sexta-feira, 24 de abril de 2026

 VOAR NÃO É TÃO LEGAL ASSIM!


Via de regra todo homem sonha com três coisas em fases diferentes de sua vida na vida: quando é criança, ele quer voar. Sair pelos céus naquela descaralhagem total.

Já adolescente, ele quer ser invisível para poder entrar no banheiro feminino.

E quando, mais velho e maduro, só quer mesmo poder assistir calmamente sua sogra sendo devorada viva por um urso pardo e cinco crocodilos ao mesmo tempo, berrando desesperada por ajuda, enquanto ele olha e se delicia com aquela imagem idílica que lhe traz tanta paz de espírito e felicidade pura... Até perceber que ela destroçou os seis pobres coitados...

Ok, voar parece ser tão legal, né? É a coisa mais bacana do mundo, você diria. A gente sonha direto que está voando e acorda amarradão. Mas será mesmo que voar é tão bom assim? Vejamos: imagine que você, por algum poder superior, pode voar! Mas que do ca-rá-li-o, hein? É praticamente um super-herói! Um mito! Uma lenda! Pode vender seu carro, brother. Chega de ônibus, táxi, metrô, moto, bicicletinha, pé e até avião! Você vai poder sair por aí pra onde quiser sem pagar nada, velho! Porra!!! Num pulo você já estará lá nas nuvens! É só sair voando, malandro!

Bem, não quero ser estraga-prazeres do seu sonho de criança, mas a verdade que voar é foda, bicho. Por que? Vamos lá: frio, vento, controladores de voo, fios elétricos, raios, trafego aéreo, etc. Por exemplo: você teria que saber de cor todas as rotas aéreas dos aviões. Senão vai ser abalroado por eles. Já pensou nisso? Não, eu sei que não pensou...

E há várias paradas como essas que você tem que ficar ligado. Na verdade, para voar necessita-se ter CONTROLE sobre o voo e como tu não é nenhuma águia e sim um ser humano, sua anatomia é feita pra andar somente, lembra? Pra voar, nada... Então, você pode até subir, ficar flutuando lá em cima, mas como é que você vai conseguir descer já que você não tem motor, flaps, aerodinâmica e o caralho? Batendo os bracinhos? Nadando no ar? Sendo puxado por uma corda amarrada num carro? Rezando? Pois é, otário, subir é muito fácil, mas ir de um ponto a outro no ar e, principalmente, voltar pro chão é que são elas...

Voar como o Super-Homem é uma coisa... Ele só faz é esticar o braço pra frente e sai no pau por aí. Mas você não nasceu em Kripton? Ou nasceu, porra? Não nasceu, né?. Pois é... Como é que tu vai fazer?

E tá ligado no frio que faz lá em cima? Lá rola até MENOS 70°C!!! E quanto maior a altitude, menor a temperatura. Quanto mais alto você subir mais tu vai congelar. E também não vai ter ar pra respirar. Mas que legal, hein?

Outra coisa: você acha mesmo que o vento que faz aqui em baixo é o mesmo que faz lá em cima?  Ok, um dia você sai por aí voando pra ir na padaria comprar um churros e vai parar na Índia, seu otário! Lá em cima a parada é muito sinistra. Saca aquele vento que é necessário pra fazer um 777 passar por uma turbulência escrota? Pois é. É esse tipo de vendaval que tu vai encarar lá em cima. Tu não vai voar, vai é ficar dando cambalhota que nem uma toalha na máquina de lavar, bicho. Lembra do maluco do Padre Voador? Aquele que também achava que voar era a coisa mais legal do mundo? Pois é, ele resolveu construir uma cadeirinha com vários balões para ele sair voando por aí, mas o único céu que ele atingiu foi aquele outro depois que ele MORREU! Subiu, subiu, subiu, aí o ventão levou o brother pro meio do mar, os balõezinhos dele explodiram e ele se fo-deu geral.

Então, bicho, se tu quiser insistir com essa merda, vai ter que dar um rolé mais aqui por baixo mesmo. Aí vai ter um monte de drone te seguindo, vai ter fio elétrico - você pode morrer se triscar num desses -, cerol de pipa de desocupado, teco-tecos descontrolados e um monte de filha da puta querendo te acertar com estilingue, pedrada, etc.








Bom, isso se chama “inveja da galera”. Mas, porra, de todos os sete bilhões de habitantes do planeta você é o ÚNICO que pode voar! Imagina a merda! É CLARO que neguinho vai fazer uma cara muito feia pra você. Haja macumba pra cima de tu todo santo dia! E também a sua privacidade vai pras cucuias em minutos... Imagina quando você resolvesse dar uma voadinha tranquila, quantos mil paparazzi estariam te esperando na porta da sua casa pra fotografias, crianças com celular na mão, televisões transmitindo seus voos 24 horas por dia ao vivo e tudo mais. Chato, né? Todo mundo vendo o exibidão se “amostrando”, como dizem lá na porra do Rio de Janeiro...

Então, pare com essa palhaçada infantil de querer voar, essa complexo de Peter Pan de merda e adote logo um sonho adulto de verdade que é ser invisível pra ficar lá dentro do banheiro das mulheres e pronto, seu cretino imaturo!


Adolar Gangorra tem 78 anos, é editor do blog adolargangorra.blogspot.com.br, jura que galinha voa porque sua filha é aeromoça.


sábado, 18 de abril de 2026

 Aqui no nosso blog, quem manda em tudo é...

 

ZÉ PREXEDES – OMBUDSMAN e CASEIRO!

 

Bá tárdi.

Bão? Aqui ta tudu baun tômem. É o siguinti, jenti: o Seu Adolá botô eu pra cuidá dessi blogue dele aqui. Eu sô cazêro do çítio deli, soul meio anáufabetu e agora ele me mandô eu fazê eça porra aqui. Bãun,  essi véio é malucu, maz çempri sabi o que fáis.

Óia, até agora não vi nada di erado aqui nãum, jente... Aqui no blogue ten um monte coiza, muita foto, muita coiza colorida i bunita, tem letra grande e ten o Seu Adolá, qui é un sugeito batuta i jenerozo cô eu (só naun gostey mezmu du cafezinho di máquina aqui qui é uma MERDA). 

Mais vô tê qui falá un tróço BEIN SÉRO procêis, jenti: naum gostei tomén das messaje qui ocêis mandô reclamano deli naun, seus puto! Pelo o qui eu conçegui lê (naum sô Dotô como ocêis tá veno...) tinha muinto palavrãum i fauta de respeito cô eli. Tinha até un dezenho da mãe dêli pelada, prêza numa jaula com seiz orangutango di pau duro.

Óia, jente... Axo bão oceis pará com iço, senaum num sei o que póde acontecê con vocsseis naum, putada... Un dia o cavalo de ocêis pode aparecê morto com un tiro na fússa no mei da rua... Aí, ó... tomou, papudo! Quen aviza, amigo é!

O negóssio é qui essi blogue do Seu Adolá é baum e pronto. Se ocêis não gostá, eu vô aí e mato ocêis tudo, viu? 

É iço.

Fiquen con Deuz.

Brigadu.

Ze Prachédi

 

Zé Prexedes tem 45 anos, é o caseiro de Adolar Gangorra, e foi contratado por ele para trabalhar como Ombudsman pra responder os nossos leitores da maneira mais gentil e delicada possível.




segunda-feira, 20 de novembro de 2023

 A QUESTÃO DE (UM) GÊNERO NOS FILMES!


Quem já não foi ver um filme achando que seria um drama normal, mas após um tempo, sacou que a história não passava de um festival de TRAGÉDIAS horrorosas e inaceitáveis?

É! Esse tipo de produção onde os personagens só se FODEM, do começo ao fim, e você, o verdadeiro coitado da história, sai arrasado, chorando e se sentindo malzão por ter sido submetido a 1 hora e tanto só de MISÉRIA, ANGÚSTIA, violência psicológica e as apelações emocionais mais baratas possíveis.

Filmes como "RÉQUIEM PARA UM SONHO", "O MENINO DO PIJAMA LISTRADO", "LOVE STORY", "MENINOS NÃO CHORAM", "MONSTER", "I. A. - INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL", "TRAÍDOS PELO DESEJO" e "XUXA E OS DUENDES" (é isso mesmo!) parecem histórias inocentes e edificantes, mas não passam de um coice de girafa na sua CARA! E os críticos - sempre eles - ainda ficam papagaiando por aí que só porque é DESGRAÇA pura, o filme é "imperdível"!

Pois é. Esse tipo de arapuca cinematográfica não devia ser classificada como "drama" nas fichas técnicas e sim em uma nova categoria: "VIDAS FUDIDAS".

Seria muito mais justo, verdadeiro e evitaria que você pagasse pra se divertir em vez de se sentir um LIXO!


Diz aí o filme VIDAS FUDIDAS que te traumatizou pro resto da vida, só porque mentiram pra você sobre o verdadeiro gênero dele...



segunda-feira, 6 de novembro de 2023

A MÚSICA DE BUTECO E SEUS SUBGÊNEROS INAUDÍVEIS!


Existe coisa mais chata do que música ao vivo num bar? Não, né? É que quem está num buteco quer beber, conversar, azarar e não vai lá pra ficar quietão assistindo a um show. E quem tá no palco tá tentando faturar um couvert miserável e não vai ser aplaudido nem ter a atenção da plateia.

 

Não, não tem como dar certo. Mas em todo lugar tem uma parada dessas, quando seria mil vezes melhor botar uma playlist do Spotify pra tocar. Ah, então você prefere ficar ouvindo um cara gritar "Eu só queria ter um pouco de malandraaaaagem!" a 700 decibéis ou aquele inferno de "Pro Dia Nascer Feliz" às 5 da manhã, quando você só preferia estar dormindo em casa?

 

Mas como aqui no Brasil música ao vivo nos bares é mais importante do que ter água encanada, com o tempo foram germinando ramificações específicas e mais desagradáveis do que cagar de bruços. Seguem agora as mais fortes e persistentes subdivisões dessa praga auditiva, que já devia ter sido exterminada há muito tempo.

 

 

Djavan - O REI dos músicos de buteco! CHATO pra caralho, mas as mulheres ADORAM as letras sem sentido desse safado. TEM que tocar toda vez! Acabou gerando alguns substratos anêmicos, como Jorge Vacilo e outros subclones tabajaras. “Piorando o ruim”, como diz um amigo meu. Mas é açaí. Guardiã. Zum de besouro. Um imã. Branca é a tez...uda da sua irmã!

 

Legião Urbana - Tem os fãs mais emotivos e passionais do planeta e que fazem o impensável: começam a ficar de pé e berrar juntos as músicas e também pedir canções obscuras da banda, fazendo com o que o pobre músico ache que tá abafando naquela noite. Mas se ele se empolgar e às 4 da manhã cometer o erro de tocar algum sucesso de outro artista, rolará uma pausa estranha que será interrompida pelo berro agressivo de "TOCA TEATRO DOS VAMPIROS"!

 

Os Mineiros - Cháton Nascimento, o doidão do Beto Guedes, 14 Bis, Paulinho Pedra Azul e Clube da Fluoxetina. Aquele clima bicho grilo, uma vibe de forte de loucura e um monte de músicas que ninguém conhece, a não ser que você tenha sido criado em Itambé do Mato Dentro a muito pão de queijo e cachaça de alambique na mamadeira.

 


Tiozão do Rock - É neguinho obcecado pelos anos 80 que, adolescente, cheirou lança-perfume pela primeira vez num show, e acabou beijando um outro cara na boca, achando que era uma gatinha. Então eles pensam que essa época/música é a melhor do mundo e exigem ouvir OS MESMOS hits há 30 anos! É como se fosse a nova Jovem Guarda só que bem mais brega.

 

Nordeste Raiz - Alceu Valença e sua obrigatória Morena Tropicana (o garçom acorda no outro dia dia pensando de minuto em minuto: "EU QUERO SEU SABÔÔÔ! ÔÔÔ-ÔI-ÔI-IÔÔÔÔÔÔÔ!), a família anemia - Elba e Zé Ramalho - além de Fagner, Belchior e Geraldo Azevedo, que é o Lampião da música de barzinho.

 

Triunvirato do Dendê - Basicamente é o museu deprimente da MPB que ninguém mais ouve. Sua Chatíssima Trindade é formada pelos sucessos dos anos 70 do Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque (que não é baiano, mas age safadamente como tal). Fazem ainda parte desse caroço sem angu: Cazuza, a Sapata-Music (Ana Carolina, Maria Betânia e outros sujeitos) e Gonzaguinha e sua animada trilha sonora pra você se enforcar na noite do Natal.


Sertanojo - Não vou nem perder tempo falando dessa merda aqui, brother... Mas, infelizmente, rola. É corno cantando, corno dançando e corno chorando. O menos corno é o que toca essas músicas.

 

"Toca Raul!" - Essa tem que constar em qualquer repertório butequeiro, mas sempre como lado B lá pelas 3 da manhã. Grande trend também entre a mendigada (você conhece algum que não saiba de cor pelo menos UMA música do Raulzito?). Legal, mas se tiver alguém cantando junto é porque já foi sócio-atleta de manicômio ou porque bebe querosene desde os 13 anos.

 

Beatles, Led Zeppelin, Rolling Stones, Nirvana, etc. - Não, isso não rola NEM FUDENDO, bicho...

terça-feira, 13 de dezembro de 2022

 O CURIOSO CASO ROBERT DE NIRO


As pessoas, em geral, crêem que, se o Jimi Hendrix estivesse vivo até hoje, comporia uma obra-prima por semana. Claro, o sujeito era um gênio absurdo. Mas a verdade não é bem assim... Artistas, fora um caso ou outro, quando envelhecem não conseguem ou não querem mais fazer algo decente. Já estão milionários, têm filhos, netos, ex-esposas. Querem ficar em paz, longe da imprensa e dos fãs, copular e, principalmente, fazer o que bem entenderem. PORÉM, com o mesmo padrão financeiro de outrora. É aí onde mora o problema...

Vejamos o curioso caso de Robert Anthony De Niro Junior. Ele mesmo, você sabe. Um ator fenomenal, que tá bem vivo e que continua estrelando filmes sensacionais e impressionando a todos com atuações marcantes, como em "Touro Indomável" e "Taxi Driver". Hummm... LÓGICO que não!

No início de sua carreira, Junior foi escolhido com mérito pra fazer um dos melhores filmes de todos os tempos, "O Poderoso Chefão 2", no qual ganhou o Oscar de melhor ator coadjuvante. Depois enfileirou o genial "Taxi Driver", "1900", "O Franco Atirador", "Touro Indomável", "Era Uma Vez na América" até chegar ao que muitos apontam como o melhor filme de todos os tempos, "Os Bons Companheiros".

Entretanto, no final dos anos 90, começou a ganhar milhões facilmente em filmes bem mais ou menos, nos quais brincava de interpretar. Até aí, tudo bem. Direito dele. O FODA é que todo mundo ATÉ HOJE acha que ele é o MELHOR ator de todos os tempos quando vai ver animadão “Um Senhor Estagiário”. “Olha! É com o Robert De Niro!”, eles dizem...

Fazendo uma analogia com o futebol, podemos dizer que De Niro se aposentou em campo há muito tempo, como fez o Ronaldinho Gaúcho. O sujeito não quer mais se esforçar, mas não larga o osso porque uma grana preta entra fácil toda vez que assina um contrato. Sua fortuna hoje é estimada em 500 MILHÕES DE DÓLARES! (Acho que ele deveria mudar de nome pra Robert DENARO, $ em italiano). Mas só entra porque a maioria ruminante acredita que, ao assistir, "Em Guerra Com o Vovô", a mais recente safadeza do cara, vai ver uma atuação digna de um Lawrence Olivier. Não vai, não. Só vai testemunhar ele fazendo a mesma careta de sempre - um "u” invertido com a boca - com aquele jeito mal humorado e agressivo, prestes a te dar uma facada no pescoço. Assim como o tal Morgan Freeman. Esse é outro picareta que engana a mediana trouxa e que "atua" como um busto de mármore há décadas. Mas, misteriosamente, todo mundo continua achando os dois o MÁXIMO!

Qual é o problema desse De Niro? Ele é viciado num jogo de pôquer onde o cacife é 10 milhões de dólares? Ele tem que comprar uma mansão em Malibu por mês? Não gosta de ficar em casa, então se obriga a sair todo dia pra aparecer em um filme vagabundo qualquer? Por que o cara só faz MERDA há uns 30 anos? Ah, não acha? Vai assistir "Tirando o Atraso" então. Pô, mas não é com o ROBERT DE NIRO?

Bom, cada um tem o direito de fazer o que quer, isso é fato. Mas que seria muito deprimente ver o Hendrix tocando hoje na banda Calypso por dinheiro, isso seria.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

SIIIIIIM, AMIGOLAS!!! Está chegando o seu guia para finalmente entender essa droga de lugar em que você bate a cabecinha há décadas!

Agora, com o fabuloso livro COMO TENHO CERTEZA ABSOLUTA DE COMO O MUNDO DEVERIA SER você vai poder entender tudo que nunca lhe explicaram sobre o... (mentira, deixa pra lá, foi mal... nem eu entendi o que eu escrevi, velho...).

Lançamento (no mato): dia 5 de novembro de 2019. 216 páginas. Tagore Editora.

COMO TENHO CERTEZA ABSOLUTA DE COMO O MUNDO DEVERIA SER - 
Porque aquilo tudo... era muito maaais!

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Campanha "CONTRA O EXCESSO DE BOM MOCISMO NO FACEBOOK!"

A vida de todo mundo parece SENSACIONAL no Facebook. Tudo lindo e maravilhoso! Todo mundo é SUPER legal... e SUPER honesto e SUPER justo. E assim, todo dia vemos posts e mais posts sobre moralismo, autoajuda, consciência política (RÁ! No Brasil???) e citações da Clarisse Lispector (obsessão louca e exclusiva das mulheres). 

Na boa, você também não está cansado de ver tantas fotos de gente na praia, em festas, fotos de comida bonitinha em restaurantes, na ARGENTINA. Na boa, POR QUE todo mundo vai pra Argentina???

Mas nós sabemos que a vida não é bem assim, né? E por um Facebook mais verdadeiro e menos delirante, Adolar Gangorra, velho traquinas e levado da breca, começa agora sua a campanha “CONTRA O EXCESSO DE BOM MOCISMO NO FACEBOOK!”. Poste lá a sua foto mais realista como, por exemplo, você chorando ou gripado na cama sábado à tarde ou simplesmente entediado olhando pra cima no trabalho. Ou até num domingo chuvoso, sozinho dentro de uma Brasília bege 81, num cinema Drive–In, deprimidaço, chorando e vendo um filme italiano preto e branco num fim de tarde... Pensando bem... essa aí não... aí é realismo demais, né?. Tá bom, não precisa publicar porra nenhuma se não quiser. Mas você pode postar as merdas que você faz todo dia, tipo admitir que não faz coleta seletiva de lixo por pura preguiça, que só lê o caderno de TV dos jornais, que você tem uma carteirinha falsa de estudante apesar de ter 48 anos. Ou que você meio que cagou pra morte do Nelson Mandela e de como você acha importante um Estado laico, apesar de contar todos os feriados católicos no ano pra não ter que ir trabalhar. 


Vamos lá, dê a real, seu virtual! Ok, já vi que você não vai admitir nenhuma safadeza sua e, em vez disso, vai é postar uma foto daquele fim de semana promocional na... ARGENTINA! Mas não custa tentar, né? 
Foi por isso que criamos a fuderosa....

Campanha CONTRA O EXCESSO DE BOM MOCISMO NO FACEBOOK! - Por uma rede social... menos social! : )
https://www.facebook.com/events/279517258881694/

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

POR QUE VOCÊ ODEIA O FIM DO ANO E NÃO SABE

Sim, amigolas! É fim de ano e todos estão felizes e animados. Hummm... não é bem assim, né? A verdade é que rola uma angústia generalizada nas pessoas. A maioria diz "Não gostar dessa época do ano", chegando ao caso de algumas mulheres que clamam dramaticamente "Queria desaparecer!" O estranho é que elas não sabem explicar o porquê...
Bom, esse mal-estar todo começa exatamente dia 1º de novembro, quando você passa por um shopping e vê aquela estrepitosa decoração de Natal. DOIS meses antes!!! Junto vêm os anúncios na TV. Você começa a ficar ansioso...
Chega dezembro e temos a famosa idiotice do Amigo Secreto no trabalho, onde nego acha graça em trocar presentes vagabundésimos com quem NÃO ESCOLHEU! Você vai dar coisas para quem mal te dá bom dia e o pior: ainda tem que fazer um pequeno discurso sobre essa pessoa, cuja a única coisa que você sabe é que ela têm dois olhos, um nariz e uma boca. Mais nada.
Com essa palhaçada pipocam também as confraternizações de final de ano. Vá lá. Mais um rito no qual você tem que comparecer. Ai de você se não for! Tá fudido depois das férias! Seus colegas e seus chefes vão achar que você é um babaca esnobe sem espírito de equipe.
Vai chegando o Natal... E tome gente se esbarrando freneticamente em shoppings e em supermercados para comprar quantidades pantagruélicas de comida e presentes. Para piorar o ruim, muitos desses estabelecimentos ainda ficam tocando o CD da Simone. Aí não há cu que aguente, como berrava a Madre Superiora do meu colégio.
E no dia 24 acontece o grande equívoco de juntar a família toda. Como sabemos, 90% das famílias são disfuncionais. Porém, em nome da TRADIÇÂO, ignora-se completamente esse fato para forçar uma reunião de parentes carregados de ressentimentos, em uma sala com a ceia e, ora vejam só... álcool à rodo! É CA-LA-RO que vai dar merda.
Lembremos aqui que o Natal é o aniversário de Jesus Cristo. Se você é cristão como eu, vá a igreja e cante parabéns para Ele. Tá ótimo. Não precisa reunir inúmeras pessoas que não se entendem e nem gastar fortunas em dezenas de bagulhetes pra neguinho que está meio puto um com o outro. Ninguém vai resolver em uma noite o que não equacionou em décadas, certo? Então, pra que forçar a barra só por causa de uma convenção? Esse é um fenômeno sociocultural inexplicável. Tanto é que existe uma música dos geniais Ramones chamada "Merry Christmas, I Don't Wanna Fight Tonight" ("Feliz Natal, Eu Não Quero Brigar Hoje à Noite").
A frustração e a ansiedade geradas no Natal são despejadas uma semana depois, na aparentemente libertadora festa de Réveillon. O que, em tempos anteriores, era apenas uma modesta reunião familiar para comemorar a entrada de mais um ano, em meados dos anos 90 ganhou proporções homéricas com a famigerada Queima de Fogos na praia de Copacabana. Transmitida pela TV, milhões de idiotas acreditaram piamente que a felicidade residia em estar ali, naquela praia imunda, lotada com uma média de 100 bobos alegres por centímetro quadrado. Junto com essa marcha à ré social, surgiu a moda das festas de Réveillon pagas. O pensamento geral da massa ovina é “O ano NÃO vai prestar se eu não gastar uma baba para passar a meia-noite num êxtase artificial alcoólico e vestido de branco dos pés à cabeça.”
Pense bem. Matematicamente é IMPOSSÍVEL um ano ser 100% negativo ou positivo. Não rola. Mesmo assim, vemos uma jovem toda vestida de branco, com roupas de baixo amarelas para atrair isso, com sementes de romã no bolso para atrair aquilo e se esforçando para pular sete ondinhas à noite para atrair uma torção no tornozelo, no máximo. Não comer aves que CISCAM PRA TRÁS? Isso é inacreditável! Várias dessas crendices se tornaram uma obsessão nacional. As mulheres, em especial, adoram essas bobagens.
          E a tão esperada "hora da virada"? Ela acontece 60 minutos ANTES do ano ter astronomicamente acabado. Nessa época rola o Horário de Verão, lembram? Ainda é o ano velho, tão desprezado e que não prestou pra nada. Não faz sentido. Pra piorar tudo, ainda temos o "Réveillon do Faustão", que é mais deprimente que descarrilamento de trem na chuva. ISSO sim, é a coisa mais miserável do final de ano!   

 É muita pressão coletiva e emocional nessa época, acredite. Mas, vamos lá! Aproveite o próximo fim de ano para se libertar dessas paradas todas. Nesse sentido, desejo-lhe um péssimo Natal e um Ano Novo pior ainda. Se assustou? Calma. É porque o que você tem feito nos últimos tempos não tem funcionado muito, tem?



Adolar Gangorra tem 80 anos e na ceia de Natal costuma bater na própria mãe com a coxa do peru!



sábado, 25 de março de 2017

CHICO BUARQUE, O VERDADEIRO ARTISTA DARK BRASILEIRO!


Na década de 80 um fenômeno musico-social chegou ao Brasil: o Movimento Dark, também chamado de Gótico. Era uma parada estranha com vagabundo se vestindo de preto, meio bichas e deprimidos, e que curtiam bandas obscuras e escuras como The Cure, Joy Division, Bauhaus, etc. Criou-se então um culto a esses artistas estrangeiros pois, supostamente, não havia nenhum no mesmo nível em desgraceira, tristeza e melancolia aqui. Bem, na verdade, havia sim...

Se você é um dark safado, que usa roupinhas black mesmo que viva em Teresina, que organiza festinhas em cemitérios e outros tipos de cretinices, por que ficar correndo atrás do Marilyn Manson e da gorda do Evanescence, se o maior artista gótico de todos os tempos está aqui mesmo, bem pertinho de você? Sim, putada, o maior músico DARK que já existiu se chama Chico Buarque! Éééééééé, malandro! Ah, não acredita? É só prestar atenção nas letras e músicas do cara! É SÓ DES-GRA-ÇA, DO COMEÇO AO FIM! Você vai adorar, bicho, digo, bicha!

O foda é que, no Brasil, quando se elege alguém como referência, o cara vira deus! Não se pode falar nada além de “É UM GÊNIO!”. Senão, vai ser linchado (nunca vi um país ter tantos cérebros superiores, sem nunca ter ganho um Nobel...).

E a pressão social buarqueana continua. Se você é mulher e tem entre 16 e 60 anos tem que AMAR o cara e achar ele LINDO, no mínimo! Ok, o tal Francisco é bonito mesmo, não há como negar. Tem aqueles olhos verdes, umas olheiras de pinguço, aquela pele morena de vagabundo de praia. Rola um charme de menino pidão com fome que as mulheres adoram, mas não sabem explicar porque (se ele não fosse famoso, a maioria ia achar que ele é apenas mais um bebum na rua). E ainda, o PIOR argumento de todos: "Ele é sensível!" Mas que bosta...

A idolatria é tanta que milhões de pessoas que nunca viram ao vivo o sr. Buarque chamam ele de "Chico". Haja intimidade...

É ÓBVIO que o senhor Francisco Buarque de Hollanda é um artista excepcional mesmo. Um letrista brilhante com muito mais cartas nas mangas que qualquer outro. Escreve canções originais com uma riqueza narrativa e uma poética (foi mal) de alto grau de sofisticação de estilo e capacidade de narrativa incomum. Mas que o cara é deprezaço, isso é.

Ah, você não acha ele tão pra baixo assim?? Vai ler as letras do fineza, então. Saca só, logo em 1965, ele escreveu uma música chamada “Tereza Tristeza”! Quer dizer, desde novinho, o garotão já curtia uma depressão legal, uma melancolia, uma morbidez, um banzo, um abatimento, um desânimo, um esmorecimento, uma humilhação, um derrotismo, um desconforto, um desespero (peraí que eu vou me atirar da janela e já volto).

No seu primeiro sucesso, “A Banda”, Chicão, a Alegria da Festa, já mostrou a que veio:

"Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
(...)
E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor"

É aquela historinha novelística que o povão se amarra! Brasileiro gosta de um dramalhão mesmo, não tem jeito...

As melodias do cara são todas pra baixo. Ele abusa dos acordes menores. Ouça “Cálice” num quarto escuro e tente não cagar nas calças de medo! É um clima pesado do caralho! Uma sessão de tortura medieval parece uma opção bem mais agradável!

E tem muito mais! O Mestre da Melancolia abre a famosa canção “Roda Viva” com os seguintes versos:

"Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu"

Então, tá. Que cartão de visitas, hein? Ele quer que todo mundo se sinta na merda, é isso?

Aí o prego politicamente “consciente” (hahahaha) já corre pra dizer: - “Mas eraaaa a époocaaa da Ditaduuuura!” Caguei. O sujeito só compõe desgraça até hoje! Quando ele resolveu escrever um livro pôs o título de “ESTORVO”. Ele curte uma parada deprê, sim senhor!

Fala então uma música alegre do cara? Claro, você pensou em “Taca Pedra na Geni” (eu sei que o nome da música não é esse, brother, calma...). Isso é o que todo fã mediano lembra. Mas a música não é nem um pouco divertida. Tem no refrão uma incitação de linchamento de uma puta. Que “legal”, hein? Muito bacana mesmo...

Mas nada pode superar o esfuziante verso abaixo, de “Construção”. Aqui temos um festival proparoxítono de choro e ranger de dentes engendrado meticulosamente com um raro esmero sadístico:

"E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego"

“MOR-REU NA CON-TRA-MÃO A-TRA-PA-LHAN-DO O TRÁ-FE-GO!” Mas puta que pariu minha sogra!!! Só esse verso deixaria Schoppenhauer, Kierkgaard e Nietzsche, os reis do pessimismo, morrendo de inveja! É um aniquilamento emocional sem igual! Assim não há cu que aguente, como berrava a Madre Superiora do meu colégio!

Na pérola “alto-astral” "Pedaço de Mim", há estrofes inomináveis, com tantas desgraças e tragédias por linha, que é praticamente um convite ao suicídio. Não vou nem listar esse réquiem angustiante e arrasador aqui pra não deixar neguinho sem dormir...

Já em “Mulheres de Atenas”, a melodia “esfuziante e pra cima” é o grande destaque. E ainda ganhamos de brinde essas linhas superpositivas aí:

"As jovens viúvas marcadas
E as gestantes abandonadas
Não fazem cenas
Vestem-se de negro, se encolhem
Se conformam e se recolhem
Às suas novenas, serenas"

“Vestem-se de negro”. (Não disse, darkalhada?) Esse é o verdadeiro ídolo de vocês!!!

Em “Olê, Olá”, ouve-se a pedrada "Não chore AINDA não, que eu tenho um violão." Fica claro que Chico Buarque sabe muito bem que a pessoa vai se debulhar de desespero no final da música. E o Corvo Carioca ainda manda umas paradas tipo “Que a dor é tão velha que pode morrer”.

Em “Gota D’água”, temos dois versos cheio de auto -piedade do letrista chorão:

"Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa"

Hummm, mas que menina-moça magoadinha, hein? E há outro pior em “Bastidores”:

"Chorei, chorei
Até ficar com dó de mim
E me tranquei no camarim"

Parece uma adolescente! Bom, como todo dark, tudo indica que o Seu Buarque seja meio baitola mesmo, como fica bem claro na letra “Doze Anos”:

"Ai, que saudades que eu tenho
Dos meus doze anos
Que saudade ingrata
(...)
E chutando lata
Trocando figurinha
Matando passarinho
Colecionando minhoca
Jogando muito botão
Rodopiando pião
Fazendo troca-troca"

Saudades de fazer TROCA-TROCA? Como assim? Ele não é o galãzão da mulherada? Olha, que esse Buarque é "buraco", minha filha! Em tempo: Assassino de aves inocentes do caralho...

Em “Meu Guri”, Mr. Sofrimento brinca sarcasticamente com a tragédia de uma mãe incauta que acha que o filho marginal é um trabalhador honesto. Mas, claro, a música tem que acabar da PIOR forma possível, ou seja, com a pobre senhora recebendo a “agradável” notícia que seu filhinho foi, ora vejam só... chacinado!

Em “Apesar de Você”, De Hollanda escreveu um verso bastante sintomático e revelador que sintomático em sua lúgubre obra:

"Este samba no escuro" (Viram, Darks?)

Deixa eu explicar uma coisa, moçada: samba é, por natureza, uma música alegre e alto astral. Se você vê hoje em dia os pregos dos Los Hermanos fazerem umas musiquinhas pra baixo, blasés, falando de poesia, lirismo, circo e outras merdas saiba que quem começou esse lance de compor sambinha deprimente foi o Seu Buraco! Quem vocês acham que o tal do “Marcelo Campelo” e o “Almirante” ouviam na PUC? O Dicró?

Em “O Que Será?, mesmo em uma sequência perfeita de verbos da 1ª conjugação, o cara não consegue passar sem meter uma estrofe lúgubre, apavorante e miserável:

"Que está na romaria dos mutilados
Que está na fantasia dos infelizes
Que está no dia a dia das meretrizes
No plano dos bandidos, dos desvalidos"

“Mutilados, infelizes, meretrizes e desvalidos”. O que mais podemos dizer? O cara faz o Edgar Alan Poe parecer o Patati Patatá!

Então, amiga Gótico, pare de perder tempo baixando The Mission e Sister of Mercy e vá atrás dos discos de vinil velhos e empoeirados do Chico BuDark daquela sua tia PTista pau no cu. Você vai ver o que é ficar arrasado e deprimido de verdade!


Adolar Gangorra, tem 72 anos, é editor da página Adolar Gangorra no Facebook, e tem uma namorada mau humorada que vive de Chico...




segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Brasileiro não devolve NADA!!!

O Natal passou e, como sempre, é aquela correria do cacete, aquele desespero pra comprar presentes e mais presentes para a família, amigos e até pro pavoroso Amigo Oculto do trabalho.
Entretanto, fico pensando que as pessoas ganhariam MUITO mais presentes inesperados e à um custo ZERO se nessa época elas simplesmente DEVOLVESSEM tudo o que já pegaram emprestado de você e vice-versa. Seria uma fartura de objetos nunca vista em todas as casas do país. É cultural: brasileiro não devolve PORRA NENHUMA! Aquele livro que você adorava e, por isso mesmo, emprestou pro seu amigão na certeza que ele ia devolver duas semanas depois, agora passados 15 anos, surpreso, tu recebe ele de volta! Você fica emocionado, aliviado e feliz pra caralho e o seu "amigão" não gasta um centavo! Não é legal?
Você também teria que fazer a mesma coisa, pois você é brasileiro, né? É só dar uma olhada na sua casa com atenção e vai ver o que tem de coisas dos outros que você já nem se lembra mais, não se importa e está pouco se fudendo, né, seu malandrão?
Brasileiro é tão escroto em não devolver NADA que um dia caí na besteira de perguntar sobre um disco que tinha emprestado para um conhecido. O cara teve a manha de ficar PUTO comigo! Não gostou nenhum um pouco, o marginal. E os amigos que pegam alguma coisas com você e ainda emprestam pra outra pessoa?? Esse é um clássico da maletagem nacional! Emprestam, dão de presente, fazem tudo, MENOS cogitar em te devolver. Emprestou, dê adeus, meu chapa!
Seja uma simples chave de fenda ou a sua própria esposa o brasileiro não vai te devolver de jeito nenhum. Ele não se importa. Ele não acha feio. Para ele é normal. Um mês após a queda do Muro de Berlim uma velhinha alemã da então parte Oriental foi a uma biblioteca devolver um livro que ela tinha pegado emprestado antes de agosto de 61, data da construção do paredão, que a separou do órgão público. Um brazuca (termo mais escroto do caralho..) teria pensado: "Rá, rá, mi dei bein!"
Então, no próximo Natal, não precisa ficar preocupado com a fortuna que você vai ter que torrar. É só devolver tudo que você pegou e cobrar de volta tudo que já pilharam de você na vida e garanto que todo mundo terá o Natal mais feliz de todos os tempos!  


Adolar Gangorra tem 87 anos, é editor do site www.adolargangorra.com.br, e acha que "emprestado não é roubado e quem emprestou foi retardado!"

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

O MAPA DO ESTEREÓTIPO DO BRASILEIRO

Ah, você acha que não tem preconceito com os habitantes de outros estados? Vá lá que você seja um brasileiro BEM acima da média: se considera justo, aberto e nunca julga ninguém (rá!). Mas espera um pouco: é só você entrar em algum conflito com qualquer um deles que alguma coisa bem pejorativa vai pintar na sua cabecinha quente na mesma hora.

Não acredita, né? Então, você é à prova de ESTEREÓTIPOS, é isso? 

Bom, o conceito de estereótipo social foi popularizado em pelo escritor norte-americano Walter Lippmann na década de 20. É bastante confundido com preconceito, uma vez que o estereótipo acaba se convertendo em rótulos, muitas vezes pejorativos, e causando um grande impacto negativo em geral.

Também porque é uma noção preconcebida e muitas vezes automática, que é incutida no subconsciente pela sociedade (hummm, conversa meio mole, hein...?). Tá, mas como diabos ela é "incutida"? Que forças fazem um estereótipo se tornar de conhecimento geral sem aparecer no Jornal Nacional toda semana? Ou alguém já viu o Cid Moreira anunciar algo como " Recorde! Em Salvador um suco de laranja foi entregue ao cliente em menos de 7 horas!" 
Mas, concomitantemente a isso, há a cultura de cada região. Comportamentos, hábitos e noções coletivas que existem, sejam eles positivos ou negativos. E o pior: mesmo não se dando em 100% - matematicamente isso seria impossível -, em algum grau eles ocorrem mesmo, não há como negar.

Os neuróticos do politicamente correto vão choramingar que todos os rótulos são frutos exclusivos do preconceito e pronto. Entretanto, o paisano médio acredita neles na boa, sem pensar muito nisso. Mas não haveria um meio termo entre essas duas correntes? E o mais importante: por que o estereótipo negativo se propaga exponencialmente como gonorreia em garimpo e o positivo (sim, ele existe!) não repercute além de um espirro de uma muriçoca? Por que não se divulga mais que o Nordestino é super acolhedor e caloroso? Que o carioca tem um senso de humor extraordinário? Que o gaúcho adora escovar os dentes com a piroca de porteiro de manhã?

É muito doido pensar como essas ideias preconcebidas foram com o tempo sendo viralizadas e se tornaram um padrão em todo país. Ainda mais, como já disse, por serem equivocadas pois é IMPOSSÍVEL rotular milhões de seres com o mesmo comportamento. Afinal, ninguém é formiga, né? (Exceto uma jogadora da Seleção Feminina de Futebol com o apelido escroto... Se bem que Formiga perto da "Michael Jackson" é até legal...)

Mas vamos lá: logo abaixo, temos uma lista de estereótipos famosos sobre os habitantes dos estados do Brasil:

Região Sudeste

Carioca - Vagabundo, Malandro e Maconheiro.

Paulista - Neurótico por Trabalho e Bobão.

Mineiro - Falso, Desconfiado, Come-Quieto, Solidário Só no Câncer, etc.

Capixaba - Quem se Importa?

Região Norte

Amazonense - Índio

Paraense - Índio

Amapá, Roraima, Acre e Rondônia - Dá de brinde essa merda toda de volta pros vizinhos que não faz falta nenhuma.


Região Nordeste

Nordestino - Pobre, Reclamão e Chato ("O nordestino é, antes de tudo um chato!" ). 
Nessa região destacam-se o Baiano (Preguiçoso, Indolente e Macumbeiro) e o Cearense (Cabeça Chata, Porteiro e Assassino de Peixeira). Os habitantes de todos dos outros estados dessa região são chamados genericamente de "Paraíba" no Rio de Janeiro.


Região Centro-Oeste


Brasiliense - Corrupto e Ladrão.

Goiano - Grosso e Comedor de Césio.

Mato-Grossense - Vaqueiro.

Sul Mato-Grossense - Vaqueiro.

Tocantinense - Mesma bosta.


Região Sul

Paranaense - Babaca.

Catarinense- De Florianópolis: Jacu com Praia. Do Interior: Jacu com Suástica.

Gaúcho - Bicha, Separatista e Nazista.


Feião, né? Ok, você supostamente achou todos horrorosos e hediondos e rejeitou-os veementemente franzindo a testa e fazendo um biquinho.
Mas eu apostaria que você se ofendeu mesmo quando leu o estereótipo negativo do SEU estado de origem ou de alguém da sua família, em segundo plano. É assim mesmo, meu chapa. Tá dentro de nós por mais que achemos que não.

Bem, se você bateu o pezinho e ainda não concordou com nada e insiste em não acreditar em estereótipos de modo algum, vou deixar somente uma palavra para você: ARGENTINOS. 
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Entendeu agora o que eu quero dizer, bicho? : )



Adolar Gangorra tem 81 anos, é editor do site www.adolargangorra.com.br e acha que velho bom é velho morto.

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