelê
Pisa na barra da saia ô lá, lá
Pisa na barra da saia ô lá, lá
Ó morena bonita
Outra narrativa macabra que
relata a fria tentativa de assassinato de uma enferma indefesa, da forma mais
cruel, pusilânime e covarde possível. Vejamos: quem é “Samba Lelê”? E que nome
escroto é esse, “LE-LÊ”?
A primeira estrofe dessa canção odiosa já nos comunica uma
miséria: que a tal Lelê está doente. Muito “adequado” para os pequeninos, sem
dúvida... Em seguida, temos a extensão gore
da história: Tá com a cabeça QUEBRADA.
Deixem-me explicar uma coisa: Lelezona não tá doente coisa nenhuma. Ela tá na
MORRENDO, isso sim! Essa trova imunda só revela a ignorância do populacho
brasileiro. Cabeça quebrada = doença! Ah, tá ok então...
Aí, algum “gênio” ainda sugere:
Samba Lelê precisava / De umas dezoito
lambadas. Que sádico abjeto! Depois de constatarem que a muchacha tá
agonizando com o crânio rachado, algum marginal vota animadamente para
chicotearem o pobre coitada. Isso é maldade pura, minha gente! No ápice da barbárie,
aconselham aplicar 18 LAMBADAS na fudida. QUÊ QUE É ISSO? Querem açoitar um
quase cadáver indefeso? Que nojento... E por que 18 e não 15 ou 20? Esse é o
número mágico das chicotadas? Era a quantidade que fazia a Escrava Isaura ficar
quietinha? Caralho, é pra arrasar a cabeça das criancinhas mesmo...
Por fim, temos uma continuação
ridícula e sem sentido: Samba, samba,
samba ô Lelê / Pisa na barra da saia, ô lá, lá / Pisa na barra da saia ô lá, lá
/ Ó morena bonita. “Ó morena bonita”... What the fuck???
ESCRAVOS DE JÓ
Escravos de Jó
Jogavam caxangá
Tira, bota
Deixa o Zé Pereira ficar
Guerreiros com guerreiros
Fazem zigue, zigue, zá
Guerreiros com guerreiros
Fazem zigue, zigue, zá
Mais uma musiquinha bisonha,
detestável e, acima de tudo, confusa.
Numa rápida pesquisa sobre o obscuro
termo “caxangá”, temos:
1 - Um determinado chapéu militar.
2 - Um tipo
de crustáceo.
3 - Bairro da cidade do Recife, Pernambuco.
4 - Nome da maior avenida em linha reta do Brasil.
5 - Nome de uma fazenda localizada na cidade de Ouro Branco, no Rio Grande do
Norte (estado que fica no NORDESTE...), mais conhecida pelo ridículo termo de
Sítio Jerimum.
6 - Um nome escroto apenas.
Por último: quem é ZÉ PEREIRA e
ele quer ficar ONDE, velho? Ah, quer saber? Deixa pra lá...
Infelizmente, temos muitas
outras cantigas de roda famosas como "Fui no Tororó", "Marré de
Si", “Sapo Cururu”, "Marcha Soldado”, que não passam de um corolário torpe e desditoso de
descalabros sem sentido. Todas desfilam aberrações sociais e psicológicas e
foram projetadas para meninos e meninas ficarem repetindo-as que nem um
papagaio cocainômano. A verdade é que essas cantilenas deprimentes e violentas
voltaram recentemente à moda porque se achou que era um “resgate da cultura
brasileira”, essas merdas. Supostamente elas serviriam como um antídoto para os
“perigos da modernidade”... Hahahaha, mais equivocado do que isso só o Felipão
e seu 7 a 1. O perigo presente nessas toadas execráveis é muito maior do que
qualquer internet da vida.
Caros pais pseudoconscientes: deixem seus filhos jogarem Call of Duty, GTA e Mortal
Kombat nº 740 e assistirem a séries violentas como Dexter e The Walking Dead ou
a bosta do Faustão (pensando bem... Faustão, não deixem não... é demais!).
Garanto que eles sofrerão menos ameaças a suas psiques ainda em formação do que se ficarem na rua
berrando - e internalizando - essas ladainhas aparentemente inocentes, que
pregam atirar pedaços de paus em gatinhos. A não ser que seja pra fazer um
churrasquinho delicioso ou um tamborim de primeira linha, é óbvio.
Adolar Gangorra tem 78 anos, é editor do log
http://adolargangorra.blogspot.com/, e quando criança ouviu falar nos nomes de
brincadeiras de rua como “Queimada”, “Carniça”, “Polícia e Ladrão” e
rapidamente preferiu ficar em casa e aprender a jogar xadrez.