Hoje, na série GRANDES PILARES DA SOCIEDADE BRASILEIRA temos mais um baluarte da responsabilidade social e do bom senso coletivo do nosso País. O animal (político, é claro!) da vez é um jovem cantor que atende pelo ótimo nome de Michel Teló e nos brinda com uma música que é um primor de romantismo e poesia: "Fugidinha". Aqui, o link para esse pérola do nosso cancioneiro popular: http://www.youtube.com/watch?v=PJkZo-kS6wk
Na letra, o jovem diz coisas aparentemente egocêntricas (lógico que não!) escritas em um Português clássico e erudito, como: "Estou bem na PARADA, Chego na BALADA, Todos param pra me ver, Mas eu TÔ ESPERTO (...), etc.". Depois, ele conclui que “O jeito é dar uma fugida com você, O jeito é dar uma fugidinha com você, Se você quer saber o que vai acontecer, Primeiro a gente foge, depois a gente vê”. No vídeo vemos dezenas de garotas na platéia gritando essa mesma frase. No fim, o rapazola ainda sussura: “FOGE comigo...” Isso mesmo, Teló, “DEPOIS a gente vê”... quanto romantismo, hein?
A princípio esse jogo dúbio de palavras poderia parecer um trocadilho rasteiro entre a terceira pessoa do Presente do verbo fugir ( FOGE ) e um outro termo menos nobre, muito utilizado em brigas de faca no Cais do Porto e em presídios na hora do banho. Essa suposta coincidência suja e boçal que não tem nada a ver com Teló quis dizer de em sua grande letra, não é mesmo, minha gente? Apesar de também parecer aquelas coisas que os meninos da sexta série berram uns para os outros na hora do recreio referindo-se as mães e irmãs uns dos outros e que degenerados escrevem nas paredes de banheiros da rodoviária. Porém esse jovem cantor nunca teria essa mesma intenção, de jeito nenhum. O que Telózinho quer mesmo é fugir por aí em desabalda carreira com sua amada, só isso! Aaaah, é um romântico irrecuperável! ("Irrecuperável" é um bom termo para ele...)
Apesar de a Organização Mundial de Saúde gastar milhões e mais milhões de dólares em campanhas contra gravidez precoce e D.S.T.s, o nosso gênio da música culmina sua cançãozinha com o verso "Primeiro a gente FOGE. DEPOIS A GENTE VÊ”! Quanta consciência e responsabilidade em uma frase só! Nove meses depois a família da coitada vai ver mesmo...
Parabéns Teló, garotão malandro, esperto e acima de tudo, CONSCIENTE. Você agora é mais um membro do seleto clube dos GRANDES PILARES DA SOCIEDADE BRASILEIRA!
Estamos "fugidos" mesmo...
Mostrando postagens com marcador texto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador texto. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 18 de abril de 2011
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
A SUBESTIMADA E MUI IMPORTANTE ARTE DE CAGAR NAS CALÇAS
O ser humano e seus antepassados vêm vivendo em sociedade antes mesmo destes últimos descerem das árvores e daqueles primeiros subirem pro apartamento. E, por isso talvez tenham criado certos tabus incompreensíveis para o pensamento racional puro como, por exemplo, a proibição do empalamento das sogras, da poligamia obrigatória entre machos brasileiros e atrizes de filmes adultos da Suécia e o mais impensado de todos: o infeliz fato de não se poder cagar nas próprias calças. Sim, amigos, a chamada “Auto-Defecação in Vestis” é relativamente nova: foi criada há algum tempo, há exatos 14 segundos (desde que você começou a ler o começo desse parágrafo), mas já pode ser considerada como uma das posturas filosófico-sociais mais sérias e revolucionárias dos últimos séculos!
Primeiramente, não dá pra ignorar que cagar é um ato vital para nossa espécie e inúmeras outras. O fabuloso e trepidante escritor e filósofo social, Adolar Gangorra, já teceu um brilhante comentário sobre esse importantíssimo assunto em seu sensacional texto “Solidão da Vida Privada”. Mesmo sofrendo de males terríveis como priapismo e megalofalia, esse bravo pensador conseguiu presentear o mundo com um tratado primordial, brilhante e já clássico sobre um tema tão fundamental para a nossa sociedade.
Infelizmente o cagar nas calças foi logo visto de modo injusto como um terrível crime social! Os pais que comemoram quando seus filhos aprendem a fazer cocô na privada e largar as fraldas não têm idéia do equívoco que estão cometendo. É genético! Nós, seres humanos, já nascemos programados para excrementar na roupa sem a menor preocupação. Os bebês e crianças pequenas fazem isso com a maior naturalidade e inocência! Se não fosse este um processo natural e evolucionista, a natureza com sua incomensurável sabedoria teria cuidado disso há muito tempo!
Depois, lamentavelmente, fomos treinados a reprimir esse instinto natural ao só defecarmos, ora vejam só... na água! O ser humano, neurótico por natureza, usou ardilosamente de sua inteligência para tentar omitir esse ato o mais rápido possível: logo foram criadas as terríveis privadas que com o truque sujo da água que impede que o cheiro da merda se manifeste com sua toda sua expressão e contundência natural e, acima de tudo, de forma realista e esclarecedora da nossa própria natureza. Todos os dias, ao defecarmos em vasos cheios de H2O ajudamos a perpetrar uma mentira: que merda não fede tanto! Quanta hipocrisia, minha gente!
A água impede que o cheiro aviltante, porém real dos toletes de bosta se espalhem com toda sua força, agressividade e, o mais importante: com a veracidade que lhes é característica. Ficamos acostumados a achar que um rolete de cocô seria, por assim dizer, um gatinho domesticado inócuo enquanto, na verdade, possui a força e selvageria de um tigre asiático! Não acredita? Cague numa folha de jornal amanhã de manhã para ver! É foda, brother! Neguinho surta na hora, maluco!
E que maldade com a natureza! Bilhões e bilhões de litros desse líquido tão precioso já foram corrompidos porque alguém achou feio defecarmos num pano qualquer! Que prego! Entretanto, esses mesmos ambientalistas que não cansam que pregar que a água doce está acabando no planeta, não gostam de cagar nas calças, os filhas das putas, para salvar a tão falada água potável!
Que auto-sabotagem mais sensacional, nós humanos, fomos capazes de pespegar em nós mesmos, não é? Aí vemos o começo de uma hipocrisia inaceitável que distorceu uma das mais sinceras formas de expressão do ser humano e, principalmente, uma de suas essências primais que é “fazer merda”, por assim dizer. A vida é muito mais séria e ameaçadora do que cagar numa aguinha todos os dias pra depois esfregar um papel macio no cu ou tacar um jatão forte de água na toba.
Uma parte bem importante dos processos de auto-conhecimento é o belo fato de cagar na própria roupa. A quebra desse tabu horroroso traria inúmeros benefícios à humanidade. Essa é uma ação importante pois vira uma declaração de negação da vaidade, de pseudo-poder, anti-materialista e anti-excesso de controle. É brilhante, original, contestadora, poderosa e revolucionária por natureza! A verdade é que empastelar as calças com uma nutela quente e mal cheirosa é um ato extremamente libertador. É também um gesto consciente de profundo cunho espiritual e filosófico: “Cago na calça, logo SINTO que existo mesmo! Puta que pariu!” O que pode ser mais racionalista do que encher a cueca de cocô? Essa ação pode ser vista como um experimento de auto-análise corajosa e acaba com aquelas baboseiras do tipo: “Estamos mesmo aqui ou é uma ilusão apenas?” ou “E se isso tudo não passar de um sonho de um cachorro?” Se você melar a bunda e a calça com merda todos os dias, não há elucubração pseudo-filosófica (vulgo: conversa mole) que resista.
Problemas psicológicos sérios como egocentrismo, impessoalidade e a famosa freudiana retenção anal e até mesmo o tédio podem ser combatidos com a auto-defecação regular. Imaginemos um sujeito como Roberto Justus cagando na sua calcinha bacana todos os dias antes de gravar seu “agradável” programa de tv. Seria um sujeitinho menos “posudo”, para dizer adjetivá-lo de maneira deveras suave, dentre outros inúmeros possíveis, não é mesmo?
A aceitação de si mesmo como ser físico finito que vai inexoravelmente esticar as canelas e vai ficar fedendo 30 vezes mais do que o meio quilo de merda que fazemos todo dia dentro de um caixote de madeira, embaixo da terra é uma das posturas de vida mais sábias que podemos assumir depois de parar de assistir o Big Brother ou esfregar uma peça de carne crua no pescoço da sua sogra e soltar um rotweiller em cima da véia imunda na hora.
A verdade é que aquele cheiro acre e inaceitável de merda que invade com virulência nossos narizes com a força de um coice de cavalo é uma lembrança de como somos na real. A consistência pegajosa e grudenta da bosta a roupa só nos ajudaria a destruir as famosas auto-ilusões que todos seres humanos, por mais humildes que sejam, têm aos milhões sobre si mesmos. Essa essência natural e interna, que a nossa sociedade doente resolveu fingir que não existe e que resolveu classificá-la de obscura estará mais presente a cada pastelada de cocô que fizermos em nossa calcinha nova de grife! É fato inegável que a merda faz parte de nós. Você está fazendo merda nesse exatamente nesse momento pelo seu constante processo digestivo ou também se estiver votando no PT ou se estiver acreditando mesmo que seu namoradinho bacana, romântico e com cara de bom moço não quer comer sua empregada que tem aquele bundão apesar de ela ser mais feia do que bater na mãe.
Eu cago regularmente nas calças de 20 em 20 dias para profundo desgosto da alienada da minha empregada, Dona Vacilene. Ela não entende que esse é um ato filosófico-espiritual de negação do nosso ego e uma singela atitude protesto contra meu próprio ser e todos os defeitos inerentes a ele. A auto-defecação faz com que o ser humano fique mais humilde, além de ser consciente do seu organismo e o mais importante: menos chocado com os malditos banheiros de rodoviária, seguramente as ante-salas do inferno no planeta Terra.
Já defequei num terno meu Armani novinho e me senti livre e leve como uma pluma! Foi extremamente libertador. Me senti como um monge asceta livre da poderosa escravidão materialista que nos oprime hoje em dia também quando dei o terno de presente para o porteiro do meu prédio pois aquela merda ficou imprestável depois desse meu grandioso gesto de abnegação digestivo-filosófico! Hoje, quando vejo Seu Querjinaldo usando aquela roupa tão maravilhosa me sinto orgulhoso pelo meu ato! Ele é o porteiro mais bem vestido que eu já vi, mesmo com aquele cheirão de feto de urubu molhado que grudou na roupa. Me congratulo mentalmente emocionado toda vez que subo pelo elevador, confesso...
Estraguei também um lindo costume Ermenegildo Zegna, mas como essa maravilhosa peça de roupa era de um primo meu e o fiz quando o próprio estava usando ela em seu casamento, isso fez com que ele cortasse relações comigo injustamente. A verdade é que é dura e incompreendida a vida dos que enxergam muito além do que nossa sociedade obtusa consegue visualizar.
A desculpa patética que a sujar a roupa seria um impedimento para a auto-defecação é ridícula. Na poeira que trazemos para casa grudada em nossas vestes há milhares de bactérias também. Lógico que aquela massaroca marrom pegajosa e nojenta com um milho grudado tem suas vicissitudes, mas é exatamente isso: quebrar a ordem expressa da sociedade que só se pode cagar em alguma privadinha de louça branca. É muita neurose para um ato que é uma necessidade biológica de primeira qualidade para a nossa saúde! Ah, não é? Experimente ficar sem deixar a moréia sair da toca por mais de um dia e você ficará deverasmente "enfezado", meu chapa, sacou? Sacou a parada, malandro? Sacou o porquê de "em-fezes-ado", doidão?
Cagar na calça é deveras importante para vários extratos sociais. Por exemplo, estudantes de medicina - os caras fazem anatomia e ficam mexendo em CADÁVERES um semestre! Qual é problema então em encher a cueca de bosta um dia? Médicos, enfermeiros, babás, psicólogos, psiquiatras e juízes de futebol (estes últimos mais como conseqüência do trabalho e não pela causa...), são exemplos de profissões onde esse importante ato de auto-conhecimento pode ajudar a tornar esses profissionais bem melhores e bem mais compreensivos com o próximo.
Um campo em que a auto-defecação é extremamente eficaz é o ativismo social e político. Pode parecer muito inteligente sair por aí usando uma camisetinha fudida do Che Guevara para se projetar como engajado, mas se o pretenso ativista pensasse um pouco, iria para as passeatas com um pastel de cocô prensado na cueca e assim poderia deixar bem claro a todos que não concorda com a sociedade. Mas, não: o bobo alegre prefere ficar gritando roboticamente: “O povo unido jamais será vencido! O povo unido jamais será vencido!” e ficar ouvindo aquelas músicas “alegronas” do Gonzaguinha ou aquela do irmão do Enfia, sei lá... Na boa, isso já saiu de moda há um tempão! Mas mal sabe o baderneiro, digo, o militante, que “O povo, cagado, jamais será ignorado!” Estou bem certo, não é? Imaginem uma passeata com centenas de participantes marchando com as calças cheias de merda! Não há Imprensa, tropa de choque e Congresso, por exemplo, hum, vejamos...o do Brasil, por mais cínico e insensível aos apelos do povo que resista! Uma passeata com apenas 30 ativistas cagados conseguiria MUITO mais atenção do uma com cem com o cuzão limpinho! Ninguém fica alheio à merda de verdade! Ninguém ia esquecer da passeata porque o cheiro é tão inesquecível quanto intimidador! Se isso não é mais óbvio do que a falta de caráter dos nossos políticos, não sei mais o que seria...
A auto-defecação também serve para evitar frustrações e a falta de comunicação. Levou um pezão na bunda da namorada? Está magoadinho? Cague na calça e vá discutir a relação com ela imediatamente depois! Tomou um esporro do chefe? Borre as calças com cimento marrom e vá trabalhar no dia seguinte! Não tem dinheiro pra ter uma tv por assinatura e tem que ficar em casa assistindo o programa do Luciano Huck no sábado à tarde? (Bom, essa aí é mais jogo você pular dentro num vulcão, brother...). Deixe o mundo saber que você não está feliz e satisfeito da forma mais natural possível! E não há lei no nosso “brilhante” e “atualíssimo” Código Penal que puna a auto-defecação! É legal!!! (Nos dois sentidos!)
E pode ser bem divertido e útil também! Você pode planejar um ato de auto-defecação para o dia do aniversário da sua sogra e ficar lá quietinho no sofá dela, comendo um bolo no pratinho enquanto aquele cheiro de merda nojento vai se espalhando pelo apartamento daquela jararaca filha da puta ou então até para aquelas festinhas de criança tão “excitantes” que sua mulher obriga a você ir, às quais você só conhece exatamente duas pessoas: sua mulher e seu filho! Mais ninguém! “Legal”, né? E o mais bacana é que todos vão achar que o “trabalho” foi feito por alguma das 50 crianças pequeninas que estão lá, às quais estão bastante familiarizadas em empestear suas fraldinhas e roupinhas de boutique que a vovó dá! Mais uma comprovação da enorme sabedoria, pureza e falta de ego das crianças!
Já que agora você é um entusiasmado adepto da fabulosa Auto-Defecação in Vestis, há receitas infalíveis para se esvair na própria indumentária sem fazer esforço algum. Por exemplo: comer duas fatias de bolo de coco (calma, é esse aí é sem acento mesmo...) com um copinho de yogurte de ameixa com fibras a cada 3 horas é meio infalível! Eu garanto, malandro: VOCÊ VAI CAGAR NA CALÇA COM CERTEZA!!! Siga essa receita às 9 da manhã e lá pelas 5 da tarde um curioso fenômeno ocorrerá no seu organismo: os dois hemisférios do seu cérebro soltarão coordenadamente uma única e categórica ordem: “CAGUE AGORA!!!” Em 10 segundos, queira ou não, você já estará carregando 1 quilo de merda recém espalhada na bunda e nas pernas. Traçar um Big Mac logo depois de um carneiro com molho de tâmaras também é um tiro certeiro. Se você traçar essa parada por volta das 9 da manhã é líquido e certo (e bota líquido nisso!) que um spray de merda INCONTROLÁVEL sairá do olho do seu cu contra sua vontade à partir do meio-dia que continuará de meia em meia hora até o dia seguinte.
Agora que você já sabe o que é, porque é e como é a importante e mui subestimada arte da Auto-Defecação In Vestis, ou seja, a popularmente conhecida cagar nas calças, mãos à barriga e prove que você não é mais um cretino na multidão! Mostre quem você realmente é de verdade nessa sociedade hipócrita na qual vivemos! Cague para tudo e todos na sua roupinha e, principalmente, por você mesmo e por uma vida mais digna, acima de tudo!
Primeiramente, não dá pra ignorar que cagar é um ato vital para nossa espécie e inúmeras outras. O fabuloso e trepidante escritor e filósofo social, Adolar Gangorra, já teceu um brilhante comentário sobre esse importantíssimo assunto em seu sensacional texto “Solidão da Vida Privada”. Mesmo sofrendo de males terríveis como priapismo e megalofalia, esse bravo pensador conseguiu presentear o mundo com um tratado primordial, brilhante e já clássico sobre um tema tão fundamental para a nossa sociedade.
Infelizmente o cagar nas calças foi logo visto de modo injusto como um terrível crime social! Os pais que comemoram quando seus filhos aprendem a fazer cocô na privada e largar as fraldas não têm idéia do equívoco que estão cometendo. É genético! Nós, seres humanos, já nascemos programados para excrementar na roupa sem a menor preocupação. Os bebês e crianças pequenas fazem isso com a maior naturalidade e inocência! Se não fosse este um processo natural e evolucionista, a natureza com sua incomensurável sabedoria teria cuidado disso há muito tempo!
Depois, lamentavelmente, fomos treinados a reprimir esse instinto natural ao só defecarmos, ora vejam só... na água! O ser humano, neurótico por natureza, usou ardilosamente de sua inteligência para tentar omitir esse ato o mais rápido possível: logo foram criadas as terríveis privadas que com o truque sujo da água que impede que o cheiro da merda se manifeste com sua toda sua expressão e contundência natural e, acima de tudo, de forma realista e esclarecedora da nossa própria natureza. Todos os dias, ao defecarmos em vasos cheios de H2O ajudamos a perpetrar uma mentira: que merda não fede tanto! Quanta hipocrisia, minha gente!
A água impede que o cheiro aviltante, porém real dos toletes de bosta se espalhem com toda sua força, agressividade e, o mais importante: com a veracidade que lhes é característica. Ficamos acostumados a achar que um rolete de cocô seria, por assim dizer, um gatinho domesticado inócuo enquanto, na verdade, possui a força e selvageria de um tigre asiático! Não acredita? Cague numa folha de jornal amanhã de manhã para ver! É foda, brother! Neguinho surta na hora, maluco!
E que maldade com a natureza! Bilhões e bilhões de litros desse líquido tão precioso já foram corrompidos porque alguém achou feio defecarmos num pano qualquer! Que prego! Entretanto, esses mesmos ambientalistas que não cansam que pregar que a água doce está acabando no planeta, não gostam de cagar nas calças, os filhas das putas, para salvar a tão falada água potável!
Que auto-sabotagem mais sensacional, nós humanos, fomos capazes de pespegar em nós mesmos, não é? Aí vemos o começo de uma hipocrisia inaceitável que distorceu uma das mais sinceras formas de expressão do ser humano e, principalmente, uma de suas essências primais que é “fazer merda”, por assim dizer. A vida é muito mais séria e ameaçadora do que cagar numa aguinha todos os dias pra depois esfregar um papel macio no cu ou tacar um jatão forte de água na toba.
Uma parte bem importante dos processos de auto-conhecimento é o belo fato de cagar na própria roupa. A quebra desse tabu horroroso traria inúmeros benefícios à humanidade. Essa é uma ação importante pois vira uma declaração de negação da vaidade, de pseudo-poder, anti-materialista e anti-excesso de controle. É brilhante, original, contestadora, poderosa e revolucionária por natureza! A verdade é que empastelar as calças com uma nutela quente e mal cheirosa é um ato extremamente libertador. É também um gesto consciente de profundo cunho espiritual e filosófico: “Cago na calça, logo SINTO que existo mesmo! Puta que pariu!” O que pode ser mais racionalista do que encher a cueca de cocô? Essa ação pode ser vista como um experimento de auto-análise corajosa e acaba com aquelas baboseiras do tipo: “Estamos mesmo aqui ou é uma ilusão apenas?” ou “E se isso tudo não passar de um sonho de um cachorro?” Se você melar a bunda e a calça com merda todos os dias, não há elucubração pseudo-filosófica (vulgo: conversa mole) que resista.
Problemas psicológicos sérios como egocentrismo, impessoalidade e a famosa freudiana retenção anal e até mesmo o tédio podem ser combatidos com a auto-defecação regular. Imaginemos um sujeito como Roberto Justus cagando na sua calcinha bacana todos os dias antes de gravar seu “agradável” programa de tv. Seria um sujeitinho menos “posudo”, para dizer adjetivá-lo de maneira deveras suave, dentre outros inúmeros possíveis, não é mesmo?
A aceitação de si mesmo como ser físico finito que vai inexoravelmente esticar as canelas e vai ficar fedendo 30 vezes mais do que o meio quilo de merda que fazemos todo dia dentro de um caixote de madeira, embaixo da terra é uma das posturas de vida mais sábias que podemos assumir depois de parar de assistir o Big Brother ou esfregar uma peça de carne crua no pescoço da sua sogra e soltar um rotweiller em cima da véia imunda na hora.
A verdade é que aquele cheiro acre e inaceitável de merda que invade com virulência nossos narizes com a força de um coice de cavalo é uma lembrança de como somos na real. A consistência pegajosa e grudenta da bosta a roupa só nos ajudaria a destruir as famosas auto-ilusões que todos seres humanos, por mais humildes que sejam, têm aos milhões sobre si mesmos. Essa essência natural e interna, que a nossa sociedade doente resolveu fingir que não existe e que resolveu classificá-la de obscura estará mais presente a cada pastelada de cocô que fizermos em nossa calcinha nova de grife! É fato inegável que a merda faz parte de nós. Você está fazendo merda nesse exatamente nesse momento pelo seu constante processo digestivo ou também se estiver votando no PT ou se estiver acreditando mesmo que seu namoradinho bacana, romântico e com cara de bom moço não quer comer sua empregada que tem aquele bundão apesar de ela ser mais feia do que bater na mãe.
Eu cago regularmente nas calças de 20 em 20 dias para profundo desgosto da alienada da minha empregada, Dona Vacilene. Ela não entende que esse é um ato filosófico-espiritual de negação do nosso ego e uma singela atitude protesto contra meu próprio ser e todos os defeitos inerentes a ele. A auto-defecação faz com que o ser humano fique mais humilde, além de ser consciente do seu organismo e o mais importante: menos chocado com os malditos banheiros de rodoviária, seguramente as ante-salas do inferno no planeta Terra.
Já defequei num terno meu Armani novinho e me senti livre e leve como uma pluma! Foi extremamente libertador. Me senti como um monge asceta livre da poderosa escravidão materialista que nos oprime hoje em dia também quando dei o terno de presente para o porteiro do meu prédio pois aquela merda ficou imprestável depois desse meu grandioso gesto de abnegação digestivo-filosófico! Hoje, quando vejo Seu Querjinaldo usando aquela roupa tão maravilhosa me sinto orgulhoso pelo meu ato! Ele é o porteiro mais bem vestido que eu já vi, mesmo com aquele cheirão de feto de urubu molhado que grudou na roupa. Me congratulo mentalmente emocionado toda vez que subo pelo elevador, confesso...
Estraguei também um lindo costume Ermenegildo Zegna, mas como essa maravilhosa peça de roupa era de um primo meu e o fiz quando o próprio estava usando ela em seu casamento, isso fez com que ele cortasse relações comigo injustamente. A verdade é que é dura e incompreendida a vida dos que enxergam muito além do que nossa sociedade obtusa consegue visualizar.
A desculpa patética que a sujar a roupa seria um impedimento para a auto-defecação é ridícula. Na poeira que trazemos para casa grudada em nossas vestes há milhares de bactérias também. Lógico que aquela massaroca marrom pegajosa e nojenta com um milho grudado tem suas vicissitudes, mas é exatamente isso: quebrar a ordem expressa da sociedade que só se pode cagar em alguma privadinha de louça branca. É muita neurose para um ato que é uma necessidade biológica de primeira qualidade para a nossa saúde! Ah, não é? Experimente ficar sem deixar a moréia sair da toca por mais de um dia e você ficará deverasmente "enfezado", meu chapa, sacou? Sacou a parada, malandro? Sacou o porquê de "em-fezes-ado", doidão?
Cagar na calça é deveras importante para vários extratos sociais. Por exemplo, estudantes de medicina - os caras fazem anatomia e ficam mexendo em CADÁVERES um semestre! Qual é problema então em encher a cueca de bosta um dia? Médicos, enfermeiros, babás, psicólogos, psiquiatras e juízes de futebol (estes últimos mais como conseqüência do trabalho e não pela causa...), são exemplos de profissões onde esse importante ato de auto-conhecimento pode ajudar a tornar esses profissionais bem melhores e bem mais compreensivos com o próximo.
Um campo em que a auto-defecação é extremamente eficaz é o ativismo social e político. Pode parecer muito inteligente sair por aí usando uma camisetinha fudida do Che Guevara para se projetar como engajado, mas se o pretenso ativista pensasse um pouco, iria para as passeatas com um pastel de cocô prensado na cueca e assim poderia deixar bem claro a todos que não concorda com a sociedade. Mas, não: o bobo alegre prefere ficar gritando roboticamente: “O povo unido jamais será vencido! O povo unido jamais será vencido!” e ficar ouvindo aquelas músicas “alegronas” do Gonzaguinha ou aquela do irmão do Enfia, sei lá... Na boa, isso já saiu de moda há um tempão! Mas mal sabe o baderneiro, digo, o militante, que “O povo, cagado, jamais será ignorado!” Estou bem certo, não é? Imaginem uma passeata com centenas de participantes marchando com as calças cheias de merda! Não há Imprensa, tropa de choque e Congresso, por exemplo, hum, vejamos...o do Brasil, por mais cínico e insensível aos apelos do povo que resista! Uma passeata com apenas 30 ativistas cagados conseguiria MUITO mais atenção do uma com cem com o cuzão limpinho! Ninguém fica alheio à merda de verdade! Ninguém ia esquecer da passeata porque o cheiro é tão inesquecível quanto intimidador! Se isso não é mais óbvio do que a falta de caráter dos nossos políticos, não sei mais o que seria...
A auto-defecação também serve para evitar frustrações e a falta de comunicação. Levou um pezão na bunda da namorada? Está magoadinho? Cague na calça e vá discutir a relação com ela imediatamente depois! Tomou um esporro do chefe? Borre as calças com cimento marrom e vá trabalhar no dia seguinte! Não tem dinheiro pra ter uma tv por assinatura e tem que ficar em casa assistindo o programa do Luciano Huck no sábado à tarde? (Bom, essa aí é mais jogo você pular dentro num vulcão, brother...). Deixe o mundo saber que você não está feliz e satisfeito da forma mais natural possível! E não há lei no nosso “brilhante” e “atualíssimo” Código Penal que puna a auto-defecação! É legal!!! (Nos dois sentidos!)
E pode ser bem divertido e útil também! Você pode planejar um ato de auto-defecação para o dia do aniversário da sua sogra e ficar lá quietinho no sofá dela, comendo um bolo no pratinho enquanto aquele cheiro de merda nojento vai se espalhando pelo apartamento daquela jararaca filha da puta ou então até para aquelas festinhas de criança tão “excitantes” que sua mulher obriga a você ir, às quais você só conhece exatamente duas pessoas: sua mulher e seu filho! Mais ninguém! “Legal”, né? E o mais bacana é que todos vão achar que o “trabalho” foi feito por alguma das 50 crianças pequeninas que estão lá, às quais estão bastante familiarizadas em empestear suas fraldinhas e roupinhas de boutique que a vovó dá! Mais uma comprovação da enorme sabedoria, pureza e falta de ego das crianças!
Já que agora você é um entusiasmado adepto da fabulosa Auto-Defecação in Vestis, há receitas infalíveis para se esvair na própria indumentária sem fazer esforço algum. Por exemplo: comer duas fatias de bolo de coco (calma, é esse aí é sem acento mesmo...) com um copinho de yogurte de ameixa com fibras a cada 3 horas é meio infalível! Eu garanto, malandro: VOCÊ VAI CAGAR NA CALÇA COM CERTEZA!!! Siga essa receita às 9 da manhã e lá pelas 5 da tarde um curioso fenômeno ocorrerá no seu organismo: os dois hemisférios do seu cérebro soltarão coordenadamente uma única e categórica ordem: “CAGUE AGORA!!!” Em 10 segundos, queira ou não, você já estará carregando 1 quilo de merda recém espalhada na bunda e nas pernas. Traçar um Big Mac logo depois de um carneiro com molho de tâmaras também é um tiro certeiro. Se você traçar essa parada por volta das 9 da manhã é líquido e certo (e bota líquido nisso!) que um spray de merda INCONTROLÁVEL sairá do olho do seu cu contra sua vontade à partir do meio-dia que continuará de meia em meia hora até o dia seguinte.
Agora que você já sabe o que é, porque é e como é a importante e mui subestimada arte da Auto-Defecação In Vestis, ou seja, a popularmente conhecida cagar nas calças, mãos à barriga e prove que você não é mais um cretino na multidão! Mostre quem você realmente é de verdade nessa sociedade hipócrita na qual vivemos! Cague para tudo e todos na sua roupinha e, principalmente, por você mesmo e por uma vida mais digna, acima de tudo!
terça-feira, 17 de agosto de 2010
MEU NOME É HOMEM
Meu nome é Homem. Meus pais preferiram não me dar nome específico nenhum. Quando nasci fui apelidado de “Bebê”, depois, quando fui crescendo, de “Criança”, depois de “Adolescente” e hoje, de "Adulto". Logo, logo, serei chamado de “Velho”. Tenho uma irmã mais nova que se chama Mulher, mas seu apelido atualmente é “Menina”. Mas não tenho um nome que signifique algo em especial devido à época, moda, homenagens, classe social, idolatria, credo político ou religioso, falta de bom senso e gostos específicos.
Meu nome é Homem.
Não nasci nas décadas de 20, 30 e 40 para me chamar Otacílio, Modesto, Azarias ou Hermenegildo.
Não nasci no início da década de 70 para me chamar Marcelo, Ricardo ou Rodrigo.
Não nasci no fim dela pra ter nomes duplos como Paulo César, Carlos Eduardo ou André Luis.
Não nasci na década de 90 para me chamar Iuri, Diogo, Diego ou Enzo.
Meu nome é Homem.
Não sou filho de pais nacionalistas para me chamar Cauã, Aritana ou Ubirajara.
Não sou filho de pais simpatizantes do socialismo para me chamar Andrei, Iuri ou Vladimir.
Não sou filho de artistas para ter nomes pseudo-simples e exóticos como Bento, Moreno ou Quincas.
Meu nome é Homem.
Não sou filho de pais pobres para me chamar Clebonildson, Sandisvalmer ou Fansdiscleiton.
Não sou filho de pais ricos para me chamar Antônio, Francisco ou Joaquim. Eu queria me chamar José, mas meus pais não quiseram que eu virasse um "Zé" qualquer.
Não sou filho de pais crentes para me chamar Adonai, Gedeão ou Manassés.
Meu nome é Homem.
Não sou filhos de pais idólatras que pensam mais no seu gosto do que nos próprios filhos para me chamar Maicon, Alandelon, Bredepite, Valdisnei ou Madeinusa.
Não sou filho de pais que fazem homenagens híbridas aos seus dois genitores de uma vez só para me chamar Paulédison (Paula + Edison), Creuvan (Creuza + Ivan) ou Vialdo (Vivan + Osvaldo ).
Minha irmã não é filha da empregada para se chamar Suellen, Jéssica ou Stéfanny.
Ela não é filha de pais que acham bonitos nomes afrancesados para se chamar Dannyelle, Marianne ou Tatianne.
Meu nome é Homem.
Não sou filho de pais "haribô" para me chamar Krishna, Shiva ou Sidartha.
Não sou filhos de porra loucas para me chamar “Um Dois Três de Oliveira Quatro”, “Comigo É Nove na Garruxa Trouxada”, “Restos Mortais de Catarina” ou “Vaginaldo”.
Não sou filho de pais que viram filmes americanos demais para me chamar Jonatan, "Álan" ou "Bráian" .
Meu nome é Homem.
Não sou filho de pais que usam sobrenomes estrangeiros como prenomes para me chamar Lincoln, Washington, Wellington ou Franklyn.
Não sou filho de pai e neto de avô que repetiu seu próprio nome para ter substantivos como um adendo ao sobrenome como Filho, Neto ou Sobrinho.
Não sou filho de pais que homenagearam os próprios pais para me chamar Otacílio, Modesto, Azarias ou Hermenegildo.
Meus pais não quiserem dizer absolutamente nada por meio do meu nome.
Por isso, meu nome é somente HOMEM.
Meu nome é Homem.
Não nasci nas décadas de 20, 30 e 40 para me chamar Otacílio, Modesto, Azarias ou Hermenegildo.
Não nasci no início da década de 70 para me chamar Marcelo, Ricardo ou Rodrigo.
Não nasci no fim dela pra ter nomes duplos como Paulo César, Carlos Eduardo ou André Luis.
Não nasci na década de 90 para me chamar Iuri, Diogo, Diego ou Enzo.
Meu nome é Homem.
Não sou filho de pais nacionalistas para me chamar Cauã, Aritana ou Ubirajara.
Não sou filho de pais simpatizantes do socialismo para me chamar Andrei, Iuri ou Vladimir.
Não sou filho de artistas para ter nomes pseudo-simples e exóticos como Bento, Moreno ou Quincas.
Meu nome é Homem.
Não sou filho de pais pobres para me chamar Clebonildson, Sandisvalmer ou Fansdiscleiton.
Não sou filho de pais ricos para me chamar Antônio, Francisco ou Joaquim. Eu queria me chamar José, mas meus pais não quiseram que eu virasse um "Zé" qualquer.
Não sou filho de pais crentes para me chamar Adonai, Gedeão ou Manassés.
Meu nome é Homem.
Não sou filhos de pais idólatras que pensam mais no seu gosto do que nos próprios filhos para me chamar Maicon, Alandelon, Bredepite, Valdisnei ou Madeinusa.
Não sou filho de pais que fazem homenagens híbridas aos seus dois genitores de uma vez só para me chamar Paulédison (Paula + Edison), Creuvan (Creuza + Ivan) ou Vialdo (Vivan + Osvaldo ).
Minha irmã não é filha da empregada para se chamar Suellen, Jéssica ou Stéfanny.
Ela não é filha de pais que acham bonitos nomes afrancesados para se chamar Dannyelle, Marianne ou Tatianne.
Meu nome é Homem.
Não sou filho de pais "haribô" para me chamar Krishna, Shiva ou Sidartha.
Não sou filhos de porra loucas para me chamar “Um Dois Três de Oliveira Quatro”, “Comigo É Nove na Garruxa Trouxada”, “Restos Mortais de Catarina” ou “Vaginaldo”.
Não sou filho de pais que viram filmes americanos demais para me chamar Jonatan, "Álan" ou "Bráian" .
Meu nome é Homem.
Não sou filho de pais que usam sobrenomes estrangeiros como prenomes para me chamar Lincoln, Washington, Wellington ou Franklyn.
Não sou filho de pai e neto de avô que repetiu seu próprio nome para ter substantivos como um adendo ao sobrenome como Filho, Neto ou Sobrinho.
Não sou filho de pais que homenagearam os próprios pais para me chamar Otacílio, Modesto, Azarias ou Hermenegildo.
Meus pais não quiserem dizer absolutamente nada por meio do meu nome.
Por isso, meu nome é somente HOMEM.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
HOMEM NÃO DANÇA!
Dentre as inúmeras mentiras sociais, a dança protagonizada por homens é uma das mais populares, insidiosas, patéticas e humilhantes. Tal qual as campanhas publicitárias, programas de governos para erradicar a fome e a utilidade das revistas sobre celebridades, a falácia de que os homens gostam de dançar espontaneamente esconde mais significados obscuros e neuroses coletivas do que se possa imaginar. Mas, hoje em dia, na sociedade dita moderna, as mulheres - sempre elas... - resolveram exercer uma pressão enorme para que o gênero oposto faça o mesmo que elas fazem, sem que elas expliquem muito o porquê. Ou seja, ficar se contorcendo constrangedoramente de um lado para o outro ao som de uma música babaca qualquer.
A verdade é que homem não dança. Não é da sua natureza. Ele tem outras prioridades como, por exemplo, beber água, sexo, ganhar do rival, sexo, cagar no mato, sexo, etc. E também sexo. As mulheres deveriam ter outras prioridades também como emagrecer e chorar menos, mas, entre elas, essa atividade coreográfica bastante questionável é idolatrada e vendida como a coisa mais importante do mundo. Homem nenhum vê sentido nisso. Prefere fumar um cigarro qualquer ou dormir no sofá de bermuda, sem cueca, e com uma das bolas pendurada pra fora. Homem não dança e todo mundo sabe disso. Bem, quase todo mundo...
Há provas e mais provas de cunho antropológico que homem não dança de verdade. Entretanto, em todas as culturas primitivas, temos a dança e na maioria desses casos, há homens liderando o processo. Antropólogos e outras espécies de vagabundos se comprazem com esses rituais esdrúxulos, enxergando neles inúmeros e importantes significados ocultos onde há somente, por exemplo, micoses em lugares difíceis de coçar. E o que nós, hoje, filhos da luz elétrica e da penicilina, achamos que são homens dançando por prazer e diversão, na verdade, são seriíssimas e enfáticas manifestações de intuito comunicativo com o Além. Sim, amigos, na verdade, são pedidos desesperados para entidades invisíveis para que mandem uma mísera chuvinha após 20 anos de seca inclemente ou apenas um agradecimento sincero pelo simpático fato de a tribo rival ter deixado somente cinco membros meio vivos no último massacre. Então, os caras apelam para chamar atenção de seus deuses, apresentando um monte de trejeitos corporais extremamente dramáticos, ridículos e comprometedores, correndo de um lado para o outro, sacudindo os braços para cima, desesperados, batucando e gritando alguma ladainha ininteligível, aquela papagaiada toda. Não é dança coisa nenhuma. É histeria mesmo.
Mas foi nas sociedades atuais onde a dança revelou de modo pleno seu verdadeiro significado: o de total inutilidade. Entretanto, as representantes do sexo feminino resolveram mascarar tal fato conferindo ao bailado o status de atividade fundamental para a civilização e mais ainda: resolveram infligir essa palhaçada aos pobres homens!
As mulheres insistem em que seus opostos em gênero devem dançar e isso, na verdade, é uma merda. Elas não sabem, mas homem nenhum dança porque tem vontade. Os que dançam o fazem por motivos rasteiros e inconfessáveis ou então porque não passam de debilóides mesmo. São aqueles pregos que querem parecer uns caras legais, compreensivos e "evoluídos" para as garotas. Eles observam e mimetizam comportamentos que as mulheres endossam, tal qual calangos microcéfalos, só para obter, via de regra, ganho sexual. E a dança é um desses comportamentos. Eles estão lá unicamente para rapinar as mulheres que, inocentemente, acham que homem adora dançar! E elas, coitadinhas, não poderiam estar mais equivocadas... Os sujeitos que se propõe a dançar, na verdade, são do tipo que depois que conseguem inserir um certo apêndice corporal sem osso em várias reentrâncias da jovem tolinha, não estão mais aí se as boites da região vão virar casas de bingo ou se o Grupo Corpo não vai passar mais pela cidade deles.
Muitos desses picaretas irão jurar de patas juntas que gostam mesmo de dançar por uma razão muito simples: essa mentira funciona mesmo para as mulheres. E como funciona! Elas precisam acreditar que o cara está adorando estar ali balançando a cabeça e a bunda, sorrindo, parecendo um idiota, do que jogando futebol e gritando palavrão com os amigos.
Ah, como é óbvia essa farsa! Se elas vissem a verdade não iriam vibrar tanto ao som de "I Feel Good" do James Brown, sem dúvida, a música mais tocada nos últimos 200 anos nas pistas de dança brasileiras ou de "Mr. Jones", do Counting Crows, sem dúvida, a música mais escrota tocada nos últimos 200 anos nas pistas de dança brasileiras.
Há todo um ritual para que esse teatro aconteça. Eles chegam na boite, compram uma cerveja long neck, daquelas da garrafa modernosa e ficam lá fingindo que estão gostando de fazer aquele papel ridículo. É tudo aparência. Aposto que ninguém nunca viu um cara desses abordar um grupo de gatinhas carregando uma garrafa normal de cerveja, de 600 ml sem rótulo, a famosa "long neck de bebum". Depois vão se aproximando lentamente, fingindo que estão dançando - o que é extremamente constrangedor - dão uma checada na rabiola da garota antes para ver se vale à pena aquele sacrifício coreográfico e depois ficam lá pulando levemente, rilhando os dentes, fazendo parecer que estão gostando de se expressar corporalmente ao som de... Madonna! Eles, na verdade, estão mandando uma mensagem não verbal pra as garotas: "Viu? Eu sou um cara legal! Não sou um machão! Estou aqui dançando com você, gatinha! Então, pode dar pra mim hoje mesmo, ok?" Pois é, nesses vagabundos, tudo aparência e nenhuma decência! Ah, em tempo: esse tipo de cara está pouco se fudendo pra maluca da Madonna!
A prova que homem não dança mesmo é que esse tipo de panaca não sai com os amiguinhos pra dançar por aí. Garotos de 14 anos não ligam uns para os outros pra irem dançar em grupo, ligam? "Alô, Marquinhos? É o Pedro. Aí, vamos sair dar uma dançada? Pô, acordei hoje com vontade de chacoalhar o esqueleto..." Eles ligam sim para marcar para fazer merda, tipo pichar paredes públicas, jogar ovo em travesti, dar porrada uns nos outros, etc. Não parece ser mesmo da essência masculina ficar balançando o corpo e soltar uns gritinhos agudos com os braços pra cima. Ou seja, homem não dança mesmo.
Outro dia, estava eu com velhos colegas de cátedra, conversando sobre assuntos importantes como o teorema de Fermat, o problema da dualidade matéria-energia e qual das Meninas Superpoderosas vai engravidar primeiro, quando uma aluna deles bem bonita (para não dizer boa para caralho!) veio a ter conosco. Depois de algum tempo de conversa sobre hábitos sociais, a moça se dirigiu a mim e perguntou: "Você dança? Respondi: "Não. Sou homem, minha filha!". Meus dois amigos, que há horas estavam tentando impressionar a pupila, viram na expressão de estranhamento dela uma oportunidade para angariar prestígio com a jovem e começaram a afirmar categoricamente que "amam dançar", que são "dançarinos habituès", que "a dança faz bem ao corpo e ao espírito" e outras cretinices do gênero. A garota adorou o lixo que ouviu e fez cara feia pra mim o resto da conversa, o que considerei justo pois fiquei satisfeito por ela achar que estava certa e eu errado. Como sabemos, a mais densa ignorância também pode funcionar como uma forma de felicidade rala. Quanto aos meus companheiros, soube depois, que essa mentira ridícula não se converteu em ganho sexual para ambos. Coincidentemente, a aluna foi reprovada nas matérias dos meus dois chapas "bailarinos".
O famoso balé clássico é a prova que só as mulheres dançam mesmo. É claro que também temos homens (ou pelo menos seres humanos portadores de aparelho reprodutor masculino) nesse meio. São expressivos, com olhares penetrantes, inquisidores, lânguidos, misteriosos, "pidões" até. Usam uma maquiagem carregada, malhas apertadas que deixam aparecer todo seu sistema circulatório e que grudam na bunda que nem um adesivo industrial. Possuem o andar saltitante que lembra o de uma gazela arisca na relva e... bem, como disse, o balé clássico é prova que só as mulheres dançam mesmo!
Existem homens que tem que dançar por força de ganho salarial e isso não põe em dúvida sua masculinidade. Põe em risco sua sanidade mental, isso sim! São relatadas inúmeras formas de desvio psicológico causadas por traumas de infância, dívidas com o demônio, carmas medievais e pauladas na cabeça que justificam a dança por homens e que, infelizmente, podem levar um bom funcionário público em potencial a optar pela expressão corporal. Triste, não? Fred Astaire era um gênio hiper-coordenado, sem dúvida, mas é óbvio que ele teria prestado melhor serviço à humanidade como dentista. Ou você vai dizer que ele não tinha a MAIOR cara de um? As mulheres se derretem ao ver aquele cara da dança celta com as mãos na cinturinha, sorrindo e dando uns saltos esquisitos pra cima e uns chutões com a perna reta igual a um cavalo adestrado. Nós, homens, só conseguimos achar engraçado pra caralho ou que ele esteja com um guarda-chuva aberto socado dentro do cu. E tome chute pra cima, né, Seu Baitôla? Como disse, sanidade 100% preservada!
Há tipos de dança onde os homens predominam, como, por exemplo, o sapateado. Essa técnica poderia muito bem ser classificada como uma forma de neurose severa, mas é ensinada em academias para jovens inocentes. Tudo bem que existiram sapateadores que levaram essa sandice à perfeição como Gregory Hines, Savion Glover e o espetacular Sammy Davis Jr., mas prefiro lembrar do tap dancing por meio daquela imagem clássica do imbecil batendo freneticamente os pezinhos a esmo no chão, com um chapéu de palhinha na cabeça, usando um paletó listrado e sacudindo uma bengala com as mãos pra cima e pra baixo e com o sorriso mais idiota do mundo na fuça! É até triste ver um ser humano em uma situação tão desesperadora e humilhante. Ah, isso sim é que é o sapateado pra mim... O despropósito inconseqüente e acéfalo em forma de dança! Mas se esse tipo de bailado não é praticado em boites e festas de casamento é porque os homens que dominam esse ofício não o levam tão a sério assim e não precisam impingir esse mambo-jambo inútil ao resto da população mundial. É mais um divertimento cretino, uma perversão, e não uma ação meticulosamente orquestrada para angariar prestígio com o sexo oposto. Ao contrário das mulheres que exigem que você saiba de cor a "dança do maxixe" só para ela achar você um cara bacana!
Temos também a dança em pares mistos, que as mulheres adoram. Mas forró, tango, lambada, dança de salão, etc. não passam de desculpas pra haver algum atrito entre a genitália de ambos os sexos. Cheek to cheek? Na verdade, seria muito mais para "Penis to clit". Depois da revolução sexual na década de 60 não se inventaram mais coreografias onde homem e mulher bailam colados. Por que? Porque isso era um pretexto para o casal ficar se sarrando e somente isso. Depois que as pessoas puderam copular sem tantos artifícios, só se dança separado. Existe dança tecno agarradinho? Se existir, é entre dois rapazolas e olhe lá e um deles vai estar de costas pro outro. O famoso menestrel Juca Chaves conta que em seus tempos de bailes "anos dourados", botava um drops em um bolso frontal da calça para que sua par logo o percebesse e se colocasse do lado oposto da "balinha", que era o lugar onde seu verdadeiro membro estava repousado. Coisa de gênio, sem dúvida.
As representantes do sexo feminino poderiam ser mais razoáveis e não exigir que os homens dançassem com elas. Se elas fazem tanto questão da presença masculina nesse ritual constrangedor e desnecessário, poderiam se exibir ritmicamente para os homens em festas, boites, casamentos, etc. e estes, sentados, aturariam essas performances coreográficas embaraçosas e assim satisfariam a obsessão sem sentido de suas esposas, namoradas e amigas. Ah, e se elas fossem tirando a roupa, seria melhor ainda! Puxa, é verdade, já existe esse tipo de "dança", né? As mulheres endossam também esse tipo de dança também ou não? Pô, mas é DANÇA, não é? Pensando bem essa é a única que nós homens achamos gostamos de participar de verdade, podem acreditar!
Adolar Gangorra, 54 anos, é editor do site www.adolargangorra.com.br e sempre segurou a criança!
A verdade é que homem não dança. Não é da sua natureza. Ele tem outras prioridades como, por exemplo, beber água, sexo, ganhar do rival, sexo, cagar no mato, sexo, etc. E também sexo. As mulheres deveriam ter outras prioridades também como emagrecer e chorar menos, mas, entre elas, essa atividade coreográfica bastante questionável é idolatrada e vendida como a coisa mais importante do mundo. Homem nenhum vê sentido nisso. Prefere fumar um cigarro qualquer ou dormir no sofá de bermuda, sem cueca, e com uma das bolas pendurada pra fora. Homem não dança e todo mundo sabe disso. Bem, quase todo mundo...
Há provas e mais provas de cunho antropológico que homem não dança de verdade. Entretanto, em todas as culturas primitivas, temos a dança e na maioria desses casos, há homens liderando o processo. Antropólogos e outras espécies de vagabundos se comprazem com esses rituais esdrúxulos, enxergando neles inúmeros e importantes significados ocultos onde há somente, por exemplo, micoses em lugares difíceis de coçar. E o que nós, hoje, filhos da luz elétrica e da penicilina, achamos que são homens dançando por prazer e diversão, na verdade, são seriíssimas e enfáticas manifestações de intuito comunicativo com o Além. Sim, amigos, na verdade, são pedidos desesperados para entidades invisíveis para que mandem uma mísera chuvinha após 20 anos de seca inclemente ou apenas um agradecimento sincero pelo simpático fato de a tribo rival ter deixado somente cinco membros meio vivos no último massacre. Então, os caras apelam para chamar atenção de seus deuses, apresentando um monte de trejeitos corporais extremamente dramáticos, ridículos e comprometedores, correndo de um lado para o outro, sacudindo os braços para cima, desesperados, batucando e gritando alguma ladainha ininteligível, aquela papagaiada toda. Não é dança coisa nenhuma. É histeria mesmo.
Mas foi nas sociedades atuais onde a dança revelou de modo pleno seu verdadeiro significado: o de total inutilidade. Entretanto, as representantes do sexo feminino resolveram mascarar tal fato conferindo ao bailado o status de atividade fundamental para a civilização e mais ainda: resolveram infligir essa palhaçada aos pobres homens!
As mulheres insistem em que seus opostos em gênero devem dançar e isso, na verdade, é uma merda. Elas não sabem, mas homem nenhum dança porque tem vontade. Os que dançam o fazem por motivos rasteiros e inconfessáveis ou então porque não passam de debilóides mesmo. São aqueles pregos que querem parecer uns caras legais, compreensivos e "evoluídos" para as garotas. Eles observam e mimetizam comportamentos que as mulheres endossam, tal qual calangos microcéfalos, só para obter, via de regra, ganho sexual. E a dança é um desses comportamentos. Eles estão lá unicamente para rapinar as mulheres que, inocentemente, acham que homem adora dançar! E elas, coitadinhas, não poderiam estar mais equivocadas... Os sujeitos que se propõe a dançar, na verdade, são do tipo que depois que conseguem inserir um certo apêndice corporal sem osso em várias reentrâncias da jovem tolinha, não estão mais aí se as boites da região vão virar casas de bingo ou se o Grupo Corpo não vai passar mais pela cidade deles.
Muitos desses picaretas irão jurar de patas juntas que gostam mesmo de dançar por uma razão muito simples: essa mentira funciona mesmo para as mulheres. E como funciona! Elas precisam acreditar que o cara está adorando estar ali balançando a cabeça e a bunda, sorrindo, parecendo um idiota, do que jogando futebol e gritando palavrão com os amigos.
Ah, como é óbvia essa farsa! Se elas vissem a verdade não iriam vibrar tanto ao som de "I Feel Good" do James Brown, sem dúvida, a música mais tocada nos últimos 200 anos nas pistas de dança brasileiras ou de "Mr. Jones", do Counting Crows, sem dúvida, a música mais escrota tocada nos últimos 200 anos nas pistas de dança brasileiras.
Há todo um ritual para que esse teatro aconteça. Eles chegam na boite, compram uma cerveja long neck, daquelas da garrafa modernosa e ficam lá fingindo que estão gostando de fazer aquele papel ridículo. É tudo aparência. Aposto que ninguém nunca viu um cara desses abordar um grupo de gatinhas carregando uma garrafa normal de cerveja, de 600 ml sem rótulo, a famosa "long neck de bebum". Depois vão se aproximando lentamente, fingindo que estão dançando - o que é extremamente constrangedor - dão uma checada na rabiola da garota antes para ver se vale à pena aquele sacrifício coreográfico e depois ficam lá pulando levemente, rilhando os dentes, fazendo parecer que estão gostando de se expressar corporalmente ao som de... Madonna! Eles, na verdade, estão mandando uma mensagem não verbal pra as garotas: "Viu? Eu sou um cara legal! Não sou um machão! Estou aqui dançando com você, gatinha! Então, pode dar pra mim hoje mesmo, ok?" Pois é, nesses vagabundos, tudo aparência e nenhuma decência! Ah, em tempo: esse tipo de cara está pouco se fudendo pra maluca da Madonna!
A prova que homem não dança mesmo é que esse tipo de panaca não sai com os amiguinhos pra dançar por aí. Garotos de 14 anos não ligam uns para os outros pra irem dançar em grupo, ligam? "Alô, Marquinhos? É o Pedro. Aí, vamos sair dar uma dançada? Pô, acordei hoje com vontade de chacoalhar o esqueleto..." Eles ligam sim para marcar para fazer merda, tipo pichar paredes públicas, jogar ovo em travesti, dar porrada uns nos outros, etc. Não parece ser mesmo da essência masculina ficar balançando o corpo e soltar uns gritinhos agudos com os braços pra cima. Ou seja, homem não dança mesmo.
Outro dia, estava eu com velhos colegas de cátedra, conversando sobre assuntos importantes como o teorema de Fermat, o problema da dualidade matéria-energia e qual das Meninas Superpoderosas vai engravidar primeiro, quando uma aluna deles bem bonita (para não dizer boa para caralho!) veio a ter conosco. Depois de algum tempo de conversa sobre hábitos sociais, a moça se dirigiu a mim e perguntou: "Você dança? Respondi: "Não. Sou homem, minha filha!". Meus dois amigos, que há horas estavam tentando impressionar a pupila, viram na expressão de estranhamento dela uma oportunidade para angariar prestígio com a jovem e começaram a afirmar categoricamente que "amam dançar", que são "dançarinos habituès", que "a dança faz bem ao corpo e ao espírito" e outras cretinices do gênero. A garota adorou o lixo que ouviu e fez cara feia pra mim o resto da conversa, o que considerei justo pois fiquei satisfeito por ela achar que estava certa e eu errado. Como sabemos, a mais densa ignorância também pode funcionar como uma forma de felicidade rala. Quanto aos meus companheiros, soube depois, que essa mentira ridícula não se converteu em ganho sexual para ambos. Coincidentemente, a aluna foi reprovada nas matérias dos meus dois chapas "bailarinos".
O famoso balé clássico é a prova que só as mulheres dançam mesmo. É claro que também temos homens (ou pelo menos seres humanos portadores de aparelho reprodutor masculino) nesse meio. São expressivos, com olhares penetrantes, inquisidores, lânguidos, misteriosos, "pidões" até. Usam uma maquiagem carregada, malhas apertadas que deixam aparecer todo seu sistema circulatório e que grudam na bunda que nem um adesivo industrial. Possuem o andar saltitante que lembra o de uma gazela arisca na relva e... bem, como disse, o balé clássico é prova que só as mulheres dançam mesmo!
Existem homens que tem que dançar por força de ganho salarial e isso não põe em dúvida sua masculinidade. Põe em risco sua sanidade mental, isso sim! São relatadas inúmeras formas de desvio psicológico causadas por traumas de infância, dívidas com o demônio, carmas medievais e pauladas na cabeça que justificam a dança por homens e que, infelizmente, podem levar um bom funcionário público em potencial a optar pela expressão corporal. Triste, não? Fred Astaire era um gênio hiper-coordenado, sem dúvida, mas é óbvio que ele teria prestado melhor serviço à humanidade como dentista. Ou você vai dizer que ele não tinha a MAIOR cara de um? As mulheres se derretem ao ver aquele cara da dança celta com as mãos na cinturinha, sorrindo e dando uns saltos esquisitos pra cima e uns chutões com a perna reta igual a um cavalo adestrado. Nós, homens, só conseguimos achar engraçado pra caralho ou que ele esteja com um guarda-chuva aberto socado dentro do cu. E tome chute pra cima, né, Seu Baitôla? Como disse, sanidade 100% preservada!
Há tipos de dança onde os homens predominam, como, por exemplo, o sapateado. Essa técnica poderia muito bem ser classificada como uma forma de neurose severa, mas é ensinada em academias para jovens inocentes. Tudo bem que existiram sapateadores que levaram essa sandice à perfeição como Gregory Hines, Savion Glover e o espetacular Sammy Davis Jr., mas prefiro lembrar do tap dancing por meio daquela imagem clássica do imbecil batendo freneticamente os pezinhos a esmo no chão, com um chapéu de palhinha na cabeça, usando um paletó listrado e sacudindo uma bengala com as mãos pra cima e pra baixo e com o sorriso mais idiota do mundo na fuça! É até triste ver um ser humano em uma situação tão desesperadora e humilhante. Ah, isso sim é que é o sapateado pra mim... O despropósito inconseqüente e acéfalo em forma de dança! Mas se esse tipo de bailado não é praticado em boites e festas de casamento é porque os homens que dominam esse ofício não o levam tão a sério assim e não precisam impingir esse mambo-jambo inútil ao resto da população mundial. É mais um divertimento cretino, uma perversão, e não uma ação meticulosamente orquestrada para angariar prestígio com o sexo oposto. Ao contrário das mulheres que exigem que você saiba de cor a "dança do maxixe" só para ela achar você um cara bacana!
Temos também a dança em pares mistos, que as mulheres adoram. Mas forró, tango, lambada, dança de salão, etc. não passam de desculpas pra haver algum atrito entre a genitália de ambos os sexos. Cheek to cheek? Na verdade, seria muito mais para "Penis to clit". Depois da revolução sexual na década de 60 não se inventaram mais coreografias onde homem e mulher bailam colados. Por que? Porque isso era um pretexto para o casal ficar se sarrando e somente isso. Depois que as pessoas puderam copular sem tantos artifícios, só se dança separado. Existe dança tecno agarradinho? Se existir, é entre dois rapazolas e olhe lá e um deles vai estar de costas pro outro. O famoso menestrel Juca Chaves conta que em seus tempos de bailes "anos dourados", botava um drops em um bolso frontal da calça para que sua par logo o percebesse e se colocasse do lado oposto da "balinha", que era o lugar onde seu verdadeiro membro estava repousado. Coisa de gênio, sem dúvida.
As representantes do sexo feminino poderiam ser mais razoáveis e não exigir que os homens dançassem com elas. Se elas fazem tanto questão da presença masculina nesse ritual constrangedor e desnecessário, poderiam se exibir ritmicamente para os homens em festas, boites, casamentos, etc. e estes, sentados, aturariam essas performances coreográficas embaraçosas e assim satisfariam a obsessão sem sentido de suas esposas, namoradas e amigas. Ah, e se elas fossem tirando a roupa, seria melhor ainda! Puxa, é verdade, já existe esse tipo de "dança", né? As mulheres endossam também esse tipo de dança também ou não? Pô, mas é DANÇA, não é? Pensando bem essa é a única que nós homens achamos gostamos de participar de verdade, podem acreditar!
Adolar Gangorra, 54 anos, é editor do site www.adolargangorra.com.br e sempre segurou a criança!
domingo, 19 de abril de 2009
A ROUPA DOS SUPER-HERÓIS
Você confiaria em um bombeiro que vestisse um casaco de nylon e um chapéu de palha? Torceria por um jogador de futebol que usasse calça jeans em campo? É lógico que não, né? Todo mundo sabe que para cada tipo específico de função exercida, uma roupa apropriada é mais do que necessária. O traje tem que ser adaptado ao ofício para conferir credibilidade ao trabalho que se propõe a fazer. A indumentária do profissional tem que ser mais adequada possível a sua atividade. Eu disse "todo mundo"? Bem, tudo indica que os famosos super-heróis, tão e populares hoje em dia, parecem desconhecer essa regra tão básica...Em tese, eles são seres desenvolvidos, inteligentes e com extremo bom senso. Querem nos ajudar. "Combater o mal e servir toda a humanidade", salvar o planeta, esse blá, blá, blá todo. Mas como levar a sério essas premissas se eles se vestem como uns idiotas? Não dá pra acreditar muito, concordam? Como dizem, se a primeira impressão é a que fica, creiam, não deve ser boa a impressão inicial ao nos depararmos com um cara vestido com malhas justas, botinhas, luvinhas, capa, tudo com umas cinco cores diferentes. Você pensa: ou é um travesti ou é um flagelado! Não há nenhuma lógica na escolha de suas roupas. Então, deve ter algo de muito errado aí...
Comecemos pelo óbvio. O que faz parte do dia-a-dia de um super-herói? Sair na porrada, basicamente... Distribuir socões, chutes na boca, cabeçadas, fritar os outros com raios, etc. Isso sim faz parte de sua rotina, não? Ah, você já viu alguma história em quadrinhos, desenho animado ou filme onde o herói quer trocar uma ideia, conversar, avaliar, negociar a situação com o vilão? "Ora, Dr. Destruição, pense bem... você acha mesmo que aniquilar o planeta com seu raio da morte vai satisfazer os seus anseios mais profundos como entidade do mal?" Não rola, meu chapa!
Não, não existe o "Super-Negociador" e muito menos o "Capitão Conversa"! Não tem essa de diálogo não: é o pé na cara do outro só pra começar! O super-herói não joga conversa fora: desce a porrada e pronto! Se não houvesse violência - chamemos de "ação" - eles não seriam um sucesso comercial. Então, já que a "ação" é a alma do negócio, os super-heróis deveriam se vestir apropriadamente pra distribuir "ação", digo, porrada com eficiência, em vez de parecerem uma banda da época da discoteca! Seria o mínimo necessário para não ofender tanto a inteligência dos leitores e para dar menos trabalho para os desenhistas!
Tracemos um paralelo com a realidade. Em se tratando do caso em que o ofício diário do sujeito envolve doses maciças de esforço físico como os lutadores de MMA, por exemplo. Com físicos similares aos dos super-heróis, esse atletas não vão treinar nem participar de competições vestidos com capas, máscaras, cintinhos, etc. Vão para o pau só de calção e olhe lá! É o lógico! E os lutadores de Sumô? Combatem usando malhas justas, capas e adereços ridículos? Claro que não! Usam só um cinto que cobre a cintura, o pirulitinho, o cuzão e, infelizmente, deixam aquelas bundas aviltantes (argh!) de fora! Apesar de nojento, seu traje é um primor de eficiência e simplicidade! Mas o Batman, esperto e malandrão como ele só, gasta três horas todo dia para pôr aquela roupa toda, cheia de merdinhas, para se engalfinhar com a marginalia de Gotham City...
Qualquer meliante na vida real, por mais burro que seja, se tiver que sair na porrada com o Homem-Morcego, a primeira coisa que irá fazer será agarrar naquela capa de bicha para estrangular o zé mané ou tapar a cara do próprio para encher o Sr. Wayne, o gênio da moda, de porrada! Aaah, Batman, morceguinho vaidoso... Merece apanhar mesmo!
O problema da roupa do Batman é tão constrangedor que na famosa série de tv dos anos 60, ele e Robin, seu difamado pupilo apanacado, pulavam com roupas normais em um cano desses de corpo de bombeiros (nossa, que metáfora!) pra aparecerem na Bat-Caverna já vestidos com seus respectivos trajes de guerra! Tiveram que inventar uma linguagem de tempo elipsado! O seriado estava tentando nos dizer que esse problemão não dava pra resolver mesmo... O nome já diz: BAT-MAN. Ora, ele vive pra "BATER" em "HOMEM"!!! Não precisa se vestir igual ao Clóvis Bornay no Carnaval. Era pra andar só de sunga - preta, vá lá...
Ah, essa tal capa! Essa é quase uma obsessão de tão reincidente. Esse negócio de herói usar um pano amarrado no pescoço é sem sentido e ultrapassado demais! O problema da capa já foi abordado sabiamente no desenho animado "Os Incríveis", lembram? Então? Todo mundo acha ridículo!
Mas para que serve a capa? Porque eles teimam em usar esse troço? Para voar é que não é. Não ajuda no voo porra nenhuma! Só atrapalha. Vai contra as leias mais básicas da Física! Ao voarem, a capa tremeria absurdamente, faria um barulho enlouquecedor (tente estender um pano a 800 km por hora!). O Super Homem quando está cruzando os céus, obviamente, seu elegante manto vermelho dorsal se entende "baloiçante" pra trás. Entretanto, quando ele freia no ar para descer, ele não cai por cima do próprio, gerando uma situação ridícula ao cobrir sua cabeça? Mas a sua capinha pára retinha como se fosse feita de fibra de vidro! Não dá, né?
A capa vem dos antigos militares europeus que a utilizavam por causa do frio, tipo os Três Mosqueteiros. Não é nada mais nada menos que um proto-casaco. Sua função era mais de proteção contra as baixas temperaturas. Daí o gênero "capa e espada" e não "capa e visão de raios-x"! Mas, na absurda indumentária dos super-heróis, a capa é um acessório imprescindível para se poder sair voando por aí. Bem, temos uma série de panacas que teimam em usar esse troço: Batman, Robin, Spawn, Super-Homem, Capitão Marvel, Capitão Caverna, Falcão Azul, etc. PRA QUÊ??? Na boa, capa é coisa de idiota mesmo.
Há uma lista infindável de super-heróis que são famosos por sua popularidade, mas que se vestem como se fossem para uma festa à fantasia. Vejamos: Mulher Maravilha: corpete tomara que caia, botas com salto alto, calça maria-mijona cheia de estrelinhas - na boa, parece uma brega - braceletes, tiara, ainda um laço de vaqueiro como adereço! Como se veste mal! Admira-me muito ela ganhar uma briga! Com um traje esquizofrênico como esse, os peitos pulariam pra fora no primeiro soco, a tiara voara longe, ela torceria o tornozelo correndo com aquele saltão. Ela se veste tão mal que deveria ser conhecida como "Mulher Maltrapilha"! Parece uma perua, a coitada!
O Fantasma, o "Espírito que Anda" é mais um caso de roupa errada. O "Espírito que Anda Mal Vestido", isso sim! Outra ocorrência de total ignorância sobre onde ele vive. O cara mora numa selva e usa um traje colado no que só deixa aparecer meio por cento do seu corpo. O calor que deve fazer naquela merda! Ele ainda usa a famosa cueca por cima da roupa!
Nos famosos X-Men, todos se vestem também que nem uns mendigos, é sabido, mas o tal de Wolverine realmente se destaca. Usa um corpete - mas que constrangedor! - amarelo e azul, que não condiz nem um pouco com sua imagem de casca-grossa. Parece uma roupa nova de criança de cinco anos em festinha de aniversário. Isso não é um super-herói, é uma embalagem de picolé! Ele deve ser daltônico! "X" para ele e para seus amiguinhos em matéria de guarda-roupa!
Quem não se lembra de Robin, o Menino-Prodígio? Máscara diminuta, sunguinha verde, franjinha apanacada e capinha amarela. Parece um abobado! É realmente um "prodígio" de bizarrice visual! Nenhum vilão levaria a sério um garoto de voz fina e cabelo penteado para o lado que usasse uma coisa tão esdrúxula! Desceria a porrada na jovem gazela com mais vontade ainda!
Agora, há um super-herói que não há a menor dúvida que é um acéfalo completo mesmo por causa do costume que escolheu desfilar por aí. Não vou falar do traje colado no corpo todo, não vou mencionar as botas com bainha estilo medieval, as luvas enormes de drag queen, o desenho e as cores do uniforme imitando a bandeira norte-americana e ainda o trambolho de um escudo de merda inútil. Agora, sobre o PAR DE ASINHAS nas têmporas, aí não tem jeito!!! Pra que serve aquilo??? É ridículo!!! Esse tal de Capitão América usa uma dos uniformes mais escrotos do mundo!!! O cara é pião demais!!! Deveria ser rebaixado à "Recruta América-Central!! Asinhas na cabeça? Francamente...
Milagrosamente temos raros super-heróis com inteligência indumentária: Namor, o Príncipe Submarino, Surfista Prateado e o Coisa. Usam uma sunga básica e acabou. É triste, mas esses três têm enorme bom senso, mas não são muito populares! Talvez no dia em que o Namor vestir uma calça jeans apertada e um poncho, ele comece a vender bem!
E o pior é que terno e gravata no mundo dos super-heróis é tratado como anomalia! Tanto que dois vilões - Lex Luthor e Mestre do Crime e um careca paranormal - Professor Xavier - usam!! Nesse universo, se vestir bem é sinônimo de mau caráter e esquisitice!
Então, na próxima vez que você ver um desses super-heróis por aí, tente observar se suas roupas fazem algum sentido. É um pássaro? É um avião? Não, mas parece ser um cara SUPER mal vestido...
Adolar Gangorra tem 91 anos, é editor do site www.adolargangorra.com.br e usa uma identidade secreta para poder comprar revistinhas só com super-heroínas suecas com uniformes bastantes sumários...
Comecemos pelo óbvio. O que faz parte do dia-a-dia de um super-herói? Sair na porrada, basicamente... Distribuir socões, chutes na boca, cabeçadas, fritar os outros com raios, etc. Isso sim faz parte de sua rotina, não? Ah, você já viu alguma história em quadrinhos, desenho animado ou filme onde o herói quer trocar uma ideia, conversar, avaliar, negociar a situação com o vilão? "Ora, Dr. Destruição, pense bem... você acha mesmo que aniquilar o planeta com seu raio da morte vai satisfazer os seus anseios mais profundos como entidade do mal?" Não rola, meu chapa!
Não, não existe o "Super-Negociador" e muito menos o "Capitão Conversa"! Não tem essa de diálogo não: é o pé na cara do outro só pra começar! O super-herói não joga conversa fora: desce a porrada e pronto! Se não houvesse violência - chamemos de "ação" - eles não seriam um sucesso comercial. Então, já que a "ação" é a alma do negócio, os super-heróis deveriam se vestir apropriadamente pra distribuir "ação", digo, porrada com eficiência, em vez de parecerem uma banda da época da discoteca! Seria o mínimo necessário para não ofender tanto a inteligência dos leitores e para dar menos trabalho para os desenhistas!
Tracemos um paralelo com a realidade. Em se tratando do caso em que o ofício diário do sujeito envolve doses maciças de esforço físico como os lutadores de MMA, por exemplo. Com físicos similares aos dos super-heróis, esse atletas não vão treinar nem participar de competições vestidos com capas, máscaras, cintinhos, etc. Vão para o pau só de calção e olhe lá! É o lógico! E os lutadores de Sumô? Combatem usando malhas justas, capas e adereços ridículos? Claro que não! Usam só um cinto que cobre a cintura, o pirulitinho, o cuzão e, infelizmente, deixam aquelas bundas aviltantes (argh!) de fora! Apesar de nojento, seu traje é um primor de eficiência e simplicidade! Mas o Batman, esperto e malandrão como ele só, gasta três horas todo dia para pôr aquela roupa toda, cheia de merdinhas, para se engalfinhar com a marginalia de Gotham City...
Qualquer meliante na vida real, por mais burro que seja, se tiver que sair na porrada com o Homem-Morcego, a primeira coisa que irá fazer será agarrar naquela capa de bicha para estrangular o zé mané ou tapar a cara do próprio para encher o Sr. Wayne, o gênio da moda, de porrada! Aaah, Batman, morceguinho vaidoso... Merece apanhar mesmo!
O problema da roupa do Batman é tão constrangedor que na famosa série de tv dos anos 60, ele e Robin, seu difamado pupilo apanacado, pulavam com roupas normais em um cano desses de corpo de bombeiros (nossa, que metáfora!) pra aparecerem na Bat-Caverna já vestidos com seus respectivos trajes de guerra! Tiveram que inventar uma linguagem de tempo elipsado! O seriado estava tentando nos dizer que esse problemão não dava pra resolver mesmo... O nome já diz: BAT-MAN. Ora, ele vive pra "BATER" em "HOMEM"!!! Não precisa se vestir igual ao Clóvis Bornay no Carnaval. Era pra andar só de sunga - preta, vá lá...
Ah, essa tal capa! Essa é quase uma obsessão de tão reincidente. Esse negócio de herói usar um pano amarrado no pescoço é sem sentido e ultrapassado demais! O problema da capa já foi abordado sabiamente no desenho animado "Os Incríveis", lembram? Então? Todo mundo acha ridículo!
Mas para que serve a capa? Porque eles teimam em usar esse troço? Para voar é que não é. Não ajuda no voo porra nenhuma! Só atrapalha. Vai contra as leias mais básicas da Física! Ao voarem, a capa tremeria absurdamente, faria um barulho enlouquecedor (tente estender um pano a 800 km por hora!). O Super Homem quando está cruzando os céus, obviamente, seu elegante manto vermelho dorsal se entende "baloiçante" pra trás. Entretanto, quando ele freia no ar para descer, ele não cai por cima do próprio, gerando uma situação ridícula ao cobrir sua cabeça? Mas a sua capinha pára retinha como se fosse feita de fibra de vidro! Não dá, né?
A capa vem dos antigos militares europeus que a utilizavam por causa do frio, tipo os Três Mosqueteiros. Não é nada mais nada menos que um proto-casaco. Sua função era mais de proteção contra as baixas temperaturas. Daí o gênero "capa e espada" e não "capa e visão de raios-x"! Mas, na absurda indumentária dos super-heróis, a capa é um acessório imprescindível para se poder sair voando por aí. Bem, temos uma série de panacas que teimam em usar esse troço: Batman, Robin, Spawn, Super-Homem, Capitão Marvel, Capitão Caverna, Falcão Azul, etc. PRA QUÊ??? Na boa, capa é coisa de idiota mesmo.
Há uma lista infindável de super-heróis que são famosos por sua popularidade, mas que se vestem como se fossem para uma festa à fantasia. Vejamos: Mulher Maravilha: corpete tomara que caia, botas com salto alto, calça maria-mijona cheia de estrelinhas - na boa, parece uma brega - braceletes, tiara, ainda um laço de vaqueiro como adereço! Como se veste mal! Admira-me muito ela ganhar uma briga! Com um traje esquizofrênico como esse, os peitos pulariam pra fora no primeiro soco, a tiara voara longe, ela torceria o tornozelo correndo com aquele saltão. Ela se veste tão mal que deveria ser conhecida como "Mulher Maltrapilha"! Parece uma perua, a coitada!
O Fantasma, o "Espírito que Anda" é mais um caso de roupa errada. O "Espírito que Anda Mal Vestido", isso sim! Outra ocorrência de total ignorância sobre onde ele vive. O cara mora numa selva e usa um traje colado no que só deixa aparecer meio por cento do seu corpo. O calor que deve fazer naquela merda! Ele ainda usa a famosa cueca por cima da roupa!
Nos famosos X-Men, todos se vestem também que nem uns mendigos, é sabido, mas o tal de Wolverine realmente se destaca. Usa um corpete - mas que constrangedor! - amarelo e azul, que não condiz nem um pouco com sua imagem de casca-grossa. Parece uma roupa nova de criança de cinco anos em festinha de aniversário. Isso não é um super-herói, é uma embalagem de picolé! Ele deve ser daltônico! "X" para ele e para seus amiguinhos em matéria de guarda-roupa!
Quem não se lembra de Robin, o Menino-Prodígio? Máscara diminuta, sunguinha verde, franjinha apanacada e capinha amarela. Parece um abobado! É realmente um "prodígio" de bizarrice visual! Nenhum vilão levaria a sério um garoto de voz fina e cabelo penteado para o lado que usasse uma coisa tão esdrúxula! Desceria a porrada na jovem gazela com mais vontade ainda!
Agora, há um super-herói que não há a menor dúvida que é um acéfalo completo mesmo por causa do costume que escolheu desfilar por aí. Não vou falar do traje colado no corpo todo, não vou mencionar as botas com bainha estilo medieval, as luvas enormes de drag queen, o desenho e as cores do uniforme imitando a bandeira norte-americana e ainda o trambolho de um escudo de merda inútil. Agora, sobre o PAR DE ASINHAS nas têmporas, aí não tem jeito!!! Pra que serve aquilo??? É ridículo!!! Esse tal de Capitão América usa uma dos uniformes mais escrotos do mundo!!! O cara é pião demais!!! Deveria ser rebaixado à "Recruta América-Central!! Asinhas na cabeça? Francamente...
Milagrosamente temos raros super-heróis com inteligência indumentária: Namor, o Príncipe Submarino, Surfista Prateado e o Coisa. Usam uma sunga básica e acabou. É triste, mas esses três têm enorme bom senso, mas não são muito populares! Talvez no dia em que o Namor vestir uma calça jeans apertada e um poncho, ele comece a vender bem!
E o pior é que terno e gravata no mundo dos super-heróis é tratado como anomalia! Tanto que dois vilões - Lex Luthor e Mestre do Crime e um careca paranormal - Professor Xavier - usam!! Nesse universo, se vestir bem é sinônimo de mau caráter e esquisitice!
Então, na próxima vez que você ver um desses super-heróis por aí, tente observar se suas roupas fazem algum sentido. É um pássaro? É um avião? Não, mas parece ser um cara SUPER mal vestido...
Adolar Gangorra tem 91 anos, é editor do site www.adolargangorra.com.br e usa uma identidade secreta para poder comprar revistinhas só com super-heroínas suecas com uniformes bastantes sumários...
segunda-feira, 6 de abril de 2009
REBELDES SEM CALÇA!
Na chamada aldeia global descrita por Marshall Mcluhan é comum sermos submetidos a produtos de entretenimento com conteúdos e estética duvidosos. Na verdade, lixo audiovisual da pior espécie, por assim dizer. Ou seja, volta e meia nos deparamos com produções nulas em valor intelectual, com exagerado apelo emocional e, acima de tudo, com uma mensagem maquiavelicamente dissimulada para disparar consumos em massa. E assim, com o passar dos anos, fomos nos acostumando com bizarrices como Menudo, Cavaleiros do Zodíaco, Back Street Boys, Xou da Xuxa, etc., achando que esse tipo de loucura é normal.
Entretanto, recentemente, o desprezo pelos neurônios das pessoas comuns foi levado ao extremo por nossos amigos mexicanos - sempre eles - com a germinação de uma dita novela para adolescentes que enganosamente tem o gaiato título de "Rebelde". Antes de qualquer coisa, deixemos bem claro que esse Rebelde aí não tem absolutamente nada de rebeldia! Em forma de entretenimento popular essa novela carrega em seu bojo uma mensagem nada subliminar de conteúdo erótico para seu público-alvo que, pasmem, são as pobres crianças e pré-adolescentes!
Sim, pais distraídos: sexo! Essa coisinha que, se bem inserida dentro de qualquer embalagem mal ajambrada, é capaz de transformar seus filhinhos em zumbis desesperados e vender até porta-aviões! Dessa vez os astecas foram longe demais. Também pudera, tanto se especializaram em cruzar as fronteiras dos outros, que agora esses centro-americanos fãs de tourada passaram mesmo dos limites com essa história de novela sobre sua juventude supostamente não conformista.
O México é um país com uma bela tradição de resistência cultural e política e que tornou famosos para o mundo figuras como Emiliano Zapata, Subcomandante Marcos e Frida Kahlo. Mas o caso agora apresentado parece mais ser de "desistência cultural" mesmo. Eles resolveram incinerar o próprio filme exportando uma produção que alega ter como diferenciação a atitude de seus jovens. Na verdade, Rebelde não passa de uma historieta vagabunda que tece uma trama rasa e sentimentalóide, com aquela lengalenga clássica de romance e intrigas, mas que utiliza um forte apelo sensualista para pré-adolescentes e crianças, mal disfarçado como dramaturgia de boa qualidade. Nada poderia ser tão contrário ao título! É sexualidade latente embalada para vendas e somente isso! "Compre nosso produtos para virar um rebelde também!"
Os mexicanos são conhecidos produtores de excrementos televisivos desde a época da famigerada Gloria Magadan. Suas novelas estapafúrdias brotaram uma ramificação maléfica aqui no Brasil, como é comprovado nos dias de hoje por bizarrices como "Malhação" e inúmeras outras torturas. Já exportaram para cá demências pesadas como "Carrossel", "Chispita", "Os Ricos Também Choram", (eu preferiria "Chisputa" e "Os Chorões Também são Ricos"!) e o famoso Chavez. Hoje está na moda dizer que "Chavez" é legal, mas você sabe muito bem que aquilo é um atestado supino de imbecilidade e idiotia. Mas se você gosta mesmo, parabéns: sua lobotomia foi um sucesso! Ou seja, tem sido um bombardeio sem fim de escabrosidades que mediocrizam cada vez mais a massa ignara de telespectadores, sempre fazendo mais vítimas entre as incautas e inocentes crianças (e um bom número de empregadas domésticas, é claro...)
Autopsiemos esse cadáver mal perfumado em forma de telenovela que é Rebelde. A "história" se passa em uma escola de para ricos no México, a tal Elite Way School, freqüentada por adolescentes interpretados por atores (licença poética) que na verdade são adultos já fisicamente formados. Na boa, eles não parecem alunos de Ensino Médio e sim universitários! É todo mundo meio velho lá! Ou eles são os maiores repetentes da história ou tem hormônio demais no frango do México!
Segundo a sinopse dessa "novelha", lá eles irão "viver conflitos e paixões, superar desafios e aprender a lidar com valores como respeito, sinceridade, egoísmo, orgulho, amor é ódio." Conversa fiada. Se você assistir 1 segundo de Rebelde vai sacar na hora que eles estão lá basicamente para trepar uns com os outros e pronto! Isso fica muito claro só pelos uniformes sumaríssimos das alunas que fariam corar uma stripper! Saias curtas, camisas abertas e gravatas soltas? Pelo uniforme já dá pra ver que essa parece ser a escola mais liberal do mundo! É o sonho de todo hippie! As mulheres usam mini-saias mais curtas do que muitos cintos! Rebeldes sem causa? Rebeldes sem calça, isso sim! Que diabo de ESCOLA é essa? Ninguém estuda naquela merda! Fazem a Escolinha do Professor Raimundo parecer ter alunos aplicados. E desde quando "egoísmo, orgulho e ódio" são valores? E ninguém falou nada em aprender cálculo, capitais da Europa e ortografia... Que ótima instituição de ensino essa, hein?
Vejamos o elenco principal. Nele, há um sujeitinho chamado Alfonso que faz o tipo do latin lover, mas que na verdade parece um night-boy de subúrbio. Pelo estilo de sua atuação (sic) ele dá a firme impressão de ter o Cigano Igor como seu maior exemplo em dramaturgia. Alfonso vive com uma expressão séria de galã de padaria e é vendido como o bom moço da novela. Mas, volta e meia, o pateta aparece sem camisa, ostentando umas pinturas infantilóides e sem sentido no corpo e na cara. Aqui no Brasil, no máximo, pegaria a contracapa da G Magazine!
O elenco feminino de Rebelde pode ser facilmente confundido com um casting de um filme de sexo explícito. Desde roupas que ofenderiam a nudistas à poses e expressões sensuais, tudo nele é arquitetado para exalar luxúria, lascívia e superficialidade e intuir a meninas inocentes que uma boa atitude social no futuro está atrelada a parecer uma vagabunda. Dá medo saber que garotinhas de 8, 10, 13 anos têm essas "mulheres experientes" como modelos de comportamento!
A protagonista Mía faz o gênero femme fatale, mas que se você a visse encostada em um muro na rua poria a mão no bolso e perguntaria quanto ela está pedindo. Vejamos a primeira frase que temos sobre sua personagem na sinopse "planeja transar com Miguel...", "...ela simplesmente está sempre preocupada com aparência." Puxa vida, que ótimo modelo de comportamento para a juventude!
Depois há uma outra maluca que escolheu o ótimo nome artístico de Dulce Maria (Doce Maria!!!) e que na novelinha recebeu o "estranhíssimo" nome de "Roberta". Faz um tipo qualquer e vive em clima de guerra com Mía. O que faz sentido pois duas profissionais do mesmo ramo irão sempre disPUTAr a atenção dos homens...
Inacreditavelmente uma outra personagem foi batizada de Lupita! Deveria se chamar "Luputa", isso sim, devido aos seus trajes indecentes e cara de santinha do pau oco!
Um outro coitado que carrega um nome típico de novela é Diego Bustamante. BUS-TA-MAN-TE! Diego sempre aparece nas fotos com cara triste, meio emburradinho. Também pudera, aparentando um qi de 14, pensou que iria fazer parte da Royal Shakesperean Company, mas quando olha para o lado... Compreende-se assim porque o jovem mancebo sempre está com semblante tão obscuro e contrariado nas fotos...
Temos também o caso clássico do jovem pederasta que se faz passar por machão ludibriando as pobres ninfetas sonhadoras que instintiva e cegamente estão ávidas por descobrir as fortes emoções do amor por meio de sua figura bisonha e esquizóide. Mas, nesse caso, lidamos com um formidável espécie de picareta que mais parece um interno da Febem e que pinta os cabelos de corres berrantes para desviar a atenção de sua feição facial de primata. Na expressão dúbia e lasciva de Giovanni, um adulto experiente percebe na hora que naquela corrente sanguínea já circularam litros e mais litros de esperma introduzidos pelos mais diversos e inusitados orifícios. Entretanto, a jovem meninota impúbere realmente acreditará que o pilantra lá é homem e que pode sim se apaixonar por ela no futuro e virar pais de seus filhos! Mais fácil o Congresso brasileiro se preocupar com sua imagem!
Então, o que fazem as jovens mancebas para seguir com sua quimera romântica? Obrigam seus pais a COMPRAR tudo que tiver a ver com seu eleito como se fosse o pagamento de um dote! Bom, a verdade é que o "ator" que desinterpreta o tal Giovanni é casado com outro sujeito desde 2005 e ficou quietinho, quietinho desde então. Só revelou sua verdadeira preferência sexual por organismos anatomicamente iguais ao dele depois que fotos de seu matrimônio com um brother no Canadá vazaram na internet, fingindo anos que gostava de mulher para dragar mais ainda o pobre dinheirinho de jovens leigas moçoilas! Esse aí não segurou a onda do "papel" de HOMEM mesmo... Êta trabalho difícil, né, Giovanni? Vá ser "rebelde" assim lá longe!
E, lamentavelmente, como não poderia deixar de ser, tudo nesse campo de subprodutos culturais de escala global acaba descambando sempre em MÚSICA! É verdade, amigos. Infelizmente esse equívoco em forma de novela gerou um "subgrupo musical" que teima em excursionar por aí apresentando seus delírios sonoros, o tal de RBD. Esse "negócio" é formado, infelizmente, pelos atores (desculpem) que interpretam (desculpem 2) os personagens listados mais acima e que resolvem cantar e dançar - isso sim, não tem perdão - para saquear mais ainda milhares de famílias por meio de seu séqüito de fãs, ratinhas inocentes de Hamlim! É ridículo pois a própria empresa que criou esse monstro o chama de "banda". O correto seria "bunda" pois não há música decente é sim só muita roupa indecente nesse grupelho bizarro.
Música e dança vagabunda para pré-adolescentes é um estratagema manjado para atiçar a libido da juventude e bloquear seu incipiente sistema racional. Bandos como Menudo, Dominó, New Kids on the Block e N\' Sync fizeram isso anos, apresentando um suposto componente artístico. Na verdade, o inocente público infanto-juvenil ficava excitado e confuso com exibições espalhafatosas de sex appeal regadas à pélvis insinuantes em movimentos convulsivamente copulantes, mascarados por coreografias constrangedoras e refrões pegajosos construídos com vozes em falsete, perpetradas por esses retardados rebolativos. Coitado do público... E ainda achava que estava pagando para ver artistas de verdade!
Ontem como hoje, milhares da garotas - e lamentavelmente alguns "garotos" - vão à histeria nos shows do RBD onde esses seis irresponsáveis incutem nas massas acéfalas juvenis mantras cretinizadores com letras dementes e lascivas como "Ela quer ter uma noite de prazer... terminarei por dar tudo o que tenho" ou "O calor do meu corpo que se eleva quase sem controle. Só de te ver, começa em minhas mãos..." e "Sei que assim eu vou me rebaixar, mas desta vez eu vou ser má. Nesse aniversário, eu comerei seu coração!" Muito bem, RBD! Esse é o tipo de mensagem que a meninada é submetida por vocês? "Nesse aniversário, eu comerei seu coração?" Puta que pariu a minha sogra! Quem escreveu isso? Hannibal Lecter?
Então essa é a Rebeldia dos tempos atuais? Se atiçar a libido adormecida de pré-adolescentes é ser rebelde, realmente estamos em apuros! Muito bem, Geração X! Che Guevara, Kerouac, Gandhi são coisa do passado mesmo! Agora são Gioavanni, Lupita, Mia, Diego, Alfonso e Dulce Maria, que dão "aulas" de não conformismo atuando, cantando e rebolando (perdão, perdão, perdão) quase sem roupa para vender sanduíches e milhares de outras besteiras por meio do poder do apelo do sexo para a juventude!
Se isso é rebeldia hoje, prefiro ser um conformista acomodado que dorme de boca aberta em frente à tv depois de assistir algum bang-bang italiano de madrugada. Ah, que saudades do século passado...
Adolar Gangorra, 68 anos, é editor do site www.adolargangorra.com.br e há anos ouve todo dia de sua esposa coisas como "tem que endurecer de qualquer modo, foda-se a ternura", etc., etc., etc...
Entretanto, recentemente, o desprezo pelos neurônios das pessoas comuns foi levado ao extremo por nossos amigos mexicanos - sempre eles - com a germinação de uma dita novela para adolescentes que enganosamente tem o gaiato título de "Rebelde". Antes de qualquer coisa, deixemos bem claro que esse Rebelde aí não tem absolutamente nada de rebeldia! Em forma de entretenimento popular essa novela carrega em seu bojo uma mensagem nada subliminar de conteúdo erótico para seu público-alvo que, pasmem, são as pobres crianças e pré-adolescentes!
Sim, pais distraídos: sexo! Essa coisinha que, se bem inserida dentro de qualquer embalagem mal ajambrada, é capaz de transformar seus filhinhos em zumbis desesperados e vender até porta-aviões! Dessa vez os astecas foram longe demais. Também pudera, tanto se especializaram em cruzar as fronteiras dos outros, que agora esses centro-americanos fãs de tourada passaram mesmo dos limites com essa história de novela sobre sua juventude supostamente não conformista.
O México é um país com uma bela tradição de resistência cultural e política e que tornou famosos para o mundo figuras como Emiliano Zapata, Subcomandante Marcos e Frida Kahlo. Mas o caso agora apresentado parece mais ser de "desistência cultural" mesmo. Eles resolveram incinerar o próprio filme exportando uma produção que alega ter como diferenciação a atitude de seus jovens. Na verdade, Rebelde não passa de uma historieta vagabunda que tece uma trama rasa e sentimentalóide, com aquela lengalenga clássica de romance e intrigas, mas que utiliza um forte apelo sensualista para pré-adolescentes e crianças, mal disfarçado como dramaturgia de boa qualidade. Nada poderia ser tão contrário ao título! É sexualidade latente embalada para vendas e somente isso! "Compre nosso produtos para virar um rebelde também!"
Os mexicanos são conhecidos produtores de excrementos televisivos desde a época da famigerada Gloria Magadan. Suas novelas estapafúrdias brotaram uma ramificação maléfica aqui no Brasil, como é comprovado nos dias de hoje por bizarrices como "Malhação" e inúmeras outras torturas. Já exportaram para cá demências pesadas como "Carrossel", "Chispita", "Os Ricos Também Choram", (eu preferiria "Chisputa" e "Os Chorões Também são Ricos"!) e o famoso Chavez. Hoje está na moda dizer que "Chavez" é legal, mas você sabe muito bem que aquilo é um atestado supino de imbecilidade e idiotia. Mas se você gosta mesmo, parabéns: sua lobotomia foi um sucesso! Ou seja, tem sido um bombardeio sem fim de escabrosidades que mediocrizam cada vez mais a massa ignara de telespectadores, sempre fazendo mais vítimas entre as incautas e inocentes crianças (e um bom número de empregadas domésticas, é claro...)
Autopsiemos esse cadáver mal perfumado em forma de telenovela que é Rebelde. A "história" se passa em uma escola de para ricos no México, a tal Elite Way School, freqüentada por adolescentes interpretados por atores (licença poética) que na verdade são adultos já fisicamente formados. Na boa, eles não parecem alunos de Ensino Médio e sim universitários! É todo mundo meio velho lá! Ou eles são os maiores repetentes da história ou tem hormônio demais no frango do México!
Segundo a sinopse dessa "novelha", lá eles irão "viver conflitos e paixões, superar desafios e aprender a lidar com valores como respeito, sinceridade, egoísmo, orgulho, amor é ódio." Conversa fiada. Se você assistir 1 segundo de Rebelde vai sacar na hora que eles estão lá basicamente para trepar uns com os outros e pronto! Isso fica muito claro só pelos uniformes sumaríssimos das alunas que fariam corar uma stripper! Saias curtas, camisas abertas e gravatas soltas? Pelo uniforme já dá pra ver que essa parece ser a escola mais liberal do mundo! É o sonho de todo hippie! As mulheres usam mini-saias mais curtas do que muitos cintos! Rebeldes sem causa? Rebeldes sem calça, isso sim! Que diabo de ESCOLA é essa? Ninguém estuda naquela merda! Fazem a Escolinha do Professor Raimundo parecer ter alunos aplicados. E desde quando "egoísmo, orgulho e ódio" são valores? E ninguém falou nada em aprender cálculo, capitais da Europa e ortografia... Que ótima instituição de ensino essa, hein?
Vejamos o elenco principal. Nele, há um sujeitinho chamado Alfonso que faz o tipo do latin lover, mas que na verdade parece um night-boy de subúrbio. Pelo estilo de sua atuação (sic) ele dá a firme impressão de ter o Cigano Igor como seu maior exemplo em dramaturgia. Alfonso vive com uma expressão séria de galã de padaria e é vendido como o bom moço da novela. Mas, volta e meia, o pateta aparece sem camisa, ostentando umas pinturas infantilóides e sem sentido no corpo e na cara. Aqui no Brasil, no máximo, pegaria a contracapa da G Magazine!
O elenco feminino de Rebelde pode ser facilmente confundido com um casting de um filme de sexo explícito. Desde roupas que ofenderiam a nudistas à poses e expressões sensuais, tudo nele é arquitetado para exalar luxúria, lascívia e superficialidade e intuir a meninas inocentes que uma boa atitude social no futuro está atrelada a parecer uma vagabunda. Dá medo saber que garotinhas de 8, 10, 13 anos têm essas "mulheres experientes" como modelos de comportamento!
A protagonista Mía faz o gênero femme fatale, mas que se você a visse encostada em um muro na rua poria a mão no bolso e perguntaria quanto ela está pedindo. Vejamos a primeira frase que temos sobre sua personagem na sinopse "planeja transar com Miguel...", "...ela simplesmente está sempre preocupada com aparência." Puxa vida, que ótimo modelo de comportamento para a juventude!
Depois há uma outra maluca que escolheu o ótimo nome artístico de Dulce Maria (Doce Maria!!!) e que na novelinha recebeu o "estranhíssimo" nome de "Roberta". Faz um tipo qualquer e vive em clima de guerra com Mía. O que faz sentido pois duas profissionais do mesmo ramo irão sempre disPUTAr a atenção dos homens...
Inacreditavelmente uma outra personagem foi batizada de Lupita! Deveria se chamar "Luputa", isso sim, devido aos seus trajes indecentes e cara de santinha do pau oco!
Um outro coitado que carrega um nome típico de novela é Diego Bustamante. BUS-TA-MAN-TE! Diego sempre aparece nas fotos com cara triste, meio emburradinho. Também pudera, aparentando um qi de 14, pensou que iria fazer parte da Royal Shakesperean Company, mas quando olha para o lado... Compreende-se assim porque o jovem mancebo sempre está com semblante tão obscuro e contrariado nas fotos...
Temos também o caso clássico do jovem pederasta que se faz passar por machão ludibriando as pobres ninfetas sonhadoras que instintiva e cegamente estão ávidas por descobrir as fortes emoções do amor por meio de sua figura bisonha e esquizóide. Mas, nesse caso, lidamos com um formidável espécie de picareta que mais parece um interno da Febem e que pinta os cabelos de corres berrantes para desviar a atenção de sua feição facial de primata. Na expressão dúbia e lasciva de Giovanni, um adulto experiente percebe na hora que naquela corrente sanguínea já circularam litros e mais litros de esperma introduzidos pelos mais diversos e inusitados orifícios. Entretanto, a jovem meninota impúbere realmente acreditará que o pilantra lá é homem e que pode sim se apaixonar por ela no futuro e virar pais de seus filhos! Mais fácil o Congresso brasileiro se preocupar com sua imagem!
Então, o que fazem as jovens mancebas para seguir com sua quimera romântica? Obrigam seus pais a COMPRAR tudo que tiver a ver com seu eleito como se fosse o pagamento de um dote! Bom, a verdade é que o "ator" que desinterpreta o tal Giovanni é casado com outro sujeito desde 2005 e ficou quietinho, quietinho desde então. Só revelou sua verdadeira preferência sexual por organismos anatomicamente iguais ao dele depois que fotos de seu matrimônio com um brother no Canadá vazaram na internet, fingindo anos que gostava de mulher para dragar mais ainda o pobre dinheirinho de jovens leigas moçoilas! Esse aí não segurou a onda do "papel" de HOMEM mesmo... Êta trabalho difícil, né, Giovanni? Vá ser "rebelde" assim lá longe!
E, lamentavelmente, como não poderia deixar de ser, tudo nesse campo de subprodutos culturais de escala global acaba descambando sempre em MÚSICA! É verdade, amigos. Infelizmente esse equívoco em forma de novela gerou um "subgrupo musical" que teima em excursionar por aí apresentando seus delírios sonoros, o tal de RBD. Esse "negócio" é formado, infelizmente, pelos atores (desculpem) que interpretam (desculpem 2) os personagens listados mais acima e que resolvem cantar e dançar - isso sim, não tem perdão - para saquear mais ainda milhares de famílias por meio de seu séqüito de fãs, ratinhas inocentes de Hamlim! É ridículo pois a própria empresa que criou esse monstro o chama de "banda". O correto seria "bunda" pois não há música decente é sim só muita roupa indecente nesse grupelho bizarro.
Música e dança vagabunda para pré-adolescentes é um estratagema manjado para atiçar a libido da juventude e bloquear seu incipiente sistema racional. Bandos como Menudo, Dominó, New Kids on the Block e N\' Sync fizeram isso anos, apresentando um suposto componente artístico. Na verdade, o inocente público infanto-juvenil ficava excitado e confuso com exibições espalhafatosas de sex appeal regadas à pélvis insinuantes em movimentos convulsivamente copulantes, mascarados por coreografias constrangedoras e refrões pegajosos construídos com vozes em falsete, perpetradas por esses retardados rebolativos. Coitado do público... E ainda achava que estava pagando para ver artistas de verdade!
Ontem como hoje, milhares da garotas - e lamentavelmente alguns "garotos" - vão à histeria nos shows do RBD onde esses seis irresponsáveis incutem nas massas acéfalas juvenis mantras cretinizadores com letras dementes e lascivas como "Ela quer ter uma noite de prazer... terminarei por dar tudo o que tenho" ou "O calor do meu corpo que se eleva quase sem controle. Só de te ver, começa em minhas mãos..." e "Sei que assim eu vou me rebaixar, mas desta vez eu vou ser má. Nesse aniversário, eu comerei seu coração!" Muito bem, RBD! Esse é o tipo de mensagem que a meninada é submetida por vocês? "Nesse aniversário, eu comerei seu coração?" Puta que pariu a minha sogra! Quem escreveu isso? Hannibal Lecter?
Então essa é a Rebeldia dos tempos atuais? Se atiçar a libido adormecida de pré-adolescentes é ser rebelde, realmente estamos em apuros! Muito bem, Geração X! Che Guevara, Kerouac, Gandhi são coisa do passado mesmo! Agora são Gioavanni, Lupita, Mia, Diego, Alfonso e Dulce Maria, que dão "aulas" de não conformismo atuando, cantando e rebolando (perdão, perdão, perdão) quase sem roupa para vender sanduíches e milhares de outras besteiras por meio do poder do apelo do sexo para a juventude!
Se isso é rebeldia hoje, prefiro ser um conformista acomodado que dorme de boca aberta em frente à tv depois de assistir algum bang-bang italiano de madrugada. Ah, que saudades do século passado...
Adolar Gangorra, 68 anos, é editor do site www.adolargangorra.com.br e há anos ouve todo dia de sua esposa coisas como "tem que endurecer de qualquer modo, foda-se a ternura", etc., etc., etc...
terça-feira, 31 de março de 2009
OLHA A CARTEIRA DE MOTORISTA AÍ, GENTE!!!
A maior parte dessa juventude formidável de hoje em dia ao completar 18 aninhos deseja avidamente possuir a famosa Carteira Nacional de Habilitação. É o que se convencionou chamar de "tirar a carteira"! Mas que expressão mais feia e inadequada, minha gente! Tirar a carteira é coisa para trombadinhas! Quando se fala em tirar a carteira lembramos logo também do nosso valoroso Detram - Departamento Nacional de Trambiques. Então, deixemos isso para esses dois profissionais do ramo, não é mesmo?
Para estar de acordo com a lei e poder rodar tranqüilão, tranqüilão por aí com a sua caranga esperta, você é obrigado a pagar umas seis taxas diferentes para poder fazer uma provinha escrita e outra prática e pronto: o Detram nesse caso, é obrigado a soltar a sua carteira (as duas, é claro!)
Alguns sem tanta intimidade com os mistérios automobilísticos se matriculam nas incríveis Auto-Escolas para poderem aprender tudo sobre, por exemplo, o motor a explosão, a ultrapassagem na banguela na chuva e o suborno. É na Auto-Escola, esse lugar excitante e intelectualizado, onde o pupilo entrará com o mundo maravilhoso do trânsito, essa verdadeira harmonia em movimento onde o ser humano revela seu lado mais evoluído e espiritual. Mas para que o aluno não entre em contato físico demais com esse universo que supostamente existe a figura do Instrutor de Auto-Escola. Quem, um dia na vida, não sonhou em exercer essa soberba profissão? Entretanto só alguns poucos privilegiados apresentam qualidades para serem um Instrutor: calma, bom senso, habilidade e tendência suicida severa.
E para você ir tendo uma idéia do que vai encontrar quando for atrás de sua habilitação, www.adolargangorra.com.br milagrosamente conseguiu descolar a próxima prova escrota, digo, escrita para motoristas. Basta dar uma olhadinha nela, logo aí abaixo, ou então é só passar no Detram que eles fazem um precinho camarada para você também.
É isso aí, futuros motoristas! Mão no bolso e pé na tábua!
Questão 1
Ao conduzir seu veículo, o motorista deve evitar:
a) Conduzir outro veículo
b) Falar no celular na hora do almoço (é muito mais caro!!!)
c) Entrar no próprio porta-malas
d) Contato com grupos de risco: táxis, ônibus e mulheres
e) Cagar
Questão 2
O sistema elétrico de um automóvel é composto basicamente pelas seguintes peças:
a) Bateria, baixo e guitarra
b) Lâmpada, fio e tomada
c) Próton, elétron e nêutron
d) Farol alto, farol baixo e acendedor de cigarros
e) Não existe sistema elétrico em automóveis. Essa questão é uma pegadinha discriminatória para nós mulheres
Questão 3
Ao ver uma placa com a inscrição PARE, você deve:
a) Afundar os dois pés no acelerador
b) Achar que é um desenho bem bonito pois você não sabe ler
c) Largar essa pinga maldita de uma vez por todas
d) Acordar da soneca que você está tirando
e) "Vai que dá! Vai que dá!"
Questão 4
O motorista deve mudar de faixa quando:
a) Não tiver muito a fim de colidir com a betoneira logo a frente
b) A música for meio merda
c) Estiver lutando melhor
d) Achar que está ficando difícil dirigir na calçada
e) Quiser devolver a fechada naquela coroa imbecil do BR-800
Questão 5
Identifique a seguinte placa:

a) Elton John na pista
b) Faculdade de teatro a 500 metros
c) Uuuuuuuuuui!
Questão 6
A placa abaixo significa:

a) Área de seqüestros
b) Macauley Culkin e Michael Jackson na pista
c) Ai meu braço, porra!
Questão 7
Que placa é essa?

a) Lego gigante na pista
b) Bacteriana
c) Você acaba de se perder
Questão 8
Esta placa quer dizer:

a) Lula e seu whisquinho na pista
b) Cigarro acesso perdido no carro
c) "Nove, nove, oito, cinco..."
Questão 9
Aponte a afirmativa correta:

a) Bienal de São Paulo na pista
b)"Ei, papai, estão cagando na gente!"
c) Era só para apontar, idiota, e não para riscar nada!
Questão 10
Indique o significado correto dessa placa:

a) Itamar Franco na pista
b) Carro flutuando ao lado de um triângulo retângulo
c) A volta do fuscão preto
Adolar Gangorra tem 78 anos e editor do site www.adolargangorra.com.br. Recentemente teve sua carteira de habilitação apreendida por ter sido flagrado em um stand de degustação de vinhos dentro um supermercado enquanto dirigia um daquele carrinhos elétricos pra velhinhos que as crianças tanto adoram!!!
Para estar de acordo com a lei e poder rodar tranqüilão, tranqüilão por aí com a sua caranga esperta, você é obrigado a pagar umas seis taxas diferentes para poder fazer uma provinha escrita e outra prática e pronto: o Detram nesse caso, é obrigado a soltar a sua carteira (as duas, é claro!)
Alguns sem tanta intimidade com os mistérios automobilísticos se matriculam nas incríveis Auto-Escolas para poderem aprender tudo sobre, por exemplo, o motor a explosão, a ultrapassagem na banguela na chuva e o suborno. É na Auto-Escola, esse lugar excitante e intelectualizado, onde o pupilo entrará com o mundo maravilhoso do trânsito, essa verdadeira harmonia em movimento onde o ser humano revela seu lado mais evoluído e espiritual. Mas para que o aluno não entre em contato físico demais com esse universo que supostamente existe a figura do Instrutor de Auto-Escola. Quem, um dia na vida, não sonhou em exercer essa soberba profissão? Entretanto só alguns poucos privilegiados apresentam qualidades para serem um Instrutor: calma, bom senso, habilidade e tendência suicida severa.
E para você ir tendo uma idéia do que vai encontrar quando for atrás de sua habilitação, www.adolargangorra.com.br milagrosamente conseguiu descolar a próxima prova escrota, digo, escrita para motoristas. Basta dar uma olhadinha nela, logo aí abaixo, ou então é só passar no Detram que eles fazem um precinho camarada para você também.
É isso aí, futuros motoristas! Mão no bolso e pé na tábua!
Questão 1
Ao conduzir seu veículo, o motorista deve evitar:
a) Conduzir outro veículo
b) Falar no celular na hora do almoço (é muito mais caro!!!)
c) Entrar no próprio porta-malas
d) Contato com grupos de risco: táxis, ônibus e mulheres
e) Cagar
Questão 2
O sistema elétrico de um automóvel é composto basicamente pelas seguintes peças:
a) Bateria, baixo e guitarra
b) Lâmpada, fio e tomada
c) Próton, elétron e nêutron
d) Farol alto, farol baixo e acendedor de cigarros
e) Não existe sistema elétrico em automóveis. Essa questão é uma pegadinha discriminatória para nós mulheres
Questão 3
Ao ver uma placa com a inscrição PARE, você deve:
a) Afundar os dois pés no acelerador
b) Achar que é um desenho bem bonito pois você não sabe ler
c) Largar essa pinga maldita de uma vez por todas
d) Acordar da soneca que você está tirando
e) "Vai que dá! Vai que dá!"
Questão 4
O motorista deve mudar de faixa quando:
a) Não tiver muito a fim de colidir com a betoneira logo a frente
b) A música for meio merda
c) Estiver lutando melhor
d) Achar que está ficando difícil dirigir na calçada
e) Quiser devolver a fechada naquela coroa imbecil do BR-800
Questão 5
Identifique a seguinte placa:

a) Elton John na pista
b) Faculdade de teatro a 500 metros
c) Uuuuuuuuuui!
Questão 6
A placa abaixo significa:

a) Área de seqüestros
b) Macauley Culkin e Michael Jackson na pista
c) Ai meu braço, porra!
Questão 7
Que placa é essa?

a) Lego gigante na pista
b) Bacteriana
c) Você acaba de se perder
Questão 8
Esta placa quer dizer:

a) Lula e seu whisquinho na pista
b) Cigarro acesso perdido no carro
c) "Nove, nove, oito, cinco..."
Questão 9
Aponte a afirmativa correta:

a) Bienal de São Paulo na pista
b)"Ei, papai, estão cagando na gente!"
c) Era só para apontar, idiota, e não para riscar nada!
Questão 10
Indique o significado correto dessa placa:

a) Itamar Franco na pista
b) Carro flutuando ao lado de um triângulo retângulo
c) A volta do fuscão preto
Adolar Gangorra tem 78 anos e editor do site www.adolargangorra.com.br. Recentemente teve sua carteira de habilitação apreendida por ter sido flagrado em um stand de degustação de vinhos dentro um supermercado enquanto dirigia um daquele carrinhos elétricos pra velhinhos que as crianças tanto adoram!!!
quinta-feira, 19 de março de 2009
MÔNICA E EDUARDO
O falecido Renato Russo era, sem dúvida, um ótimo músico e um excelente letrista. Escreveu verdadeiras obras de arte cheias de originalidade e sentimento. Como artista engajado que era, defendia os pontos de vista nos quais acreditava em suas letras. E por isto mesmo, talvez alguns deles excedam a lógica e o bom senso. Como no caso da música "Eduardo e Monica", do álbum "Dois" da Legião Urbana, de 1986, onde a figura masculina (Eduardo) é tratada sempre como alienada e inconsciente enquanto a feminina (Monica) é a portadora de uma sabedoria e um estilo de vida evoluidíssimos.
Analisemos o que diz a letra. Logo na segunda estrofe, o autor insinua que Eduardo seja preguiçoso e indolente (Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar: Ficou deitado e viu que horas eram) ao mesmo tempo em que tenta dar uma imagem forte e charmosa à Monica (enquanto Monica tomava um conhaque, Noutro canto da cidade, Como eles disseram.). Ora, se esta cena tiver se passado de manhã como é provável, Eduardo só estaria fazendo sua obrigação: acordar. Já, Mônica, revelaria-se uma cachaceira profissional, pois virar um conhaque antes do almoço é só para quem conhece muito bem o ofício.
Mais à frente, vemos Russo desenhar injustamente a personalidade de Eduardo de maneira frágil e imatura (Festa estranha, com gente esquisita). Bom, "Festa estranha" significa uma reunião de porra-loucas atrás de qualquer bagulho para poderem fugir da realidade com a desculpa esfarrapada que são contra o sistema. "Gente esquisita" é basicamente, um bando de sujeitinhos que tem o hábito gozado de dar a bunda após cinco minutos de conversa. Também são as garotas mais horrorosas da Via-Láctea. Enfim, esta a tal "festa legal" em que Eduardo estava. O que mais ele podia fazer? Teve que encher a cara para poder suportar aquele pesadelo, como veremos a seguir.
Assim temos: (-Eu não estou legal Não agüento mais birita.) Percebe-se que o jovem Eduardo não está familiarizado com a rotina traiçoeira do álcool. É ainda um garoto puro e inocente, com a mente e o corpo sadios. Bem ao contrário de Mônica, uma notória bêbada sem vergonha do underground.
Adiante, ficamos conhecendo o momento em que os dois protagonistas se encontraram (E a Monica riu e quis saber um pouco mais sobre o boyzinho que tentava impressionar). Vamos por partes: em "E a Monica riu", nota-se uma atitude de pseudo-superioridade desumana de Monica para com Eduardo. Ela ri de um bêbado inexperiente! A diante, é bom esclarecer o que o autor preferiu maquiar. Onde se lê "quis saber um pouco mais" leia-se "quis dar para"! É inaceitável tentar passar uma imagem sofisticada da tal Monica. A verdade é que ela se sentiu bastante atraída pelo "boyzinho que tentava impressionar"! Há um certo preconceito em se referir ao singelo Eduardo como "boyzinho". Não é verdade. Caso fosse realmente um playboy, ele não teria ido se encontrar com Monica de bicicleta, como consta na quarta estrofe (Se encontraram então no parque da cidade. A Monica de moto e o Eduardo de camelo.) Se alguém aí age como boy, esta seria Monica, que vai ao encontro pilotando uma ameaçadora motocicleta. Como é sabido, aos dezesseis anos (Ela era de Leão e ele tinha dezesseis.) todo boyzinho já costuma roubar o carro do pai, principalmente para impressionar uma maria-gasolina como Monica. E tem mais: se Eduardo fosse mesmo um playboy, teria penetrado com sua galera na tal festa, quebraria tudo e ia encher de porrada o esquisitão mais fraquinho de todos na frente de todo mundo, valeu?
Na ocasião de seu primeiro encontro, vemos Monica impor suas preferências, uma constante durante toda a letra, em oposição a humilde proposta do afável Eduardo (O Eduardo sugeriu uma lanchonete Mas a Monica queria ver o filme do Godard.). Atitude esta, nada democrática para quem se julga uma liberal. Na verdade, Monica é o que convencionou chamar de P.l.M.B.A. (Pseudo lntelectual Metida à Besta Associado, ou seja, intelectuerdas, alternativos e esquisitões vestidos de preto em geral), que acham todo filme americano é ruim e o que é bom mesmo é filme europeu, de preferência francês, preto e branco, arrastado pra caralho, e com bastantes cenas de baitolagem.
Em seguida, Russo utiliza o eufemismo "menina" para se referir suavemente à Monica. (O Eduardo achou estranho e melhor não comentar Mas a menina tinha tinta no cabelo.). Menina? Pudim de cachaça seria mais adequado. À pouco vimos Monica virar um Dreher na goela logo no café da manhã e ele ainda a chama de menina? Além disto, se Monica pinta o cabelo é porque é uma balzaca querendo fisgar um garotão viril ou porque é uma baranga safada impregnada de luxúria.
O autor insiste em retratar Monica como uma gênia sem par (Ela fazia Medicina e falava alemão) e Eduardo como um idiota retardado (E ele ainda nas aulinhas de inglês.). Note a comparação de intelecto entre o casal: ela domina o idioma germânico, sabidamente de difícil aprendizado, já tendo superado o vestibular altamente concorrido para medicina. Ele, miseravelmente, tem que tomar aulas para poder balbuciar "iéis", "nou" e "mai neime is Eduardo"! Incomoda a forma como são usadas as palavras "ainda" e "aulinhas", para refletir idéias de atraso intelectual e coisa sem valor, respectivamente. Coitado do Eduardo, é um jumento mesmo...
Na seqüência, ficamos a par das opções culturais dos dois (Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus, De Van Gogh e dos Mutantes, De Caetano e de Rimbaud). Temos nesta lista um desfile de ícones dos P.l.M.B.A.s, muito usados por quem acha que pertence a uma falsa elite cultural. Por exemplo, é tamanha uma pretensa intimidade com o poeta Manuel de Souza Carneiro Bandeira Filho, que usou-se a expressão "do Bandeira". Francamente, "Bandeira" é aquele juiz que fica apitando impedimento na lateral do campo. A saber: o sujeito mais normal dessa moçada aí, cortou a orelha fora por causa de uma sirigaita qualquer. Já viu o nível, né? Só porra-louca de primeira.
Mais uma vez insinua-se que Eduardo seja um imbecil acéfalo (E o Eduardo gostava de novela) e crianção (e jogava futebol de botão com seu avô.). A bem da verdade, Eduardo é um exemplo. Que adolescente de hoje costuma dar atenção a um idoso? Ele poderia estar jogando videogame com garotos de sua idade ou tentando espiar a empregada tomar banho pelo buraco da fechadura, mas não. Preferia a companhia do avô em um prosaico jogo de botões! É de tocar o coração! E como esse gesto magnânimo foi usado na letra? Foi só para passar a imagem de Eduardo como um paspalho energúmeno. É óbvio, para o autor, o homem não sabe de nada. Mulher, sim, é maturidade pura!
Continuando, temos (Ela falava coisas sobre o Planalto Central, Também magia e meditação.). Falava merda, isto sim! Nesses assuntos esotéricos é onde se escondem os maiores picaretas do mundo. Qualquer chimpanzé lobotomizado pode grunhir qualquer absurdo que ninguém vai contestar. Por que? Porque não se pode provar absolutamente nada. Vale tudo! É o samba do crioulo doido. E quem foi cair nessa conversa mole jogada por Monica? Eduardo, é claro, o bem intencionado de plantão. E ainda temos mais um achincalhe ao garoto (E o Eduardo ainda estava no esquema "escola-cinema-clube-televisão".). O que o sr. Russo queria? Que o esquema fosse "bar da esquina - terreiro de macumba - roda de capoeira - delegacia" ? E qual é o problema de se ir a escola, caralho?
Em seguida, já se nota que Eduardo está dominado pela cultura imposta por Mônica (Eduardo e Monica fizeram natação, fotografia, Teatro e artesanato e foram viajar.). Por ordem: 1) Teatro e artesanato não costumam pagar muito imposto. 2) Teatro e artesanato não são lá as coisas mais úteis do mundo. 3) Natação e fotografia? Porque os dois não foram estudar para o concurso do Banco do Brasil? Vagabundos...
Agora temos os versos mais cretinos de toda a letra (a Monica explicava p\'ro Eduardo Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar:). Mais uma vez, aquela lengalenga esotérica que não leva a lugar nenhum. Vejamos: a Monica trabalha na previsão do tempo? Não. Monica é geóloga? Não. Monica é professora de química? Não. Monica é alguma aviadora? Também não. Então o que diabos uma motoqueira transviada pode ensinar sobre céu, terra, água e mar que uma muriçoca não saiba? Novamente, Eduardo é tratado como um debilóide pueril capaz de comprar alegremente a torre Eiffel, após ser convencido deste grande negócio pelo caô mais furado do mundo. Santa inocência...
Ainda em, (Ele aprendeu a beber,), não precisa ser muito esperto para sacar com quem... é claro, com Monica, a campeã do alambique! Eduardo poderia ter aprendido coisas mais úteis como o código Morse ou as capitais da Europa, mas não. Acharam melhor ensinar para o rapaz como encher a cara de pinga. Muito bem, Monica! Grande contribuição! Depois temos (deixou o cabelo crescer). Pobre Eduardo! Àquela altura, estava crente que deixar crescer o cabelo o diferenciaria dos outros na sociedade. lsso sim é que é ativismo pessoal. Já dá pra ver aí o estrago causado por Monica na cabeça do iludido Eduardo.
Sempre à frente em tudo, Monica se forma quando Eduardo, o eterno micróbio, consegue entrar na universidade (E ela se formou no mesmo mês Em que ele passou no vestibular.). Por esse ritmo, quando Eduardo conseguir o diploma, Monica deverá estar ganhando o seu oitavo prêmio Nobel. Outra prova da parcialidade do autor está em (porque o filhinho do Eduardo \'tá de recuperação.). É interessante notar que é o filho do Eduardo e não de Monica, que ficou de segunda época. Em suma, puxou ao pai e é burro que nem uma porta.
O que realmente impressiona nesta letra é a presença constante de um sexismo estereotipado. O homem é retratado como sendo um simplório alienado que só é salvo de uma vida medíocre e previsível graças a uma mulher naturalmente evoluída e oriunda de uma cultura alternativa redentora. Nesta visão está incutida a idéia absurda de que o feminino é superior e o masculino, inferior. É sabido que em todas culturas e povos existentes, o homem sempre oprimiu a mulher. Porém isso não significa, em hipótese alguma, que estas sejam superiores do que os homens. São apenas diferentes. Se desde o começo dos tempos o sexo feminino fosse o dominador e o masculino o subjugado, vários erros também teriam sido cometidos de uma maneira ou de outra. Por que ? Ora, por que tanto homens, mulheres e colunistas sociais fazem parte da famigerada raça humana. E, como se sabe muito bem, é aí que sempre morou o perigo. Não importa quem seja: Monica ou Eduardo!
Adolar Gangorra tem 71 anos, é editor do periódico humorístico Os Reis da Gambiarra e não perde um show sequer dos "The Fevers" e do "Benito de Paula Cover".
Analisemos o que diz a letra. Logo na segunda estrofe, o autor insinua que Eduardo seja preguiçoso e indolente (Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar: Ficou deitado e viu que horas eram) ao mesmo tempo em que tenta dar uma imagem forte e charmosa à Monica (enquanto Monica tomava um conhaque, Noutro canto da cidade, Como eles disseram.). Ora, se esta cena tiver se passado de manhã como é provável, Eduardo só estaria fazendo sua obrigação: acordar. Já, Mônica, revelaria-se uma cachaceira profissional, pois virar um conhaque antes do almoço é só para quem conhece muito bem o ofício.
Mais à frente, vemos Russo desenhar injustamente a personalidade de Eduardo de maneira frágil e imatura (Festa estranha, com gente esquisita). Bom, "Festa estranha" significa uma reunião de porra-loucas atrás de qualquer bagulho para poderem fugir da realidade com a desculpa esfarrapada que são contra o sistema. "Gente esquisita" é basicamente, um bando de sujeitinhos que tem o hábito gozado de dar a bunda após cinco minutos de conversa. Também são as garotas mais horrorosas da Via-Láctea. Enfim, esta a tal "festa legal" em que Eduardo estava. O que mais ele podia fazer? Teve que encher a cara para poder suportar aquele pesadelo, como veremos a seguir.
Assim temos: (-Eu não estou legal Não agüento mais birita.) Percebe-se que o jovem Eduardo não está familiarizado com a rotina traiçoeira do álcool. É ainda um garoto puro e inocente, com a mente e o corpo sadios. Bem ao contrário de Mônica, uma notória bêbada sem vergonha do underground.
Adiante, ficamos conhecendo o momento em que os dois protagonistas se encontraram (E a Monica riu e quis saber um pouco mais sobre o boyzinho que tentava impressionar). Vamos por partes: em "E a Monica riu", nota-se uma atitude de pseudo-superioridade desumana de Monica para com Eduardo. Ela ri de um bêbado inexperiente! A diante, é bom esclarecer o que o autor preferiu maquiar. Onde se lê "quis saber um pouco mais" leia-se "quis dar para"! É inaceitável tentar passar uma imagem sofisticada da tal Monica. A verdade é que ela se sentiu bastante atraída pelo "boyzinho que tentava impressionar"! Há um certo preconceito em se referir ao singelo Eduardo como "boyzinho". Não é verdade. Caso fosse realmente um playboy, ele não teria ido se encontrar com Monica de bicicleta, como consta na quarta estrofe (Se encontraram então no parque da cidade. A Monica de moto e o Eduardo de camelo.) Se alguém aí age como boy, esta seria Monica, que vai ao encontro pilotando uma ameaçadora motocicleta. Como é sabido, aos dezesseis anos (Ela era de Leão e ele tinha dezesseis.) todo boyzinho já costuma roubar o carro do pai, principalmente para impressionar uma maria-gasolina como Monica. E tem mais: se Eduardo fosse mesmo um playboy, teria penetrado com sua galera na tal festa, quebraria tudo e ia encher de porrada o esquisitão mais fraquinho de todos na frente de todo mundo, valeu?
Na ocasião de seu primeiro encontro, vemos Monica impor suas preferências, uma constante durante toda a letra, em oposição a humilde proposta do afável Eduardo (O Eduardo sugeriu uma lanchonete Mas a Monica queria ver o filme do Godard.). Atitude esta, nada democrática para quem se julga uma liberal. Na verdade, Monica é o que convencionou chamar de P.l.M.B.A. (Pseudo lntelectual Metida à Besta Associado, ou seja, intelectuerdas, alternativos e esquisitões vestidos de preto em geral), que acham todo filme americano é ruim e o que é bom mesmo é filme europeu, de preferência francês, preto e branco, arrastado pra caralho, e com bastantes cenas de baitolagem.
Em seguida, Russo utiliza o eufemismo "menina" para se referir suavemente à Monica. (O Eduardo achou estranho e melhor não comentar Mas a menina tinha tinta no cabelo.). Menina? Pudim de cachaça seria mais adequado. À pouco vimos Monica virar um Dreher na goela logo no café da manhã e ele ainda a chama de menina? Além disto, se Monica pinta o cabelo é porque é uma balzaca querendo fisgar um garotão viril ou porque é uma baranga safada impregnada de luxúria.
O autor insiste em retratar Monica como uma gênia sem par (Ela fazia Medicina e falava alemão) e Eduardo como um idiota retardado (E ele ainda nas aulinhas de inglês.). Note a comparação de intelecto entre o casal: ela domina o idioma germânico, sabidamente de difícil aprendizado, já tendo superado o vestibular altamente concorrido para medicina. Ele, miseravelmente, tem que tomar aulas para poder balbuciar "iéis", "nou" e "mai neime is Eduardo"! Incomoda a forma como são usadas as palavras "ainda" e "aulinhas", para refletir idéias de atraso intelectual e coisa sem valor, respectivamente. Coitado do Eduardo, é um jumento mesmo...
Na seqüência, ficamos a par das opções culturais dos dois (Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus, De Van Gogh e dos Mutantes, De Caetano e de Rimbaud). Temos nesta lista um desfile de ícones dos P.l.M.B.A.s, muito usados por quem acha que pertence a uma falsa elite cultural. Por exemplo, é tamanha uma pretensa intimidade com o poeta Manuel de Souza Carneiro Bandeira Filho, que usou-se a expressão "do Bandeira". Francamente, "Bandeira" é aquele juiz que fica apitando impedimento na lateral do campo. A saber: o sujeito mais normal dessa moçada aí, cortou a orelha fora por causa de uma sirigaita qualquer. Já viu o nível, né? Só porra-louca de primeira.
Mais uma vez insinua-se que Eduardo seja um imbecil acéfalo (E o Eduardo gostava de novela) e crianção (e jogava futebol de botão com seu avô.). A bem da verdade, Eduardo é um exemplo. Que adolescente de hoje costuma dar atenção a um idoso? Ele poderia estar jogando videogame com garotos de sua idade ou tentando espiar a empregada tomar banho pelo buraco da fechadura, mas não. Preferia a companhia do avô em um prosaico jogo de botões! É de tocar o coração! E como esse gesto magnânimo foi usado na letra? Foi só para passar a imagem de Eduardo como um paspalho energúmeno. É óbvio, para o autor, o homem não sabe de nada. Mulher, sim, é maturidade pura!
Continuando, temos (Ela falava coisas sobre o Planalto Central, Também magia e meditação.). Falava merda, isto sim! Nesses assuntos esotéricos é onde se escondem os maiores picaretas do mundo. Qualquer chimpanzé lobotomizado pode grunhir qualquer absurdo que ninguém vai contestar. Por que? Porque não se pode provar absolutamente nada. Vale tudo! É o samba do crioulo doido. E quem foi cair nessa conversa mole jogada por Monica? Eduardo, é claro, o bem intencionado de plantão. E ainda temos mais um achincalhe ao garoto (E o Eduardo ainda estava no esquema "escola-cinema-clube-televisão".). O que o sr. Russo queria? Que o esquema fosse "bar da esquina - terreiro de macumba - roda de capoeira - delegacia" ? E qual é o problema de se ir a escola, caralho?
Em seguida, já se nota que Eduardo está dominado pela cultura imposta por Mônica (Eduardo e Monica fizeram natação, fotografia, Teatro e artesanato e foram viajar.). Por ordem: 1) Teatro e artesanato não costumam pagar muito imposto. 2) Teatro e artesanato não são lá as coisas mais úteis do mundo. 3) Natação e fotografia? Porque os dois não foram estudar para o concurso do Banco do Brasil? Vagabundos...
Agora temos os versos mais cretinos de toda a letra (a Monica explicava p\'ro Eduardo Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar:). Mais uma vez, aquela lengalenga esotérica que não leva a lugar nenhum. Vejamos: a Monica trabalha na previsão do tempo? Não. Monica é geóloga? Não. Monica é professora de química? Não. Monica é alguma aviadora? Também não. Então o que diabos uma motoqueira transviada pode ensinar sobre céu, terra, água e mar que uma muriçoca não saiba? Novamente, Eduardo é tratado como um debilóide pueril capaz de comprar alegremente a torre Eiffel, após ser convencido deste grande negócio pelo caô mais furado do mundo. Santa inocência...
Ainda em, (Ele aprendeu a beber,), não precisa ser muito esperto para sacar com quem... é claro, com Monica, a campeã do alambique! Eduardo poderia ter aprendido coisas mais úteis como o código Morse ou as capitais da Europa, mas não. Acharam melhor ensinar para o rapaz como encher a cara de pinga. Muito bem, Monica! Grande contribuição! Depois temos (deixou o cabelo crescer). Pobre Eduardo! Àquela altura, estava crente que deixar crescer o cabelo o diferenciaria dos outros na sociedade. lsso sim é que é ativismo pessoal. Já dá pra ver aí o estrago causado por Monica na cabeça do iludido Eduardo.
Sempre à frente em tudo, Monica se forma quando Eduardo, o eterno micróbio, consegue entrar na universidade (E ela se formou no mesmo mês Em que ele passou no vestibular.). Por esse ritmo, quando Eduardo conseguir o diploma, Monica deverá estar ganhando o seu oitavo prêmio Nobel. Outra prova da parcialidade do autor está em (porque o filhinho do Eduardo \'tá de recuperação.). É interessante notar que é o filho do Eduardo e não de Monica, que ficou de segunda época. Em suma, puxou ao pai e é burro que nem uma porta.
O que realmente impressiona nesta letra é a presença constante de um sexismo estereotipado. O homem é retratado como sendo um simplório alienado que só é salvo de uma vida medíocre e previsível graças a uma mulher naturalmente evoluída e oriunda de uma cultura alternativa redentora. Nesta visão está incutida a idéia absurda de que o feminino é superior e o masculino, inferior. É sabido que em todas culturas e povos existentes, o homem sempre oprimiu a mulher. Porém isso não significa, em hipótese alguma, que estas sejam superiores do que os homens. São apenas diferentes. Se desde o começo dos tempos o sexo feminino fosse o dominador e o masculino o subjugado, vários erros também teriam sido cometidos de uma maneira ou de outra. Por que ? Ora, por que tanto homens, mulheres e colunistas sociais fazem parte da famigerada raça humana. E, como se sabe muito bem, é aí que sempre morou o perigo. Não importa quem seja: Monica ou Eduardo!
Adolar Gangorra tem 71 anos, é editor do periódico humorístico Os Reis da Gambiarra e não perde um show sequer dos "The Fevers" e do "Benito de Paula Cover".
quarta-feira, 18 de março de 2009
PRAZO DE CARÊNCIA - FERRAMENTA NADA PRÁTICA PARA A ESPÉCIE HUMANA
A famosíssima espécie humana tem sido aparentemente bem sucedida na face da terra, entre outros motivos, por ser um grupo que conseguiu (sabe-se lá como...) conjugar lógica e instinto. Entretanto, ainda há uma contenda acirrada, invisível e, principalmente, muito mal resolvida entre razão e emoção, que conspira para que nós, como grupo dominante, ainda sejamos uma incógnita.
E qual seria o parâmetro de sucesso mais importante em relação a uma espécie? A maneira como consegue descobrir água no subsolo? A variação de cor de sua plumagem? O modo como se camufla em um recife de coral? Nada disso. Esqueça essa baboseira que o Discovery Channel recita a todo instante e vamos ao que realmente interessa: a população, velhote! O número de membros! A quantidade de pessoas! A casa dos "ilhões"! O "grande galerão!" O poder da maioria, este sim, mostra, no final das contas, o quanto uma espécie é bem sucedida por aqui! E sobre isso, nós, seres humanos, não temos muito do que nos orgulhar...
Ah, você acha 6 bilhões de pessoas grande coisa? Não é. Os insetos superam esse número em centenas de vezes! As bactérias riem de nossa anemia populacional há milênios! Se você criar condições mínimas, os coelhos tomariam o planeta em uma primavera, meu chapa! E por que não somos a maioria na Terra ainda? Por causa de vários entraves biológicos, mas principalmente emocionais e sociais, que conspiram para que produzamos um número muito, muito menor de indivíduos do que poderíamos. E porque isso acontece é o que iremos investigar.
Somos uma espécie biologicamente tecnológica. Nosso êxito no planeta, até hoje, está intimamente relacionado com aparatos naturais e artificiais. Ao longo do tempo, desenvolvemos um cérebro gigante e dois polegares opositores, que vêm provando serem três excelentes ferramentas natas, seja para o controle do fogo e a manufatura de pedras lascadas, seja para a aumentar seu quociente de aceitação social ao executar um vistoso "hang loose" no meio da moçada do surf.
Também o ser humano sempre produziu e utilizou ferramentas artificiais como reflexo de sua enorme capacidade intelectual, seu talento natural para raciocinar. Entretanto as coisas não são essa maravilha de retidão lógica e racional as quais gostaríamos que fossem. Muitas vezes, o padrão emocional impede que usemos nosso cérebro corretamente e faça com que ajamos do mesmo modo que aquele urso do desenho animado da Disney agia quando alguém gritava: "O guarda! O guarda! Lá vem o guarda!"
Mas como superar essa incômoda e invisível barreira emocional para darmos vazão a nossa inerente e mais importante missão como espécie que é povoar o mundo? Grandes mentes queimam massa encefálica a esse respeito há anos, como fazia, por exemplo, o jovem Arthur Schopenhauer, célebre filósofo alemão, que não tinha nenhuma ilusão quimérica sobre o objetivo do zé mané comum. Basicamente, dizia ele, o ser humano quer se reproduzir acima de qualquer outra coisa. Foda-se a roda, foda-se a água encanada, foda-se a sociedade organizada, foda-se a penicilina, fodam-se todas as "paradas legais" que andaram inventando por aí. O negócio é se duplicar, amigos.
Ninguém conseguiu até hoje uma justificativa razoável para essa vontade, mas o homem quer sim. Quer sim, desculpe. O homem quer se duplicar e pronto. Ele precisa. Está no código genético da espécie, é mais forte do que ele, não tem jeito, volte amanhã, ligue mais tarde, etc., etc., etc... Você mesmo sabe muito bem disso. Ou realmente acredita que sua mãe achou seu pai lindo e maravilhoso desde o primeiro instante? Não, ela achou ele um escroto, no mínimo! Você não imagina, mas, hoje em dia, deitada ao lado dele na cama à noite, ouvindo um ronco de hipopótamo com enfisema, volta e meia, ela pensa, de olhos abertos e tomada de pavor: "Que merda que eu fiz! Que merda que eu fiz! E eu só tomei uma cerveja sem álcool! Que merda que eu fiz!". Foi mais forte do que ela, brother.
Outra coisa: a grande sensação de prazer inerente ao ato sexual não passa de um estímulo da evolução para que nos reproduzamos 24 horas por dia. É como o universo dissesse "Isso mesmo, pode botar o pipiu aí que você tá acertando, garotão. É nesse lugar aí mesmo!!!" Esqueça aquele mamão que você deixa no sol para depois fazer um buraco e meter a piroca, se achando o mais malandro dos mortais! E essa sensação bacana ainda é troco para a natureza. "Reproduzam-se, humanos!", ela diz claramente! Ah, você achava que era por causa da forma antigravidade da bunda da sua prima de 16 anos? Francamente... o próprio Criador, The Boss Himself, autorizou por escrito: "Crescei e multiplicai-vos." Não disse "Crescei e somai-vos". Multiplicação!!! O homem precisa se reproduzir, moçada! É mais do que um instinto. É uma ordem expressa!
Por exemplo, há milhões de anos, um homem de Cro-Magnon, desesperado, impotente, gritando e pulando de raiva e medo quando um grupo rival invade seu território para beber sua água, comer sua caça e, principalmente, fecundar suas fêmeas, tal qual uma professora primária hoje em dia, tentando instalar a ordem e a calma em uma turma de 6ª série. Esse pós-macaco estava fadado ao fracasso. Assim como também a tia Valdirene aí. Ambos estão condenados. Por que? Porque tanto o humanóide nervoso e a professora tepeêmica se deixaram levar totalmente pela emoção e não deram uma chance sequer à razão, essa nobre injustiçada, meus caros. Agora, se o nosso ancestral peludo parasse um minuto e passasse a mão num pesado galho de árvore - agora em suas mãos, uma ferramenta artificial - e rachasse o crânio de um dos coleguinhas invasores com uma traulitada das mais violentas, isso sim, faria uma boa diferença. Só assim, ele retomaria prontamente a posse do seu sítio e tudo mais e tudo voltaria ao normal, blá, blá, blá...
Se a professora irritada pegasse algumas folhas de papel em branco - olha outra ferramenta aí - e sacudisse-as para cima e ameaçasse os alunos berrando a palavra mágica "PROVA!", certamente faria com que aquela turba de pequenos marginais aéticos fizesse um silêncio capaz de espantar Piaget! Ambos, ao usarem ferramentas simples, só estariam seguindo um impulso que a evolução nos outorgou em quantidade abundante: a racionalização para superação de um problema! Ou seja, pensar logicamente é também, por mais incrível que pareça, um instinto natural. Então, se o impulso primal da nossa casta é gerar descendentes como acreditava Schopenhauer, porque não podemos usar ferramentas práticas para conseguir nosso objetivo?
A verdade é que os humanos se reproduzem muito mal. E por que? Porque não conseguimos ser realmente objetivos em relação a essa questão. Não somos estimulados a pensar como espécie e sim, de forma egoísta, como indivíduos. Os dinossauros raciocinavam assim, sabia? "Grrrau, grrrau, vou destruir aquela floresta inteira ali para assustar uns lêmures!" Viu no que deu, né? Sumiram do mapa.
Dezenas de convenções emocionais e sociais têm que ser superadas para que um macho da nossa espécie consiga fecundar uma fêmea. Dá um trabalho do caralho. Corte, corte e corte, o equívoco-mor do casamento - a maior das perdas de tempo já inventadas - e um monte de outras baboseiras inúteis como ter que saber de cor o nome todo dela! Depois, nove longos meses para gerar um mísero representante! NOVE MESES!!! Dá pra dar a volta ao mundo pulando num pé só! Três tava bom... Que desgraça!
Devíamos reaprender com os animais e instituir a volta do cio como um sinal óbvio e prático para a cópula, comunicação feromônica simples e direta. Tal qual os cachorros fazem, certa noite uns 5 sujeitos bateriam à porta de sua casa e diriam algo como: "Olá! Como vai? Nós sabemos que o senhor tem uma filha aí dando sopa... manda ela pra fora aqui pra gente, beleza?" Fora tudo isso, ainda temos que lutar contra uma praga artificial chamada controle da natalidade! Pílulas anticoncepcionais, preservativos, d.i.u., planejamento familiar, "hoje não, estou com dor de cabeça", etc. Dor de cabeça? Tudo bem que existam alguns sujeitos bem dotados por aí, mas, que eu saiba, não chega a cutucar o cérebro de mulher nenhuma! Algum dia esse tipo de piada de mau gosto ainda vai ser responsável pela extinção da raça humana da face da Terra! (E também, do meu emprego...)
E por que não deixamos que a nossa bela herança racional possa agir só um pouquinho nesse campo? Porque a emoção, essa vagabunda inútil, não quer. Para acabar com certas lendas e crendices estúpidas, eis um dado que encherá de lágrimas os olhinhos dos românticos, tipo de aberrações que atravancam o progresso do homo sapiens há muito tempo com suas frescuras e idiossincrasias ilusórias: o cérebro é bem maior do que o coração e o coração não é nada mais do que uma bomba hemodinâmica. Ah, você não acha? Então disseque um e me mostre onde fica o "cantinho do amor", o "lugarzinho da ternura" e o "quartinho do ciúme"... você só irá ver válvulas, ventrículos, aurículas e sangue, muito sangue, seu cagão! E para quem essa história de "coração ser sinônimo de sentimento" cria boas oportunidades? Ora, para que algum macaco invada nosso território e toque a zona. E aí, vamos gritar, berrar, espernear e... ter que dar no pé, compadre!
Enfoquemos a raiz do problema, ou seja, os primeiros relacionamentos que potencialmente podem gerar casamentos e filhos cedo (ou, muito melhor: só filhos!), que é o que realmente nos interessa como espécie. Porém, identificamos aí um primeiro e fundamental obstáculo.
Infelizmente, os primeiros relacionamentos não garantem uma taxa de engravidamento excelente. Seja pela pontaria dos praticantes e por fatores extras como, por exemplo, um rígido patrulhamento social, prostituição feminina e transexual ( no caso dos nossos amigos, os travestis ), o entorpecedor, anti-social, inebriante, alienador, obscuro, confuso, arrítmico, viciante, cármico, extenuante, instintivo, anti-estético, entorpecente e vitalício processo masturbatório masculino, hábitos gaiatos como a deglutição do pipiu alheio, abortos neurótico-feministas, desvios incontroláveis e perenes como a popularíssima obsessão pelo sexo anal* e, principalmente, o homossexualismo masCUlino, esse ioiô sem corda com que a evolução nos presenteou! É triste saber que a natureza gastou milênios para desenvolver o sofisticado aparelho reprodutor feminino para simplesmente alguns engraçadinhos acharem legal enfiar a pica um no cu do outro! Quanta irresponsabilidade, minha gente! Dentro do reto desses rapazolas, milhões de espermatozóides, cheios de vigor e esperança de ser tornarem alguém na vida (literalmente falando) em sua frenética corrida para alcançar uma vistosa e mítica célula-ovo, única razão de sua curta existência. Os pobres coitados terão uma baita decepção traumática ao darem de cara com um gigantesco tolete de cocô com, na melhor das hipóteses, um caroço de milho incrustado e olhe lá! Triste, né? Essa sacanagem toda não produz nada além de hemorróidas, dores de coluna, chacotas infindáveis e um simpático termo médico denominado "sangue oculto nas fezes"! Tudo isso contribui exponencialmente para que joguemos por água abaixo todo nosso potencial para povoar os mais inexpugnáveis cantos do nosso planeta!
Lamentavelmente, os jovens humanos não são encorajados a se reproduzirem cedo em hipótese alguma! Mas que falta de visão! Imaginem quantos descendentes poderia gerar uma garota de 14 anos se engravidasse sem parar até os 36? Poderia ela produzir um plantel de um time de futebol completo com massagista e tudo! Mas não, essas preguiçosas mal consentem em amamentar o seu filho único, quando muito! São máquinas utilíssimas de xerox de humanos, mas só se preocupam somente em tingir o cabelo de loiro todo mês!!!
As convenções sociais, de origem puramente emocional, impedem que a nossa reprodução seja mais eficiente. Um caso muito comum dá-se quando uma associação entre membros de sexos opostos (vamos chamar essa palhaçada burocrática de "namoro"), falha em conseguir seu intento, ou seja, a duplicação. Demora-se muito tempo para reconstruir um outro arranjo como esse, denominado de "casal", pois é dada uma importância exagerada pelas fêmeas da espécie para detalhes supérfluos tipo "Ele gosta de mim!", "Ele é tão romântico!", "Ele é tão bonito!", "Ele me jurou que nunca mais vai comer a minha empregada!", essas merdas.
Um impedimento bastante contumaz é quando um namoro acaba e nenhum dos membros envolvidos se sente à vontade para iniciar logo uma outra associação com outros do seu ciclo social. O que é um absurdo, pois, se ponderarmos bem, o membro conhecido como "o amigo do casal", é, na maioria das vezes, já pode estar ali do lado, de pau muito duro, e é o melhor candidato para continuar com o objetivo maior previamente estipulado pela natureza que é a obtenção da prole. É o chamado "prazo de carência" ou "quarentena".
Se, por exemplo, você namora uma garota há uns 4 anos, aí um belo dia, ela lhe dá uma pedalada na bunda? Você fica chateado, amargurado, infeliz. Até ouvir dizer que ela está saindo com seu melhor amigo. Aí é que você vai ficar realmente chateado, amargurado e infeliz, compadre! Se sente traído, desesperado, quer esfaquear os dois e toda sorte de panaquices emocionais e dramalhões patéticos que não ajudam em nada o nosso belíssimo projeto de aumentar a população de seres humanos do Planeta.
Você deveria achar ótimo um amigo seu ter a oportunidade de passar o código genético dele adiante. Ele é resultado de milhões de anos de depuração evolutiva! Bom para a espécie! Tudo bem, agora você não está querendo falar sobre isso, mas ele ainda é seu amigo. Você só falava bem dele para todo mundo! Ele almoçava na sua casa, chamava sua mãe de tia, passava a mão na bunda do seu pai... agora ele virou o vilão malvado e traidor só por causa de uma besteirinha dessas? Você está sendo irracional, seu chorão. Realmente não faz sentido... ele e a sua ex, com certeza, nesse exato momento, abraçadinhos no Motel, estão sentindo a maior pena de você, rapaz!
Deixe de ser egoísta e comemore o sucesso da espécie como um todo! Vamos encarar o fato: você falhou, velhote! Foi preterido por alguém mais apto. Ela escolheu outro melhor para fecundar aquela célula mensal, a qual você fazia uma força desgraçada para conseguir sua vezinha, lembra? É assim que a natureza trabalha... ou você vai querer refutar Darwin só porque ela resolveu dar para outro?
Veja alguns argumentos lógicos que comprovam essa tese, sabendo que temos aí uma tríade composta por você ("Ex-Namorado"), ela ("Garota") e ele ("Seu Amigo" - Diego, Tiago, Diogo, Yuri ou algum desses nomes irritantes da moda...):
- Seu Amigo já conhece bem as preferências sexuais de Garota pois Ex-Namorado com certeza já contou tudo para ele e para todo mundo.
- Para Garota, Seu Amigo é Ex-Namorado melhorado, sem os problemas que o mesmo apresentava como uso de pochetes ridículas ou ódio pela Marisa Monte, por exemplo.
- Seu Amigo conta com a aprovação emocional positiva de Garota, pois Ex-Namorado sempre dizia: "Aquele cara ali é o meu melhor amigo!"
- Tanto Seu Amigo como Garota conhecem bem Ex-Namorado e poderão descobrir inúmeras afinidades criticando os defeitos do mesmo durante horas.
Está mais do que provado que Seu Amigo é, sem dúvida, a melhor opção para Garota continuar seu projeto de reprodução da espécie. Se tudo der certo, eles irão casar e você, Ex-Namorado, poderá até ser o padrinho! Legal, né?
Entretanto, devido a regras sociais estúpidas e sem sentido, a troca rápida de membros envolvidos em laços de amizade inacreditavelmente não é vista com bons olhos pela sociedade. Este ainda é um processo bastante lento e problemático. Para acabar com essa lengalenga ilógica, é necessário, mais uma vez, o uso de uma ferramenta prática, tal como aquela do homem de Cro-Magnon e da professora. Nesse caso, seria preciso um mecanismo mais sofisticado: o cálculo matemático, por exemplo ( se bem que um pedaço de pau também poderia funcionar muito bem... ). Nada como a Matemática, pura e livre de arroubos sentimentais, para deslindar a verdade sem distorções para descobrirmos quanto tempo seria ideal para que a troca de parceiros seja aceita por todos de forma mais rápida e eficiente por todos.
Chamemos essa incógnita de Prazo de Carência (PC), ou seja, o tempo necessário para que sua ex-namorada comece a copular com o seu amigo sem que você ache ainda que você é um "namorado", que ela é uma "piranha" e que ele é um "traíra". Para calcularmos o PC, precisamos quantificar o Quociente de Intimidade (QI) do casal e o Grau de Amizade (GA) existente entre os dois amigos. Posto isso e essa inútil nomenclatura píscea de lado, deduzimos a seguinte equação:
Prazo de Carência = Quociente de Intimidade dividido pelo Grau de Amizade, ou seja:
PC = QI / GA
Obs.: o resultado será dado em número de dias.
Para calcularmos o Quociente de Intimidade é necessário atribuirmos valores de 1 a 10 a cada uma das variáveis abaixo:
1 - Vocês se viam todo santo dia, todo santo dia, todo santo dia?
2 - Vocês falavam que nem criancinha um com o outro?
3 - Vocês se chamavam por apelidos nojentos com bastantes sílabas repetidas, tipo "tututituco" ou "bibilolóca"?
4 - Você já foi num show da Marisa Monte com ela só porque ela quis?
5 - Você cagava na casa dela?
6 - Você comeu ela?
7 - Você conheceu a mãe dela?
8 - Você comeu a mãe dela?
9 - Você conheceu o pai dela?
10 - Bem, deixa pra lá...
Para calcularmos o Grau de Amizade é necessário atribuirmos valores de 1 a 10 a cada uma das variáveis abaixo:
1 - Vocês são amigos de infância?
2 - Vocês são irmãos?
3 - Vocês são pai e filho?
4 - Vocês já brigaram por causa de um disco do Belle & Sebastian?
5 - Vocês já fizeram jiu-jitsu de sungão juntos?
6 - Vocês vão à sauna juntos?
7 - Vocês já pensaram em fazer biodança?
8 - Vocês assistem Dawson\'s Creek juntos?
9 - Vocês já brincaram de "carro e garagem"?
10 - Vem cá, velho: vocês realmente estão disputando alguma namorada?
Se por exemplo, você obteve o número 50 em ambas as variáveis, temos:
PC = 50 QI / 50 GA = 1 dia. Então é isso. Se você levou um pé na bunda na segunda-feira, na quarta sua ex já pode dar um rolé com seu amigão e pronto.
Deixe de ser mulherzinha, seu bunda mole! Alguém invadiu seu território, bebeu sua água, comeu sua caça e... ah, mas você não fez nada pois estava mais ocupado pulando, gritando e esperneando como o bom macaco que você preferiu ser, não é?
* Leia os livros "POR FAVOR, PARE DE DAR O CU" e "DAR O CU NÃO É MUITO LEGAL", de Adolar Gangorra, lançados recentemente no 1º Congresso Nacional da ABRACU - Associação Brasileira AntiCu, da qual Adolar Gangorra é presidente.
Adolar Gangorra é editor do site www.adolargangorra.com.br e acha que "bom é a mulher dos outros". Essa frase ele aprendeu recentemente com seu amigo Fandiscleiton, o porteiro do seu prédio.
E qual seria o parâmetro de sucesso mais importante em relação a uma espécie? A maneira como consegue descobrir água no subsolo? A variação de cor de sua plumagem? O modo como se camufla em um recife de coral? Nada disso. Esqueça essa baboseira que o Discovery Channel recita a todo instante e vamos ao que realmente interessa: a população, velhote! O número de membros! A quantidade de pessoas! A casa dos "ilhões"! O "grande galerão!" O poder da maioria, este sim, mostra, no final das contas, o quanto uma espécie é bem sucedida por aqui! E sobre isso, nós, seres humanos, não temos muito do que nos orgulhar...
Ah, você acha 6 bilhões de pessoas grande coisa? Não é. Os insetos superam esse número em centenas de vezes! As bactérias riem de nossa anemia populacional há milênios! Se você criar condições mínimas, os coelhos tomariam o planeta em uma primavera, meu chapa! E por que não somos a maioria na Terra ainda? Por causa de vários entraves biológicos, mas principalmente emocionais e sociais, que conspiram para que produzamos um número muito, muito menor de indivíduos do que poderíamos. E porque isso acontece é o que iremos investigar.
Somos uma espécie biologicamente tecnológica. Nosso êxito no planeta, até hoje, está intimamente relacionado com aparatos naturais e artificiais. Ao longo do tempo, desenvolvemos um cérebro gigante e dois polegares opositores, que vêm provando serem três excelentes ferramentas natas, seja para o controle do fogo e a manufatura de pedras lascadas, seja para a aumentar seu quociente de aceitação social ao executar um vistoso "hang loose" no meio da moçada do surf.
Também o ser humano sempre produziu e utilizou ferramentas artificiais como reflexo de sua enorme capacidade intelectual, seu talento natural para raciocinar. Entretanto as coisas não são essa maravilha de retidão lógica e racional as quais gostaríamos que fossem. Muitas vezes, o padrão emocional impede que usemos nosso cérebro corretamente e faça com que ajamos do mesmo modo que aquele urso do desenho animado da Disney agia quando alguém gritava: "O guarda! O guarda! Lá vem o guarda!"
Mas como superar essa incômoda e invisível barreira emocional para darmos vazão a nossa inerente e mais importante missão como espécie que é povoar o mundo? Grandes mentes queimam massa encefálica a esse respeito há anos, como fazia, por exemplo, o jovem Arthur Schopenhauer, célebre filósofo alemão, que não tinha nenhuma ilusão quimérica sobre o objetivo do zé mané comum. Basicamente, dizia ele, o ser humano quer se reproduzir acima de qualquer outra coisa. Foda-se a roda, foda-se a água encanada, foda-se a sociedade organizada, foda-se a penicilina, fodam-se todas as "paradas legais" que andaram inventando por aí. O negócio é se duplicar, amigos.
Ninguém conseguiu até hoje uma justificativa razoável para essa vontade, mas o homem quer sim. Quer sim, desculpe. O homem quer se duplicar e pronto. Ele precisa. Está no código genético da espécie, é mais forte do que ele, não tem jeito, volte amanhã, ligue mais tarde, etc., etc., etc... Você mesmo sabe muito bem disso. Ou realmente acredita que sua mãe achou seu pai lindo e maravilhoso desde o primeiro instante? Não, ela achou ele um escroto, no mínimo! Você não imagina, mas, hoje em dia, deitada ao lado dele na cama à noite, ouvindo um ronco de hipopótamo com enfisema, volta e meia, ela pensa, de olhos abertos e tomada de pavor: "Que merda que eu fiz! Que merda que eu fiz! E eu só tomei uma cerveja sem álcool! Que merda que eu fiz!". Foi mais forte do que ela, brother.
Outra coisa: a grande sensação de prazer inerente ao ato sexual não passa de um estímulo da evolução para que nos reproduzamos 24 horas por dia. É como o universo dissesse "Isso mesmo, pode botar o pipiu aí que você tá acertando, garotão. É nesse lugar aí mesmo!!!" Esqueça aquele mamão que você deixa no sol para depois fazer um buraco e meter a piroca, se achando o mais malandro dos mortais! E essa sensação bacana ainda é troco para a natureza. "Reproduzam-se, humanos!", ela diz claramente! Ah, você achava que era por causa da forma antigravidade da bunda da sua prima de 16 anos? Francamente... o próprio Criador, The Boss Himself, autorizou por escrito: "Crescei e multiplicai-vos." Não disse "Crescei e somai-vos". Multiplicação!!! O homem precisa se reproduzir, moçada! É mais do que um instinto. É uma ordem expressa!
Por exemplo, há milhões de anos, um homem de Cro-Magnon, desesperado, impotente, gritando e pulando de raiva e medo quando um grupo rival invade seu território para beber sua água, comer sua caça e, principalmente, fecundar suas fêmeas, tal qual uma professora primária hoje em dia, tentando instalar a ordem e a calma em uma turma de 6ª série. Esse pós-macaco estava fadado ao fracasso. Assim como também a tia Valdirene aí. Ambos estão condenados. Por que? Porque tanto o humanóide nervoso e a professora tepeêmica se deixaram levar totalmente pela emoção e não deram uma chance sequer à razão, essa nobre injustiçada, meus caros. Agora, se o nosso ancestral peludo parasse um minuto e passasse a mão num pesado galho de árvore - agora em suas mãos, uma ferramenta artificial - e rachasse o crânio de um dos coleguinhas invasores com uma traulitada das mais violentas, isso sim, faria uma boa diferença. Só assim, ele retomaria prontamente a posse do seu sítio e tudo mais e tudo voltaria ao normal, blá, blá, blá...
Se a professora irritada pegasse algumas folhas de papel em branco - olha outra ferramenta aí - e sacudisse-as para cima e ameaçasse os alunos berrando a palavra mágica "PROVA!", certamente faria com que aquela turba de pequenos marginais aéticos fizesse um silêncio capaz de espantar Piaget! Ambos, ao usarem ferramentas simples, só estariam seguindo um impulso que a evolução nos outorgou em quantidade abundante: a racionalização para superação de um problema! Ou seja, pensar logicamente é também, por mais incrível que pareça, um instinto natural. Então, se o impulso primal da nossa casta é gerar descendentes como acreditava Schopenhauer, porque não podemos usar ferramentas práticas para conseguir nosso objetivo?
A verdade é que os humanos se reproduzem muito mal. E por que? Porque não conseguimos ser realmente objetivos em relação a essa questão. Não somos estimulados a pensar como espécie e sim, de forma egoísta, como indivíduos. Os dinossauros raciocinavam assim, sabia? "Grrrau, grrrau, vou destruir aquela floresta inteira ali para assustar uns lêmures!" Viu no que deu, né? Sumiram do mapa.
Dezenas de convenções emocionais e sociais têm que ser superadas para que um macho da nossa espécie consiga fecundar uma fêmea. Dá um trabalho do caralho. Corte, corte e corte, o equívoco-mor do casamento - a maior das perdas de tempo já inventadas - e um monte de outras baboseiras inúteis como ter que saber de cor o nome todo dela! Depois, nove longos meses para gerar um mísero representante! NOVE MESES!!! Dá pra dar a volta ao mundo pulando num pé só! Três tava bom... Que desgraça!
Devíamos reaprender com os animais e instituir a volta do cio como um sinal óbvio e prático para a cópula, comunicação feromônica simples e direta. Tal qual os cachorros fazem, certa noite uns 5 sujeitos bateriam à porta de sua casa e diriam algo como: "Olá! Como vai? Nós sabemos que o senhor tem uma filha aí dando sopa... manda ela pra fora aqui pra gente, beleza?" Fora tudo isso, ainda temos que lutar contra uma praga artificial chamada controle da natalidade! Pílulas anticoncepcionais, preservativos, d.i.u., planejamento familiar, "hoje não, estou com dor de cabeça", etc. Dor de cabeça? Tudo bem que existam alguns sujeitos bem dotados por aí, mas, que eu saiba, não chega a cutucar o cérebro de mulher nenhuma! Algum dia esse tipo de piada de mau gosto ainda vai ser responsável pela extinção da raça humana da face da Terra! (E também, do meu emprego...)
E por que não deixamos que a nossa bela herança racional possa agir só um pouquinho nesse campo? Porque a emoção, essa vagabunda inútil, não quer. Para acabar com certas lendas e crendices estúpidas, eis um dado que encherá de lágrimas os olhinhos dos românticos, tipo de aberrações que atravancam o progresso do homo sapiens há muito tempo com suas frescuras e idiossincrasias ilusórias: o cérebro é bem maior do que o coração e o coração não é nada mais do que uma bomba hemodinâmica. Ah, você não acha? Então disseque um e me mostre onde fica o "cantinho do amor", o "lugarzinho da ternura" e o "quartinho do ciúme"... você só irá ver válvulas, ventrículos, aurículas e sangue, muito sangue, seu cagão! E para quem essa história de "coração ser sinônimo de sentimento" cria boas oportunidades? Ora, para que algum macaco invada nosso território e toque a zona. E aí, vamos gritar, berrar, espernear e... ter que dar no pé, compadre!
Enfoquemos a raiz do problema, ou seja, os primeiros relacionamentos que potencialmente podem gerar casamentos e filhos cedo (ou, muito melhor: só filhos!), que é o que realmente nos interessa como espécie. Porém, identificamos aí um primeiro e fundamental obstáculo.
Infelizmente, os primeiros relacionamentos não garantem uma taxa de engravidamento excelente. Seja pela pontaria dos praticantes e por fatores extras como, por exemplo, um rígido patrulhamento social, prostituição feminina e transexual ( no caso dos nossos amigos, os travestis ), o entorpecedor, anti-social, inebriante, alienador, obscuro, confuso, arrítmico, viciante, cármico, extenuante, instintivo, anti-estético, entorpecente e vitalício processo masturbatório masculino, hábitos gaiatos como a deglutição do pipiu alheio, abortos neurótico-feministas, desvios incontroláveis e perenes como a popularíssima obsessão pelo sexo anal* e, principalmente, o homossexualismo masCUlino, esse ioiô sem corda com que a evolução nos presenteou! É triste saber que a natureza gastou milênios para desenvolver o sofisticado aparelho reprodutor feminino para simplesmente alguns engraçadinhos acharem legal enfiar a pica um no cu do outro! Quanta irresponsabilidade, minha gente! Dentro do reto desses rapazolas, milhões de espermatozóides, cheios de vigor e esperança de ser tornarem alguém na vida (literalmente falando) em sua frenética corrida para alcançar uma vistosa e mítica célula-ovo, única razão de sua curta existência. Os pobres coitados terão uma baita decepção traumática ao darem de cara com um gigantesco tolete de cocô com, na melhor das hipóteses, um caroço de milho incrustado e olhe lá! Triste, né? Essa sacanagem toda não produz nada além de hemorróidas, dores de coluna, chacotas infindáveis e um simpático termo médico denominado "sangue oculto nas fezes"! Tudo isso contribui exponencialmente para que joguemos por água abaixo todo nosso potencial para povoar os mais inexpugnáveis cantos do nosso planeta!
Lamentavelmente, os jovens humanos não são encorajados a se reproduzirem cedo em hipótese alguma! Mas que falta de visão! Imaginem quantos descendentes poderia gerar uma garota de 14 anos se engravidasse sem parar até os 36? Poderia ela produzir um plantel de um time de futebol completo com massagista e tudo! Mas não, essas preguiçosas mal consentem em amamentar o seu filho único, quando muito! São máquinas utilíssimas de xerox de humanos, mas só se preocupam somente em tingir o cabelo de loiro todo mês!!!
As convenções sociais, de origem puramente emocional, impedem que a nossa reprodução seja mais eficiente. Um caso muito comum dá-se quando uma associação entre membros de sexos opostos (vamos chamar essa palhaçada burocrática de "namoro"), falha em conseguir seu intento, ou seja, a duplicação. Demora-se muito tempo para reconstruir um outro arranjo como esse, denominado de "casal", pois é dada uma importância exagerada pelas fêmeas da espécie para detalhes supérfluos tipo "Ele gosta de mim!", "Ele é tão romântico!", "Ele é tão bonito!", "Ele me jurou que nunca mais vai comer a minha empregada!", essas merdas.
Um impedimento bastante contumaz é quando um namoro acaba e nenhum dos membros envolvidos se sente à vontade para iniciar logo uma outra associação com outros do seu ciclo social. O que é um absurdo, pois, se ponderarmos bem, o membro conhecido como "o amigo do casal", é, na maioria das vezes, já pode estar ali do lado, de pau muito duro, e é o melhor candidato para continuar com o objetivo maior previamente estipulado pela natureza que é a obtenção da prole. É o chamado "prazo de carência" ou "quarentena".
Se, por exemplo, você namora uma garota há uns 4 anos, aí um belo dia, ela lhe dá uma pedalada na bunda? Você fica chateado, amargurado, infeliz. Até ouvir dizer que ela está saindo com seu melhor amigo. Aí é que você vai ficar realmente chateado, amargurado e infeliz, compadre! Se sente traído, desesperado, quer esfaquear os dois e toda sorte de panaquices emocionais e dramalhões patéticos que não ajudam em nada o nosso belíssimo projeto de aumentar a população de seres humanos do Planeta.
Você deveria achar ótimo um amigo seu ter a oportunidade de passar o código genético dele adiante. Ele é resultado de milhões de anos de depuração evolutiva! Bom para a espécie! Tudo bem, agora você não está querendo falar sobre isso, mas ele ainda é seu amigo. Você só falava bem dele para todo mundo! Ele almoçava na sua casa, chamava sua mãe de tia, passava a mão na bunda do seu pai... agora ele virou o vilão malvado e traidor só por causa de uma besteirinha dessas? Você está sendo irracional, seu chorão. Realmente não faz sentido... ele e a sua ex, com certeza, nesse exato momento, abraçadinhos no Motel, estão sentindo a maior pena de você, rapaz!
Deixe de ser egoísta e comemore o sucesso da espécie como um todo! Vamos encarar o fato: você falhou, velhote! Foi preterido por alguém mais apto. Ela escolheu outro melhor para fecundar aquela célula mensal, a qual você fazia uma força desgraçada para conseguir sua vezinha, lembra? É assim que a natureza trabalha... ou você vai querer refutar Darwin só porque ela resolveu dar para outro?
Veja alguns argumentos lógicos que comprovam essa tese, sabendo que temos aí uma tríade composta por você ("Ex-Namorado"), ela ("Garota") e ele ("Seu Amigo" - Diego, Tiago, Diogo, Yuri ou algum desses nomes irritantes da moda...):
- Seu Amigo já conhece bem as preferências sexuais de Garota pois Ex-Namorado com certeza já contou tudo para ele e para todo mundo.
- Para Garota, Seu Amigo é Ex-Namorado melhorado, sem os problemas que o mesmo apresentava como uso de pochetes ridículas ou ódio pela Marisa Monte, por exemplo.
- Seu Amigo conta com a aprovação emocional positiva de Garota, pois Ex-Namorado sempre dizia: "Aquele cara ali é o meu melhor amigo!"
- Tanto Seu Amigo como Garota conhecem bem Ex-Namorado e poderão descobrir inúmeras afinidades criticando os defeitos do mesmo durante horas.
Está mais do que provado que Seu Amigo é, sem dúvida, a melhor opção para Garota continuar seu projeto de reprodução da espécie. Se tudo der certo, eles irão casar e você, Ex-Namorado, poderá até ser o padrinho! Legal, né?
Entretanto, devido a regras sociais estúpidas e sem sentido, a troca rápida de membros envolvidos em laços de amizade inacreditavelmente não é vista com bons olhos pela sociedade. Este ainda é um processo bastante lento e problemático. Para acabar com essa lengalenga ilógica, é necessário, mais uma vez, o uso de uma ferramenta prática, tal como aquela do homem de Cro-Magnon e da professora. Nesse caso, seria preciso um mecanismo mais sofisticado: o cálculo matemático, por exemplo ( se bem que um pedaço de pau também poderia funcionar muito bem... ). Nada como a Matemática, pura e livre de arroubos sentimentais, para deslindar a verdade sem distorções para descobrirmos quanto tempo seria ideal para que a troca de parceiros seja aceita por todos de forma mais rápida e eficiente por todos.
Chamemos essa incógnita de Prazo de Carência (PC), ou seja, o tempo necessário para que sua ex-namorada comece a copular com o seu amigo sem que você ache ainda que você é um "namorado", que ela é uma "piranha" e que ele é um "traíra". Para calcularmos o PC, precisamos quantificar o Quociente de Intimidade (QI) do casal e o Grau de Amizade (GA) existente entre os dois amigos. Posto isso e essa inútil nomenclatura píscea de lado, deduzimos a seguinte equação:
Prazo de Carência = Quociente de Intimidade dividido pelo Grau de Amizade, ou seja:
PC = QI / GA
Obs.: o resultado será dado em número de dias.
Para calcularmos o Quociente de Intimidade é necessário atribuirmos valores de 1 a 10 a cada uma das variáveis abaixo:
1 - Vocês se viam todo santo dia, todo santo dia, todo santo dia?
2 - Vocês falavam que nem criancinha um com o outro?
3 - Vocês se chamavam por apelidos nojentos com bastantes sílabas repetidas, tipo "tututituco" ou "bibilolóca"?
4 - Você já foi num show da Marisa Monte com ela só porque ela quis?
5 - Você cagava na casa dela?
6 - Você comeu ela?
7 - Você conheceu a mãe dela?
8 - Você comeu a mãe dela?
9 - Você conheceu o pai dela?
10 - Bem, deixa pra lá...
Para calcularmos o Grau de Amizade é necessário atribuirmos valores de 1 a 10 a cada uma das variáveis abaixo:
1 - Vocês são amigos de infância?
2 - Vocês são irmãos?
3 - Vocês são pai e filho?
4 - Vocês já brigaram por causa de um disco do Belle & Sebastian?
5 - Vocês já fizeram jiu-jitsu de sungão juntos?
6 - Vocês vão à sauna juntos?
7 - Vocês já pensaram em fazer biodança?
8 - Vocês assistem Dawson\'s Creek juntos?
9 - Vocês já brincaram de "carro e garagem"?
10 - Vem cá, velho: vocês realmente estão disputando alguma namorada?
Se por exemplo, você obteve o número 50 em ambas as variáveis, temos:
PC = 50 QI / 50 GA = 1 dia. Então é isso. Se você levou um pé na bunda na segunda-feira, na quarta sua ex já pode dar um rolé com seu amigão e pronto.
Deixe de ser mulherzinha, seu bunda mole! Alguém invadiu seu território, bebeu sua água, comeu sua caça e... ah, mas você não fez nada pois estava mais ocupado pulando, gritando e esperneando como o bom macaco que você preferiu ser, não é?
* Leia os livros "POR FAVOR, PARE DE DAR O CU" e "DAR O CU NÃO É MUITO LEGAL", de Adolar Gangorra, lançados recentemente no 1º Congresso Nacional da ABRACU - Associação Brasileira AntiCu, da qual Adolar Gangorra é presidente.
Adolar Gangorra é editor do site www.adolargangorra.com.br e acha que "bom é a mulher dos outros". Essa frase ele aprendeu recentemente com seu amigo Fandiscleiton, o porteiro do seu prédio.
terça-feira, 17 de março de 2009
O.S.M. PARA TODA OBRA
Ao desenvolver os primórdios da linguagem verbal, o homem iniciou o processo natural de dar nomes para todo o universo que então o cercava. Com o tempo, mais e mais palavras foram sendo criadas até constituírem um elevado grau de variedade lexical, que hoje pode ser encontrado na maioria das línguas. Por exemplo, é sabido que os esquimós utilizam mais de dez palavras diferentes para designar determinados tipos da cor branca, devido à grande interação com o meio em que vivem. Os norte-americanos têm no inglês, várias palavras diferentes para se referirem a dinheiro. Não faltam termos para designar quaisquer coisas em Portugal (contanto que estejam todos absolutamente errados, é claro). E assim por diante, cada povo acaba desenvolvendo vocábulos específicos para identificar o que contém grande relevância para sua cultura.
E o brasileiro? Qual seria o objeto ou conceito abstrato que teria mais sinônimos em seu idioma? Engana-se quem acha que Carnaval, mulher e futebol sejam os campeões. Uma das entidades com mais nomes distintos identificados na Língua Portuguesa é o famosíssimo O.S.M., ou seja, o Órgão Sexual Masculino. Quem não é capaz de lembrar, pelo menos, de uns vinte nomes diferentes? Pipi? Ok, você pensou moderadamente. Mas é muito pouco. Pense, por exemplo, em um baile de Carnaval: pinto! Muito bem. Melhorou mas não é suficiente ainda. Agora pense na sua tia pulando nesse mesmo baile de carnaval: caralho, piroca, rôla, vara, pau, mandjôla, caceta, peru, etc. Parabéns, agora você entendeu!
Atualmente, dentro do extenso cabedal da Língua Portuguesa, podemos identificar nove termos mais populares para tipos de O.S.M.s.. São eles: Pênis, Pinto, Pica, Piroca, Peru, Pau, Caralho, Rôla e Caceta. São os nove grandes, o G-9 do sexo masculino. É bom esclarecer que nesta triagem foram excluídos nomes de cunho regional, afetivo-sentimentais e de menor expressão como Jeba, Bililiu, Documento, Pirulito, Estrovenga, Pé de Mesa, Cajado, Peia, Jeripoca, Vara, Impávido Colosso, Meronga, Canetão, Bilaurête, Dedo sem Osso Cuspidor, Mandioca, Roto-Rooter, Badalo, Ding-Ling, Cobra Caôlha, Kojak, Picolé da Maldade, Trôlha, Capitão Carequinha, Papacu Rasteiro da Cabeça Vermelha, Bastão da Alegria, Flautinha de Carne, Dr. Pancrácio Talarico Matsubara Júnior, entre outros.
Entretanto, engana-se quem pensa que todos esses significantes remetam ao mesmo significado. Por acaso, um pipi seria igual a um caralho? Qual dos dois aparenta ser maior? Ou melhor, qual dos dois você preferiria que lhe enfiassem no ouvido? O pipi, é claro! Inconscientemente, ele é menor do que o caralho, mais fino que a rôla e mais mole que a pica. Cada um deste nove nomes é utilizado de forma extremamente específica. Para cada caso, utiliza-se um termo adequado. Por exemplo, quando uma mãe auxilia seu filho pequeno a urinar, ela, por acaso, diz: "Vamos, Valtencir, bote o pirocaço para fora e faça xixi, meu filho"? Não, ela usa um termo mais apropriado como "pintinho" ou "pipiu" ou ainda "Zezinho". Ninguém diz: "Pai, Cleovandson, o porteiro, quer que eu esfregue geléia de mocotó no mastruço dele!"? Claro que não! O certo seria dizer "no pau dele!" Quando vamos ao médico, é normal ele pedir "Por favor, queira abaixar as calças para que eu possa examinar melhor sua rôla"? Óbvio que não. Ele usará o prosaico termo "pênis". E assim vai; para cada caso, existe uma referência pirocal-nominativa apropriada, que é utilizada de maneira totalmente inconsciente pela população.
O que pouca gente percebe é que cada um destes diferentes nomes designa tipos distintos de órgãos, cada qual com seu próprio tamanho, tipo físico, personalidade, estilo de vida, medos, anseios e aspirações na vida. Após uma miserável e nojenta pesquisa, pôde-se estruturar um breve dossiê a respeito dos nove maiores membros do O.S.M. (desculpem o trocadilho):
O PÊNIS: O pênis é uma tentativa dúbia da sociedade para conferir uma certa dignidade ao sexo masculino. Quando se tem que falar "caralho" na imprensa, usa-se pênis e tudo bem. Em nenhum livro de medicina que preste estará escrito "cacete" e sim pênis. É o relações públicas do O.S.M.. Com o tempo, todos irão se tornar um pênis (com exceção, é claro, da rôla). Se você tem mais de 50 anos, você tem um pênis. O pênis urina mais do que ejacula. Gosta de cuecas samba-canção folgadas, poltronas macias e ar condicionado. É igual a gato de armazém: deita no saco e dorme a noite toda. Não tem Viagra que dê jeito. O pênis é assim mesmo: suave, tranqüilo, circunspecto e invariavelmente... macio.
Portadores - Senhores acima de 50 anos de idade e Papai Noel (apesar do sacão vermelho).
O PINTO: O pinto ocorre somente e tão somente em menininhos. Fora destes, é apenas mais um erro clássico de nomenclatura. Não se engane. É muito comum ouvir as pessoas usarem o nome "pinto" em casos onde o verdadeiro protagonista foi a piroca, o caralho ou até mesmo a caceta. Isso é devido ao falso moralismo reinante ou a um conceito estético eufêmico, ou seja, absurdamente, acham que é mais bonitinho falar "pintinho" do que "pirocuçu"! Todas as garotas e namoradas do mundo adoram usar este termo: "Nem te conto, menina. Ontem à noite, quase engasguei com o pinto do Mário." Todo mundo sabe que ninguém engasga com um simples pintinho. A jovem gulosa quase morreu, na verdade, com a inescrupulosa, enorme e indigesta caralha do nosso amigo Mário, isso sim! O pinto é pequeno, alvo e de aparência inocente, lembrando o dedo mindinho do pé de um anão albino.
Portadores - Crianças de até 11 anos de idade e Gugu Liberato.
A PICA: Extremamente agitada e elétrica, a pica costuma passar a impressão de possuir um excelente desempenho sexual. Tudo mentira... Com estocadas curtas e nervosas, costuma apresentar ejaculação precoce. Diz que faz e acontece mas, na verdade, não resolve o problema de ninguém. Muitas vezes, a pica costuma agir como uma criança metidinha (literalmente), devido ao seu tamanho infantilóide e a sua baixa penetrabilidade. Acha que é enorme, porém só ganha do pinto em comprimento. A pica está sempre em estado de alerta, pronta para fazer escândalo à toa, crente que vai se dar bem, porém, todos os dias, acaba sendo repreendida manualmente por seu dono em casa, na hora do banho ou do cocô.
Portadores - Escoteiros, administradores de empresa, integrantes da UNE, jogadores de RPG, chatos da Amway e Oswaldo Montenegro.
A PIROCA: A piroca é própria irresponsabilidade em forma de falo. É o id do sexo masculino. Porra louca por natureza, ocorre em adolescentes e outros tipos de idiotas. A piroca não tem a menor noção do que está fazendo. Abaixar as calças e se mostrar para o sargento? É a piroca. Tatuar a cara do Padre Marcelo em si própria? É com ela mesma. Tentar comer o cu de uma jaguatirica com hepatite? Não precisa chamar duas vezes. Se besuntar de Leite Moça e dar par um cegueta chupar dizendo que é um churro? Por que não? Em qualquer situação absurda e com altas chances de se fuder redondo, lá estará ela, excitadíssima, achando tudo ótimo. A piroca é razoavelmente grande, porém já passou do tamanho de fazer o este tipo de coisas...
Portadores - Adolescentes em geral e Sérgio Mallandro.
O PERU: O peru, por definição, é um indeciso. Nunca sabe o que fazer. É meio mole, meio duro, anda sempre de cabeça baixa e tem a pele enrugada. Volta e meia fica preso no zíper da calça e é mestre em mijar fora da privada. Não tem uma identidade definida. É confundido com ave, país e até uma defesa fácil para o goleiro que virou gol. Só ganha um pouco de confiança na época do Natal, quando acha que todos estão lhe enfiando na boca.
Portadores - Colunistas sociais e Itamar Franco
O PAU: A quintessência da dureza. Assim pode ser definido o pau. Por mais paradoxal que seja, o pau é duro que nem pedra. De tamanho variável mas de dureza constante, o pau é capaz de entrar em qualquer lugar. Onde houver um orifício renitente e aparentemente inexpugnável, chamem o pau e lá estará ele em ação, como uma verdadeira broca de carne. O pau é constantemente agarrado, chutado, mordido e chacoalhado com veemência, duas a três vezes por dia, na hora do banho ou do cocô, mas nunca se abate. Pelo contrário, isto só torna-o mais duro. Indicado para hímen complacente, boca de namorada reclamona e cu de gato.
Portadores - Homens da caverna e o namorado da sua irmã.
O CARALHO: Maior expressão de popularidade do sexo masculino, o caralho é naturalmente grande e grosso. O próprio som do seu nome é uma afronta: ka-rá-li-o. Se você pronunciar "peru" em alto e bom som, ninguém notará. Agora, experimente dizer "caralho" bem baixinho. Viu, todo mundo percebe! Quem se depara com um pela frente (ou por trás) logo o reconhece, dizendo: "Caralho!" Em 99% dos filmes de sacanagem, lá está ele, lustroso que nem um galã de novela, ou melhor, um vulcão trepidante e cuspindo para tudo que é lado. Aquele que você está vendo em movimentos repetidos e ritmados, tal qual um pistão incansável de uma locomotiva da Revolução Industrial, é o próprio. Quem tem um caralho é homem por natureza. É basicamente um atestado de macheza pura e não há nada no mundo que se possa fazer para mudar isso.
Portadores - Travestis.
A RÔLA: Oriunda das obscuras profundezas do reino do mal, a rôla é a mais perigosa dos tipos de órgãos. A rôla é suja, ensebada e cheia de más intenções e veias disformes. É tão má que gosta de enrabar galinhas só para poder quebrar a casca do ovo e meter na bunda do pobre pintinho! Pequenina, porém grossa como uma lata de pastilha Valda, a rôla não tem princípios, moral ou piedade. Come qualquer coisa: sogra, travesti, cachorro, ralo de piscina, corretores de seguro, bola de boliche e cu de bêbado quando sóbrio. Só não come a bunda do próprio dono porque não alcança. Somente por isso.
Portadores - Choferes de táxi e Jece Valadão.
A CACETA: A caceta é a grande baleia branca dos O.S.M. Por causa do seu tamanho descomunal, ganha de todos os outros em extensão. Não tem veias, tem dutos. Não tem saco, tem reservatório. Não tem espermatozóides, tem girinos. Não tem cabeça, vive esquecendo as chaves de casa! Quando em estado de ereção, seu dono fica imediatamente tonto, pois ¾ do sangue do seu corpo fluem para dentro da dela. É lerda, pesada e muito, muito graaaaaaaande! Pode ser usada como limpador de pára-brisas de ônibus, âncora de navio e corda do Círio de Nazaré. Não se aconselha um manuseamento exagerado da caceta pois ela pode matar seu portador por um desagradável afogamento na hora do banho ou do cocô.
Portadores - Eu.
Adolar Gangorra, 89 anos, é editor do site www.adolargangorra.com.br e nunca matou cobra nenhuma para não ter que... dar explicações.
E o brasileiro? Qual seria o objeto ou conceito abstrato que teria mais sinônimos em seu idioma? Engana-se quem acha que Carnaval, mulher e futebol sejam os campeões. Uma das entidades com mais nomes distintos identificados na Língua Portuguesa é o famosíssimo O.S.M., ou seja, o Órgão Sexual Masculino. Quem não é capaz de lembrar, pelo menos, de uns vinte nomes diferentes? Pipi? Ok, você pensou moderadamente. Mas é muito pouco. Pense, por exemplo, em um baile de Carnaval: pinto! Muito bem. Melhorou mas não é suficiente ainda. Agora pense na sua tia pulando nesse mesmo baile de carnaval: caralho, piroca, rôla, vara, pau, mandjôla, caceta, peru, etc. Parabéns, agora você entendeu!
Atualmente, dentro do extenso cabedal da Língua Portuguesa, podemos identificar nove termos mais populares para tipos de O.S.M.s.. São eles: Pênis, Pinto, Pica, Piroca, Peru, Pau, Caralho, Rôla e Caceta. São os nove grandes, o G-9 do sexo masculino. É bom esclarecer que nesta triagem foram excluídos nomes de cunho regional, afetivo-sentimentais e de menor expressão como Jeba, Bililiu, Documento, Pirulito, Estrovenga, Pé de Mesa, Cajado, Peia, Jeripoca, Vara, Impávido Colosso, Meronga, Canetão, Bilaurête, Dedo sem Osso Cuspidor, Mandioca, Roto-Rooter, Badalo, Ding-Ling, Cobra Caôlha, Kojak, Picolé da Maldade, Trôlha, Capitão Carequinha, Papacu Rasteiro da Cabeça Vermelha, Bastão da Alegria, Flautinha de Carne, Dr. Pancrácio Talarico Matsubara Júnior, entre outros.
Entretanto, engana-se quem pensa que todos esses significantes remetam ao mesmo significado. Por acaso, um pipi seria igual a um caralho? Qual dos dois aparenta ser maior? Ou melhor, qual dos dois você preferiria que lhe enfiassem no ouvido? O pipi, é claro! Inconscientemente, ele é menor do que o caralho, mais fino que a rôla e mais mole que a pica. Cada um deste nove nomes é utilizado de forma extremamente específica. Para cada caso, utiliza-se um termo adequado. Por exemplo, quando uma mãe auxilia seu filho pequeno a urinar, ela, por acaso, diz: "Vamos, Valtencir, bote o pirocaço para fora e faça xixi, meu filho"? Não, ela usa um termo mais apropriado como "pintinho" ou "pipiu" ou ainda "Zezinho". Ninguém diz: "Pai, Cleovandson, o porteiro, quer que eu esfregue geléia de mocotó no mastruço dele!"? Claro que não! O certo seria dizer "no pau dele!" Quando vamos ao médico, é normal ele pedir "Por favor, queira abaixar as calças para que eu possa examinar melhor sua rôla"? Óbvio que não. Ele usará o prosaico termo "pênis". E assim vai; para cada caso, existe uma referência pirocal-nominativa apropriada, que é utilizada de maneira totalmente inconsciente pela população.
O que pouca gente percebe é que cada um destes diferentes nomes designa tipos distintos de órgãos, cada qual com seu próprio tamanho, tipo físico, personalidade, estilo de vida, medos, anseios e aspirações na vida. Após uma miserável e nojenta pesquisa, pôde-se estruturar um breve dossiê a respeito dos nove maiores membros do O.S.M. (desculpem o trocadilho):
O PÊNIS: O pênis é uma tentativa dúbia da sociedade para conferir uma certa dignidade ao sexo masculino. Quando se tem que falar "caralho" na imprensa, usa-se pênis e tudo bem. Em nenhum livro de medicina que preste estará escrito "cacete" e sim pênis. É o relações públicas do O.S.M.. Com o tempo, todos irão se tornar um pênis (com exceção, é claro, da rôla). Se você tem mais de 50 anos, você tem um pênis. O pênis urina mais do que ejacula. Gosta de cuecas samba-canção folgadas, poltronas macias e ar condicionado. É igual a gato de armazém: deita no saco e dorme a noite toda. Não tem Viagra que dê jeito. O pênis é assim mesmo: suave, tranqüilo, circunspecto e invariavelmente... macio.
Portadores - Senhores acima de 50 anos de idade e Papai Noel (apesar do sacão vermelho).
O PINTO: O pinto ocorre somente e tão somente em menininhos. Fora destes, é apenas mais um erro clássico de nomenclatura. Não se engane. É muito comum ouvir as pessoas usarem o nome "pinto" em casos onde o verdadeiro protagonista foi a piroca, o caralho ou até mesmo a caceta. Isso é devido ao falso moralismo reinante ou a um conceito estético eufêmico, ou seja, absurdamente, acham que é mais bonitinho falar "pintinho" do que "pirocuçu"! Todas as garotas e namoradas do mundo adoram usar este termo: "Nem te conto, menina. Ontem à noite, quase engasguei com o pinto do Mário." Todo mundo sabe que ninguém engasga com um simples pintinho. A jovem gulosa quase morreu, na verdade, com a inescrupulosa, enorme e indigesta caralha do nosso amigo Mário, isso sim! O pinto é pequeno, alvo e de aparência inocente, lembrando o dedo mindinho do pé de um anão albino.
Portadores - Crianças de até 11 anos de idade e Gugu Liberato.
A PICA: Extremamente agitada e elétrica, a pica costuma passar a impressão de possuir um excelente desempenho sexual. Tudo mentira... Com estocadas curtas e nervosas, costuma apresentar ejaculação precoce. Diz que faz e acontece mas, na verdade, não resolve o problema de ninguém. Muitas vezes, a pica costuma agir como uma criança metidinha (literalmente), devido ao seu tamanho infantilóide e a sua baixa penetrabilidade. Acha que é enorme, porém só ganha do pinto em comprimento. A pica está sempre em estado de alerta, pronta para fazer escândalo à toa, crente que vai se dar bem, porém, todos os dias, acaba sendo repreendida manualmente por seu dono em casa, na hora do banho ou do cocô.
Portadores - Escoteiros, administradores de empresa, integrantes da UNE, jogadores de RPG, chatos da Amway e Oswaldo Montenegro.
A PIROCA: A piroca é própria irresponsabilidade em forma de falo. É o id do sexo masculino. Porra louca por natureza, ocorre em adolescentes e outros tipos de idiotas. A piroca não tem a menor noção do que está fazendo. Abaixar as calças e se mostrar para o sargento? É a piroca. Tatuar a cara do Padre Marcelo em si própria? É com ela mesma. Tentar comer o cu de uma jaguatirica com hepatite? Não precisa chamar duas vezes. Se besuntar de Leite Moça e dar par um cegueta chupar dizendo que é um churro? Por que não? Em qualquer situação absurda e com altas chances de se fuder redondo, lá estará ela, excitadíssima, achando tudo ótimo. A piroca é razoavelmente grande, porém já passou do tamanho de fazer o este tipo de coisas...
Portadores - Adolescentes em geral e Sérgio Mallandro.
O PERU: O peru, por definição, é um indeciso. Nunca sabe o que fazer. É meio mole, meio duro, anda sempre de cabeça baixa e tem a pele enrugada. Volta e meia fica preso no zíper da calça e é mestre em mijar fora da privada. Não tem uma identidade definida. É confundido com ave, país e até uma defesa fácil para o goleiro que virou gol. Só ganha um pouco de confiança na época do Natal, quando acha que todos estão lhe enfiando na boca.
Portadores - Colunistas sociais e Itamar Franco
O PAU: A quintessência da dureza. Assim pode ser definido o pau. Por mais paradoxal que seja, o pau é duro que nem pedra. De tamanho variável mas de dureza constante, o pau é capaz de entrar em qualquer lugar. Onde houver um orifício renitente e aparentemente inexpugnável, chamem o pau e lá estará ele em ação, como uma verdadeira broca de carne. O pau é constantemente agarrado, chutado, mordido e chacoalhado com veemência, duas a três vezes por dia, na hora do banho ou do cocô, mas nunca se abate. Pelo contrário, isto só torna-o mais duro. Indicado para hímen complacente, boca de namorada reclamona e cu de gato.
Portadores - Homens da caverna e o namorado da sua irmã.
O CARALHO: Maior expressão de popularidade do sexo masculino, o caralho é naturalmente grande e grosso. O próprio som do seu nome é uma afronta: ka-rá-li-o. Se você pronunciar "peru" em alto e bom som, ninguém notará. Agora, experimente dizer "caralho" bem baixinho. Viu, todo mundo percebe! Quem se depara com um pela frente (ou por trás) logo o reconhece, dizendo: "Caralho!" Em 99% dos filmes de sacanagem, lá está ele, lustroso que nem um galã de novela, ou melhor, um vulcão trepidante e cuspindo para tudo que é lado. Aquele que você está vendo em movimentos repetidos e ritmados, tal qual um pistão incansável de uma locomotiva da Revolução Industrial, é o próprio. Quem tem um caralho é homem por natureza. É basicamente um atestado de macheza pura e não há nada no mundo que se possa fazer para mudar isso.
Portadores - Travestis.
A RÔLA: Oriunda das obscuras profundezas do reino do mal, a rôla é a mais perigosa dos tipos de órgãos. A rôla é suja, ensebada e cheia de más intenções e veias disformes. É tão má que gosta de enrabar galinhas só para poder quebrar a casca do ovo e meter na bunda do pobre pintinho! Pequenina, porém grossa como uma lata de pastilha Valda, a rôla não tem princípios, moral ou piedade. Come qualquer coisa: sogra, travesti, cachorro, ralo de piscina, corretores de seguro, bola de boliche e cu de bêbado quando sóbrio. Só não come a bunda do próprio dono porque não alcança. Somente por isso.
Portadores - Choferes de táxi e Jece Valadão.
A CACETA: A caceta é a grande baleia branca dos O.S.M. Por causa do seu tamanho descomunal, ganha de todos os outros em extensão. Não tem veias, tem dutos. Não tem saco, tem reservatório. Não tem espermatozóides, tem girinos. Não tem cabeça, vive esquecendo as chaves de casa! Quando em estado de ereção, seu dono fica imediatamente tonto, pois ¾ do sangue do seu corpo fluem para dentro da dela. É lerda, pesada e muito, muito graaaaaaaande! Pode ser usada como limpador de pára-brisas de ônibus, âncora de navio e corda do Círio de Nazaré. Não se aconselha um manuseamento exagerado da caceta pois ela pode matar seu portador por um desagradável afogamento na hora do banho ou do cocô.
Portadores - Eu.
Adolar Gangorra, 89 anos, é editor do site www.adolargangorra.com.br e nunca matou cobra nenhuma para não ter que... dar explicações.
Assinar:
Postagens (Atom)
Postagem em destaque
O PERIGO DAS CANTIGAS DE RODA!
O PERIGO DAS CANTIGAS DE RODA! Os pais de hoje em dia vivem reclamando da violência a que seus filhos são expostos na mídia. E com to...
-
O PERIGO DAS CANTIGAS DE RODA! Os pais de hoje em dia vivem reclamando da violência a que seus filhos são expostos na mídia. E com to...
-
Voltei para o Brasil há pouco tempo. Vivia com minha família na Inglaterra desde garoto. Estou morando no Rio de Janeiro há uns três meses e...
-
Ah, você acha que não tem preconceito com os habitantes de outros estados? Vá lá que você seja um brasileiro BEM acima da média: se consid...