EI, AMIGOLAS! NO TWITTER, O ADOLAR GANGORRA é "1 FILME EM UMA FRASE!"

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No Twitter, Adolar Gangorra é "1 Filme Em Uma Frase!" ( @UmFilmEmUmaFras ). Sim, amigolas! Adolar Gangorra vai ao cinema sem cueca pra pegar um ar gelado nas bolas e sempre dorme. Depois sai contando pra todo mundo só a parte que ele viu...

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O PERIGO DAS CANTIGAS DE RODA!


Os pais de hoje em dia vivem reclamando da violência a que seus filhos são expostos na mídia. E com toneladas de razão. Há uma série de abominações inaceitáveis em videogames, programas de TV, revistas, filmes, paredes de banheiro e principalmente na Constituição brasileira.

Entretanto esses mesmos pais que sonham que seus filhos larguem aquele videogame sanguinolento para brincarem livres nas ruas, não se lembram que lá suas crianças irão entrar em contato com a ameaça mais perversa de todas! Um tipo de violência maior e mais escabrosa que está presente nas famosas e aparentemente inocentes cantigas de roda. Sim, amigos, essas cançõezinhas que há gerações contaminam nossas crianças com mensagens explícitas de uma violência medieval, entre outras barbaridades, introduzem nos pequeninos abusos psicológicos e emocionais como medo, crueldade, tragédias, miséria, bullying, desilusão, assassinatos, ameaça, indiferença, tristeza, comprazimento da desgraça alheia e ultra-violência e tudo isso acompanhado geralmente com coreografias reptílicas em forma de roda, famosa brincadeira inútil de ficar girando sem parar, o que é, convenhamos, uma panaquice sem tamanho. Atreladas ao ato de brincar, essas musiquinhas geram a formação de um grupo com várias crianças (ou adultos debilóides...) que dão as mãos e cantam essas músicas de melodias simples, tonais, com âmbito geralmente de uma oitava, sem modulações e tão tristes, arrastadas e deprimentes que fazem a Marcha Fúnebre parecer uma música do Black Eyed Peas!

As cantigas de roda hoje populares no Brasil têm origem européia e incorporaram elementos indígenas e africanos e também das brutais culturas portuguesa e espanhola, o que não poderia dar em outra coisa senão merda da grossa. O fato é que as cantigas infelizmente fazem parte do folclore brasileiro. Essas letras incutem nas crianças a normalidade da violência física e emocional e basicamente só contam histórias de desgraças sem sentido e ZERO em sensibilidade. E os pais ainda acham tudo lindo e saudável! Mas que equívoco mais miserável esse...


Entre as cantigas de roda mais conhecidas estão títulos constrangedores e bizarros como “Escravos de Jó”, “Sapo Cururu”, “O Cravo e a Rosa”, “Ciranda, Cirandinha” e “Atirei o Pau no Gato”.

Comecemos pela mais famosa e infame de todas...


ATIREI O PAU NO GATO

Atirei o pau no gato, tô
Mas o gato, tô
Não morreu, reu, reu

Dona Chica, cá
‘Dmirou-se, se
Do berrô, do berrô
Que o gato deu!

Miau!!!

Sem dúvida, a mais conhecida das cantigas de roda não passa de um clássico de brutalidade extrema e da crueldade com os animais.

Já começa muito mal com a confissão de uma tentativa de assassinato. O criminoso revela friamente a maldade que fez: atirou um pedação de pau na cara de um pobre e inocente gatinho de rua! O selvagem, em primeira pessoa, descreve tranquilamente o vil ato que cometeu: ( Atirei o pau no gato, tô ). Puta que pariu! Que covardia do cacete! Isso é uma cantiga de roda inocente ou é o relato de uma vergonhosa tentativa de gaticídio com requintes de crueldade? Isso por acaso é tema musical de brincadeira de criança?

Temos na letra a prova cabal de que o ato descrito pode ser enquadrado em crime doloso, ou seja, com a intenção premeditada de matar: ( Atirei o pau no gato, tô / MAS o gato não morreu ). A satânica e maliciosa conjunção MAS revela o intuito macabro que era assassinar o pobre bichano, lamentando insensivelmente o fracasso da chacina...

O coitado do gato levou uma traulitada no meio da fuça e saiu moribundo, se arrastando pelo beco sujo cagando sangue, por causa da volumosa hemorragia interna causada pela paulada covarde que levou de vagabundo e neguinho acha isso uma coisa legal e inocente pras criancinhas cantarem alegres no meio da rua? Que exemplo mais desprezível para nossa juventude...

E que porra a tal Dona Francisca, aí claramente cúmplice da tentativa de gatassinato, se admira do BERRO que o pobre felino solta! ( Dona Chica, cá / ‘Dmirou-se, se / Do berrô, do berrô / Que o gato deu / Miaauuu! ). Na verdade, a Dona Francisca é uma burra ignorante e inconseqüente do caralho pois se mostra surpresa com o urro de dor do coitado do gato. Ela acha o quê? Que o bicho leva uma paulada do mal no meio dos cornos e ainda tem que dizer baixinho: “Muito obrigado por vocês, criancinhas traquinas e levadas da breca, terem tentado me assassinar. Nem doeu nada, sabiam?” Assim não dá, Dona Francisca, sua sacana insensível!

Notem que não foi uma miadinha leve ou um gritinho de dor. Foi muito pior. Foi um BERRO!!! Na boa, velho, nunca vi gato berrar. Gato mia, pô! Quem berra é gente sendo torturada e o meu tio bêbado na ceia de Natal e olhe lá! Isso só revela a contundência da cacetada quase mortal que o gatinho inocente levou do filho da puta malvado narrador da canção. O animal (o cara e não o gato...) deve ter atirado uma trave de futebol nas costelas do pobre bichano que dobrou feito um canivete de pêlo! O gato é simplesmente um sobrevivente heróico de uma tentativa de assassinato por motivos fúteis e com essa porretada gastou tranquilamente seis das sete vidas que ele tinha de uma vez só.

E, por fim, para fazer galhofaria barata com o ato de crueldade abjeto com o pobre animal, ainda temos um “eco” cretino nas últimas sílabas de cada estrofe ( ô, ô, / eu, eu / se, se ), o que deixa essa letra mais mórbida e canhestra ainda... E ainda puseram um "MIAU" muito do escroto no fim caricaturando e fazendo uma graçola reles com o urro de dor do pobre animal. Cacete, é muita sacanagem com o bicho...

Essa canção é tão miserável e agressiva que, com a pululante patrulha do politicamente correto que infelizmente vemos por aí hoje em dia, alguns idiotas resolveram cagar regra e divulgar uma versão dentro dessa lógica tão cretina: “NÃO ATIRE o Pau no Gato”: "Não atire o pau no gato (tô) / Porque isso (sso) / Não se faz (faz, faz) / O gatinho (nho ) / É nosso amigo (go) / Não devemos maltratar os animais / Miau!", o que acaba por se tornar uma violência mental muito maior do que a agressivíssima letra original, convenhamos...


CIRANDA, CIRANDINHA

Ciranda, cirandinha
Vamos todos cirandar
Vamos dar a meia volta
Volta e meia vamos dar

O anel que tu me destes
Era vidro e se quebrou
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou

Por isso Dona Rosa
Entre dentro desta roda
Diga um verso bem bonito
Diga adeus e vá se embora


Muito confuso para as crianças. Primeiro a música manda dar MEIA volta. Depois manda o contrário? ZERO em didática, hein? Por que MEIA volta e não uma volta inteira? É claro que eu e você (espero...) sabemos que esse termo é uma expressão de linguagem, mas ninguém de três anos sabe disso!

Também ninguém explica para as crianças o que seja “cirandar”. Mas que “legal”, não? Crianças pequenas não têm a menor obrigação de saber o que quer dizer “ciranda”, que, na verdade, é um substantivo feminino que designa uma cantiga de roda infantil, provavelmente de origem portuguesa. O termo ciranda aplica-se também à dança de roda para adultos retardados, muito popular no Nordeste brasileiro.
Ou que pode significar ainda aquele que vem de Cirene, na África antiga ou ainda até mesmo o termo "peneira", também conhecido como "joeira", que é um plano inclinado de madeira com fundo de ralo para limpar areia, cal, etc., do cascalho que traz junto. Ufa! Tenho eu que fazer aqui o que esses vagabundos se omitiram de explicar no caralho dessa letra de merda para as pobres criancinhas!

Depois ainda temos: ( O anel que tu me destes / Era vidro e se quebrou / O amor que tu me tinhas / Era pouco e se acabou ). Essa música insensível incute nas pobres criancinhas a tristeza e a desilusão amorosa exclusiva da vida dos ADULTOS... O amor que tu me tinhas / Era pouco e se acabou !!! Parece ser um conceito deveras complicado sobre um amor finito pra as crianças ficarem repetindo lobotomicamente no meio da rua, não? Mais inadequado para os pequenos, impossível! É muita desilusão e mágoa para os pobres petizes terem que lidar... Na boa, essas cantigas deveriam ter classificação indicativa também.

“Anel de VIDRO”... puta que pariu... Essa música ensina tudo errado! Pô, qualquer idiota sabe que anel é de metal! MAS É LÓGICO que a porra de um anel de vidro vai quebrar!!! E ainda fazem um dramalhão do caralho por causa de um anel que foi feito burramente para se esmigalhar! Francamente... Música cretina do cacete...


CAI, CAI, BALÃO

Cai, cai balão, cai, cai, balão
Aqui na minha mão
Não vou lá, não vou lá, não vou lá
Tenho medo de apanhar!

Cai, cai, balão, cai, cai, balão
Na rua do sabão
Não cai não, não cai não, não cai não
Cai aqui na minha mão!


Outra historinha reles e desgraçada... Começa com um pedido no mínimo estúpido pra um balão cair na mão da própria pessoa. Como todo mundo sabe ( menos o intelectualmente desafiado que escreveu esses versos absurdos...) balões, em geral, carregam FOGO em seu bojo. Entretanto o cretino imbecil quer que ele caia na MÃO dele... Idiota do caralho... Fazer o quê? Tem demente pra tudo no mundo... Ensinar esse tipo de asneira para as crianças... Caralho... Essa canção escabrosa ainda estimula o criminoso uso de balões entre os pequeninos. O próprio título dessa letra já é um pedido para que uma tragédia aconteça!

Depois temos: ( Não vou lá, não vou lá, não vou lá / Tenho medo de apanhar! ). Lá AONDE? Na boa, esse é um dos versos mais doentes que existem... Apanhar de quem, porra? Não faz sentido! Mais uma música irresponsável que insere a fobia irracional desde cedo no universo psicológico das crianças! Essa cançoneta é a trilha sonora para a Síndrome do Pânico!

E, por último, convenhamos: “Rua do SABÃO” é um nome muito do escroto... Deve ser um lugar horrível pra caralho que faz a Vila do Chavez parecer alto astral... Que merda...


PAI FRANCISCO

Pai Francisco entrou na roda
Tocando o seu violão
Bi-rim-bim-bão, bão, bão, bi-rim-bim-bão, bão, bão!

Vem de lá Seu Delegado
E Pai Francisco foi pra prisão.
Como ele vem todo requebrado
Parece um boneco desengonçado


De longe a cantiga mais deprimente e miserável de todas, é também um primor de abuso de autoridade, injustiça social, brutalidade e também de “bi-rim-bim-bão, bão, bão” e de “bi-rim-bim-bão, bão, bão” ( você achou que eu soubesse o que essa porra significa, né? Pois é... nem eu, nem ninguém, malandro...)

Primeiro: quem é PAI Francisco? É um Pai de Santo? É um pai solteiro? É irmão do Tomás? É irmão do Noel? Por que “PAI”??? Ele, por acaso, é pai do autor da música? Então por que “PAI”? Que merda é essa? A música não explica absolutamente nada. Sabe-se somente que havia uma roda de vagabundos no meio da rua e que o pobre PAI Francisco quis entrar nela de idiota pra tocar seu violãozinho escroto. Queria apenas se entrosar, fazer amigos, ser gente fina, talvez puxar um fumo com os maloqueiros da roda, etc..., porém uma arbitrariedade horrorosa acontece: ( Vem de lá Seu Delegado / E Pai Francisco foi pra prisão ). Que exemplo mais ameaçador e deprimente esse... Do nada aparece um delegado ignorante que leva em cana o tal PAI Francisco. O único crime que o PAI parece ter cometido foi o de tocar violão. Por mais mal que ele o fizesse não é motivo para o cárcere (Convenhamos: para tocar viola e fazer “BI-RIM-BIM BÃO, BÃO, BÃO, BI-RIM-BIM BÃO, BÃO, BÃO” o sujeito tem que ser um idiota demente sem talento, mas isso não é motivo para ele ir parar na cadeia, certo?).

E ainda, após perder sua liberdade por um motivo deveras fútil, o tal Genitor Francisco ainda é sacaneado selvagemente no meio da rua pelos que ficaram assistindo alegremente sua desgraça: (Como ele vem todo requebrado / Parece um boneco desengonçado )..
Coitado do Papai... Se fudeu de verde e amarelo. “Parece um boneco desengonçado”... Caralho! O cara foi preso e neguinho ainda fica sacaneando ele... É muita crueldade para se apresentar para as crianças... Com cantigas como essa criaremos uma legião de marginais insensíveis no futuro!


A CANOA VIROU

A canoa virou
Pois deixaram ela virar
Foi por causa de Maria
Que não soube remar


Se eu fosse um peixinho
E soubesse nadar
Eu tirava Maria
Do fundo do mar

Siri pra cá,
Siri pra lá
Maria é bela
E quer casar


Mais uma catástrofe funesta disfarçada de cantilena inocente. Tragédia, fofoca, delação e, provavelmente, injúria. Começa com um naufrágio com vítima fatal. Percebe-se logo a desgraça ocorrida, pois a Maria se fudeu, morreu afogada e ainda foi acusada de causar o acidente náutico! Ou seja, a letra já começa comunicando uma tragédia e logo depois uma acusação grave sobre a autoria da merda feita post mortem sem direito à defesa. Isso não é coisa pra criança!

Depois temos mais uma cretinice imbecilizadora nonsense: ( Se eu fosse um peixinho / E soubesse nadar / Eu tirava Maria / Do fundo do mar ). MAS É ÓBVIO que todo peixe sabe nadar! Como assim “Se eu fosse um peixinho / E SOUBESSE NADAR” ??? E ainda emenda: ( Eu tirava Maria / Do fundo do mar ). Tirava porra nenhuma porque tu acabou de admitir que tu é um peixe inútil que não sabe nem nadar, seu filha da puta! Tá falando merda, isso sim, seu viado!

Para finalizar, temos um despautério cretino que não tem absolutamente NENHUM sentido narrativo pois, no começo afirma-se tragicamente que Maria morreu afogada: ( Siri pra cá, Siri pra lá / Maria é bela / E quer casar ). Não, não, não. Maria não quer casar mais não, moçada! Ela virou comida de peixe e quer, no máximo, ser enterrada decentemente. De bela, agora, não tem mais nada! O que quiseram dizer com “Siri pra lá, siri pra cá”? A música apresenta um detalhe escatológico e de mau gosto supino pois, como se sabe, siris são crustáceos necrófagos. Então fica claro que eles devoraram freneticamente o cadáver de Maria no fundo do mar de cá pra lá, de lá pra cá... Sério, que escroto... Criança nenhuma deveria ter contato com uma nojeira como essa... Puta que pariu, hein?


O CRAVO E A ROSA

O cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada
O cravo saiu ferido
E a rosa despedaçada

O cravo ficou doente
E a rosa foi visitar
O cravo teve um desmaio
E a rosa pôs-se a chorar

A rosa fez serenata
O cravo foi espiar
E as flores fizeram festa
Porque eles vão se casar

Essa é uma das mais sanguinárias cantigas de roda já escritas! Conflito, violência e doença. É basicamente o lead de uma manchete de um desses tablóides sensacionalistas que vemos pendurados nas bancas de jornal. Vamos lá: Quem? O cravo. O que ele fez, o puto? Brigou com a rosa. Onde? De baixo de uma sacada. Como aconteceu? O cravo saiu ferido / E a rosa, despedaçada! DESPEDAÇADA!!! Isso é coisa que criança tenha que ficar gritando no meio da rua? É muita violência doméstica! O cara trucidou a própria companheira! É o novo Crime da Mala do mundo das flores!

Depois dessa série de desgraças temos mais um rol de calamidades que fariam qualquer autor de novela mexicana morrer deprimido: ( O cravo ficou doente / E a rosa foi visitar ). Sic. O certo seria “visitá-LO”. Erro grosseiro de Português apresentado para as crianças. “Muito bem”! Que vergonha... Ainda: ( O cravo teve um desmaio / E a rosa pôs-se a chorar ). Peraí: o Cravo quase matou a coitada da rosa de porrada e ainda teve um DESMAIO ??? Como assim? Só pode ser bicha então!

Depois, num final que ninguém conhece, eles tentam melhorar um pouco o clima de fudição geral, mas não conseguem... Uma merda mesmo...

SAMBA LELÊ

Samba Lelê tá doente
Está com a cabeça quebrada
Samba Lelê precisava
De umas dezoito lambadas

Samba, samba, samba, ô Lelê
Pisa na barra da saia ô lá, lá
Pisa na barra da saia ô lá, lá
Ó morena bonita

Outra letra macabra que relata a fria tentativa de um assassinato de um enfermo indefeso da forma mais cruel, pusilânime, covarde e desprevízel possível. Vejamos: Quem é “Samba Lelê”? E que nome mais escroto é esse? “LELÊ”? A primeira estrofe dessa canção odiosa já abre comunicando uma desgraça: que o tal Lelê está doente. Muito adequado para as crianças pequenas, sem dúvida... Depois temos a extensão gore da história: ( Tá com a cabeça QUEBRADA )! Deixem-me explicar uma coisa: o tal Samba Lelê não tá doente coisa nenhuma. Ele tá na morrendo na UTI, isso sim, pois quem tá com a “cabeça QUEBRADA” não tá doentinho não e sim com o pé na cova! Essa cantiga imunda só revela a ignorância do populacho brasileiro. Cabeça quebrada = doença! Ah, tá, ok então... muito bem...

Aí algum “gênio” ainda sugere: ( Samba Lelê precisava / De umas dezoito lambadas ). Que filha de uma puta! Depois de constatarem que o tal Lelê tá agonizando com o coco rachado, algum marginal vota sadicamente para ainda chicotearem o pobre coitado! Isso é maldade pura, minha gente! No ápice da crueldade aconselham aplicar no fudido DEZOITO LAMBADAS!!! QUÊ QUE É ISSO?? Se o tal Lelê tá com traumatismo craniano ainda vão lhe descer o chicote nas costas??? Querem açoitar um quase cadáver indefeso??? Que nojento... E por que exatamente DEZOITO? É o numero mágico das chicotadas? Era o número que fazia a Escrava Isaura ficar quietinha? Por que DEZOITO e não 15 ou 20? Tem que ser DEZOITO? Caralho, é pra fuder a cabeça das crianças mesmo...

Há, depois, uma continuação ridícula e sem sentido... ( Samba , samba, samba ô Lelê / Pisa na barra da saia, ô lá, lá / Pisa na barra da saia ô lá, lá / Ó morena bonita ) “Ó morena bonita”... Que merda...


ESCRAVOS DE JÓ

Escravos de Jó
Jogavam caxangá
Tira, bota
Deixa o Zé Pereira ficar
Guerreiros com guerreiros fazem zigue, zigue, zá
Guerreiros com guerreiros fazem zigue, zigue, zá


Mais uma musiquinha bisonha e detestável e, acima de tudo, confusa e sem sentido claro.

Numa rápida pesquisa sobre o obscuro e escroto termo “Caxangá”, temos:

1 - Um determinado tipo de chapéu militar.

2 - Um tipo de crustáceo.

3 - Bairro da cidade do Recife, Pernambuco, Brasil.

4 - Nome da Avenida Caxangá - a maior avenida em linha reta do Brasil.

5 - Nome da Fazenda Caxangá - fazenda localizada na cidade de Ouro Branco, no Rio Grande do Norte (estado que fica no NORDESTE...), mais conhecida pelo ridículo nome de Sítio Jerimum.

6 - Um nome escroto apenas

Por último: quem é ZÉ PEREIRA e ele quer ficar ONDE, velho? Ah, quer saber? Deixa pra lá...


MARCHA SOLDADO

Marcha soldado, cabeça de papel
Se não marchar direito
Vai preso no quartel

O quartel pegou fogo, a polícia deu sinal
Acode, acode, acode, a bandeira nacional


Mais uma “pedrada” absurda e prepotente. Começa com uma ordem agressiva ( Marcha soldado ), para, logo em seguida, soltar uma ofensa a um pobre recruta fudido ( cabeça de papel ) e depois uma ameaça de privação de liberdade ( Se não marchar direito / Vai preso no quartel ). Que cançoneta mais sensível essa, hein? Não há soldado que consiga marchar direito com tanta pressão! Essa letra escabrosa deve ter sido escrita por algum sargento ignorante que temos aos montes por aí.

Como não poderia deixar de ser, logo após, temos o anúncio de uma desgraça ( O quartel pegou fogo ) e depois o pedido absurdo pra neguinho salvar a... BANDEIRA NACIONAL? ( Acode, acode, acode, a bandeira nacional ) Como assim? Deviam ir salvar as pessoas, isso sim! Tem gente pegando fogo lá! Mas não. Nessa patriotada ridícula e sem sentido mandam resgatar um pedaço de pano que, esteticamente falando, é uma bizarrice sem tamanho: um retângulo verde-oliva com um losango amarelo com um círculo azul no meio cheio de estrelinhas bregas e ainda com a inscrição mais inverossímil em relação à realidade do país: ordem e progresso! É tudo que não temos por aqui! “ORDEM”??? Há, há, há! Tem mais é que pegar fogo mesmo! Letra ridícula do caralho...


SAPO CURURU

Sapo Cururu na beira do rio
Quando o sapo grita, ó Maninha, diz que está com frio

A mulher do sapo, é quem está lá dentro
Fazendo rendinha, ó Maninha, pro seu casamento

O nome da espécie do protagonista da canção é de óbvio cunho pornográfico. Isso é coisa pra ser apresentada para crianças inocentes? “CURURU”? Depois os pais reclamam quando seus filhos começam falar mais palavrões do que um jogador de futebol...

Logo ficamos sabendo que o tal sapo do nome vexatório fica gritando, enchendo os culhões dos outros, só porque alega que tá sentindo frio. Letra ignorante que deseduca os mais jovens! Como sabemos os sapos são seres pecilotérmicos, ou seja, são metazoários que não têm um mecanismo interno que regule a temperatura do seu corpo. Desta forma, ou o seu organismo permanece com temperatura variável, consoante com a que existe no meio ambiente onde está inserido, ou o mesmo tem hábitos comportamentais que, por si só, lhe permitem manter a temperatura em níveis aceitáveis para o seu corpo. Resumindo: não sentem frio porra nenhuma! O filho da puta do sapo tá mentindo escroto porque é um chato do caralho!

Depois entendemos que o puto tem uma concubina e que ela, em vez de tricotar um pulôver pro chato do sapo fechar a matraca, está, na verdade, costurando um tecido de renda, preocupada com seu casamento. Péssima esposa essa vai dar, hein?

A única coisa que não ficamos sabendo nessa letra obscura e perniciosa é quem diabos é a tal “Maninha” que tanto é citada... Mas, pra que explicar as coisas pras crianças, né?


Temos ainda muitas outra cantigas de roda famosas como "Fui no Tororó", "Marré De Si", "Roda Pião" e "Rosa Juvenil" (argh!) que não passam de um corolário torpe e desditoso de desgraças sem sentido que desfilam aberrações sociais e psicológicas abjetas, todas elas projetadas para crianças ficarem repetindo que nem papagaio. A verdade é que essas cantilenas deprimentes e violentas voltaram recentemente à moda porque se achou que eram inocentes e serviriam como um antídoto para os “perigos da Modernidade”... mais equivocado do que isso só a seleção de 90! O perigo presente das cantigas de roda é muito maior do que qualquer internet da vida!

Pais pseudo-conscientes: deixem seus filhos jogarem GTA - Grand Theft Auto, Doom e Mortal Kombat e assistir séries como Dexter e Spartacus ou a bosta do Faustão ( pensando bem... Faustão, não deixem não... É demais... ). Garanto que eles estarão sofrendo ameaças menores a suas psiques ainda em formação do que ficarem na rua cantando e internalizando essas cantigas de rodas aparentemente inocentes que pregam atirar pedaços de paus em gatos (a não ser que seja pra fazer um churrasquinho delicioso ou tamborins de primeira linha, é óbvio!).



Adolar Gangorra tem 78 anos, é editor do log http://adolargangorra.blogspot.com/, e quando criança ouviu falar nos nomes de brincadeiras de rua como “Queimada”, “Carniça”, “Polícia e Ladrão” e rapidamente preferiu ficar em casa e aprender a jogar xadrez.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

MÔNICA E EDUARDO

O falecido Renato Russo era, sem dúvida, um ótimo músico e um excelente letrista. Escreveu verdadeiras obras de arte cheias de originalidade e sentimento. Como artista engajado que era, defendia os pontos de vista nos quais acreditava em suas letras. E por isto mesmo, talvez alguns deles excedam a lógica e o bom senso. Como no caso da música "Eduardo e Monica", do álbum "Dois" da Legião Urbana, de 1986, onde a figura masculina (Eduardo) é tratada sempre como alienada e inconsciente enquanto a feminina (Monica) é a portadora de uma sabedoria e um estilo de vida evoluidíssimos.

Analisemos o que diz a letra. Logo na segunda estrofe, o autor insinua que Eduardo seja preguiçoso e indolente (Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar: Ficou deitado e viu que horas eram) ao mesmo tempo em que tenta dar uma imagem forte e charmosa à Monica (enquanto Monica tomava um conhaque, Noutro canto da cidade, Como eles disseram.). Ora, se esta cena tiver se passado de manhã como é provável, Eduardo só estaria fazendo sua obrigação: acordar. Já, Mônica, revelaria-se uma cachaceira profissional, pois virar um conhaque antes do almoço é só para quem conhece muito bem o ofício.

Mais à frente, vemos Russo desenhar injustamente a personalidade de Eduardo de maneira frágil e imatura (Festa estranha, com gente esquisita). Bom, "Festa estranha" significa uma reunião de porra-loucas atrás de qualquer bagulho para poderem fugir da realidade com a desculpa esfarrapada que são contra o sistema. "Gente esquisita" é basicamente, um bando de sujeitinhos que tem o hábito gozado de dar a bunda após cinco minutos de conversa. Também são as garotas mais horrorosas da Via-Láctea. Enfim, esta a tal "festa legal" em que Eduardo estava. O que mais ele podia fazer? Teve que encher a cara para poder suportar aquele pesadelo, como veremos a seguir.

Assim temos: (-Eu não estou legal Não agüento mais birita.) Percebe-se que o jovem Eduardo não está familiarizado com a rotina traiçoeira do álcool. É ainda um garoto puro e inocente, com a mente e o corpo sadios. Bem ao contrário de Mônica, uma notória bêbada sem vergonha do underground.

Adiante, ficamos conhecendo o momento em que os dois protagonistas se encontraram (E a Monica riu e quis saber um pouco mais sobre o boyzinho que tentava impressionar). Vamos por partes: em "E a Monica riu", nota-se uma atitude de pseudo-superioridade desumana de Monica para com Eduardo. Ela ri de um bêbado inexperiente! A diante, é bom esclarecer o que o autor preferiu maquiar. Onde se lê "quis saber um pouco mais" leia-se "quis dar para"! É inaceitável tentar passar uma imagem sofisticada da tal Monica. A verdade é que ela se sentiu bastante atraída pelo "boyzinho que tentava impressionar"! Há um certo preconceito em se referir ao singelo Eduardo como "boyzinho". Não é verdade. Caso fosse realmente um playboy, ele não teria ido se encontrar com Monica de bicicleta, como consta na quarta estrofe (Se encontraram então no parque da cidade. A Monica de moto e o Eduardo de camelo.) Se alguém aí age como boy, esta seria Monica, que vai ao encontro pilotando uma ameaçadora motocicleta. Como é sabido, aos dezesseis anos (Ela era de Leão e ele tinha dezesseis.) todo boyzinho já costuma roubar o carro do pai, principalmente para impressionar uma maria-gasolina como Monica. E tem mais: se Eduardo fosse mesmo um playboy, teria penetrado com sua galera na tal festa, quebraria tudo e ia encher de porrada o esquisitão mais fraquinho de todos na frente de todo mundo, valeu?

Na ocasião de seu primeiro encontro, vemos Monica impor suas preferências, uma constante durante toda a letra, em oposição a humilde proposta do afável Eduardo (O Eduardo sugeriu uma lanchonete Mas a Monica queria ver o filme do Godard.). Atitude esta, nada democrática para quem se julga uma liberal. Na verdade, Monica é o que convencionou chamar de P.l.M.B.A. (Pseudo lntelectual Metida à Besta Associado, ou seja, intelectuerdas, alternativos e esquisitões vestidos de preto em geral), que acham todo filme americano é ruim e o que é bom mesmo é filme europeu, de preferência francês, preto e branco, arrastado pra caralho, e com bastantes cenas de baitolagem.

Em seguida, Russo utiliza o eufemismo "menina" para se referir suavemente à Monica. (O Eduardo achou estranho e melhor não comentar Mas a menina tinha tinta no cabelo.). Menina? Pudim de cachaça seria mais adequado. À pouco vimos Monica virar um Dreher na goela logo no café da manhã e ele ainda a chama de menina? Além disto, se Monica pinta o cabelo é porque é uma balzaca querendo fisgar um garotão viril ou porque é uma baranga safada impregnada de luxúria.

O autor insiste em retratar Monica como uma gênia sem par (Ela fazia Medicina e falava alemão) e Eduardo como um idiota retardado (E ele ainda nas aulinhas de inglês.). Note a comparação de intelecto entre o casal: ela domina o idioma germânico, sabidamente de difícil aprendizado, já tendo superado o vestibular altamente concorrido para medicina. Ele, miseravelmente, tem que tomar aulas para poder balbuciar "iéis", "nou" e "mai neime is Eduardo"! Incomoda a forma como são usadas as palavras "ainda" e "aulinhas", para refletir idéias de atraso intelectual e coisa sem valor, respectivamente. Coitado do Eduardo, é um jumento mesmo...

Na seqüência, ficamos a par das opções culturais dos dois (Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus, De Van Gogh e dos Mutantes, De Caetano e de Rimbaud). Temos nesta lista um desfile de ícones dos P.l.M.B.A.s, muito usados por quem acha que pertence a uma falsa elite cultural. Por exemplo, é tamanha uma pretensa intimidade com o poeta Manuel de Souza Carneiro Bandeira Filho, que usou-se a expressão "do Bandeira". Francamente, "Bandeira" é aquele juiz que fica apitando impedimento na lateral do campo. A saber: o sujeito mais normal dessa moçada aí, cortou a orelha fora por causa de uma sirigaita qualquer. Já viu o nível, né? Só porra-louca de primeira.

Mais uma vez insinua-se que Eduardo seja um imbecil acéfalo (E o Eduardo gostava de novela) e crianção (e jogava futebol de botão com seu avô.). A bem da verdade, Eduardo é um exemplo. Que adolescente de hoje costuma dar atenção a um idoso? Ele poderia estar jogando videogame com garotos de sua idade ou tentando espiar a empregada tomar banho pelo buraco da fechadura, mas não. Preferia a companhia do avô em um prosaico jogo de botões! É de tocar o coração! E como esse gesto magnânimo foi usado na letra? Foi só para passar a imagem de Eduardo como um paspalho energúmeno. É óbvio, para o autor, o homem não sabe de nada. Mulher, sim, é maturidade pura!

Continuando, temos (Ela falava coisas sobre o Planalto Central, Também magia e meditação.). Falava merda, isto sim! Nesses assuntos esotéricos é onde se escondem os maiores picaretas do mundo. Qualquer chimpanzé lobotomizado pode grunhir qualquer absurdo que ninguém vai contestar. Por que? Porque não se pode provar absolutamente nada. Vale tudo! É o samba do crioulo doido. E quem foi cair nessa conversa mole jogada por Monica? Eduardo, é claro, o bem intencionado de plantão. E ainda temos mais um achincalhe ao garoto (E o Eduardo ainda estava no esquema "escola-cinema-clube-televisão".). O que o sr. Russo queria? Que o esquema fosse "bar da esquina - terreiro de macumba - roda de capoeira - delegacia" ? E qual é o problema de se ir a escola, caralho?

Em seguida, já se nota que Eduardo está dominado pela cultura imposta por Mônica (Eduardo e Monica fizeram natação, fotografia, Teatro e artesanato e foram viajar.). Por ordem: 1) Teatro e artesanato não costumam pagar muito imposto. 2) Teatro e artesanato não são lá as coisas mais úteis do mundo. 3) Natação e fotografia? Porque os dois não foram estudar para o concurso do Banco do Brasil? Vagabundos...

Agora temos os versos mais cretinos de toda a letra (a Monica explicava p\'ro Eduardo Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar:). Mais uma vez, aquela lengalenga esotérica que não leva a lugar nenhum. Vejamos: a Monica trabalha na previsão do tempo? Não. Monica é geóloga? Não. Monica é professora de química? Não. Monica é alguma aviadora? Também não. Então o que diabos uma motoqueira transviada pode ensinar sobre céu, terra, água e mar que uma muriçoca não saiba? Novamente, Eduardo é tratado como um debilóide pueril capaz de comprar alegremente a torre Eiffel, após ser convencido deste grande negócio pelo caô mais furado do mundo. Santa inocência...

Ainda em, (Ele aprendeu a beber,), não precisa ser muito esperto para sacar com quem... é claro, com Monica, a campeã do alambique! Eduardo poderia ter aprendido coisas mais úteis como o código Morse ou as capitais da Europa, mas não. Acharam melhor ensinar para o rapaz como encher a cara de pinga. Muito bem, Monica! Grande contribuição! Depois temos (deixou o cabelo crescer). Pobre Eduardo! Àquela altura, estava crente que deixar crescer o cabelo o diferenciaria dos outros na sociedade. lsso sim é que é ativismo pessoal. Já dá pra ver aí o estrago causado por Monica na cabeça do iludido Eduardo.

Sempre à frente em tudo, Monica se forma quando Eduardo, o eterno micróbio, consegue entrar na universidade (E ela se formou no mesmo mês Em que ele passou no vestibular.). Por esse ritmo, quando Eduardo conseguir o diploma, Monica deverá estar ganhando o seu oitavo prêmio Nobel. Outra prova da parcialidade do autor está em (porque o filhinho do Eduardo \'tá de recuperação.). É interessante notar que é o filho do Eduardo e não de Monica, que ficou de segunda época. Em suma, puxou ao pai e é burro que nem uma porta.

O que realmente impressiona nesta letra é a presença constante de um sexismo estereotipado. O homem é retratado como sendo um simplório alienado que só é salvo de uma vida medíocre e previsível graças a uma mulher naturalmente evoluída e oriunda de uma cultura alternativa redentora. Nesta visão está incutida a idéia absurda de que o feminino é superior e o masculino, inferior. É sabido que em todas culturas e povos existentes, o homem sempre oprimiu a mulher. Porém isso não significa, em hipótese alguma, que estas sejam superiores do que os homens. São apenas diferentes. Se desde o começo dos tempos o sexo feminino fosse o dominador e o masculino o subjugado, vários erros também teriam sido cometidos de uma maneira ou de outra. Por que ? Ora, por que tanto homens, mulheres e colunistas sociais fazem parte da famigerada raça humana. E, como se sabe muito bem, é aí que sempre morou o perigo. Não importa quem seja: Monica ou Eduardo!

Adolar Gangorra tem 71 anos, é editor do periódico humorístico Os Reis da Gambiarra e não perde um show sequer dos "The Fevers" e do "Benito de Paula Cover".