EI, AMIGOLAS! NO TWITTER, O ADOLAR GANGORRA é "1 FILME EM UMA FRASE!"

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No Twitter, Adolar Gangorra é "1 Filme Em Uma Frase!" ( @UmFilmEmUmaFras ). Sim, amigolas! Adolar Gangorra vai ao cinema sem cueca pra pegar um ar gelado nas bolas e sempre dorme. Depois sai contando pra todo mundo só a parte que ele viu...

sábado, 25 de março de 2017

CHICO BUARQUE, O VERDADEIRO ARTISTA DARK BRASILEIRO!


Na década de 80 um fenômeno musico-social chegou ao Brasil: o Movimento Dark, também chamado de Gótico. Era uma parada estranha com vagabundo se vestindo de preto, meio bichas e deprimidos, e que curtiam bandas obscuras e escuras como The Cure, Joy Division, Bauhaus, etc. Criou-se então um culto a esses artistas estrangeiros pois, supostamente, não havia nenhum no mesmo nível em desgraceira, tristeza e melancolia aqui. Bem, na verdade, havia sim...

Se você é um dark safado, que usa roupinhas black mesmo que viva em Teresina, que organiza festinhas em cemitérios e outros tipos de cretinices, por que ficar correndo atrás do Marilyn Manson e da gorda do Evanescence, se o maior artista gótico de todos os tempos está aqui mesmo, bem pertinho de você? Sim, putada, o maior músico DARK que já existiu se chama Chico Buarque! Éééééééé, malandro! Ah, não acredita? É só prestar atenção nas letras e músicas do cara! É SÓ DES-GRA-ÇA, DO COMEÇO AO FIM! Você vai adorar, bicho, digo, bicha!

O foda é que, no Brasil, quando se elege alguém como referência, o cara vira deus! Não se pode falar nada além de “É UM GÊNIO!”. Senão, vai ser linchado (nunca vi um país ter tantos cérebros superiores, sem nunca ter ganho um Nobel...).

E a pressão social buarqueana continua. Se você é mulher e tem entre 16 e 60 anos tem que AMAR o cara e achar ele LINDO, no mínimo! Ok, o tal Francisco é bonito mesmo, não há como negar. Tem aqueles olhos verdes, umas olheiras de pinguço, aquela pele morena de vagabundo de praia. Rola um charme de menino pidão com fome que as mulheres adoram, mas não sabem explicar porque (se ele não fosse famoso, a maioria ia achar que ele é apenas mais um bebum na rua). E ainda, o PIOR argumento de todos: "Ele é sensível!" Mas que bosta...

A idolatria é tanta que milhões de pessoas que nunca viram ao vivo o sr. Buarque chamam ele de "Chico". Haja intimidade...

É ÓBVIO que o senhor Francisco Buarque de Hollanda é um artista excepcional mesmo. Um letrista brilhante com muito mais cartas nas mangas que qualquer outro. Escreve canções originais com uma riqueza narrativa e uma poética (foi mal) de alto grau de sofisticação de estilo e capacidade de narrativa incomum. Mas que o cara é deprezaço, isso é.

Ah, você não acha ele tão pra baixo assim?? Vai ler as letras do fineza, então. Saca só, logo em 1965, ele escreveu uma música chamada “Tereza Tristeza”! Quer dizer, desde novinho, o garotão já curtia uma depressão legal, uma melancolia, uma morbidez, um banzo, um abatimento, um desânimo, um esmorecimento, uma humilhação, um derrotismo, um desconforto, um desespero (peraí que eu vou me atirar da janela e já volto).

No seu primeiro sucesso, “A Banda”, Chicão, a Alegria da Festa, já mostrou a que veio:

"Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
(...)
E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor"

É aquela historinha novelística que o povão se amarra! Brasileiro gosta de um dramalhão mesmo, não tem jeito...

As melodias do cara são todas pra baixo. Ele abusa dos acordes menores. Ouça “Cálice” num quarto escuro e tente não cagar nas calças de medo! É um clima pesado do caralho! Uma sessão de tortura medieval parece uma opção bem mais agradável!

E tem muito mais! O Mestre da Melancolia abre a famosa canção “Roda Viva” com os seguintes versos:

"Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu"

Então, tá. Que cartão de visitas, hein? Ele quer que todo mundo se sinta na merda, é isso?

Aí o prego politicamente “consciente” (hahahaha) já corre pra dizer: - “Mas eraaaa a époocaaa da Ditaduuuura!” Caguei. O sujeito só compõe desgraça até hoje! Quando ele resolveu escrever um livro pôs o título de “ESTORVO”. Ele curte uma parada deprê, sim senhor!

Fala então uma música alegre do cara? Claro, você pensou em “Taca Pedra na Geni” (eu sei que o nome da música não é esse, brother, calma...). Isso é o que todo fã mediano lembra. Mas a música não é nem um pouco divertida. Tem no refrão uma incitação de linchamento de uma puta. Que “legal”, hein? Muito bacana mesmo...

Mas nada pode superar o esfuziante verso abaixo, de “Construção”. Aqui temos um festival proparoxítono de choro e ranger de dentes engendrado meticulosamente com um raro esmero sadístico:

"E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego"

“MOR-REU NA CON-TRA-MÃO A-TRA-PA-LHAN-DO O TRÁ-FE-GO!” Mas puta que pariu minha sogra!!! Só esse verso deixaria Schoppenhauer, Kierkgaard e Nietzsche, os reis do pessimismo, morrendo de inveja! É um aniquilamento emocional sem igual! Assim não há cu que aguente, como berrava a Madre Superiora do meu colégio!

Na pérola “alto-astral” "Pedaço de Mim", há estrofes inomináveis, com tantas desgraças e tragédias por linha, que é praticamente um convite ao suicídio. Não vou nem listar esse réquiem angustiante e arrasador aqui pra não deixar neguinho sem dormir...

Já em “Mulheres de Atenas”, a melodia “esfuziante e pra cima” é o grande destaque. E ainda ganhamos de brinde essas linhas superpositivas aí:

"As jovens viúvas marcadas
E as gestantes abandonadas
Não fazem cenas
Vestem-se de negro, se encolhem
Se conformam e se recolhem
Às suas novenas, serenas"

“Vestem-se de negro”. (Não disse, darkalhada?) Esse é o verdadeiro ídolo de vocês!!!

Em “Olê, Olá”, ouve-se a pedrada "Não chore AINDA não, que eu tenho um violão." Fica claro que Chico Buarque sabe muito bem que a pessoa vai se debulhar de desespero no final da música. E o Corvo Carioca ainda manda umas paradas tipo “Que a dor é tão velha que pode morrer”.

Em “Gota D’água”, temos dois versos cheio de auto -piedade do letrista chorão:

"Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa"

Hummm, mas que menina-moça magoadinha, hein? E há outro pior em “Bastidores”:

"Chorei, chorei
Até ficar com dó de mim
E me tranquei no camarim"

Parece uma adolescente! Bom, como todo dark, tudo indica que o Seu Buarque seja meio baitola mesmo, como fica bem claro na letra “Doze Anos”:

"Ai, que saudades que eu tenho
Dos meus doze anos
Que saudade ingrata
(...)
E chutando lata
Trocando figurinha
Matando passarinho
Colecionando minhoca
Jogando muito botão
Rodopiando pião
Fazendo troca-troca"

Saudades de fazer TROCA-TROCA? Como assim? Ele não é o galãzão da mulherada? Olha, que esse Buarque é "buraco", minha filha! Em tempo: Assassino de aves inocentes do caralho...

Em “Meu Guri”, Mr. Sofrimento brinca sarcasticamente com a tragédia de uma mãe incauta que acha que o filho marginal é um trabalhador honesto. Mas, claro, a música tem que acabar da PIOR forma possível, ou seja, com a pobre senhora recebendo a “agradável” notícia que seu filhinho foi, ora vejam só... chacinado!

Em “Apesar de Você”, De Hollanda escreveu um verso bastante sintomático e revelador que sintomático em sua lúgubre obra:

"Este samba no escuro" (Viram, Darks?)

Deixa eu explicar uma coisa, moçada: samba é, por natureza, uma música alegre e alto astral. Se você vê hoje em dia os pregos dos Los Hermanos fazerem umas musiquinhas pra baixo, blasés, falando de poesia, lirismo, circo e outras merdas saiba que quem começou esse lance de compor sambinha deprimente foi o Seu Buraco! Quem vocês acham que o tal do “Marcelo Campelo” e o “Almirante” ouviam na PUC? O Dicró?

Em “O Que Será?, mesmo em uma sequência perfeita de verbos da 1ª conjugação, o cara não consegue passar sem meter uma estrofe lúgubre, apavorante e miserável:

"Que está na romaria dos mutilados
Que está na fantasia dos infelizes
Que está no dia a dia das meretrizes
No plano dos bandidos, dos desvalidos"

“Mutilados, infelizes, meretrizes e desvalidos”. O que mais podemos dizer? O cara faz o Edgar Alan Poe parecer o Patati Patatá!

Então, amiga Gótico, pare de perder tempo baixando The Mission e Sister of Mercy e vá atrás dos discos de vinil velhos e empoeirados do Chico BuDark daquela sua tia PTista pau no cu. Você vai ver o que é ficar arrasado e deprimido de verdade!


Adolar Gangorra, tem 72 anos, é editor da página Adolar Gangorra no Facebook, e tem uma namorada mau humorada que vive de Chico...




domingo, 19 de março de 2017

SEU GATO VAI CHAPAR UM DIA, SABIA? O QUE FAZER?

Ter gatinhos de estimação é uma parada muito legal. Geralmente quem faz isso são mulheres e viados. Os gatos vivem média de 15 até 20 anos. Assim, "harará" uma hora fatídica em que o bichano vai esticar as canelinhas, vai chapar o melão, etc. Então, o que fazer para minimizar esse trauma, principalmente se você tiver crianças em casa?

Preocupado com essa seriíssima questã, este seu criado pensou em uma solução prática, barata e, acima de tudo, em consonância com o tempos modernos e sensíveis em que vivemos.

O lance é se antecipar à morte do seu gatinho fazendo para ele um ritual poético e belíssimo que, na verdade, é bem simples: monte uma pipa gigante, dessas que os chineses faziam e cole seu gato nela. Chame a criançada para te ajudar, vai ser uma grande e divertida brincadeira! Por outro lado, elas irão entendendo aos poucos esse triste e inevitável rito de passagem de dimensão cósmica do gnomo místico, do seu velho e querido felino de um modo lúdico e criativo!

Compre 4 metros de bambu, uns 20 metros de papel de seda (é para usar SÓ na pipa, valeu?), cola de sapateiro (olha lá, hein...?), algodão e um rolo de silver tape.

No eixo central de bambu, tente afixar seu bichano com o cuidado de deixar o cauda do brother de fora para amarrar a rabiola nele. Vai ser muito legal pois você vai ver uma pipa onde a rabiola vai se mexer automaticamente o tempo todo! Maneirão, né? Grude seu gato num estilo crucifixo (isso é importante para as crianças sacarem que é uma parada meio triste, meio religiosa, saca?) Mas, claro, nada de machucar seu gatinho, né? Ninguém aqui é um animal sem sentimentos! Enrole uns chumaços de algodão nos pulsos e nos tornozelinhos dele, e depois mande silver tape à vontade! Faça uma faixa de fita na cintura dele, mas atenção: deixe as patinhas traseiras livres para ele poder espernear à vontade e não destroçar a porra da pipa! O gato pode não gostar no começo, pode ficar meio agitado e pode querer arrancar seu nariz com uma unhada, etc. Mas quando a pipona começar a subir pelos céus ele vai curtir pois, como sabemos, gatos são curiosos para caralho e ele vai pensar "Mas que merda eu tô fazendo aqui, porra?"

Vá dando linha pra caralho, enquanto a petizada irá vendo ele subir para os céus. Eles podem pular e dar tchauzinho para o gatola, gritando "Tchau gatinho! Tchau, gatinho!" num ritual maravilhoso, super moderno e simbólico de morte!


Convenhamos que isso é MUITO melhor do que fazer aquele enterro escroto no seu quintal, com as crianças tristes e confusas chorando de um lado pro outro ou simplesmente tacar ele num saco plástico preto e despejar o bicho durão na lixeira do seu prédio. Cadê o respeito com seu amigão, hein?

Vá dando linha, dando linha até não poder mais. Quando aquela pipa gigante virar apenas um pontinho no céu, aí você corta a porra da linha de repente e deixe o resto com os ventos do destino! Que lindo, não?

A pipa pode cair no mar? Pode, não vamos mentir. O vento pode bater e atirar a pipa direto numa linha de alta tensão transformando Sebastian num pedaço de carvão peludo? Pode, essas coisas acontecem, infelizmente. Aconselhamos também você a não empinar a pipa em cima de alguma favela pois se ela cair lá, não tem outra: as molecada ganha uma pipa novinha e a comunidade, um churrasco fresquinho e ainda um tamborim novo! Fazer o quê? Temos que respeitar a "apropriação cultural" de todos os povos, por mais distantes que sejam da gente, né? Mas também há uma boa chance de a pipa cair suavemente no quintal de uma senhora solitária doida para ter um gato velho para ela cuidar até o final da sua sétima vida. Não é muito melhor assim?


Essa foi mais uma contribuição de "Adolar Gangorra - Soluções Modernas Para Problemas Antigos". 


Muito obrigado.


Adolar Gangorra, tem 87 anos, é editor da página "Adolar Gangorra" no Facebook e a única vez que atirou um pau num gato o filha da puta inventou de morrer...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Brasileiro não devolve NADA!!!

O Natal passou e, como sempre, é aquela correria do cacete, aquele desespero pra comprar presentes e mais presentes para a família, amigos e até pro pavoroso Amigo Oculto do trabalho.
Entretanto, fico pensando que as pessoas ganhariam MUITO mais presentes inesperados e à um custo ZERO se nessa época elas simplesmente DEVOLVESSEM tudo o que já pegaram emprestado de você e vice-versa. Seria uma fartura de objetos nunca vista em todas as casas do país. É cultural: brasileiro não devolve PORRA NENHUMA! Aquele livro que você adorava e, por isso mesmo, emprestou pro seu amigão na certeza que ele ia devolver duas semanas depois, agora passados 15 anos, surpreso, tu recebe ele de volta! Você fica emocionado, aliviado e feliz pra caralho e o seu "amigão" não gasta um centavo! Não é legal?
Você também teria que fazer a mesma coisa, pois você é brasileiro, né? É só dar uma olhada na sua casa com atenção e vai ver o que tem de coisas dos outros que você já nem se lembra mais, não se importa e está pouco se fudendo, né, seu malandrão?
Brasileiro é tão escroto em não devolver NADA que um dia caí na besteira de perguntar sobre um disco que tinha emprestado para um conhecido. O cara teve a manha de ficar PUTO comigo! Não gostou nenhum um pouco, o marginal. E os amigos que pegam alguma coisas com você e ainda emprestam pra outra pessoa?? Esse é um clássico da maletagem nacional! Emprestam, dão de presente, fazem tudo, MENOS cogitar em te devolver. Emprestou, dê adeus, meu chapa!
Seja uma simples chave de fenda ou a sua própria esposa o brasileiro não vai te devolver de jeito nenhum. Ele não se importa. Ele não acha feio. Para ele é normal. Um mês após a queda do Muro de Berlim uma velhinha alemã da então parte Oriental foi a uma biblioteca devolver um livro que ela tinha pegado emprestado antes de agosto de 61, data da construção do paredão, que a separou do órgão público. Um brazuca (termo mais escroto do caralho..) teria pensado: "Rá, rá, mi dei bein!"
Então, no próximo Natal, não precisa ficar preocupado com a fortuna que você vai ter que torrar. É só devolver tudo que você pegou e cobrar de volta tudo que já pilharam de você na vida e garanto que todo mundo terá o Natal mais feliz de todos os tempos!  


Adolar Gangorra tem 87 anos, é editor do site www.adolargangorra.com.br, e acha que "emprestado não é roubado e quem emprestou foi retardado!"

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

O MAPA DO ESTEREÓTIPO DO BRASILEIRO

Ah, você acha que não tem preconceito com os habitantes de outros estados? Vá lá que você seja um brasileiro BEM acima da média: se considera justo, aberto e nunca julga ninguém (rá!). Mas espera um pouco: é só você entrar em algum conflito com qualquer um deles que alguma coisa bem pejorativa vai pintar na sua cabecinha quente na mesma hora.

Não acredita, né? Então, você é à prova de ESTEREÓTIPOS, é isso? 

Bom, o conceito de estereótipo social foi popularizado em pelo escritor norte-americano Walter Lippmann na década de 20. É bastante confundido com preconceito, uma vez que o estereótipo acaba se convertendo em rótulos, muitas vezes pejorativos, e causando um grande impacto negativo em geral.

Também porque é uma noção preconcebida e muitas vezes automática, que é incutida no subconsciente pela sociedade (hummm, conversa meio mole, hein...?). Tá, mas como diabos ela é "incutida"? Que forças fazem um estereótipo se tornar de conhecimento geral sem aparecer no Jornal Nacional toda semana? Ou alguém já viu o Cid Moreira anunciar algo como " Recorde! Em Salvador um suco de laranja foi entregue ao cliente em menos de 7 horas!" 
Mas, concomitantemente a isso, há a cultura de cada região. Comportamentos, hábitos e noções coletivas que existem, sejam eles positivos ou negativos. E o pior: mesmo não se dando em 100% - matematicamente isso seria impossível -, em algum grau eles ocorrem mesmo, não há como negar.

Os neuróticos do politicamente correto vão choramingar que todos os rótulos são frutos exclusivos do preconceito e pronto. Entretanto, o paisano médio acredita neles na boa, sem pensar muito nisso. Mas não haveria um meio termo entre essas duas correntes? E o mais importante: por que o estereótipo negativo se propaga exponencialmente como gonorreia em garimpo e o positivo (sim, ele existe!) não repercute além de um espirro de uma muriçoca? Por que não se divulga mais que o Nordestino é super acolhedor e caloroso? Que o carioca tem um senso de humor extraordinário? Que o gaúcho adora escovar os dentes com a piroca de porteiro de manhã?

É muito doido pensar como essas ideias preconcebidas foram com o tempo sendo viralizadas e se tornaram um padrão em todo país. Ainda mais, como já disse, por serem equivocadas pois é IMPOSSÍVEL rotular milhões de seres com o mesmo comportamento. Afinal, ninguém é formiga, né? (Exceto uma jogadora da Seleção Feminina de Futebol com o apelido escroto... Se bem que Formiga perto da "Michael Jackson" é até legal...)

Mas vamos lá: logo abaixo, temos uma lista de estereótipos famosos sobre os habitantes dos estados do Brasil:

Região Sudeste

Carioca - Vagabundo, Malandro e Maconheiro.

Paulista - Neurótico por Trabalho e Bobão.

Mineiro - Falso, Desconfiado, Come-Quieto, Solidário Só no Câncer, etc.

Capixaba - Quem se Importa?

Região Norte

Amazonense - Índio

Paraense - Índio

Amapá, Roraima, Acre e Rondônia - Dá de brinde essa merda toda de volta pros vizinhos que não faz falta nenhuma.


Região Nordeste

Nordestino - Pobre, Reclamão e Chato ("O nordestino é, antes de tudo um chato!" ). 
Nessa região destacam-se o Baiano (Preguiçoso, Indolente e Macumbeiro) e o Cearense (Cabeça Chata, Porteiro e Assassino de Peixeira). Os habitantes de todos dos outros estados dessa região são chamados genericamente de "Paraíba" no Rio de Janeiro.


Região Centro-Oeste


Brasiliense - Corrupto e Ladrão.

Goiano - Grosso e Comedor de Césio.

Mato-Grossense - Vaqueiro.

Sul Mato-Grossense - Vaqueiro.

Tocantinense - Mesma bosta.


Região Sul

Paranaense - Babaca.

Catarinense- De Florianópolis: Jacu com Praia. Do Interior: Jacu com Suástica.

Gaúcho - Bicha, Separatista e Nazista.


Feião, né? Ok, você supostamente achou todos horrorosos e hediondos e rejeitou-os veementemente franzindo a testa e fazendo um biquinho.
Mas eu apostaria que você se ofendeu mesmo quando leu o estereótipo negativo do SEU estado de origem ou de alguém da sua família, em segundo plano. É assim mesmo, meu chapa. Tá dentro de nós por mais que achemos que não.

Bem, se você bateu o pezinho e ainda não concordou com nada e insiste em não acreditar em estereótipos de modo algum, vou deixar somente uma palavra para você: ARGENTINOS. 
.
Entendeu agora o que eu quero dizer, bicho? : )



Adolar Gangorra tem 81 anos, é editor do site www.adolargangorra.com.br e acha que velho bom é velho morto.

sábado, 13 de agosto de 2016

OS INCRÍVEIS NOMES DOS SURFISTAS

Ninguém sabe bem porquê, mas nenhum outro esporte reúne nomes tão sensacionais como o surf. São tão originais, sonoros e marcantes que parecem terem sido criadas por roteiristas de filmes de ação.

A coisa já começou de maneira espetacular com um nome impactante e fenomenal: Duke Kahanamoku. Depois temos vários outros exemplos incríveis como Shane Dorian, Damian Hardman, Greg Noll, Butch Van Artsdalen, Derek Ho, Barton Lynch, Taj Burrow, Dino Andino, Nigel Oxenden, Maz Quinn, Picuruta Salazar, CJ Hobgood, Mike Diffenderfer, Taylor Knox, Parker Coffin e Booby Jones (não é Bobby. É BOOBY!). Melhor que o ótimo Tom Carrol é Tom Curren (lembre-se: só estamos falando dos NOMES e não do surf dos caras). Entretanto, há um entre eles que tem nome de mulher, mas que soa perfeitamente bem, o 11 vezes campeão mundial, Kelly Slater.

Mas os outros esportes também têm nomes tão legais assim? Bom, vamos nos concentrar no mais popular do mundo, o futebol. São formados centenas de atletas por dia e, por proporção matemática, deveriam gerar nomes fabulosos. Mas, não. É só pedrada. Cristiano Ronaldo, por exemplo, é um nome muito do escroto. Neymar também não é nada espetacular. Pogba? Buffon? Xavi? E “Lionel”??? Isso lá é nome? Na real, o que rola no futebol aos montes são uns designativos escabrosos como Cafuringa, Richarlyson, Credence Clearwater, Sapatão, Vampeta (Vampiro + Capeta), Telefone, Gum, Felipe Mão de Alface, Pipico, Gilmar Fubá, Patrick Barriga de Cavalo, Beto Fuscão, Beijoca, SHESLON, Paulão Desmaio, Riberildo, Boca de Cinzeiro, Luís Boa Morte, Bife, Oliude, Mochila, Odivan (que tristemente foi tirado de uma música do Roberto Carlos, “O Divã”...), Flávio Caça-Rato e Maicosuel que, se fosse surfista, seu nome endireitaria automaticamente pra Michael “Swell”!

Os epítetos dos surfistas são tão fantásticos que os atores iniciantes quando fossem escolher seus nomes artísticos, tinham que ir conversar antes com eles. Por que? Simples, brother! Porquê Derek Ho é muito melhor e mais impactante que Lima Duarte. O cara nasceu Ariclenes e escolheu pra melhorar sua barra o prosaico Lima Duarte... Por que ele não virou Ari Padaratz? A verdade é que se o Ariclenes fosse esperto mesmo e tivesse usado de cara Taj Burrow ou Damien Hobgood já teria ganho uns sete Oscars, no mínimo!
Saca só como melhora: “Não perca a próxima nova novela das oito, O Salvador da Pátria! Estrelando José Wilker, Maitê Proença e Mark Ochylupo como o abobado Sasá Mutema!”

O surf é tão incrível que consegue ser criativo mesmo com o material mais comum. Por exemplo, John John Florence. A simples duplicação de um nome tão comum já o torna inesquecível.

Até quando soa engraçado pra nós a denominação tem estilo e fica marcante como Griffin Colapinto. Ou ainda apelidos legais como Fast Eddie, Tarzan Smith, Doc Ball e Sunny Garcia. Na boa, existiria melhor nome para um surfista que Sunny (“Ensolarado”)? E mais: Midget (“Anã”) Farrelly, Skip Frye, Buzzy Trent e, no caso de Mark Occhilupo, por si só uma alcunha fora do comum, aí vem seu apelido, Occy, que é matador também.


Além de possuírem esses cognomes espetaculares e inesquecíveis os surfistas também são mestres em combinar alcunhas de etnias diferentes. Há vários híbridos que soam como se tivessem sido criados por escritores tarimbados como Johnny Boy Gomez, Titus Kinimaka, Pancho Sullivan, Clay Marzo, Magoo de la Rosa, Rob Machado, Eddie Aikau, Makki Block, Mickey Muñoz e Gerry Lopez.

Até nos nomes de atletas femininas, o surf é fenomenal. Maud Le Car, Dax McGill, Rell Sunn, Brianna Cope, Paige Hareb, Sage Erickson, Coco Ho e Tia Blanco. Como se não fosse suficiente, ainda temos Wendy Botha, Nikki Van Dijk, Sally Fitzgibbons, Tyler Wright, Gwyn Haslock e Malia Manuel. Se este último fosse ao contrário seria mais um português qualquer e não teria graça nenhuma. Mas como é no surf ele é original e difícil de se esquecer.
Na boa, Maud Le Car é um nome espetacular! Podia ser o nome da versão feminina do 007, de uma marca de bolsas ou até de uma linha de automóveis para mulheres!

São nomes tão fantásticos que parecem mantras! E vamos lá com mais baterias impressionantes: Colt Ward, Taz Knight e Angus Gaskel. Mark Foo, Lakey Peterson e Bob Pike. Josh Kerr, Eugene Tollemache e Sion Milosky, Martin Potter, Creed MacTarget e... CREED MACTARGET!!! Puta que pariu minha sogra!!


E no Brasil não fazemos nada feio com ótimos nomes como Teco Padaratz, Heraldo Gueiros, Daniel Friedman, Cauê Wood, Yago Dora, Hizunomê Bettero, Maya Gabeira, Joca Junior (um primor de simplicidade sonora) e Dadá Figueiredo. Duas menções honrosas são Picuruta Salazar (sen-sa-ci-o-nal!) e Peterson Rosa. Isso sim é nome de surfista!

Não tem pra ninguém, moçada! Os nomes dos surfistas são os melhores. Eu mesmo só não virei surfista profissional por causa... por causa... da minha prancha!

Adolar Gangorra tem 59 anos, é editor do site www.adolargangorra.com.br e sempre ouviu pra ir “surfar noutra borrrrda!”



terça-feira, 29 de março de 2016

ELA VOLTOU!!!


Sim, amigolas! O famoso Shakespeare do Cerrado está de volta! O profundíssimo Adolar Gangorra é encenado mais uma vez com o seu "crássico", “EXPLICAÇÃO COMPORTAMENTAL DE EDUARDO E MONICA".
O gente fina, talentoso e destemido ator Fábio Guará, da Tartufaria dos Atores, traz de volta a maior peça do teatro brasileiro depois de “Tem Bibibi no Bobobó!” Melhor que Nelson Rodrigues! Mais jóia que Dias Gomes! Mais deliciosa que a Galinha Picadinha! Vá lá e desmaie de tanto rir!

Então, brother...
O que? A cultuada peça “Explicação Comportamental de Eduardo e Monica”.
Onde? No TUC - Teatro Universitário de Curitiba no Festival de Curitiba.
Em que cidade? Tá prestando atenção, bicho?
What porra is that? A música "Eduardo e Mônica" é destrinchada pelo cientista Adolar Gangorra numa palestra muito diferente e de fazer totô nas calças de tanto rir.
É de comer? Não, é uma comédia, cara...
Quem? A sensacional Companhia Teatral Tartufaria de Atores!
Quando? Dias 29 e 30 de março.
Que horas? No dia 20 é às 12:00. No dia 30 é às 15:00.
Como? Mas tu é chato, hein, bicho!
Quem vai lá? Tu e os fabulosos Fábio Guará e Lucas Tapioca.
Quem dirigiu? O garoto traquinas e levado da breca, Fabio Guará.
Quem escreveu essa merda? Seu amigão, o Shakespeare brasileiro, Adolar Gangorra.
Tem mulher pelada na peça? Não, mas iremos providenciar isso o mais rápido possível!