Foi com enorme tristeza que recebi a notícia que o cineasta e pedófilo Roman Polanski saiu da cana para receber supostos cuidados médicos... não sei se esse velho degenerado vai fugir de novo da prisão como fez em 1977 quando foi ganho nos EUA e admitiu culpa por ter dado champagne e barbitúricos para uma "senhora madura" de 13 ANOS para depois, ora vejam só, manter relações sexuais (termo elegante para "pica na bunda"!) com a "balzaquiana consciente"!
Mas o que mais me indignou mesmo foram as manisfestações de protesto de diretores famosos como o brasileiro Walter Salles (coitadinho, quer aparecer de qualquer maneira agora...), os americanos Darren Aronofsky (quem é esse idiota?), David Lynch e Martin Scorsese (esse eu respeitava...), o espanhol Pedro Almodóvar (desculpe mulherada e travestis, eu sei que ele é o queridinho de vocês, mas não me surpeeende em nada o protesto desse cretino...) e o alemão Wim Wenders (porra louca famoso...), entre outros.
Mas o que mais eu fiquei de cara mesmo foi o conhecido degenerado WOODY ALLEN ter entrado nesse samba do crioulo doido pró-Pedolanski!!! Na boa, WOODY ALLEN não dá!!! Logo, ele, que é um notório transviado sexual e que teve a manhã de casar com a própria enteada!!! Supostamente ele era para ser o PAI adotivo de tal coitada lá, mas não: caiu matando na garota e traçou a nifetinha asiática! Muito bem, Sr. Allen! De pai a marido, de baixo do mesmo teto! Parece Nelson Rodrigues! Perguntem para Mia Farrow e ela babará de ódio ao rugir sobre esse infeliz espisódio e sobre o pilantra do ex-marido!
Queria ver se as filhas adolescentes desses diretores tivessem sido dopadas para terem a pica enfiada em seus jovens traseiros e a língua em outras várias cavidades de seus corpinhos por um filho da puta de 43 ANOS, na época! Artistas se protegem só por serem artistas? Lógico que sim!!! Essas manifestações a favor de um pedófilo confesso só mostram que esses safados, de santos e legais, não tem nada!
Eu até gosto vários filmes de todos esses diretores aí, até mesmo do animal do Polanski ("O Pianista" é ok) mas não dá pra fingir que um adulto não praticou pedofilia e que não deva ser punido por isso só porque é "artista". Cana pro resto da vida pra esse escroto, velho pedófilo! Foda-se se é cineasta ou não!!!
Goste do artista. Odeie o ser humano.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
A MODA DOS JOVENS PUBLICITÁRIOS
Em cada nova turma de Publicidade & Propaganda, no “estupendo” curso de Comunicação Social, pode-se encontrar facilmente vários e entusiasmados aspirantes a publicitários, ávidos para se tornarem profissionais famosos, premiados e endinheirados. Mas, em vez desses calouros meterem as caras nos livros ou arranjarem estágios não-remunerados lá pelo 3º semestre para entender a fundo o ofício, preferem escolher um caminho enganosamente bem mais fácil para parecerem ser publicitários de verdade: começam a copiar o estilo de vida e a aparência modernosa e estilística de pessoas supostamente descoladas e blasés desse meio, mas que acabam entrando para o mercado profissional mesmo não sabendo quem sejam Marshal Mcluhan, Bill Bernbach ou Oliviero Toscani.
Até a esteticamente desastrosa década de 80, o auge social de um profissional de publicidade era cheirar cocaína e usar gravatas com estampas debilóides tipo Looney Tunes, suspensórios e óculos de armação colorida. Tudo ia muito bem naquela ideologia "Sou um artista de talento ainda não descoberto", quando, de repente, no início dos anos 90, a estética Heroin Chic e o escabroso movimento tecno chegaram aqui com força para piorar o que já era deveras constrangedor. Assim, possuir um "look" (desculpem) europeu era pré-requisito para estudantes e estagiários de Publicidade parecerem "antenados" (desculpem 2) e conseguirem assim não serem expulsos à tapas das rodinhas de conversa desse meio. Assim esses cabeças de bagres começaram a usar roupinhas pretas, calças jeans puídas, tênis All Star sujos e assumir a postura cervical de uma seriema.
A moda agora é gostar de tecno e das bandas indies mesmo que você seja surdo - o que seria um alívio, com certeza! É sabido que ninguém entende porra nenhuma do que os "famosos" D. J.s tocam, mas todo mundo finge estar adorando o que esse "pick-up-rêtas" estão defecando nas pistas. Os aprendizes de publicitários em vez de saberem como se faz um plano de mídia ou as técnicas básicos de redação de um texto publicitário preferem ter na pontas de suas línguas nome "escrositos" (escroto + esquisito) como "Raja Ram", "Tiesto" e “DJ Kolorau”! Em vez de de frequentarem a biblioteca, preferem as famosas raves, o que, na melhor das hipóteses, parecem um convescote típico de alguma pintura “alegre” de Brueguel! Uma pseudo postura alienada e niilista esconde, na verdade, uma ignorância oceânica em relação a tudo que não seja a próxima festinha ou show de alguma banda inglesa esquálida que venha tocar mal no TIM Festival. Mas como ser um Publicitário decente se esses vagabundos não gostam nem de LER??? Querem tudo pronto, mastigado, mas ler que é bom, nada! Parecem que estão escovando os dentes com cocô quando lêem um texto de dois parágrafos sobre o temas complicados como "Vovô Viu a Uva"! E o ectasy virou a droguinha do momento... Mas que época importante nós estamos vivendo, hein?
Roupas como a camiseta como a logo da Puma viraram unanimidades. A famosa gola rolê, mesmo no calor infernal que faz aqui nos trópicos, é uma peça bastante prestigiada. Qualquer outra camisinha com referência retrô ou trocadilhos com grifes famosas e “piadas hilariantes” como endosso ao débil mental mexicano Chavez ou do seu alter-ego em escrotidão Chapolin serve bem para "mostrar" que você tem algum sendo de humor, por mais batida que essa piada esteja hoje. O piercing é exigência sine que non (ok, você não sabe que significa, tudo bem...) para que o estudante de Publicidade consiga ter uma vida social mínima. Você não será ninguém nesse meio se não tiver uma argola estilo bovina trespassada em algum lugar da cara ou de lugares "pouco" sensíveis como língua, mamilos ou genitais. Como você vai ser convidado pra alguma festinha se não tiver algum ferro na cara, né? Ah, você pensou que essa vida de publicitário seria tão moleza assim? No pain, no social gain, bro! E quanto mais radical melhor, no nível se o palhaço passar nu por um detector de metal fará o dispositivo disparar que nem uma sirene de ambulância! Então, aproveite essa saudável onda de automutilação e faça alguma tatuagem também, de preferência alguma tribal ou um ideograma ou alguma outra merda sem sentido, escrita em árabe ou em letras caligrafadas, pois isso conta bastante ponto também.
E a obsessão anti-ortopédica pelos tênis All Star faz desse grupo estudantil e profissional (?) parecer que usa uniformes que nem a meninada do Ensino Fundamental! Porque usar tanto um tênis que não tem nem amortecimento de ar ou gel e sim uma “confortável” e dura borracha sólida como solado? Eu disse “amortecimento”? Desculpem o trocadilho, mas, nesse caso, seria um “amor ao cimento” mesmo dessa turba acéfala que adora esse tênis! Mas nada mesmo se compara a neurose do ipod. Como saber se você é um profissional se você não tem um, não é mesmo? Hoje em dia, entrar no trabalho ou ir a aula com aqueles fones brancos saindo das orelhas corresponde a ter um mestrado em Comunicação. Logo virá o dia em que as universidades incluíram em seus cursos como "Introdução ao Ipod" e "Metodologia do Download 1" de tão imprescindíveis que esses porta-arquivos digitais se tornarem nesses meios. "Mensalidade de 2 mil reais? Tá, tudo bem, meu pai paga, mas eu vou ganhar um Nano de brinde na matrícula, né?"
A verdade é que o estudante de publicidade médio, via de regra, é o bundão que não foi macho suficiente pra ser jornalista nem lesado totalmente para se formar em Relações Públicas, então acabou preferindo cursar Publicidade e Propaganda porque sempre achou os anúncios da televisão "muito massa!" Mas não é por causa disso que empilhará equívoco sobre equívoco ao se fantasiar de idiota para parecer competente. Nesse caso, não é o (mau) hábito que faz o monge. Mas, pensando bem, talvez uma lustrosa farda verde-oliva poderia resolver bem esse problema...
Adolar Gangorra tem 64 anos é editor do site www.adolargangorra mas aceita sem problemas ser chamado de filho da puta, mas se ofende enormemente quando o chamam de "publicitário" no meio de uma briga de rua!
Até a esteticamente desastrosa década de 80, o auge social de um profissional de publicidade era cheirar cocaína e usar gravatas com estampas debilóides tipo Looney Tunes, suspensórios e óculos de armação colorida. Tudo ia muito bem naquela ideologia "Sou um artista de talento ainda não descoberto", quando, de repente, no início dos anos 90, a estética Heroin Chic e o escabroso movimento tecno chegaram aqui com força para piorar o que já era deveras constrangedor. Assim, possuir um "look" (desculpem) europeu era pré-requisito para estudantes e estagiários de Publicidade parecerem "antenados" (desculpem 2) e conseguirem assim não serem expulsos à tapas das rodinhas de conversa desse meio. Assim esses cabeças de bagres começaram a usar roupinhas pretas, calças jeans puídas, tênis All Star sujos e assumir a postura cervical de uma seriema.
A moda agora é gostar de tecno e das bandas indies mesmo que você seja surdo - o que seria um alívio, com certeza! É sabido que ninguém entende porra nenhuma do que os "famosos" D. J.s tocam, mas todo mundo finge estar adorando o que esse "pick-up-rêtas" estão defecando nas pistas. Os aprendizes de publicitários em vez de saberem como se faz um plano de mídia ou as técnicas básicos de redação de um texto publicitário preferem ter na pontas de suas línguas nome "escrositos" (escroto + esquisito) como "Raja Ram", "Tiesto" e “DJ Kolorau”! Em vez de de frequentarem a biblioteca, preferem as famosas raves, o que, na melhor das hipóteses, parecem um convescote típico de alguma pintura “alegre” de Brueguel! Uma pseudo postura alienada e niilista esconde, na verdade, uma ignorância oceânica em relação a tudo que não seja a próxima festinha ou show de alguma banda inglesa esquálida que venha tocar mal no TIM Festival. Mas como ser um Publicitário decente se esses vagabundos não gostam nem de LER??? Querem tudo pronto, mastigado, mas ler que é bom, nada! Parecem que estão escovando os dentes com cocô quando lêem um texto de dois parágrafos sobre o temas complicados como "Vovô Viu a Uva"! E o ectasy virou a droguinha do momento... Mas que época importante nós estamos vivendo, hein?
Roupas como a camiseta como a logo da Puma viraram unanimidades. A famosa gola rolê, mesmo no calor infernal que faz aqui nos trópicos, é uma peça bastante prestigiada. Qualquer outra camisinha com referência retrô ou trocadilhos com grifes famosas e “piadas hilariantes” como endosso ao débil mental mexicano Chavez ou do seu alter-ego em escrotidão Chapolin serve bem para "mostrar" que você tem algum sendo de humor, por mais batida que essa piada esteja hoje. O piercing é exigência sine que non (ok, você não sabe que significa, tudo bem...) para que o estudante de Publicidade consiga ter uma vida social mínima. Você não será ninguém nesse meio se não tiver uma argola estilo bovina trespassada em algum lugar da cara ou de lugares "pouco" sensíveis como língua, mamilos ou genitais. Como você vai ser convidado pra alguma festinha se não tiver algum ferro na cara, né? Ah, você pensou que essa vida de publicitário seria tão moleza assim? No pain, no social gain, bro! E quanto mais radical melhor, no nível se o palhaço passar nu por um detector de metal fará o dispositivo disparar que nem uma sirene de ambulância! Então, aproveite essa saudável onda de automutilação e faça alguma tatuagem também, de preferência alguma tribal ou um ideograma ou alguma outra merda sem sentido, escrita em árabe ou em letras caligrafadas, pois isso conta bastante ponto também.
E a obsessão anti-ortopédica pelos tênis All Star faz desse grupo estudantil e profissional (?) parecer que usa uniformes que nem a meninada do Ensino Fundamental! Porque usar tanto um tênis que não tem nem amortecimento de ar ou gel e sim uma “confortável” e dura borracha sólida como solado? Eu disse “amortecimento”? Desculpem o trocadilho, mas, nesse caso, seria um “amor ao cimento” mesmo dessa turba acéfala que adora esse tênis! Mas nada mesmo se compara a neurose do ipod. Como saber se você é um profissional se você não tem um, não é mesmo? Hoje em dia, entrar no trabalho ou ir a aula com aqueles fones brancos saindo das orelhas corresponde a ter um mestrado em Comunicação. Logo virá o dia em que as universidades incluíram em seus cursos como "Introdução ao Ipod" e "Metodologia do Download 1" de tão imprescindíveis que esses porta-arquivos digitais se tornarem nesses meios. "Mensalidade de 2 mil reais? Tá, tudo bem, meu pai paga, mas eu vou ganhar um Nano de brinde na matrícula, né?"
A verdade é que o estudante de publicidade médio, via de regra, é o bundão que não foi macho suficiente pra ser jornalista nem lesado totalmente para se formar em Relações Públicas, então acabou preferindo cursar Publicidade e Propaganda porque sempre achou os anúncios da televisão "muito massa!" Mas não é por causa disso que empilhará equívoco sobre equívoco ao se fantasiar de idiota para parecer competente. Nesse caso, não é o (mau) hábito que faz o monge. Mas, pensando bem, talvez uma lustrosa farda verde-oliva poderia resolver bem esse problema...
Adolar Gangorra tem 64 anos é editor do site www.adolargangorra mas aceita sem problemas ser chamado de filho da puta, mas se ofende enormemente quando o chamam de "publicitário" no meio de uma briga de rua!
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
COMO ME FUDI NO SHOW DO LOS HERMANOS
Voltei para o Brasil há pouco tempo. Vivia com minha família na Inglaterra desde garoto. Estou morando no Rio de Janeiro há uns três meses e agora estou começando a me enturmar na Universidade. Não sei de muita coisa do que está rolando por aqui, então estou querendo entrar em contato com gente nova e saber o que tá acontecendo no meu país e, principalmente, entrar em bastante contato umas garotas legais, né?
Mas foi meio por acaso que eu conheci uma menina maneiríssima chamada Tainá. Diferente esse nome, hein? Nunca tinha ouvido. Estava procurando desesperadamente um banheiro no campus quando vi uma porta que parecia ser a de um. Na verdade, era o C.A. da Antropologia. A garota já foi logo me perguntando se eu queria me registrar em algum movimento estudantil de sei lá o que. Que bacana! Que politizada ela era! E continuou a me explicar a importância de eu me conscientizar enquanto enrolava em beque da grossura de uma garrafa térmica. Pensei em dizer que estava precisando cagar muito rápido, mas ela era tão gata que eu falei que sim. Tainá: cabelos pretos, baixinha e com uma estrutura rabial nota dez... Aí, acho que ela me deu um certo mole... Conversa vai, conversa vem, ela me chamou para um show de uma banda naquela noite que eu nunca tinha ouvido falar: Loser Manos. Nome engraçado esse! Estava fazendo uma força sobre-humana para manter a moréia dentro da caverna, mas realmente tava foda. Continuamos conversando e rindo. Ela riu até bastante, mas eu, na verdade, tava era mesmo rilhando os dentes porque assim ficava mais fácil disfarçar as contrações faciais que eu estava tendo ao travar o meu cu para não cagar ali mesmo na frente dela.
Pensando bem, eu tinha ouvido falar sim alguma coisa sobre essa banda lá na Europa ainda, mas não lembro bem o quê. Ah, acho que vi esses caras hoje no noticiário local dando uma entrevista. Achei que fosse uma banda de crentes tradicionalistas tipo Amish.Todos de barba, com umas roupas meio fudidas. Parecia até a Família Buscapé! Dão a impressão de ser uns sujeitos legais, mas o que me chamou a atenção mesmo foi o jeito da repórter, como se fosse a fã nº 1 deles, como se estivesse cobrindo a volta do Beatles ou coisa parecida. Não entendi esse jeito "vibrão" de trabalhar. Bom, mas se eu conseguir ficar com o bicho bom da Tainá hoje à noite, já tô no lucro! Marcamos de nos encontrar na entrada do ginásio. Rapaz, acho que tô dando sorte aqui no Brasil!
Ia ser fácil achar essa garota no meio da multidão. Ela se veste de uma maneira estilosa, diferente, bem individual: sandália de dedo, saia indiana, camiseta de alça, uma bolsa a tiracolo e o mais interessante: um óculos retangular, de armação escura e grossa, engraçado até! Depois de uns mil "Desculpe, achei que você fosse uma amiga minha.", finalmente encontrei Tainá e seu grupo de amigos. Cacete, isso sim é que é moda! Parecia uniforme de escola!
Ela me apresentou suas amigas, Janaína e Ana Clara e seus respectivos namorados, Francisco e Bento. Uma mistura de fazendeiros com intelectuais. Um cara de macacão, de sandália de pneu e com ar professoral. Outro de colete, tênis adidas, óculos e também com ar professoral. Pareciam ser legais, "do bem" como eles mesmo falam... Mas que não me deram muita conversa. "Do bem", isso mesmo! Gíria nova... Todos aqui são "do bem". E que nomes tão simples e idílicos! Janaína, Ana Clara, Francisco, Bento e Tainá. Nada de Rogérios ou Robertos. E eu que já tava me sentindo meio culpado por me chamar Washington... Realmente estava no meio de uma nova época da juventude universitária brasileira!
Comecei a conversar com a Tainá antes que a banda entrasse no palco. Aí... acho que tá rolando uma condição até! Quem sabe posso me dar bem hoje? Ela começou a falar de música: "De quem você é fã?", perguntou. Pô, eu me amarro no George..." Ela imediatamente me interrompeu, dizendo alto: "Seu Jorge? Eu também amo o Seu Jorge!" Puxa, que legal! Ela gosta tanto do George Harrison que se refere a ele com uma intimidade única! Chama ele de "Seu"! Seu Jorge! Isso é que é fã! "Legal você já conhecer ele, hein? Eu sabia que ele ia se dar bem na Europa! O Seu Jorge é um gênio!", ela emendou. Pô, eu morava na Inglaterra. Como eu não ia conhecer o George Harrison?
Essa eu não entendi...
Logo ela perguntou quais bandas que eu gostava. "Eu curtia aquela banda da Bahia...".
"Ah, Os Novos Baianos, né?? Adoro também!" "Não, Camisa de Vênus! "Silvia! Piranha!" cantei, rindo. A cara que ela fez foi de quem tinha bebido um balde de suco de limão com sal. Senti que ela não gostou muito da piada. Tentei consertar: "Achava eles engraçados, mas era coisa de moleque mesmo, sabe?" Óbvio que não funcionou... Aí, acho que dei um fora...
Depois, Tainá foi me explicando que o tal Loser Manos é a melhor banda do Brasil, etc., etc., etc., e que eles "promovem um resgate da boa música brasileira". "Tipo Os Raimundos com o forró?", perguntei. "Claro que não!", disse ela meio exaltada! Ela me falou que não se pode comparar os Hermanos com nada porque "eles são únicos", apesar de hoje existirem outros excelentes artistas já reverenciados pela mídia do Rio de Janeiro como Pedro Luis e a Parede, Paulinho Moska, O Rappa, Ed Motta, Orquestra Imperial, Max de Castro, Simoninha e Farofa Carioca. Ela mencionou também "Marginalia" ou coisa parecida. Foi isso mesmo que eu ouvi? Achei que ela estivesse elogiando eles... Esses foram os nomes artísticos mais escrotos que já tinha ouvido, mas fiquei quieto. Fico feliz em saber sobre essa nova onda musical pois quando saí do Brasil o que fazia sucesso no Rio era Neuzinha Brizola e seu hit "Mintchura". Ainda bem que tudo mudou, né?
Só depois percebi que o nome da banda é em espanhol: Los Hermanos. Ah bom! Mas se eles são tão brasileiros assim porque não se chamam "Os Irmãos"? Quando saí daqui os nomes de muitas bandas costumavam ser em inglês e até em latim. Ainda bem que essa moda de nomes de bandas em espanhol não pegou no Brasil!
Pelo que me lembro, ao explicar qual é a dos "Hermanos", ela usou a expressão "do bem" umas 37 vezes e disse que eles falam de romantismo, lirismo, samba e circo. Legal, mas circo? Pô, circo é foda! Uma tradição solidificada nos tempos medievais que ganha dinheiro maltratando animais. Onde está a poesia de ver um urso acorrentado pelo pescoço tentando se equilibrar miseravelmente em cima de uma bola enquanto é puxado por um cara com um chicote na mão? Rá, rá, rá... Engraçado pra caralho! Na boa, circo é meio deprimente. Palhaço de circo só troca tapão na cara e espirra água nos olhos dos outros com flor de lapela e quando sai do picadeiro, vai chorar no camarim. Que merda! A única coisa legal no circo mesmo é quando ele pega fogo! Isso sim que é um espetáculo de verdade! Aquela correria toda, etc. Senti que essa galera se amarra em circo. Não faz sentido se eles são tão politicamente corretos assim, né? E os pobres animais? E eu querendo não passar em branco na conversa com a Tainá, mas não conseguia lembrar de jeito nenhum a única coisa que eu sabia sobre a banda... Cacete...! O que era mesmo?
De repente, uma gritaria histérica! O show tava começando! O ginásio veio a baixo! Perguntei pra ela: "Eles são todo irmãos, né, tipo o Hanson?" Ela disse um "não" esquisito, como se eu tivesse debochando. Todos eles usam uma barba no estilo Velho Testamento e se chamam "Los Hermanos"! O que ela queria que eu pensasse? Após ouvir a primeira música deu pra ver que os caras são profissionais mesmo, tocam muito bem e são completamente idolatrados pelo público, para dizer o mínimo. Fiquei prestando atenção ao show. Pô, as músicas são boas! Dá pra ver uma influência de Weezer, Beatles e Chico Buarque. Esse aí é fodão, excelente compositor mesmo. Lá na Inglaterra conhecia uns caras que eram ligados ao movimento "Dark", como chamam por aqui. São os sujeitos que gostam de The Cure, Bauhaus, Sister of Mercy, etc. E tem a maior galera aqui no Brasil também que se veste de preto, não toma sol, curte um pessimismo niilista e se amarra nessas bandas. Mas se eles sacassem que o Chico Buarque é o genuíno artista "Dark" brasileiro... Pô, é só ouvir as músicas dele pra perceber: "Morreu na contra-mão atrapalhando o tráfego" ou "O tempo passou na janela é só Carolina não viu". "Pai, afasta de mim esse cálice, de vinho tinto de sangue" ou "Taca pedra na Geni, taca bosta na Geni, ela é boa pra apanhar, ela é boa de cuspir, ela dá pra qualquer um, maldita Geni". Tudo alegrão, né? Aí, se eu fosse dark, só ia ouvir Chico Buarque, brother!
Tentei reengatar a conversa dizendo que achava ao baixista o melhor músico dos Los Hermanos. Ela respondeu, meio irritada: "Mas ele não é da banda!" Como eu ia saber? O cara tem barba também! Aí, não tô entendendo mais nada...
Adiante, ela me disse que o cara que ela mais gostava na banda era um tal de Almirante. Depois de alguns minutos deu pra ver que o camarada imita um pouco os trejeitos do Paul McCartney, só que em altíssima rotação. Ele fica se contorcendo feito um maluco enquanto os outros ficam estáticos. É engraçado até! Parece que ele tem uma micose num lugar difícil de coçar! E fica falando e rindo direto. Ele é o irmão gaiato do cara que canta a maioria das músicas, o tal de Marcelo Campelo, como anunciaram no noticiário local hoje. Isso mesmo, Marcelo e Almirante Campelo: "Os Irmãos"! Legal! Já tava me inteirando! Ah, e tem também dois gordinhos de barba que estão lá também, mas devem ser filhos de outro casamento...
Tava um calor desgraçado, coisa que eu realmente não estou mais acostumado. Fui rapidão ao bar pra beber alguma coisa. Comprei umas quatro latas de refrigerante que era o único troço que tava gelado para oferecer para meus novos amigos: "Aí, trouxe umas coca-colas pra vocês!" Ouvi a seguinte resposta: "Coca-Cola? Isso é muito imperialista... Guaraná é que é brasileiro!" Puxa, que pessoal politizado... Isso mesmo, viva o Brasil! "Yankees, go home", rá, rá! Outro fora que eu dei! Mas, pensando bem, eles não usam o Windows e o Word pra fazer trabalhos da universidade? Ou usam o "Janelas"? Dessas coisas gringas não é tão mole de abrir mão, né? Mais fácil não tomar Coca-Cola! Isso sim que é ativismo estudantil consciente! Posicionamentos políticos à parte, tava quente pra burro, então bebi tudo sob o olhar meio atravessado de todos eles... fazer o quê?
Lá pelas tantas, começou uma música e todo mundo berrou e pulou. Parecia o fim do mundo. Logo nos primeiros acordes, reconheci o som e falei pra Tainá: "Ah, eu sei o que é isso! É um cover do Weezer! Me amarro em Weezer!" Ela olhou pra mim com uma cara indignada e disse: "Que Weezer o quê? O nome dessa música é "Cara Estranho". Já vi que não gostou de novo... Mas quem sou eu pra dizer algum coisa aqui, né? Porra, mas que parece, parece! Mas o que era mesmo que eu não consigo lembrar de jeito nenhum sobre eles? Acho que conheço alguma outra música deles... Só não consigo dizer qual...
Sabia que se eu quisesse me dar bem logo com a Tainá teria que ser entre uma música e outra pois parecia que ela estava vendo um disco voador pousar enquanto os caras tocavam. Resolvi fazer uma piada pra descontrair, que sempre rola em shows. Quando o Campelo tava falando alguma coisa qualquer, berrei: "Filha da putaaaaaaaaaa!" Pra que? Tainá e sua milícia hermanista me deram uma cutucada monstra na costela que me fez enxergar em preto e branco uns 5 minutos! Pô, todo show alguém grita isso! É quase uma tradição até! Eu me amarro no cara! E é só uma piada! Aí, esse pessoal leva tudo muito a sério! Caralho... Pensei em pegar uma camisinha da minha carteira e fazer um balão e jogar pra cima, como rola em todo show, pra mostrar pra Tainá que eu sou uma cara consciente, tipo: "Aí, Tainazão, se tu se animar, eu tô preparado!", mas depois dessa vi que senso de humor não é o forte dessa galera...
O tempo tava passando e nada de eu ficar com minha nova amiguinha. Quando fui tentar falar uma coisa no ouvido dela, foi o exato momento em que começou uma outra música. Foi aí que a louca deu um grito e um pulão tão altos que eu levei uma cabeçada violenta bem no meio do meu queixo! Ela não sentiu nada, óbvio, pois estava em transe hipnótico só por causa de uma canção sobre a beleza de ser palhaço ou lirismo do samba ou qualquer outra coisa do gênero. A porrada foi tão forte que eu mordi um pedaço da língua. Minha boca encheu d´água e sangue na hora! Enquanto eu lutava pra não desmaiar, instintivamente enfiei a manga da minha camisa na boca pra estancar o sangue e não cuspir tudo em cima de Ana Claudia e Jandaína or something. Só que estava tão tonto com a cabeçada que tive que me segurar em uma ou outra pessoa pra não cair duro no chão. Foi quando ouvi: "Nossa, que horror! Lança-perfume! Esse playboy tá doidão de lança! Que decadência..." Lança-perfume? Cara, lógico que não! E mesmo que tivesse, todo show tem isso! Mas nesse, não pode. É "do bem". É feio ter alguém cheirando loló!! Pô, todo show que eu fui na vida tinha alguém movido a clorofórmio. Aqui, não. Rapaz, onde fui me meter?
Babei na minha camisa até o ponto dela ficar ensopada! Fui ao banheiro tentar me recuperar do cacete que tomei. Lavei o rosto e tirei a camisa. Quando voltava passei por uma galera e ouvi resmungarem alguma coisa do tipo: "...e esse mala aí sem camisa..." Porque não se pode tirar a camisa num show? Isso aqui não é só uma apresentação de uma banda? Parecia que eu ainda estava na Europa! Regulões do caralho... E, afinal, o que significa "mala"?
Estava enxergando tudo embaçado e notei que minhas lentes de contato tinham saltado pra longe com a cabeça-aríete de Tainá e esmagadas por centenas de sandálias de dedo. Lembrei que sempre levo um par de lentes extras no bolso. É uma parada moderna que eu achei lá em Londres. Um estojo ultrafino com uma película de silicone transparente dentro que mantém as lentes umedecidas e prontas para uso. Abri o estojo e peguei cuidadosamente a película com as duas mãos e elevei-a contra a luz para conseguir achar as lentes. Estiquei os polegares e indicadores, encostando uns nos outros, para abrir a película entre esses dedos. Balançava o negócio levemente, de um lado para o outro, contra a pouca luz que vinha do palco para conseguir localizar as lentes. Não estava enxergando nada direito! Quando tava lá com as mãos pra cima, fazendo uma força absurda pra achar as lentes, um dos caras legais com nomes simples, me deu um puta safanão no ombro. É claro que o silicone voou longe também... Caralho, minhas lentes! Custaram uma fortuna! Que filho da puta! "Que sinal é esse que tu fazendo aí, meu irmão? Tá desrespeitando as meninas?"
"Que sinal?? Que sinal??", respondi, assustado!
"De buceta, palhaço!", apertando o meu braço que nem um aparelho de pressão desregulado. "Você tá no show do Los Hermanos, ouviu? Los Hermanos! Ninguém faz sinal de buceta em um show do Los Hermanos, sacou?", gritou o tal hipponga na minha cara.
Que viado, eu não tava fazendo nada! Parecia uma freira de colégio! Que lance é essa de buceta? Da onde esse prego tirou isso? As meninas... (Perái! Menina? A mais nova aí tem uns 25!) ficaram me olhando com a cara mais escrota do mundo! A essa altura, já tinha percebido que não ia agarrar a Tainá nem que eu fosse o próprio Caetano Veloso! "Bento", que nome mais ridículo... Isso aqui é um show ou uma reunião de alguma seita messiânica escolhida para repovoar a Terra?
Caramba, que noite infernal! Tava com a língua sangrando, sem enxergar direito, só de calça, arrotando sem parar e puto da vida porque só tinha aceitado vir aqui por causa de mulher. Estava no meu limite. Isso era um show ou uma convenção do Santo Daime? Que patrulhamento! E, de repente, vejo Tainá e seus amigos olhando feio pra mim e cantando a seguinte frase: "Quem se atreve a me dizer do que é feito o samba?" Aí foi demais! Eu me atrevo: Ritmo, melodia e harmonia. Pronto, só isso! Mais nada! Olha só: foda-se o samba, foda-se o circo, foda-se a obsessão por barba da família Campelo e, principalmente, foda-se essa galera "do bem" que está aqui!
Apesar de tudo, a banda é realmente é muito boa! O que incomoda mesmo é esse público metido a politicamente correto e patrulhador e a imprensa que força a barra pra vender alguma imagem hipertrofiada do que rola de verdade. Esse climão de festival antigo de música popular brasileira, daqueles com imagens em preto e branco, com todo mundo participando, que volta e meia reprisam na tv, tudo lindo e maravilhoso. "Puxa vida, um novo movimento musical brasileiro!"? "Estamos realmente resgatando a nossa cultura!" ? Que exagero... Ei, é só música pop! MÚSICA POP!
Caralho, finalmente lembrei! Eu conheço uma música deles! Ouvi em Londres! Numa última tentativa de salvar meu filme com Tainá, na hora do bis, berrei bem alto: "TOCA ANA JULIA!" Só acordei no hospital. Tomei tanta porrada que vou ter que fazer uma plástica pra tirar as marcas de pneu da minha cara! Fui pisoteado! Neguinho ficou puto! Qual é o problema com essa música? Me lembro de estar sendo chutado pela elite dos estudantes universitários brasileiros e da própria Tainá, gritando e me dando um monte de bolsadas na cabeça! Que porra louca! Tentaram me linchar! Ofendi todo mundo! Pô, Ana Julia é uma música boa sim! É um pop bem feito! Se não fosse, o "Seu Jorge" Harrison não teria gravado, né? Se ele não entende de música, quem entende? Me disseram depois que o tal Campelo se retirou do palco chorando, magoado, e o outro irmão mais novo dele, o nervosinho que imita o Paul McCartney, pulou do palco pra me bicar também. Do bem? Do bem é o cacete...
Aí, sinceramente, ainda prefiro o show do Camisa de Vênus...
Adolar Gangorra tem 65 anos, é editor do site humorístico www.adolargangorra.com.br e é filho único.
Mas foi meio por acaso que eu conheci uma menina maneiríssima chamada Tainá. Diferente esse nome, hein? Nunca tinha ouvido. Estava procurando desesperadamente um banheiro no campus quando vi uma porta que parecia ser a de um. Na verdade, era o C.A. da Antropologia. A garota já foi logo me perguntando se eu queria me registrar em algum movimento estudantil de sei lá o que. Que bacana! Que politizada ela era! E continuou a me explicar a importância de eu me conscientizar enquanto enrolava em beque da grossura de uma garrafa térmica. Pensei em dizer que estava precisando cagar muito rápido, mas ela era tão gata que eu falei que sim. Tainá: cabelos pretos, baixinha e com uma estrutura rabial nota dez... Aí, acho que ela me deu um certo mole... Conversa vai, conversa vem, ela me chamou para um show de uma banda naquela noite que eu nunca tinha ouvido falar: Loser Manos. Nome engraçado esse! Estava fazendo uma força sobre-humana para manter a moréia dentro da caverna, mas realmente tava foda. Continuamos conversando e rindo. Ela riu até bastante, mas eu, na verdade, tava era mesmo rilhando os dentes porque assim ficava mais fácil disfarçar as contrações faciais que eu estava tendo ao travar o meu cu para não cagar ali mesmo na frente dela.
Pensando bem, eu tinha ouvido falar sim alguma coisa sobre essa banda lá na Europa ainda, mas não lembro bem o quê. Ah, acho que vi esses caras hoje no noticiário local dando uma entrevista. Achei que fosse uma banda de crentes tradicionalistas tipo Amish.Todos de barba, com umas roupas meio fudidas. Parecia até a Família Buscapé! Dão a impressão de ser uns sujeitos legais, mas o que me chamou a atenção mesmo foi o jeito da repórter, como se fosse a fã nº 1 deles, como se estivesse cobrindo a volta do Beatles ou coisa parecida. Não entendi esse jeito "vibrão" de trabalhar. Bom, mas se eu conseguir ficar com o bicho bom da Tainá hoje à noite, já tô no lucro! Marcamos de nos encontrar na entrada do ginásio. Rapaz, acho que tô dando sorte aqui no Brasil!
Ia ser fácil achar essa garota no meio da multidão. Ela se veste de uma maneira estilosa, diferente, bem individual: sandália de dedo, saia indiana, camiseta de alça, uma bolsa a tiracolo e o mais interessante: um óculos retangular, de armação escura e grossa, engraçado até! Depois de uns mil "Desculpe, achei que você fosse uma amiga minha.", finalmente encontrei Tainá e seu grupo de amigos. Cacete, isso sim é que é moda! Parecia uniforme de escola!
Ela me apresentou suas amigas, Janaína e Ana Clara e seus respectivos namorados, Francisco e Bento. Uma mistura de fazendeiros com intelectuais. Um cara de macacão, de sandália de pneu e com ar professoral. Outro de colete, tênis adidas, óculos e também com ar professoral. Pareciam ser legais, "do bem" como eles mesmo falam... Mas que não me deram muita conversa. "Do bem", isso mesmo! Gíria nova... Todos aqui são "do bem". E que nomes tão simples e idílicos! Janaína, Ana Clara, Francisco, Bento e Tainá. Nada de Rogérios ou Robertos. E eu que já tava me sentindo meio culpado por me chamar Washington... Realmente estava no meio de uma nova época da juventude universitária brasileira!
Comecei a conversar com a Tainá antes que a banda entrasse no palco. Aí... acho que tá rolando uma condição até! Quem sabe posso me dar bem hoje? Ela começou a falar de música: "De quem você é fã?", perguntou. Pô, eu me amarro no George..." Ela imediatamente me interrompeu, dizendo alto: "Seu Jorge? Eu também amo o Seu Jorge!" Puxa, que legal! Ela gosta tanto do George Harrison que se refere a ele com uma intimidade única! Chama ele de "Seu"! Seu Jorge! Isso é que é fã! "Legal você já conhecer ele, hein? Eu sabia que ele ia se dar bem na Europa! O Seu Jorge é um gênio!", ela emendou. Pô, eu morava na Inglaterra. Como eu não ia conhecer o George Harrison?
Essa eu não entendi...
Logo ela perguntou quais bandas que eu gostava. "Eu curtia aquela banda da Bahia...".
"Ah, Os Novos Baianos, né?? Adoro também!" "Não, Camisa de Vênus! "Silvia! Piranha!" cantei, rindo. A cara que ela fez foi de quem tinha bebido um balde de suco de limão com sal. Senti que ela não gostou muito da piada. Tentei consertar: "Achava eles engraçados, mas era coisa de moleque mesmo, sabe?" Óbvio que não funcionou... Aí, acho que dei um fora...
Depois, Tainá foi me explicando que o tal Loser Manos é a melhor banda do Brasil, etc., etc., etc., e que eles "promovem um resgate da boa música brasileira". "Tipo Os Raimundos com o forró?", perguntei. "Claro que não!", disse ela meio exaltada! Ela me falou que não se pode comparar os Hermanos com nada porque "eles são únicos", apesar de hoje existirem outros excelentes artistas já reverenciados pela mídia do Rio de Janeiro como Pedro Luis e a Parede, Paulinho Moska, O Rappa, Ed Motta, Orquestra Imperial, Max de Castro, Simoninha e Farofa Carioca. Ela mencionou também "Marginalia" ou coisa parecida. Foi isso mesmo que eu ouvi? Achei que ela estivesse elogiando eles... Esses foram os nomes artísticos mais escrotos que já tinha ouvido, mas fiquei quieto. Fico feliz em saber sobre essa nova onda musical pois quando saí do Brasil o que fazia sucesso no Rio era Neuzinha Brizola e seu hit "Mintchura". Ainda bem que tudo mudou, né?
Só depois percebi que o nome da banda é em espanhol: Los Hermanos. Ah bom! Mas se eles são tão brasileiros assim porque não se chamam "Os Irmãos"? Quando saí daqui os nomes de muitas bandas costumavam ser em inglês e até em latim. Ainda bem que essa moda de nomes de bandas em espanhol não pegou no Brasil!
Pelo que me lembro, ao explicar qual é a dos "Hermanos", ela usou a expressão "do bem" umas 37 vezes e disse que eles falam de romantismo, lirismo, samba e circo. Legal, mas circo? Pô, circo é foda! Uma tradição solidificada nos tempos medievais que ganha dinheiro maltratando animais. Onde está a poesia de ver um urso acorrentado pelo pescoço tentando se equilibrar miseravelmente em cima de uma bola enquanto é puxado por um cara com um chicote na mão? Rá, rá, rá... Engraçado pra caralho! Na boa, circo é meio deprimente. Palhaço de circo só troca tapão na cara e espirra água nos olhos dos outros com flor de lapela e quando sai do picadeiro, vai chorar no camarim. Que merda! A única coisa legal no circo mesmo é quando ele pega fogo! Isso sim que é um espetáculo de verdade! Aquela correria toda, etc. Senti que essa galera se amarra em circo. Não faz sentido se eles são tão politicamente corretos assim, né? E os pobres animais? E eu querendo não passar em branco na conversa com a Tainá, mas não conseguia lembrar de jeito nenhum a única coisa que eu sabia sobre a banda... Cacete...! O que era mesmo?
De repente, uma gritaria histérica! O show tava começando! O ginásio veio a baixo! Perguntei pra ela: "Eles são todo irmãos, né, tipo o Hanson?" Ela disse um "não" esquisito, como se eu tivesse debochando. Todos eles usam uma barba no estilo Velho Testamento e se chamam "Los Hermanos"! O que ela queria que eu pensasse? Após ouvir a primeira música deu pra ver que os caras são profissionais mesmo, tocam muito bem e são completamente idolatrados pelo público, para dizer o mínimo. Fiquei prestando atenção ao show. Pô, as músicas são boas! Dá pra ver uma influência de Weezer, Beatles e Chico Buarque. Esse aí é fodão, excelente compositor mesmo. Lá na Inglaterra conhecia uns caras que eram ligados ao movimento "Dark", como chamam por aqui. São os sujeitos que gostam de The Cure, Bauhaus, Sister of Mercy, etc. E tem a maior galera aqui no Brasil também que se veste de preto, não toma sol, curte um pessimismo niilista e se amarra nessas bandas. Mas se eles sacassem que o Chico Buarque é o genuíno artista "Dark" brasileiro... Pô, é só ouvir as músicas dele pra perceber: "Morreu na contra-mão atrapalhando o tráfego" ou "O tempo passou na janela é só Carolina não viu". "Pai, afasta de mim esse cálice, de vinho tinto de sangue" ou "Taca pedra na Geni, taca bosta na Geni, ela é boa pra apanhar, ela é boa de cuspir, ela dá pra qualquer um, maldita Geni". Tudo alegrão, né? Aí, se eu fosse dark, só ia ouvir Chico Buarque, brother!
Tentei reengatar a conversa dizendo que achava ao baixista o melhor músico dos Los Hermanos. Ela respondeu, meio irritada: "Mas ele não é da banda!" Como eu ia saber? O cara tem barba também! Aí, não tô entendendo mais nada...
Adiante, ela me disse que o cara que ela mais gostava na banda era um tal de Almirante. Depois de alguns minutos deu pra ver que o camarada imita um pouco os trejeitos do Paul McCartney, só que em altíssima rotação. Ele fica se contorcendo feito um maluco enquanto os outros ficam estáticos. É engraçado até! Parece que ele tem uma micose num lugar difícil de coçar! E fica falando e rindo direto. Ele é o irmão gaiato do cara que canta a maioria das músicas, o tal de Marcelo Campelo, como anunciaram no noticiário local hoje. Isso mesmo, Marcelo e Almirante Campelo: "Os Irmãos"! Legal! Já tava me inteirando! Ah, e tem também dois gordinhos de barba que estão lá também, mas devem ser filhos de outro casamento...
Tava um calor desgraçado, coisa que eu realmente não estou mais acostumado. Fui rapidão ao bar pra beber alguma coisa. Comprei umas quatro latas de refrigerante que era o único troço que tava gelado para oferecer para meus novos amigos: "Aí, trouxe umas coca-colas pra vocês!" Ouvi a seguinte resposta: "Coca-Cola? Isso é muito imperialista... Guaraná é que é brasileiro!" Puxa, que pessoal politizado... Isso mesmo, viva o Brasil! "Yankees, go home", rá, rá! Outro fora que eu dei! Mas, pensando bem, eles não usam o Windows e o Word pra fazer trabalhos da universidade? Ou usam o "Janelas"? Dessas coisas gringas não é tão mole de abrir mão, né? Mais fácil não tomar Coca-Cola! Isso sim que é ativismo estudantil consciente! Posicionamentos políticos à parte, tava quente pra burro, então bebi tudo sob o olhar meio atravessado de todos eles... fazer o quê?
Lá pelas tantas, começou uma música e todo mundo berrou e pulou. Parecia o fim do mundo. Logo nos primeiros acordes, reconheci o som e falei pra Tainá: "Ah, eu sei o que é isso! É um cover do Weezer! Me amarro em Weezer!" Ela olhou pra mim com uma cara indignada e disse: "Que Weezer o quê? O nome dessa música é "Cara Estranho". Já vi que não gostou de novo... Mas quem sou eu pra dizer algum coisa aqui, né? Porra, mas que parece, parece! Mas o que era mesmo que eu não consigo lembrar de jeito nenhum sobre eles? Acho que conheço alguma outra música deles... Só não consigo dizer qual...
Sabia que se eu quisesse me dar bem logo com a Tainá teria que ser entre uma música e outra pois parecia que ela estava vendo um disco voador pousar enquanto os caras tocavam. Resolvi fazer uma piada pra descontrair, que sempre rola em shows. Quando o Campelo tava falando alguma coisa qualquer, berrei: "Filha da putaaaaaaaaaa!" Pra que? Tainá e sua milícia hermanista me deram uma cutucada monstra na costela que me fez enxergar em preto e branco uns 5 minutos! Pô, todo show alguém grita isso! É quase uma tradição até! Eu me amarro no cara! E é só uma piada! Aí, esse pessoal leva tudo muito a sério! Caralho... Pensei em pegar uma camisinha da minha carteira e fazer um balão e jogar pra cima, como rola em todo show, pra mostrar pra Tainá que eu sou uma cara consciente, tipo: "Aí, Tainazão, se tu se animar, eu tô preparado!", mas depois dessa vi que senso de humor não é o forte dessa galera...
O tempo tava passando e nada de eu ficar com minha nova amiguinha. Quando fui tentar falar uma coisa no ouvido dela, foi o exato momento em que começou uma outra música. Foi aí que a louca deu um grito e um pulão tão altos que eu levei uma cabeçada violenta bem no meio do meu queixo! Ela não sentiu nada, óbvio, pois estava em transe hipnótico só por causa de uma canção sobre a beleza de ser palhaço ou lirismo do samba ou qualquer outra coisa do gênero. A porrada foi tão forte que eu mordi um pedaço da língua. Minha boca encheu d´água e sangue na hora! Enquanto eu lutava pra não desmaiar, instintivamente enfiei a manga da minha camisa na boca pra estancar o sangue e não cuspir tudo em cima de Ana Claudia e Jandaína or something. Só que estava tão tonto com a cabeçada que tive que me segurar em uma ou outra pessoa pra não cair duro no chão. Foi quando ouvi: "Nossa, que horror! Lança-perfume! Esse playboy tá doidão de lança! Que decadência..." Lança-perfume? Cara, lógico que não! E mesmo que tivesse, todo show tem isso! Mas nesse, não pode. É "do bem". É feio ter alguém cheirando loló!! Pô, todo show que eu fui na vida tinha alguém movido a clorofórmio. Aqui, não. Rapaz, onde fui me meter?
Babei na minha camisa até o ponto dela ficar ensopada! Fui ao banheiro tentar me recuperar do cacete que tomei. Lavei o rosto e tirei a camisa. Quando voltava passei por uma galera e ouvi resmungarem alguma coisa do tipo: "...e esse mala aí sem camisa..." Porque não se pode tirar a camisa num show? Isso aqui não é só uma apresentação de uma banda? Parecia que eu ainda estava na Europa! Regulões do caralho... E, afinal, o que significa "mala"?
Estava enxergando tudo embaçado e notei que minhas lentes de contato tinham saltado pra longe com a cabeça-aríete de Tainá e esmagadas por centenas de sandálias de dedo. Lembrei que sempre levo um par de lentes extras no bolso. É uma parada moderna que eu achei lá em Londres. Um estojo ultrafino com uma película de silicone transparente dentro que mantém as lentes umedecidas e prontas para uso. Abri o estojo e peguei cuidadosamente a película com as duas mãos e elevei-a contra a luz para conseguir achar as lentes. Estiquei os polegares e indicadores, encostando uns nos outros, para abrir a película entre esses dedos. Balançava o negócio levemente, de um lado para o outro, contra a pouca luz que vinha do palco para conseguir localizar as lentes. Não estava enxergando nada direito! Quando tava lá com as mãos pra cima, fazendo uma força absurda pra achar as lentes, um dos caras legais com nomes simples, me deu um puta safanão no ombro. É claro que o silicone voou longe também... Caralho, minhas lentes! Custaram uma fortuna! Que filho da puta! "Que sinal é esse que tu fazendo aí, meu irmão? Tá desrespeitando as meninas?"
"Que sinal?? Que sinal??", respondi, assustado!
"De buceta, palhaço!", apertando o meu braço que nem um aparelho de pressão desregulado. "Você tá no show do Los Hermanos, ouviu? Los Hermanos! Ninguém faz sinal de buceta em um show do Los Hermanos, sacou?", gritou o tal hipponga na minha cara.
Que viado, eu não tava fazendo nada! Parecia uma freira de colégio! Que lance é essa de buceta? Da onde esse prego tirou isso? As meninas... (Perái! Menina? A mais nova aí tem uns 25!) ficaram me olhando com a cara mais escrota do mundo! A essa altura, já tinha percebido que não ia agarrar a Tainá nem que eu fosse o próprio Caetano Veloso! "Bento", que nome mais ridículo... Isso aqui é um show ou uma reunião de alguma seita messiânica escolhida para repovoar a Terra?
Caramba, que noite infernal! Tava com a língua sangrando, sem enxergar direito, só de calça, arrotando sem parar e puto da vida porque só tinha aceitado vir aqui por causa de mulher. Estava no meu limite. Isso era um show ou uma convenção do Santo Daime? Que patrulhamento! E, de repente, vejo Tainá e seus amigos olhando feio pra mim e cantando a seguinte frase: "Quem se atreve a me dizer do que é feito o samba?" Aí foi demais! Eu me atrevo: Ritmo, melodia e harmonia. Pronto, só isso! Mais nada! Olha só: foda-se o samba, foda-se o circo, foda-se a obsessão por barba da família Campelo e, principalmente, foda-se essa galera "do bem" que está aqui!
Apesar de tudo, a banda é realmente é muito boa! O que incomoda mesmo é esse público metido a politicamente correto e patrulhador e a imprensa que força a barra pra vender alguma imagem hipertrofiada do que rola de verdade. Esse climão de festival antigo de música popular brasileira, daqueles com imagens em preto e branco, com todo mundo participando, que volta e meia reprisam na tv, tudo lindo e maravilhoso. "Puxa vida, um novo movimento musical brasileiro!"? "Estamos realmente resgatando a nossa cultura!" ? Que exagero... Ei, é só música pop! MÚSICA POP!
Caralho, finalmente lembrei! Eu conheço uma música deles! Ouvi em Londres! Numa última tentativa de salvar meu filme com Tainá, na hora do bis, berrei bem alto: "TOCA ANA JULIA!" Só acordei no hospital. Tomei tanta porrada que vou ter que fazer uma plástica pra tirar as marcas de pneu da minha cara! Fui pisoteado! Neguinho ficou puto! Qual é o problema com essa música? Me lembro de estar sendo chutado pela elite dos estudantes universitários brasileiros e da própria Tainá, gritando e me dando um monte de bolsadas na cabeça! Que porra louca! Tentaram me linchar! Ofendi todo mundo! Pô, Ana Julia é uma música boa sim! É um pop bem feito! Se não fosse, o "Seu Jorge" Harrison não teria gravado, né? Se ele não entende de música, quem entende? Me disseram depois que o tal Campelo se retirou do palco chorando, magoado, e o outro irmão mais novo dele, o nervosinho que imita o Paul McCartney, pulou do palco pra me bicar também. Do bem? Do bem é o cacete...
Aí, sinceramente, ainda prefiro o show do Camisa de Vênus...
Adolar Gangorra tem 65 anos, é editor do site humorístico www.adolargangorra.com.br e é filho único.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Votem no meu blog, mas o Kibe Loco é bem melhor! E o Sedentário Hiperativo também! E também tem o Estado de Coisas que é muito bom! E tem ainda o...
quarta-feira, 29 de julho de 2009
OS FILÓSOFOS MAIS GATOS DO PEDAÇO!
Kelly Patricia Cristina tem 24 anos e foi demitida recentemente de seu emprego onde trabalhava como redatora de uma revista para adolescentes. A mãe de Kelly está ameaçando Adolar Gangorra com um teste de DNA de paternidade. Então, nosso responsável editor mandou dar uma página inteira do nooso site pra garota. Nós sugerimos uma pauta moleza pra ela: Os Grandes Filósofos! Aí a desgraçada foi e fez essa matéria abaixo:
“Hummmm, jente! Esses filósofos são d+!!!’
OS FILÓSOFOS MAIS GATOS DO PEDAÇO!
René Descartes
Super gaaaaaaaaaato! Descartes é conçideradu o pai da filozofia moderna e o pai da matemática moderna e um gato selvajem moderno também! É pegador forte também poiz como vocês tão vendo o cara já é pai, jente! Um dos pençadores mais importantes e hinfluentes da história do penssamento pençante do pensçar ocidental, René inspirou contemporâneos e várias gerações de filósofos posteriores, tipo assim: ele era com um Backstreet Boys da filozofia! Além de gato, ele é tudo de bom, garotas!
Parece que ele escreveu um livro shôu de bola chamado "Discurso do Método" que é a obra fundamental sobre quais os melhores métodos usar para azarar as gatinhas na night! Ele falou alguma coisa tipo assim, ó: "Penso, logo desisto”. Demais, né? Ei, minha mãe vivia falando algo parecido pra mim: "Não penso, logo, sou adolescente! "
Dizem que ele fez uma boa contribuição à epistemologia! Muito legau, seja lá o que isso seja!
Bom, o que importa é o Dez Cartas é filósofo, físico, matemático e francês. Notabilizou-se sobretudo por çeu trabalho revolucionário na filosofia e na Siência, mas também obteve reconhecimento matemático por sujerir a fusão da áugebra com a jeometria - fato que gerou a jeometria analítica e o çistema de coordenadas que oje leva o seu nome: o Sistema Renesiano! Por fim, não entendi nada, mas parece que o esse gato é sexy, lindo, cabeção e um JÊNIO mesmo!
Os matemáticos comsideram o René muito inportante por sua descoberta da geometria analítica. Não sei bein, mas ele deve ter sido amigo do Paulo Alvez Cabrau pra ter descoberto esse paíz (eu nem sabia que ele andava de navio...)
Além de bonito, é inteligente igual ao Jô Suaris porque aprendeu a falar francêis, álgebra e geometria também. Em çuma: Esse Descarte não é pra se descartar não, meninas! É pra casar!!!
Sócrates
Sócrates é um gatinho grego e também um filózofo ateniense cabeção e um dos mais inportantes ícones da tradição filosófica ocidentau do ocidente. Esse deuz grego da beleza (ui!) é um dos fundadores da atual Filosofia Ocidentau e meu pai disse também que ele batia um bolão no Coríntiaz também!
Sócrates não valorizava os prazeres dos sentidos - que peninha - mas apontava o belo entre as mayores virtudes, junto ao bom e ao justo. Eu tanbém gosto do belo, apezar dele ele ter ido em cana pro traficagem de tóchico. Sócrates também se dedicava-se ao parto das idéias dos cidadões de Antenas, mas era indiferente em relação a seus própios filhos. Ajudava os outros a nascer, mas deixava os filhos pedindo ismola no sinau! Puxa, que feio, Sócrates! Nada a ver, velho, di boa...!
As fontes mais quemtes sobre a vida desse gato tudo de bom são seu amigos Pratão, Xenofonte, Aristóteles e a Seleção Brasileira. Alguns istoriadores afirmam que só se poder falar de Sócrates como um perçonagem de Patrão, por ele nunca ter deichado nada iscrito de sua própia autoria, nem mesmo uma pixação de banheiro. Detalhes sobre a vida de Sócrates derivan de trêis fontes contemporâneas: os diálogos de Pratão as peças de Aristófanes (ou Ari Istóteles, não sei bein) e os diálogos de Elefante. Não há evidência de que Çócrates tenha ele mesmo publicado auguma obra pois ele não tinha nem internet, o coitado. As obras de Ari Istófanes retratan Sócrates como um personagen cômico e sua reprezentação não deve ser levada ao pé-da-letra, pois Sócrates era porra louca, mas não era um zé ruela, sacaram?
Sócrates casou-se com Xantipa que era bem mais joven que ele e que tem um nome parecido com um charope pra tosse e teve três filhos com a piranha: Lamprócles, Sophroniscus e Menexenus, o que deve corresponder a Zé, Chico e Tião. Seu amigo Críton criticou-o por ter abamdonado seus filhos quando ele se recusou a tentar escapar antes de sua execussão. Ou seja, Críton queria dizer que Sócrates era um filho de uma puta rampeira, mas Sócrates pedia sempre pra Críton definir epsitemologicamente os conceitos de "Filho", "Puta" e "Dança do Maxixe", coisa que fazia Críton sempre sair ruendo as unhas de raiva e acabava não falando nada...
Se algo pode ser dito sobre as hidéias de Çócrates, é que ele foi moraumente, intelectualmente e filosoficamemte diferente de seus contenporâneos ateniençes. Quando estava sendo julgado por eresia e por corromper a juventude, como a Avril Lavigne, o grupo mexicano Rebelde e o High School Musical fazem hoje, usou seu método de elenchos para demonstrar as crenças erôneas de seus julgadores. Como ninguém entende nada de elenchos até hoje, ficou tudo por isso meismo. Sócrates acredita na imortalidade da alma e na defesa do logos apolíneo (puta que paril, véi!!!) "Conhece-te a ti mesmo", que ciguinifica tipo "vá ao ginecologista de vez em quando", como minha mãe senpre me diz.
Sócrates dizia que sua çabedoria era limitada à sua própria inguinorância (Só sei que nada çei.). Eu também sempre digo que "Só não çei nada mesmo e não çei nada de nada mesmo, véi".
Ele acreditava que os atos herrados eram conseqüências da própia iguinorância. A intenção de Sócratiz era levar as peçoas a se sentirem iguinorantes de tanto perguntar, tipo como fazem os caras no Show do Milhão quando chamam os Universitários de fraque. De tanto questionar, principalmente os sábios, Çócrates começou arranjar hinimigos que mamdaram ele beber um copo de Tubaína com Fanta Maçã Verde, o que, lójico, matou o coitado! Mas eu acho que isso é memtira e que ele ainda tá vivo pegando gerau as gatas de Antenas, na Itálha.
Kierkegaard
Søren Aabye Kierkegaard é um gatíssimo alto e loiro vimdo de um dos chamados países-afro, a Dinamarca. É o filósofo que é conhecidu por ser o "pai do ezistencialismo", enbora ele tenha pedido o teste de dna para a piranha que está ameaçando ele, coitado!!
Filosoficamente, ele fez a ponte entre a filosofia hegeliana e aquilo que se tornaria o ezistencialismo (além de filósofo, era pedreiro também!) Isso é que ser pau pra toda obra, né, gente? E por falar em pau, o Kirk é muuuuuuuuuuito popular entre as gatas nórdicas, tanto que uma biscate nada a ver chamada Regine Olsen agarrou esse partidão. Infelizmente pra nós, ele ficou noivo déça modela, manequim, atris de teatro infantiu e vagabunda de plantão. A partir daí seus textos tornaram-se mais profumdos e seu pensamemto mais voltado às questões religiosas como "De onde viemos?", "Pra onde vamos?"e "Jacaré anda no seco?"
Em vez de pai de família, Kierkegaard escolheu a solidão (que lindo!) Ele axava que não podia dar pra tal Regina todo amor que ela mereçe. Esta angústia o acompanha desde que conheceu a piranha, apezar de as revistas de fofocas afirmaren que ela só queria dar o famozo gólpe do baú ezistencialista. Uma novela do SBT foi influençiada por esse triste romance e se xamou "Os Chorões Também são Ricos". O anúncio da novela que ia no ar era açim: “A crise vivida por um omem que, ao optar pelo compromiço radicau com a transsendência, discobre a neçessidade da solidão e do distanciamento mumdano, comprovada em sua produção metafísico-filosófica!" É claro que essa novela foi um frakaço total, né, pois tudo mundo não conseguia entender absolutamente NADA do que se falava!
A obra de Kierkegaard é de difíciu interpretassão, uma veiz que ele escreveu a maioria de seus testos sob vários pseudônimo como Sidney Sheldon, Danielle Steel e J. J. Bunito. E muitas vezes esses pseudo-autores comentam os trabálios de pseudo-autores anteriores, o que é de deichar qualquer um maluco, né? E os livro nem figura tinha!
Sétimo filho e irmão mais novo de 6 irmãos, ele era o escolhido para seguir a carreira de pastor caso não ouvesse se revelado um istudante indisciplinado. Era chicleteiro de carteirinha! Trocou a Universidade de Copenhague - famosa por seu chocolate - onde devia estudar filosofia e teologia, pela vida sociau, teatros e cafés da sidade e a onde acabou estudando filosofia e teologia assim mesmo, não sendo muito chamado pra festas e xurrascos.
Com a morte do pai e com o relacionamento com a táu sirigaita Olsen, Kirk-gato tocou o terror! Publicou "A Alternativa", texto metafísico sobre fazer concurso da Poliça Federal, "Temor e Tremor ", clássico sobre masturbação e "A Repetição", relato fiel sobre a programassão do SBT. Depois saiu "Migalhas Filosóficas" e "O Conceito de Angústia", duas alegres comédias! A maior parte deçes testos constitui uma temtativa de explicar a Regina e a ele mesmo, os paradóquiços da existência religiosa que o impediram de despozá-la. Regina entendeu tudo perfeitamemte e foi dar para um político rico.
Sartre
Limdo! É a primeira coisa que vem a cabessa quando se fala de Jean-Paul Sartre! "Jean" para quem não sabe siguinifica "José", "Paul", como está na cara, é "Pedro" e Sartre" significa "Gaaaaaaaaaato Selvagem!" Nossa, jente, ele é lindo demais! Além de modelo e sinbolo sexual, Sartre é um filósofo existencialista francês que nasceu na França. Ele fala direto que a existência vem antes da eçência, o que paresse ser uma coiza, tipo assim, bem legau! Desde o filósofo e glutão grego Pratão, quando temos o nacimento da linguajem filosófica, a preocupação da galera é o universau em detrimento do particular. (Nota: perguntar pra alguém o que significa "detrimento") E, agora, com o Sartre, que é tudo de bom, a existência toma seu lugar na discução filosófica, partindo de questões cotidianas do dia-adia e caminhando em direção à universalidade. U-huuuuuuuuuuu! Tão profundo e emocionante que parésse uma música da Ivete, né?
Eli escreveu um livro massa dimais chamado "O Ser e o Nada", que pareçe ser sobre o cunhado parasita que ele tinha que ficava dormindo no sofá da caza na hora do Faustão, só de camizeta do Vasco e bermuda e com uma das bolas pendurada do lado de fora. Tem um bando de neguinho por aí que diz que esse é um ençaio de ontologia fenomenológica, o que eu acho nada há ver, saca? Pelo que eu çoube ele nunca foi um dentista fenomenal! Era apenas bom porque asseitava plano de saúde, saca? A prova do que eu tô falando é verdade é que em 1971 ele publicou um livro xamado "O Idiota da Família"! Viu? Não falei? É sempre sobre o mala do cunhado!
Sartre tinha uma hamante meio putinha chamada Simone de Beauvoir. Os trêis não formavam um casau comum de acordo com padrões e tavam sempre nas colunas soçiais e revistas de fofoca. Ambos possuíam hamantis e partilhavam confidências sobre suas relações com outros parseiros e por causa disso foram convidados para iscrever várias novelas das 7 da Globo.
Sartre é tão inteljente que escreve em françês (!!!), então em sua segunda obra filosófica de gramde porte, "A Crítica da Razão Dialética ", eli apresenta uma versão auterada do existencialismo que ele julgava resolver as contradições entre as duas iscolas e também fala como é difícil ser diabético e criticado por todo mumdo. Ninguém merece, né?
Considerado por muitos o símbolo do intelectuáu engajado, Sartre é mais sexy ainda por isso e volta e meia vai na Hebe pra trocar uma idéia de igual pra igual com a loira!
Em 1938 publicol um outro livro xamado "A Náusea", un romance que é uma espéssie de estudo de caso existencialista e que aprezenta, em forma de romançe, algumas das idéias que ele posteriormente desenvolveria em sua hobra filosófica e sobre o escroto do cunhado.
Em 1964 , ele foi compião invictu do prêmio Nobel de Literatúra, que ele recuzou pois, segundo ele, " Nenhum iscritor pode ser transformado em instituição", menos o Médico Legal que era um médico hipergente fina! Que dimais, hein? Ele fez igual alguns poucos hatores de Hollywood que também recusaram o prêmio. Isso é que perçonalidade! Além de bonito por dentro, Sartre tem um corpinho sarado e o rosto de deus grego... hummmm
Tiririca
Considerado o maior intelectual e fílósofo da atualidade, Tiririca é apontado como a única mente renascentista na atualidade. Gênio por excelência, revolucionou a filosofia clássica atual com seu intelecto superior e mente poderosa e inquisitiva.
Aos oito anos começou a trabalhar em circo na cidade natal, Itapipoca - berço do pensamento cartesiano do Sertão brasileiro - onde atuava como palhaço, mesmo não sabendo que exercia esse papel. Nessa época, após avaliar o impacto metafísico e principalmente físico da flor que esguicha água na cara do outro, do tapão na cara e do aperto de mão que dá choque na galera, ele foi obrigado a expor seu pensamento filosófico em forma de versos e música.
Nesta época, lecionava peri e pateticamente em barracas de feiras em e em pequenos circos. Devido ao grande sucesso alcançado nesses espetáculos, os barraqueiros da região se cotizaram e pagaram as primeiras mil cópias do seu cd de estréia, assim também como uma surra em Tirirrica, pois ninguém agüentava ouvir mais a canção Florentina mais de 700 vezes por dia. Nessa obra seminal, Tiririca inseriu o contexto metafísico de "Boto seus dente pá dentu", o que assombrou pensamento hegeliano pós-estruturalista de toda uma geração sobre a dialética da experiência ontológica e sobre a “muquema nos beiço”. Tiririca apareceu em vários programas televisivos também para explicar a sutileza de sua segunda obra Eu sou Chifrudo.
Assim como Deleuze, Saussurre e Noam Chomsky , Tiririca pesquisou e reestruturou o conceito de filosofia lingüística revolucionando os conceitos de significante/significado nos conceitos do "Pusquê" (o Porque), "Odílio" (Odeio) e "Rabiga" (???)
Em 1997, gravou o segundo CD com seus pensamentos - Tiririca, com destaque para as canções Ele é Corno Mas é Meu Amigo, onde em seu trabalho mais espetacular e origi-anal, redefiniu o conceito de dualidade na frase “É baitôla, mas é meu amigo. Queima a ruela mas é meu amigo.” Nessa época foi acusado de racismo, mas após o juiz ver uma foto sua, arquivou o caso.
Após de um breve afastamento da cátedra motivado por problemas pessoais, talvez por processos de paternidade de mais ou menos 19 filhos, entre eles, dois de seus herdeiros intelectuais, Tiririquinha e Tirulipa Jr., ressurge em 1999 com o lançamento de sua importante obra - Dança da Rapadura.
Realizando uma série de palestras, seminários e participações no Passa ou Repassa, no mesmo ano ingressou na Universidade Católica Rede Record onde fez parte do corpo docente do seminário semanal Escolinha do Barulho, abandonando temporariamente a atividade musical. Posteriormente transferiu-se para o SBT - Sistema Brasileiro de Tautomeria, onde tinha um quadro fixo no clássico programa de debates intelectuais A Praça é Nossa. Retornou à Record onde participa do programa Show do Tom apresentado pelo também filósofo Tom Cavalcante, o primeiro programa de tv apresentado por um paciente de lobotomia severa.
Mas seu maior legado mesmo foi ter influenciado para sempre a filosofia moderna, além de todos os palhaços de sinal que, por causa dele, falam com voz de criança ou como débeis mentais até hoje.
“Hummmm, jente! Esses filósofos são d+!!!’
OS FILÓSOFOS MAIS GATOS DO PEDAÇO!
René Descartes
Super gaaaaaaaaaato! Descartes é conçideradu o pai da filozofia moderna e o pai da matemática moderna e um gato selvajem moderno também! É pegador forte também poiz como vocês tão vendo o cara já é pai, jente! Um dos pençadores mais importantes e hinfluentes da história do penssamento pençante do pensçar ocidental, René inspirou contemporâneos e várias gerações de filósofos posteriores, tipo assim: ele era com um Backstreet Boys da filozofia! Além de gato, ele é tudo de bom, garotas!
Parece que ele escreveu um livro shôu de bola chamado "Discurso do Método" que é a obra fundamental sobre quais os melhores métodos usar para azarar as gatinhas na night! Ele falou alguma coisa tipo assim, ó: "Penso, logo desisto”. Demais, né? Ei, minha mãe vivia falando algo parecido pra mim: "Não penso, logo, sou adolescente! "
Dizem que ele fez uma boa contribuição à epistemologia! Muito legau, seja lá o que isso seja!
Bom, o que importa é o Dez Cartas é filósofo, físico, matemático e francês. Notabilizou-se sobretudo por çeu trabalho revolucionário na filosofia e na Siência, mas também obteve reconhecimento matemático por sujerir a fusão da áugebra com a jeometria - fato que gerou a jeometria analítica e o çistema de coordenadas que oje leva o seu nome: o Sistema Renesiano! Por fim, não entendi nada, mas parece que o esse gato é sexy, lindo, cabeção e um JÊNIO mesmo!
Os matemáticos comsideram o René muito inportante por sua descoberta da geometria analítica. Não sei bein, mas ele deve ter sido amigo do Paulo Alvez Cabrau pra ter descoberto esse paíz (eu nem sabia que ele andava de navio...)
Além de bonito, é inteligente igual ao Jô Suaris porque aprendeu a falar francêis, álgebra e geometria também. Em çuma: Esse Descarte não é pra se descartar não, meninas! É pra casar!!!
Sócrates
Sócrates é um gatinho grego e também um filózofo ateniense cabeção e um dos mais inportantes ícones da tradição filosófica ocidentau do ocidente. Esse deuz grego da beleza (ui!) é um dos fundadores da atual Filosofia Ocidentau e meu pai disse também que ele batia um bolão no Coríntiaz também!
Sócrates não valorizava os prazeres dos sentidos - que peninha - mas apontava o belo entre as mayores virtudes, junto ao bom e ao justo. Eu tanbém gosto do belo, apezar dele ele ter ido em cana pro traficagem de tóchico. Sócrates também se dedicava-se ao parto das idéias dos cidadões de Antenas, mas era indiferente em relação a seus própios filhos. Ajudava os outros a nascer, mas deixava os filhos pedindo ismola no sinau! Puxa, que feio, Sócrates! Nada a ver, velho, di boa...!
As fontes mais quemtes sobre a vida desse gato tudo de bom são seu amigos Pratão, Xenofonte, Aristóteles e a Seleção Brasileira. Alguns istoriadores afirmam que só se poder falar de Sócrates como um perçonagem de Patrão, por ele nunca ter deichado nada iscrito de sua própia autoria, nem mesmo uma pixação de banheiro. Detalhes sobre a vida de Sócrates derivan de trêis fontes contemporâneas: os diálogos de Pratão as peças de Aristófanes (ou Ari Istóteles, não sei bein) e os diálogos de Elefante. Não há evidência de que Çócrates tenha ele mesmo publicado auguma obra pois ele não tinha nem internet, o coitado. As obras de Ari Istófanes retratan Sócrates como um personagen cômico e sua reprezentação não deve ser levada ao pé-da-letra, pois Sócrates era porra louca, mas não era um zé ruela, sacaram?
Sócrates casou-se com Xantipa que era bem mais joven que ele e que tem um nome parecido com um charope pra tosse e teve três filhos com a piranha: Lamprócles, Sophroniscus e Menexenus, o que deve corresponder a Zé, Chico e Tião. Seu amigo Críton criticou-o por ter abamdonado seus filhos quando ele se recusou a tentar escapar antes de sua execussão. Ou seja, Críton queria dizer que Sócrates era um filho de uma puta rampeira, mas Sócrates pedia sempre pra Críton definir epsitemologicamente os conceitos de "Filho", "Puta" e "Dança do Maxixe", coisa que fazia Críton sempre sair ruendo as unhas de raiva e acabava não falando nada...
Se algo pode ser dito sobre as hidéias de Çócrates, é que ele foi moraumente, intelectualmente e filosoficamemte diferente de seus contenporâneos ateniençes. Quando estava sendo julgado por eresia e por corromper a juventude, como a Avril Lavigne, o grupo mexicano Rebelde e o High School Musical fazem hoje, usou seu método de elenchos para demonstrar as crenças erôneas de seus julgadores. Como ninguém entende nada de elenchos até hoje, ficou tudo por isso meismo. Sócrates acredita na imortalidade da alma e na defesa do logos apolíneo (puta que paril, véi!!!) "Conhece-te a ti mesmo", que ciguinifica tipo "vá ao ginecologista de vez em quando", como minha mãe senpre me diz.
Sócrates dizia que sua çabedoria era limitada à sua própria inguinorância (Só sei que nada çei.). Eu também sempre digo que "Só não çei nada mesmo e não çei nada de nada mesmo, véi".
Ele acreditava que os atos herrados eram conseqüências da própia iguinorância. A intenção de Sócratiz era levar as peçoas a se sentirem iguinorantes de tanto perguntar, tipo como fazem os caras no Show do Milhão quando chamam os Universitários de fraque. De tanto questionar, principalmente os sábios, Çócrates começou arranjar hinimigos que mamdaram ele beber um copo de Tubaína com Fanta Maçã Verde, o que, lójico, matou o coitado! Mas eu acho que isso é memtira e que ele ainda tá vivo pegando gerau as gatas de Antenas, na Itálha.
Kierkegaard
Søren Aabye Kierkegaard é um gatíssimo alto e loiro vimdo de um dos chamados países-afro, a Dinamarca. É o filósofo que é conhecidu por ser o "pai do ezistencialismo", enbora ele tenha pedido o teste de dna para a piranha que está ameaçando ele, coitado!!
Filosoficamente, ele fez a ponte entre a filosofia hegeliana e aquilo que se tornaria o ezistencialismo (além de filósofo, era pedreiro também!) Isso é que ser pau pra toda obra, né, gente? E por falar em pau, o Kirk é muuuuuuuuuuito popular entre as gatas nórdicas, tanto que uma biscate nada a ver chamada Regine Olsen agarrou esse partidão. Infelizmente pra nós, ele ficou noivo déça modela, manequim, atris de teatro infantiu e vagabunda de plantão. A partir daí seus textos tornaram-se mais profumdos e seu pensamemto mais voltado às questões religiosas como "De onde viemos?", "Pra onde vamos?"e "Jacaré anda no seco?"
Em vez de pai de família, Kierkegaard escolheu a solidão (que lindo!) Ele axava que não podia dar pra tal Regina todo amor que ela mereçe. Esta angústia o acompanha desde que conheceu a piranha, apezar de as revistas de fofocas afirmaren que ela só queria dar o famozo gólpe do baú ezistencialista. Uma novela do SBT foi influençiada por esse triste romance e se xamou "Os Chorões Também são Ricos". O anúncio da novela que ia no ar era açim: “A crise vivida por um omem que, ao optar pelo compromiço radicau com a transsendência, discobre a neçessidade da solidão e do distanciamento mumdano, comprovada em sua produção metafísico-filosófica!" É claro que essa novela foi um frakaço total, né, pois tudo mundo não conseguia entender absolutamente NADA do que se falava!
A obra de Kierkegaard é de difíciu interpretassão, uma veiz que ele escreveu a maioria de seus testos sob vários pseudônimo como Sidney Sheldon, Danielle Steel e J. J. Bunito. E muitas vezes esses pseudo-autores comentam os trabálios de pseudo-autores anteriores, o que é de deichar qualquer um maluco, né? E os livro nem figura tinha!
Sétimo filho e irmão mais novo de 6 irmãos, ele era o escolhido para seguir a carreira de pastor caso não ouvesse se revelado um istudante indisciplinado. Era chicleteiro de carteirinha! Trocou a Universidade de Copenhague - famosa por seu chocolate - onde devia estudar filosofia e teologia, pela vida sociau, teatros e cafés da sidade e a onde acabou estudando filosofia e teologia assim mesmo, não sendo muito chamado pra festas e xurrascos.
Com a morte do pai e com o relacionamento com a táu sirigaita Olsen, Kirk-gato tocou o terror! Publicou "A Alternativa", texto metafísico sobre fazer concurso da Poliça Federal, "Temor e Tremor ", clássico sobre masturbação e "A Repetição", relato fiel sobre a programassão do SBT. Depois saiu "Migalhas Filosóficas" e "O Conceito de Angústia", duas alegres comédias! A maior parte deçes testos constitui uma temtativa de explicar a Regina e a ele mesmo, os paradóquiços da existência religiosa que o impediram de despozá-la. Regina entendeu tudo perfeitamemte e foi dar para um político rico.
Sartre
Limdo! É a primeira coisa que vem a cabessa quando se fala de Jean-Paul Sartre! "Jean" para quem não sabe siguinifica "José", "Paul", como está na cara, é "Pedro" e Sartre" significa "Gaaaaaaaaaato Selvagem!" Nossa, jente, ele é lindo demais! Além de modelo e sinbolo sexual, Sartre é um filósofo existencialista francês que nasceu na França. Ele fala direto que a existência vem antes da eçência, o que paresse ser uma coiza, tipo assim, bem legau! Desde o filósofo e glutão grego Pratão, quando temos o nacimento da linguajem filosófica, a preocupação da galera é o universau em detrimento do particular. (Nota: perguntar pra alguém o que significa "detrimento") E, agora, com o Sartre, que é tudo de bom, a existência toma seu lugar na discução filosófica, partindo de questões cotidianas do dia-adia e caminhando em direção à universalidade. U-huuuuuuuuuuu! Tão profundo e emocionante que parésse uma música da Ivete, né?
Eli escreveu um livro massa dimais chamado "O Ser e o Nada", que pareçe ser sobre o cunhado parasita que ele tinha que ficava dormindo no sofá da caza na hora do Faustão, só de camizeta do Vasco e bermuda e com uma das bolas pendurada do lado de fora. Tem um bando de neguinho por aí que diz que esse é um ençaio de ontologia fenomenológica, o que eu acho nada há ver, saca? Pelo que eu çoube ele nunca foi um dentista fenomenal! Era apenas bom porque asseitava plano de saúde, saca? A prova do que eu tô falando é verdade é que em 1971 ele publicou um livro xamado "O Idiota da Família"! Viu? Não falei? É sempre sobre o mala do cunhado!
Sartre tinha uma hamante meio putinha chamada Simone de Beauvoir. Os trêis não formavam um casau comum de acordo com padrões e tavam sempre nas colunas soçiais e revistas de fofoca. Ambos possuíam hamantis e partilhavam confidências sobre suas relações com outros parseiros e por causa disso foram convidados para iscrever várias novelas das 7 da Globo.
Sartre é tão inteljente que escreve em françês (!!!), então em sua segunda obra filosófica de gramde porte, "A Crítica da Razão Dialética ", eli apresenta uma versão auterada do existencialismo que ele julgava resolver as contradições entre as duas iscolas e também fala como é difícil ser diabético e criticado por todo mumdo. Ninguém merece, né?
Considerado por muitos o símbolo do intelectuáu engajado, Sartre é mais sexy ainda por isso e volta e meia vai na Hebe pra trocar uma idéia de igual pra igual com a loira!
Em 1938 publicol um outro livro xamado "A Náusea", un romance que é uma espéssie de estudo de caso existencialista e que aprezenta, em forma de romançe, algumas das idéias que ele posteriormente desenvolveria em sua hobra filosófica e sobre o escroto do cunhado.
Em 1964 , ele foi compião invictu do prêmio Nobel de Literatúra, que ele recuzou pois, segundo ele, " Nenhum iscritor pode ser transformado em instituição", menos o Médico Legal que era um médico hipergente fina! Que dimais, hein? Ele fez igual alguns poucos hatores de Hollywood que também recusaram o prêmio. Isso é que perçonalidade! Além de bonito por dentro, Sartre tem um corpinho sarado e o rosto de deus grego... hummmm
Tiririca
Considerado o maior intelectual e fílósofo da atualidade, Tiririca é apontado como a única mente renascentista na atualidade. Gênio por excelência, revolucionou a filosofia clássica atual com seu intelecto superior e mente poderosa e inquisitiva.
Aos oito anos começou a trabalhar em circo na cidade natal, Itapipoca - berço do pensamento cartesiano do Sertão brasileiro - onde atuava como palhaço, mesmo não sabendo que exercia esse papel. Nessa época, após avaliar o impacto metafísico e principalmente físico da flor que esguicha água na cara do outro, do tapão na cara e do aperto de mão que dá choque na galera, ele foi obrigado a expor seu pensamento filosófico em forma de versos e música.
Nesta época, lecionava peri e pateticamente em barracas de feiras em e em pequenos circos. Devido ao grande sucesso alcançado nesses espetáculos, os barraqueiros da região se cotizaram e pagaram as primeiras mil cópias do seu cd de estréia, assim também como uma surra em Tirirrica, pois ninguém agüentava ouvir mais a canção Florentina mais de 700 vezes por dia. Nessa obra seminal, Tiririca inseriu o contexto metafísico de "Boto seus dente pá dentu", o que assombrou pensamento hegeliano pós-estruturalista de toda uma geração sobre a dialética da experiência ontológica e sobre a “muquema nos beiço”. Tiririca apareceu em vários programas televisivos também para explicar a sutileza de sua segunda obra Eu sou Chifrudo.
Assim como Deleuze, Saussurre e Noam Chomsky , Tiririca pesquisou e reestruturou o conceito de filosofia lingüística revolucionando os conceitos de significante/significado nos conceitos do "Pusquê" (o Porque), "Odílio" (Odeio) e "Rabiga" (???)
Em 1997, gravou o segundo CD com seus pensamentos - Tiririca, com destaque para as canções Ele é Corno Mas é Meu Amigo, onde em seu trabalho mais espetacular e origi-anal, redefiniu o conceito de dualidade na frase “É baitôla, mas é meu amigo. Queima a ruela mas é meu amigo.” Nessa época foi acusado de racismo, mas após o juiz ver uma foto sua, arquivou o caso.
Após de um breve afastamento da cátedra motivado por problemas pessoais, talvez por processos de paternidade de mais ou menos 19 filhos, entre eles, dois de seus herdeiros intelectuais, Tiririquinha e Tirulipa Jr., ressurge em 1999 com o lançamento de sua importante obra - Dança da Rapadura.
Realizando uma série de palestras, seminários e participações no Passa ou Repassa, no mesmo ano ingressou na Universidade Católica Rede Record onde fez parte do corpo docente do seminário semanal Escolinha do Barulho, abandonando temporariamente a atividade musical. Posteriormente transferiu-se para o SBT - Sistema Brasileiro de Tautomeria, onde tinha um quadro fixo no clássico programa de debates intelectuais A Praça é Nossa. Retornou à Record onde participa do programa Show do Tom apresentado pelo também filósofo Tom Cavalcante, o primeiro programa de tv apresentado por um paciente de lobotomia severa.
Mas seu maior legado mesmo foi ter influenciado para sempre a filosofia moderna, além de todos os palhaços de sinal que, por causa dele, falam com voz de criança ou como débeis mentais até hoje.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
HOMEM NÃO DANÇA!
Dentre as inúmeras mentiras sociais, a dança protagonizada por homens é uma das mais populares, insidiosas, patéticas e humilhantes. Tal qual as campanhas publicitárias, programas de governos para erradicar a fome e a utilidade das revistas sobre celebridades, a falácia de que os homens gostam de dançar espontaneamente esconde mais significados obscuros e neuroses coletivas do que se possa imaginar. Mas, hoje em dia, na sociedade dita moderna, as mulheres - sempre elas... - resolveram exercer uma pressão enorme para que o gênero oposto faça o mesmo que elas fazem, sem que elas expliquem muito o porquê. Ou seja, ficar se contorcendo constrangedoramente de um lado para o outro ao som de uma música babaca qualquer.
A verdade é que homem não dança. Não é da sua natureza. Ele tem outras prioridades como, por exemplo, beber água, sexo, ganhar do rival, sexo, cagar no mato, sexo, etc. E também sexo. As mulheres deveriam ter outras prioridades também como emagrecer e chorar menos, mas, entre elas, essa atividade coreográfica bastante questionável é idolatrada e vendida como a coisa mais importante do mundo. Homem nenhum vê sentido nisso. Prefere fumar um cigarro qualquer ou dormir no sofá de bermuda, sem cueca, e com uma das bolas pendurada pra fora. Homem não dança e todo mundo sabe disso. Bem, quase todo mundo...
Há provas e mais provas de cunho antropológico que homem não dança de verdade. Entretanto, em todas as culturas primitivas, temos a dança e na maioria desses casos, há homens liderando o processo. Antropólogos e outras espécies de vagabundos se comprazem com esses rituais esdrúxulos, enxergando neles inúmeros e importantes significados ocultos onde há somente, por exemplo, micoses em lugares difíceis de coçar. E o que nós, hoje, filhos da luz elétrica e da penicilina, achamos que são homens dançando por prazer e diversão, na verdade, são seriíssimas e enfáticas manifestações de intuito comunicativo com o Além. Sim, amigos, na verdade, são pedidos desesperados para entidades invisíveis para que mandem uma mísera chuvinha após 20 anos de seca inclemente ou apenas um agradecimento sincero pelo simpático fato de a tribo rival ter deixado somente cinco membros meio vivos no último massacre. Então, os caras apelam para chamar atenção de seus deuses, apresentando um monte de trejeitos corporais extremamente dramáticos, ridículos e comprometedores, correndo de um lado para o outro, sacudindo os braços para cima, desesperados, batucando e gritando alguma ladainha ininteligível, aquela papagaiada toda. Não é dança coisa nenhuma. É histeria mesmo.
Mas foi nas sociedades atuais onde a dança revelou de modo pleno seu verdadeiro significado: o de total inutilidade. Entretanto, as representantes do sexo feminino resolveram mascarar tal fato conferindo ao bailado o status de atividade fundamental para a civilização e mais ainda: resolveram infligir essa palhaçada aos pobres homens!
As mulheres insistem em que seus opostos em gênero devem dançar e isso, na verdade, é uma merda. Elas não sabem, mas homem nenhum dança porque tem vontade. Os que dançam o fazem por motivos rasteiros e inconfessáveis ou então porque não passam de debilóides mesmo. São aqueles pregos que querem parecer uns caras legais, compreensivos e "evoluídos" para as garotas. Eles observam e mimetizam comportamentos que as mulheres endossam, tal qual calangos microcéfalos, só para obter, via de regra, ganho sexual. E a dança é um desses comportamentos. Eles estão lá unicamente para rapinar as mulheres que, inocentemente, acham que homem adora dançar! E elas, coitadinhas, não poderiam estar mais equivocadas... Os sujeitos que se propõe a dançar, na verdade, são do tipo que depois que conseguem inserir um certo apêndice corporal sem osso em várias reentrâncias da jovem tolinha, não estão mais aí se as boites da região vão virar casas de bingo ou se o Grupo Corpo não vai passar mais pela cidade deles.
Muitos desses picaretas irão jurar de patas juntas que gostam mesmo de dançar por uma razão muito simples: essa mentira funciona mesmo para as mulheres. E como funciona! Elas precisam acreditar que o cara está adorando estar ali balançando a cabeça e a bunda, sorrindo, parecendo um idiota, do que jogando futebol e gritando palavrão com os amigos.
Ah, como é óbvia essa farsa! Se elas vissem a verdade não iriam vibrar tanto ao som de "I Feel Good" do James Brown, sem dúvida, a música mais tocada nos últimos 200 anos nas pistas de dança brasileiras ou de "Mr. Jones", do Counting Crows, sem dúvida, a música mais escrota tocada nos últimos 200 anos nas pistas de dança brasileiras.
Há todo um ritual para que esse teatro aconteça. Eles chegam na boite, compram uma cerveja long neck, daquelas da garrafa modernosa e ficam lá fingindo que estão gostando de fazer aquele papel ridículo. É tudo aparência. Aposto que ninguém nunca viu um cara desses abordar um grupo de gatinhas carregando uma garrafa normal de cerveja, de 600 ml sem rótulo, a famosa "long neck de bebum". Depois vão se aproximando lentamente, fingindo que estão dançando - o que é extremamente constrangedor - dão uma checada na rabiola da garota antes para ver se vale à pena aquele sacrifício coreográfico e depois ficam lá pulando levemente, rilhando os dentes, fazendo parecer que estão gostando de se expressar corporalmente ao som de... Madonna! Eles, na verdade, estão mandando uma mensagem não verbal pra as garotas: "Viu? Eu sou um cara legal! Não sou um machão! Estou aqui dançando com você, gatinha! Então, pode dar pra mim hoje mesmo, ok?" Pois é, nesses vagabundos, tudo aparência e nenhuma decência! Ah, em tempo: esse tipo de cara está pouco se fudendo pra maluca da Madonna!
A prova que homem não dança mesmo é que esse tipo de panaca não sai com os amiguinhos pra dançar por aí. Garotos de 14 anos não ligam uns para os outros pra irem dançar em grupo, ligam? "Alô, Marquinhos? É o Pedro. Aí, vamos sair dar uma dançada? Pô, acordei hoje com vontade de chacoalhar o esqueleto..." Eles ligam sim para marcar para fazer merda, tipo pichar paredes públicas, jogar ovo em travesti, dar porrada uns nos outros, etc. Não parece ser mesmo da essência masculina ficar balançando o corpo e soltar uns gritinhos agudos com os braços pra cima. Ou seja, homem não dança mesmo.
Outro dia, estava eu com velhos colegas de cátedra, conversando sobre assuntos importantes como o teorema de Fermat, o problema da dualidade matéria-energia e qual das Meninas Superpoderosas vai engravidar primeiro, quando uma aluna deles bem bonita (para não dizer boa para caralho!) veio a ter conosco. Depois de algum tempo de conversa sobre hábitos sociais, a moça se dirigiu a mim e perguntou: "Você dança? Respondi: "Não. Sou homem, minha filha!". Meus dois amigos, que há horas estavam tentando impressionar a pupila, viram na expressão de estranhamento dela uma oportunidade para angariar prestígio com a jovem e começaram a afirmar categoricamente que "amam dançar", que são "dançarinos habituès", que "a dança faz bem ao corpo e ao espírito" e outras cretinices do gênero. A garota adorou o lixo que ouviu e fez cara feia pra mim o resto da conversa, o que considerei justo pois fiquei satisfeito por ela achar que estava certa e eu errado. Como sabemos, a mais densa ignorância também pode funcionar como uma forma de felicidade rala. Quanto aos meus companheiros, soube depois, que essa mentira ridícula não se converteu em ganho sexual para ambos. Coincidentemente, a aluna foi reprovada nas matérias dos meus dois chapas "bailarinos".
O famoso balé clássico é a prova que só as mulheres dançam mesmo. É claro que também temos homens (ou pelo menos seres humanos portadores de aparelho reprodutor masculino) nesse meio. São expressivos, com olhares penetrantes, inquisidores, lânguidos, misteriosos, "pidões" até. Usam uma maquiagem carregada, malhas apertadas que deixam aparecer todo seu sistema circulatório e que grudam na bunda que nem um adesivo industrial. Possuem o andar saltitante que lembra o de uma gazela arisca na relva e... bem, como disse, o balé clássico é prova que só as mulheres dançam mesmo!
Existem homens que tem que dançar por força de ganho salarial e isso não põe em dúvida sua masculinidade. Põe em risco sua sanidade mental, isso sim! São relatadas inúmeras formas de desvio psicológico causadas por traumas de infância, dívidas com o demônio, carmas medievais e pauladas na cabeça que justificam a dança por homens e que, infelizmente, podem levar um bom funcionário público em potencial a optar pela expressão corporal. Triste, não? Fred Astaire era um gênio hiper-coordenado, sem dúvida, mas é óbvio que ele teria prestado melhor serviço à humanidade como dentista. Ou você vai dizer que ele não tinha a MAIOR cara de um? As mulheres se derretem ao ver aquele cara da dança celta com as mãos na cinturinha, sorrindo e dando uns saltos esquisitos pra cima e uns chutões com a perna reta igual a um cavalo adestrado. Nós, homens, só conseguimos achar engraçado pra caralho ou que ele esteja com um guarda-chuva aberto socado dentro do cu. E tome chute pra cima, né, Seu Baitôla? Como disse, sanidade 100% preservada!
Há tipos de dança onde os homens predominam, como, por exemplo, o sapateado. Essa técnica poderia muito bem ser classificada como uma forma de neurose severa, mas é ensinada em academias para jovens inocentes. Tudo bem que existiram sapateadores que levaram essa sandice à perfeição como Gregory Hines, Savion Glover e o espetacular Sammy Davis Jr., mas prefiro lembrar do tap dancing por meio daquela imagem clássica do imbecil batendo freneticamente os pezinhos a esmo no chão, com um chapéu de palhinha na cabeça, usando um paletó listrado e sacudindo uma bengala com as mãos pra cima e pra baixo e com o sorriso mais idiota do mundo na fuça! É até triste ver um ser humano em uma situação tão desesperadora e humilhante. Ah, isso sim é que é o sapateado pra mim... O despropósito inconseqüente e acéfalo em forma de dança! Mas se esse tipo de bailado não é praticado em boites e festas de casamento é porque os homens que dominam esse ofício não o levam tão a sério assim e não precisam impingir esse mambo-jambo inútil ao resto da população mundial. É mais um divertimento cretino, uma perversão, e não uma ação meticulosamente orquestrada para angariar prestígio com o sexo oposto. Ao contrário das mulheres que exigem que você saiba de cor a "dança do maxixe" só para ela achar você um cara bacana!
Temos também a dança em pares mistos, que as mulheres adoram. Mas forró, tango, lambada, dança de salão, etc. não passam de desculpas pra haver algum atrito entre a genitália de ambos os sexos. Cheek to cheek? Na verdade, seria muito mais para "Penis to clit". Depois da revolução sexual na década de 60 não se inventaram mais coreografias onde homem e mulher bailam colados. Por que? Porque isso era um pretexto para o casal ficar se sarrando e somente isso. Depois que as pessoas puderam copular sem tantos artifícios, só se dança separado. Existe dança tecno agarradinho? Se existir, é entre dois rapazolas e olhe lá e um deles vai estar de costas pro outro. O famoso menestrel Juca Chaves conta que em seus tempos de bailes "anos dourados", botava um drops em um bolso frontal da calça para que sua par logo o percebesse e se colocasse do lado oposto da "balinha", que era o lugar onde seu verdadeiro membro estava repousado. Coisa de gênio, sem dúvida.
As representantes do sexo feminino poderiam ser mais razoáveis e não exigir que os homens dançassem com elas. Se elas fazem tanto questão da presença masculina nesse ritual constrangedor e desnecessário, poderiam se exibir ritmicamente para os homens em festas, boites, casamentos, etc. e estes, sentados, aturariam essas performances coreográficas embaraçosas e assim satisfariam a obsessão sem sentido de suas esposas, namoradas e amigas. Ah, e se elas fossem tirando a roupa, seria melhor ainda! Puxa, é verdade, já existe esse tipo de "dança", né? As mulheres endossam também esse tipo de dança também ou não? Pô, mas é DANÇA, não é? Pensando bem essa é a única que nós homens achamos gostamos de participar de verdade, podem acreditar!
Adolar Gangorra, 54 anos, é editor do site www.adolargangorra.com.br e sempre segurou a criança!
A verdade é que homem não dança. Não é da sua natureza. Ele tem outras prioridades como, por exemplo, beber água, sexo, ganhar do rival, sexo, cagar no mato, sexo, etc. E também sexo. As mulheres deveriam ter outras prioridades também como emagrecer e chorar menos, mas, entre elas, essa atividade coreográfica bastante questionável é idolatrada e vendida como a coisa mais importante do mundo. Homem nenhum vê sentido nisso. Prefere fumar um cigarro qualquer ou dormir no sofá de bermuda, sem cueca, e com uma das bolas pendurada pra fora. Homem não dança e todo mundo sabe disso. Bem, quase todo mundo...
Há provas e mais provas de cunho antropológico que homem não dança de verdade. Entretanto, em todas as culturas primitivas, temos a dança e na maioria desses casos, há homens liderando o processo. Antropólogos e outras espécies de vagabundos se comprazem com esses rituais esdrúxulos, enxergando neles inúmeros e importantes significados ocultos onde há somente, por exemplo, micoses em lugares difíceis de coçar. E o que nós, hoje, filhos da luz elétrica e da penicilina, achamos que são homens dançando por prazer e diversão, na verdade, são seriíssimas e enfáticas manifestações de intuito comunicativo com o Além. Sim, amigos, na verdade, são pedidos desesperados para entidades invisíveis para que mandem uma mísera chuvinha após 20 anos de seca inclemente ou apenas um agradecimento sincero pelo simpático fato de a tribo rival ter deixado somente cinco membros meio vivos no último massacre. Então, os caras apelam para chamar atenção de seus deuses, apresentando um monte de trejeitos corporais extremamente dramáticos, ridículos e comprometedores, correndo de um lado para o outro, sacudindo os braços para cima, desesperados, batucando e gritando alguma ladainha ininteligível, aquela papagaiada toda. Não é dança coisa nenhuma. É histeria mesmo.
Mas foi nas sociedades atuais onde a dança revelou de modo pleno seu verdadeiro significado: o de total inutilidade. Entretanto, as representantes do sexo feminino resolveram mascarar tal fato conferindo ao bailado o status de atividade fundamental para a civilização e mais ainda: resolveram infligir essa palhaçada aos pobres homens!
As mulheres insistem em que seus opostos em gênero devem dançar e isso, na verdade, é uma merda. Elas não sabem, mas homem nenhum dança porque tem vontade. Os que dançam o fazem por motivos rasteiros e inconfessáveis ou então porque não passam de debilóides mesmo. São aqueles pregos que querem parecer uns caras legais, compreensivos e "evoluídos" para as garotas. Eles observam e mimetizam comportamentos que as mulheres endossam, tal qual calangos microcéfalos, só para obter, via de regra, ganho sexual. E a dança é um desses comportamentos. Eles estão lá unicamente para rapinar as mulheres que, inocentemente, acham que homem adora dançar! E elas, coitadinhas, não poderiam estar mais equivocadas... Os sujeitos que se propõe a dançar, na verdade, são do tipo que depois que conseguem inserir um certo apêndice corporal sem osso em várias reentrâncias da jovem tolinha, não estão mais aí se as boites da região vão virar casas de bingo ou se o Grupo Corpo não vai passar mais pela cidade deles.
Muitos desses picaretas irão jurar de patas juntas que gostam mesmo de dançar por uma razão muito simples: essa mentira funciona mesmo para as mulheres. E como funciona! Elas precisam acreditar que o cara está adorando estar ali balançando a cabeça e a bunda, sorrindo, parecendo um idiota, do que jogando futebol e gritando palavrão com os amigos.
Ah, como é óbvia essa farsa! Se elas vissem a verdade não iriam vibrar tanto ao som de "I Feel Good" do James Brown, sem dúvida, a música mais tocada nos últimos 200 anos nas pistas de dança brasileiras ou de "Mr. Jones", do Counting Crows, sem dúvida, a música mais escrota tocada nos últimos 200 anos nas pistas de dança brasileiras.
Há todo um ritual para que esse teatro aconteça. Eles chegam na boite, compram uma cerveja long neck, daquelas da garrafa modernosa e ficam lá fingindo que estão gostando de fazer aquele papel ridículo. É tudo aparência. Aposto que ninguém nunca viu um cara desses abordar um grupo de gatinhas carregando uma garrafa normal de cerveja, de 600 ml sem rótulo, a famosa "long neck de bebum". Depois vão se aproximando lentamente, fingindo que estão dançando - o que é extremamente constrangedor - dão uma checada na rabiola da garota antes para ver se vale à pena aquele sacrifício coreográfico e depois ficam lá pulando levemente, rilhando os dentes, fazendo parecer que estão gostando de se expressar corporalmente ao som de... Madonna! Eles, na verdade, estão mandando uma mensagem não verbal pra as garotas: "Viu? Eu sou um cara legal! Não sou um machão! Estou aqui dançando com você, gatinha! Então, pode dar pra mim hoje mesmo, ok?" Pois é, nesses vagabundos, tudo aparência e nenhuma decência! Ah, em tempo: esse tipo de cara está pouco se fudendo pra maluca da Madonna!
A prova que homem não dança mesmo é que esse tipo de panaca não sai com os amiguinhos pra dançar por aí. Garotos de 14 anos não ligam uns para os outros pra irem dançar em grupo, ligam? "Alô, Marquinhos? É o Pedro. Aí, vamos sair dar uma dançada? Pô, acordei hoje com vontade de chacoalhar o esqueleto..." Eles ligam sim para marcar para fazer merda, tipo pichar paredes públicas, jogar ovo em travesti, dar porrada uns nos outros, etc. Não parece ser mesmo da essência masculina ficar balançando o corpo e soltar uns gritinhos agudos com os braços pra cima. Ou seja, homem não dança mesmo.
Outro dia, estava eu com velhos colegas de cátedra, conversando sobre assuntos importantes como o teorema de Fermat, o problema da dualidade matéria-energia e qual das Meninas Superpoderosas vai engravidar primeiro, quando uma aluna deles bem bonita (para não dizer boa para caralho!) veio a ter conosco. Depois de algum tempo de conversa sobre hábitos sociais, a moça se dirigiu a mim e perguntou: "Você dança? Respondi: "Não. Sou homem, minha filha!". Meus dois amigos, que há horas estavam tentando impressionar a pupila, viram na expressão de estranhamento dela uma oportunidade para angariar prestígio com a jovem e começaram a afirmar categoricamente que "amam dançar", que são "dançarinos habituès", que "a dança faz bem ao corpo e ao espírito" e outras cretinices do gênero. A garota adorou o lixo que ouviu e fez cara feia pra mim o resto da conversa, o que considerei justo pois fiquei satisfeito por ela achar que estava certa e eu errado. Como sabemos, a mais densa ignorância também pode funcionar como uma forma de felicidade rala. Quanto aos meus companheiros, soube depois, que essa mentira ridícula não se converteu em ganho sexual para ambos. Coincidentemente, a aluna foi reprovada nas matérias dos meus dois chapas "bailarinos".
O famoso balé clássico é a prova que só as mulheres dançam mesmo. É claro que também temos homens (ou pelo menos seres humanos portadores de aparelho reprodutor masculino) nesse meio. São expressivos, com olhares penetrantes, inquisidores, lânguidos, misteriosos, "pidões" até. Usam uma maquiagem carregada, malhas apertadas que deixam aparecer todo seu sistema circulatório e que grudam na bunda que nem um adesivo industrial. Possuem o andar saltitante que lembra o de uma gazela arisca na relva e... bem, como disse, o balé clássico é prova que só as mulheres dançam mesmo!
Existem homens que tem que dançar por força de ganho salarial e isso não põe em dúvida sua masculinidade. Põe em risco sua sanidade mental, isso sim! São relatadas inúmeras formas de desvio psicológico causadas por traumas de infância, dívidas com o demônio, carmas medievais e pauladas na cabeça que justificam a dança por homens e que, infelizmente, podem levar um bom funcionário público em potencial a optar pela expressão corporal. Triste, não? Fred Astaire era um gênio hiper-coordenado, sem dúvida, mas é óbvio que ele teria prestado melhor serviço à humanidade como dentista. Ou você vai dizer que ele não tinha a MAIOR cara de um? As mulheres se derretem ao ver aquele cara da dança celta com as mãos na cinturinha, sorrindo e dando uns saltos esquisitos pra cima e uns chutões com a perna reta igual a um cavalo adestrado. Nós, homens, só conseguimos achar engraçado pra caralho ou que ele esteja com um guarda-chuva aberto socado dentro do cu. E tome chute pra cima, né, Seu Baitôla? Como disse, sanidade 100% preservada!
Há tipos de dança onde os homens predominam, como, por exemplo, o sapateado. Essa técnica poderia muito bem ser classificada como uma forma de neurose severa, mas é ensinada em academias para jovens inocentes. Tudo bem que existiram sapateadores que levaram essa sandice à perfeição como Gregory Hines, Savion Glover e o espetacular Sammy Davis Jr., mas prefiro lembrar do tap dancing por meio daquela imagem clássica do imbecil batendo freneticamente os pezinhos a esmo no chão, com um chapéu de palhinha na cabeça, usando um paletó listrado e sacudindo uma bengala com as mãos pra cima e pra baixo e com o sorriso mais idiota do mundo na fuça! É até triste ver um ser humano em uma situação tão desesperadora e humilhante. Ah, isso sim é que é o sapateado pra mim... O despropósito inconseqüente e acéfalo em forma de dança! Mas se esse tipo de bailado não é praticado em boites e festas de casamento é porque os homens que dominam esse ofício não o levam tão a sério assim e não precisam impingir esse mambo-jambo inútil ao resto da população mundial. É mais um divertimento cretino, uma perversão, e não uma ação meticulosamente orquestrada para angariar prestígio com o sexo oposto. Ao contrário das mulheres que exigem que você saiba de cor a "dança do maxixe" só para ela achar você um cara bacana!
Temos também a dança em pares mistos, que as mulheres adoram. Mas forró, tango, lambada, dança de salão, etc. não passam de desculpas pra haver algum atrito entre a genitália de ambos os sexos. Cheek to cheek? Na verdade, seria muito mais para "Penis to clit". Depois da revolução sexual na década de 60 não se inventaram mais coreografias onde homem e mulher bailam colados. Por que? Porque isso era um pretexto para o casal ficar se sarrando e somente isso. Depois que as pessoas puderam copular sem tantos artifícios, só se dança separado. Existe dança tecno agarradinho? Se existir, é entre dois rapazolas e olhe lá e um deles vai estar de costas pro outro. O famoso menestrel Juca Chaves conta que em seus tempos de bailes "anos dourados", botava um drops em um bolso frontal da calça para que sua par logo o percebesse e se colocasse do lado oposto da "balinha", que era o lugar onde seu verdadeiro membro estava repousado. Coisa de gênio, sem dúvida.
As representantes do sexo feminino poderiam ser mais razoáveis e não exigir que os homens dançassem com elas. Se elas fazem tanto questão da presença masculina nesse ritual constrangedor e desnecessário, poderiam se exibir ritmicamente para os homens em festas, boites, casamentos, etc. e estes, sentados, aturariam essas performances coreográficas embaraçosas e assim satisfariam a obsessão sem sentido de suas esposas, namoradas e amigas. Ah, e se elas fossem tirando a roupa, seria melhor ainda! Puxa, é verdade, já existe esse tipo de "dança", né? As mulheres endossam também esse tipo de dança também ou não? Pô, mas é DANÇA, não é? Pensando bem essa é a única que nós homens achamos gostamos de participar de verdade, podem acreditar!
Adolar Gangorra, 54 anos, é editor do site www.adolargangorra.com.br e sempre segurou a criança!
domingo, 19 de abril de 2009
A ROUPA DOS SUPER-HERÓIS
Você confiaria em um bombeiro que vestisse um casaco de nylon e um chapéu de palha? Simpatizaria com jogador de futebol que usasse calça jeans em campo? É lógico que não, né? Todo mundo sabe que para cada tipo específico de função exercida, uma roupa apropriada é mais do que necessária. O traje tem que ser adaptado ao ofício para conferir credibilidade ao trabalho que se propõe a fazer. A indumentária do profissional tem que ser mais adequada possível a sua atividade. Eu disse "todo mundo"? Bem, tudo indica que os famosos super-heróis, tão e populares hoje em dia, parecem desconhecer essa regra tão básica...Em tese, os super-heróis são seres desenvolvidos, inteligentes e com extremo bom senso. Querem nos ajudar. "Combater o mal e servir toda a humanidade", salvar o planeta, esse blá, blá, blá todo. Mas como levar a sério essas premissas se eles se vestem como uns idiotas? Não dá pra acreditar muito, concordam? Como dizem, se a primeira impressão é a que fica, creiam, não deve ser boa a impressão inicial ao nos depararmos com um cara vestido com malhas justas, botinhas, luvinhas, capa, tudo com umas cinco cores diferentes. Você pensa: ou é um travesti ou é um flagelado! Não há nenhuma lógica na escolha de suas roupas. Então, deve ter algo de muito errado aí...
Comecemos pelo óbvio. O que faz parte do dia-a-dia de um super-herói? Sair na porrada, basicamente... Distribuir socões, chutes na boca, cabeçadas, fritar os outros com raios, etc. Isso sim faz parte de sua rotina, não? Ah, você já viu alguma história em quadrinhos, desenho animado ou filme onde o herói quer conversar, avaliar, negociar a situação com o vilão? "Ora, Dr. Destruição, pense bem... você acha mesmo que aniquilar o planeta com seu raio da morte vai satisfazer os seus anseios mais profundos como entidade do mal?" Não rola, meu chapa!
Não, não existe o "Super-Negociador" e muito menos o "Capitão Conversa"! Não tem essa de diálogo não: é o chute na fuça do outro só pra começar! O super-herói não joga conversa fora: desce a porrada e pronto! Se não houvesse violência - chamemos de "ação" - eles não seriam um sucesso comercial. Então, já que a "ação" é a alma do negócio, os super-heróis deveriam se vestir apropriadamente pra distribuir "ação", digo, porrada com eficiência, em vez de parecerem uma banda da época da discoteca! Seria o mínimo necessário para não ofender tanto a inteligência dos leitores e para dar menos trabalho para os desenhistas!
Tracemos um paralelo com a realidade. Em se tratando do caso em que o ofício diário do sujeito envolve doses maciças de esforço físico como os lutadores de vale-tudo, por exemplo. Com físicos similares aos dos super-heróis, esse atletas não vão treinar nem participar de competições vestidos com capas, máscaras, cintinhos, etc. Vão para o pau só de calção e olhe lá! É o lógico! E os lutadores de Sumô? Combatem usando malhas justas, capas e adereços ridículos? Claro que não! Usam só um cinto que cobre a cintura, o pau, o cuzão e, infelizmente, deixam aquelas bundas aviltantes (argh!) de fora! Apesar de nojento, seu traje é um primor de eficiência e simplicidade! Mas o Batman, esperto e malandrão como ele só, gasta três horas todo dia para pôr aquela roupa ridícula, cheia de merdinhas, para se engalfinhar com a marginalia de Gotham City! Que imbecil...
Qualquer meliante na vida real, por mais burro que seja, se tiver que sair na porrada com o Homem-Morcego, a primeira coisa que irá fazer será agarrar naquela capa de bicha para estrangular o zé mané ou tapar a cara do próprio para encher o Sr. Wayne, o gênio da moda, de porrada! Batman, morcega vaidosa... Merece apanhar mesmo!
O problema da roupa do Batman é tão constrangedor que na famosa série de tv dos anos 60, ele e Robin, seu difamado pupilo apanacado com sua franjinha cretina, pulavam com roupas normais em um cano desses de corpo de bombeiros (nossa, que metáfora!) pra aparecerem na Bat-Caverna já vestidos com seus respectivos trajes de guerra! Tiveram que inventar uma linguagem de tempo elipsado! O seriado estava tentando nos dizer que esse problemão não dava pra resolver mesmo... O nome já diz: BAT-MAN. Ora, ele vive pra "BATER" em "HOMEM"!!! Não precisa se vestir igual ao Clóvis Bornay no Carnaval. Era pra andar só de sunga - preta, vá lá... - por aí. Depois vivem dizendo que ele é uma "meninota sensível", que "atende pela porta dos fundos", etc. Não dá pra ficar nem puto, né, seu Bruce?
Ah, essa tal capa! Essa é quase uma obsessão de tão reincidente. Esse negócio de herói usar um pano amarrado no pescoço é sem sentido e ultrapassado demais! O problema da capa já foi abordado sabiamente no desenho animado "Os Incríveis", lembram? Então?Todo mundo acha ridículo!
Mas para que serve a capa? Porque eles teimam em usar esse troço? Para voar é que não é. Não ajuda no vôo porra nenhuma! Só atrapalha. Vai contra as leias mais básicas da Física! Ao voarem, a capa tremeria absurdamente, faria um barulho enlouquecedor (tente estender um pano a 800 km por hora!). O Super Homem quando está cruzando os céus, obviamente, seu elegante pano vermelho dorsal se entende "baloiçante" (ui!) pra trás. Entretanto, quando ele freia no ar para descer, ele não cai por cima do próprio, gerando uma situação ridícula ao cobrir sua cabeça? A capinha pára como se fosse feita de fibra de vidro! Não dá, né?
A capa vem dos antigos milicianos europeus que a utilizavam por causa do frio, tipo os Três Mosqueteiros. Não é nada mais nada menos que um proto-casaco. Sua função era mais de proteção contra as baixas temperaturas. Daí o gênero "capa e espada" e não "capa e visão de raios-x"! Mas, na absurda indumentária dos super-heróis, a capa é um acessório imprescindível para poder sair voando por aí. Bem, temos uma série de panacas que teimam em usar esse troço: Batman, Robin, Spawn, Super-Homem, Capitão Marvel, Capitão Caverna, Falcão Azul, etc. Capa... Que coisa de viado!
Há uma lista infindável de super-heróis que são famosos por sua popularidade, mas que se vestem como se fossem para uma festa à fantasia. Vejamos: Mulher Maravilha: corpete tomara que caia, botas com salto alto, calça maria-mijona cheia de estrelinhas - na boa, parece uma brega - braceletes, tiara, ainda um laço de vaqueiro como adereço! Como se veste mal! Admira-me muito ela ganhar uma briga! Com um traje esquizofrênico como esse, os peitos pulariam pra fora no primeiro soco, a tiara voara longe, ela torceria o tornozelo correndo com aquele saltão. Ela se veste tão mal que deveria ser conhecida como "Mulher Maltrapilha"! Parece uma perua, a coitada!
O famoso Homem Aranha é outro exemplo de inadequação da roupa à função exercida. Qual a aranha no mundo que é vermelha e azul? Todo mundo sabe que na natureza chamar a atenção não é bom negócio, mas o jovem sabichão Peter Parker resolveu produzir um traje que faz com que ele seja praticamente um alvo vivo! As aranhas oscilam entre as cores marrom e preto, mas ele preferiu se cobrir de vermelho e azul berrante! Muito bem, Homem-Aranha! E ainda tem fama de ser um nerd gênio...
O Fantasma, o "Espírito que Anda" é mais um caso de roupa errada. O "Espírito que Anda Mal Vestido", isso sim! Outra ocorrência de total ignorância sobre onde ele vive. O cara mora numa selva e usa um traje colado no que só deixa aparecer meio por cento do seu corpo. O calor que deve fazer naquela merda! Ele ainda usa a cueca por cima da roupa e umas botas de couro de cavalariço! Só pode ser drogado!
De todos equívocos de vestimentas cometidos por heróis o caso do Homem de Ferro se destaca enormemente. Segundo a "excelente" música do seu pré-histórico desenho semi-animado "Tony Stark, tira onda, que é cientista espacial,...". Bom, se é um cientista espacial presume-se que não seja muito estúpido. Mas o que fez o Dr. Stark? Construiu um traje feito de ferro! FERRO, brother!! Não poderia ser de nem de aço, nem de duralumínio? Tinha que ser de Ferro! Meio medieval, não? Fora o peso absurdo, o calor faz lá dentro deve ser vulcânico! Preso em sua pesada e inflexível roupinha, ele tem que distribuir socos, chutes e ainda voar! Na boa, o tal Jumento de Ferro só poder ser débil mental pra usar uma parada dessas... E a ferrugem? Bem, deixa pra lá...
Nos famosos X-Men, todos se vestem também que nem uns mendigos, é sabido, mas o tal de Wolverine realmente se destaca. Usa um corpete - mas que constrangedor! - amarelo e azul, que não condiz nem um pouco com sua imagem de casca-grossa. Parece uma roupa nova de criança de cinco anos em festinha de aniversário. Isso não é um super-herói, é uma embalagem de picolé! Ele deve ser daltônico! "X" para ele e para seus amiguinhos em matéria de guarda-roupa!
Quem não se lembra de Robin, o Menino-Prodígio? Máscara diminuta, sunguinha verde e capinha amarela. Parece um retirante! É realmente um "prodígio" de bizarrice visual! Nenhum vilão levaria a sério um garoto de voz fina e cabelo penteado para o lado que usasse uma coisa tão esdrúxula! Desceria a porrada no jovem pederastinha com mais vontade ainda!
Agora, há um super-herói que não há a menor dúvida que é um acéfalo completo mesmo por causa do costume que escolheu desfilar por aí. Não vou falar do traje colado no corpo todo, não vou mencionar as botas com bainha estilo medieval, as luvas enormes de drag queen, o desenho e as cores do uniforme imitando a bandeira norte-americana e ainda o trambolho de um escudo de merda inútil. Agora, sobre o PAR DE ASINHAS nas têmporas, aí não tem jeito!!! Pra que serve aquilo??? É ridículo!!! Esse tal de Capitão América usa uma dos uniformes mais escrotos do mundo!!! O cara é pião demais!!! Deveria ser rebaixado à "Recruta América-Central!! Asinhas na cabeça? Francamente...
A famosa bandidagem também não fica atrás em matéria de extravagância, mau gosto e antipraticidade. Vejam o caso do arquiinimigo dos Quatro Fantásticos, Dr. Destino: um capuz medieval com uma capa, máscara, luva, e pernas de ferro! Como levar a sério as ameaças de um cara que usa uma tralha dessa tão sem noção? Duende Verde! Aquilo é fantasia para tirar 1º lugar no Carnaval e não para fazer maldade por aí! O tal Duende não sai de casa antes de gastar umas 6 horas em frente ao espelho! É um palhaço mesmo! Magneto: essa é uma bicha velha que usa capa! Claro, porque não? Ele precisa voar, não é mesmo? E um capacete que é um primor de tão démodé! Tão malvado e tão bisonho! Aposto que esse velho porra louca vive no brechó (e no ferro velho) catando uns trapos fudidos pra montar seu guarda-roupa.
Milagrosamente temos raros super-heróis com inteligência indumentária: Namor, o Príncipe Submarino, Surfista Prateado e o Coisa. Usam uma sunga básica e acabou. É triste, mas esses três têm enorme bom senso, mas não são muito populares! Talvez no dia em que o Namor vestir uma calça jeans apertada e um poncho, ele comece a vender bem!
E o pior é que terno e gravata no mundo dos super-heróis é tratado como anomalia! Tanto que dois vilões - Lex Luthor e Mestre do Crime e um careca paranormal - Professor Xavier - usam!! Nesse universo, se vestir bem é sinônimo de mau caráter e esquisitice!
Então, na próxima vez que você ver um desses super-heróis por aí, tente observar se suas roupas fazem algum sentido. É um pássaro? É um avião? Não, mas parece ser um cara SUPER mal vestido...
Adolar Gangorra tem 91 anos, é editor do site www.adolargangorra.com.br e usa uma identidade secreta para poder comprar revistinhas só com super-heroínas suecas com uniformes bastantes sumários...
Comecemos pelo óbvio. O que faz parte do dia-a-dia de um super-herói? Sair na porrada, basicamente... Distribuir socões, chutes na boca, cabeçadas, fritar os outros com raios, etc. Isso sim faz parte de sua rotina, não? Ah, você já viu alguma história em quadrinhos, desenho animado ou filme onde o herói quer conversar, avaliar, negociar a situação com o vilão? "Ora, Dr. Destruição, pense bem... você acha mesmo que aniquilar o planeta com seu raio da morte vai satisfazer os seus anseios mais profundos como entidade do mal?" Não rola, meu chapa!
Não, não existe o "Super-Negociador" e muito menos o "Capitão Conversa"! Não tem essa de diálogo não: é o chute na fuça do outro só pra começar! O super-herói não joga conversa fora: desce a porrada e pronto! Se não houvesse violência - chamemos de "ação" - eles não seriam um sucesso comercial. Então, já que a "ação" é a alma do negócio, os super-heróis deveriam se vestir apropriadamente pra distribuir "ação", digo, porrada com eficiência, em vez de parecerem uma banda da época da discoteca! Seria o mínimo necessário para não ofender tanto a inteligência dos leitores e para dar menos trabalho para os desenhistas!
Tracemos um paralelo com a realidade. Em se tratando do caso em que o ofício diário do sujeito envolve doses maciças de esforço físico como os lutadores de vale-tudo, por exemplo. Com físicos similares aos dos super-heróis, esse atletas não vão treinar nem participar de competições vestidos com capas, máscaras, cintinhos, etc. Vão para o pau só de calção e olhe lá! É o lógico! E os lutadores de Sumô? Combatem usando malhas justas, capas e adereços ridículos? Claro que não! Usam só um cinto que cobre a cintura, o pau, o cuzão e, infelizmente, deixam aquelas bundas aviltantes (argh!) de fora! Apesar de nojento, seu traje é um primor de eficiência e simplicidade! Mas o Batman, esperto e malandrão como ele só, gasta três horas todo dia para pôr aquela roupa ridícula, cheia de merdinhas, para se engalfinhar com a marginalia de Gotham City! Que imbecil...
Qualquer meliante na vida real, por mais burro que seja, se tiver que sair na porrada com o Homem-Morcego, a primeira coisa que irá fazer será agarrar naquela capa de bicha para estrangular o zé mané ou tapar a cara do próprio para encher o Sr. Wayne, o gênio da moda, de porrada! Batman, morcega vaidosa... Merece apanhar mesmo!
O problema da roupa do Batman é tão constrangedor que na famosa série de tv dos anos 60, ele e Robin, seu difamado pupilo apanacado com sua franjinha cretina, pulavam com roupas normais em um cano desses de corpo de bombeiros (nossa, que metáfora!) pra aparecerem na Bat-Caverna já vestidos com seus respectivos trajes de guerra! Tiveram que inventar uma linguagem de tempo elipsado! O seriado estava tentando nos dizer que esse problemão não dava pra resolver mesmo... O nome já diz: BAT-MAN. Ora, ele vive pra "BATER" em "HOMEM"!!! Não precisa se vestir igual ao Clóvis Bornay no Carnaval. Era pra andar só de sunga - preta, vá lá... - por aí. Depois vivem dizendo que ele é uma "meninota sensível", que "atende pela porta dos fundos", etc. Não dá pra ficar nem puto, né, seu Bruce?
Ah, essa tal capa! Essa é quase uma obsessão de tão reincidente. Esse negócio de herói usar um pano amarrado no pescoço é sem sentido e ultrapassado demais! O problema da capa já foi abordado sabiamente no desenho animado "Os Incríveis", lembram? Então?Todo mundo acha ridículo!
Mas para que serve a capa? Porque eles teimam em usar esse troço? Para voar é que não é. Não ajuda no vôo porra nenhuma! Só atrapalha. Vai contra as leias mais básicas da Física! Ao voarem, a capa tremeria absurdamente, faria um barulho enlouquecedor (tente estender um pano a 800 km por hora!). O Super Homem quando está cruzando os céus, obviamente, seu elegante pano vermelho dorsal se entende "baloiçante" (ui!) pra trás. Entretanto, quando ele freia no ar para descer, ele não cai por cima do próprio, gerando uma situação ridícula ao cobrir sua cabeça? A capinha pára como se fosse feita de fibra de vidro! Não dá, né?
A capa vem dos antigos milicianos europeus que a utilizavam por causa do frio, tipo os Três Mosqueteiros. Não é nada mais nada menos que um proto-casaco. Sua função era mais de proteção contra as baixas temperaturas. Daí o gênero "capa e espada" e não "capa e visão de raios-x"! Mas, na absurda indumentária dos super-heróis, a capa é um acessório imprescindível para poder sair voando por aí. Bem, temos uma série de panacas que teimam em usar esse troço: Batman, Robin, Spawn, Super-Homem, Capitão Marvel, Capitão Caverna, Falcão Azul, etc. Capa... Que coisa de viado!
Há uma lista infindável de super-heróis que são famosos por sua popularidade, mas que se vestem como se fossem para uma festa à fantasia. Vejamos: Mulher Maravilha: corpete tomara que caia, botas com salto alto, calça maria-mijona cheia de estrelinhas - na boa, parece uma brega - braceletes, tiara, ainda um laço de vaqueiro como adereço! Como se veste mal! Admira-me muito ela ganhar uma briga! Com um traje esquizofrênico como esse, os peitos pulariam pra fora no primeiro soco, a tiara voara longe, ela torceria o tornozelo correndo com aquele saltão. Ela se veste tão mal que deveria ser conhecida como "Mulher Maltrapilha"! Parece uma perua, a coitada!
O famoso Homem Aranha é outro exemplo de inadequação da roupa à função exercida. Qual a aranha no mundo que é vermelha e azul? Todo mundo sabe que na natureza chamar a atenção não é bom negócio, mas o jovem sabichão Peter Parker resolveu produzir um traje que faz com que ele seja praticamente um alvo vivo! As aranhas oscilam entre as cores marrom e preto, mas ele preferiu se cobrir de vermelho e azul berrante! Muito bem, Homem-Aranha! E ainda tem fama de ser um nerd gênio...
O Fantasma, o "Espírito que Anda" é mais um caso de roupa errada. O "Espírito que Anda Mal Vestido", isso sim! Outra ocorrência de total ignorância sobre onde ele vive. O cara mora numa selva e usa um traje colado no que só deixa aparecer meio por cento do seu corpo. O calor que deve fazer naquela merda! Ele ainda usa a cueca por cima da roupa e umas botas de couro de cavalariço! Só pode ser drogado!
De todos equívocos de vestimentas cometidos por heróis o caso do Homem de Ferro se destaca enormemente. Segundo a "excelente" música do seu pré-histórico desenho semi-animado "Tony Stark, tira onda, que é cientista espacial,...". Bom, se é um cientista espacial presume-se que não seja muito estúpido. Mas o que fez o Dr. Stark? Construiu um traje feito de ferro! FERRO, brother!! Não poderia ser de nem de aço, nem de duralumínio? Tinha que ser de Ferro! Meio medieval, não? Fora o peso absurdo, o calor faz lá dentro deve ser vulcânico! Preso em sua pesada e inflexível roupinha, ele tem que distribuir socos, chutes e ainda voar! Na boa, o tal Jumento de Ferro só poder ser débil mental pra usar uma parada dessas... E a ferrugem? Bem, deixa pra lá...
Nos famosos X-Men, todos se vestem também que nem uns mendigos, é sabido, mas o tal de Wolverine realmente se destaca. Usa um corpete - mas que constrangedor! - amarelo e azul, que não condiz nem um pouco com sua imagem de casca-grossa. Parece uma roupa nova de criança de cinco anos em festinha de aniversário. Isso não é um super-herói, é uma embalagem de picolé! Ele deve ser daltônico! "X" para ele e para seus amiguinhos em matéria de guarda-roupa!
Quem não se lembra de Robin, o Menino-Prodígio? Máscara diminuta, sunguinha verde e capinha amarela. Parece um retirante! É realmente um "prodígio" de bizarrice visual! Nenhum vilão levaria a sério um garoto de voz fina e cabelo penteado para o lado que usasse uma coisa tão esdrúxula! Desceria a porrada no jovem pederastinha com mais vontade ainda!
Agora, há um super-herói que não há a menor dúvida que é um acéfalo completo mesmo por causa do costume que escolheu desfilar por aí. Não vou falar do traje colado no corpo todo, não vou mencionar as botas com bainha estilo medieval, as luvas enormes de drag queen, o desenho e as cores do uniforme imitando a bandeira norte-americana e ainda o trambolho de um escudo de merda inútil. Agora, sobre o PAR DE ASINHAS nas têmporas, aí não tem jeito!!! Pra que serve aquilo??? É ridículo!!! Esse tal de Capitão América usa uma dos uniformes mais escrotos do mundo!!! O cara é pião demais!!! Deveria ser rebaixado à "Recruta América-Central!! Asinhas na cabeça? Francamente...
A famosa bandidagem também não fica atrás em matéria de extravagância, mau gosto e antipraticidade. Vejam o caso do arquiinimigo dos Quatro Fantásticos, Dr. Destino: um capuz medieval com uma capa, máscara, luva, e pernas de ferro! Como levar a sério as ameaças de um cara que usa uma tralha dessa tão sem noção? Duende Verde! Aquilo é fantasia para tirar 1º lugar no Carnaval e não para fazer maldade por aí! O tal Duende não sai de casa antes de gastar umas 6 horas em frente ao espelho! É um palhaço mesmo! Magneto: essa é uma bicha velha que usa capa! Claro, porque não? Ele precisa voar, não é mesmo? E um capacete que é um primor de tão démodé! Tão malvado e tão bisonho! Aposto que esse velho porra louca vive no brechó (e no ferro velho) catando uns trapos fudidos pra montar seu guarda-roupa.
Milagrosamente temos raros super-heróis com inteligência indumentária: Namor, o Príncipe Submarino, Surfista Prateado e o Coisa. Usam uma sunga básica e acabou. É triste, mas esses três têm enorme bom senso, mas não são muito populares! Talvez no dia em que o Namor vestir uma calça jeans apertada e um poncho, ele comece a vender bem!
E o pior é que terno e gravata no mundo dos super-heróis é tratado como anomalia! Tanto que dois vilões - Lex Luthor e Mestre do Crime e um careca paranormal - Professor Xavier - usam!! Nesse universo, se vestir bem é sinônimo de mau caráter e esquisitice!
Então, na próxima vez que você ver um desses super-heróis por aí, tente observar se suas roupas fazem algum sentido. É um pássaro? É um avião? Não, mas parece ser um cara SUPER mal vestido...
Adolar Gangorra tem 91 anos, é editor do site www.adolargangorra.com.br e usa uma identidade secreta para poder comprar revistinhas só com super-heroínas suecas com uniformes bastantes sumários...
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