A vida de todo mundo parece SENSACIONAL no Facebook. Tudo lindo e maravilhoso! Todo mundo é SUPER legal... e SUPER honesto e SUPER justo. E assim, todo dia vemos posts e mais posts sobre moralismo, autoajuda, consciência política (RÁ! No Brasil???) e citações da Clarisse Lispector (obsessão louca e exclusiva das mulheres).
Na boa, você também não está cansado de ver tantas fotos de gente na praia, em festas, fotos de comida bonitinha em restaurantes, na ARGENTINA. Na boa, POR QUE todo mundo vai pra Argentina???
Mas nós sabemos que a vida não é bem assim, né? E por um Facebook mais verdadeiro e menos delirante, Adolar Gangorra, velho traquinas e levado da breca, começa agora sua a campanha “CONTRA O EXCESSO DE BOM MOCISMO NO FACEBOOK!”. Poste lá a sua foto mais realista como, por exemplo, você chorando ou gripado na cama sábado à tarde ou simplesmente entediado olhando pra cima no trabalho. Ou até num domingo chuvoso, sozinho dentro de uma Brasília bege 81, num cinema Drive–In, deprimidaço, chorando e vendo um filme italiano preto e branco num fim de tarde... Pensando bem... essa aí não... aí é realismo demais, né?. Tá bom, não precisa publicar porra nenhuma se não quiser. Mas você pode postar as merdas que você faz todo dia, tipo admitir que não faz coleta seletiva de lixo por pura preguiça, que só lê o caderno de TV dos jornais, que você tem uma carteirinha falsa de estudante apesar de ter 48 anos. Ou que você meio que cagou pra morte do Nelson Mandela e de como você acha importante um Estado laico, apesar de contar todos os feriados católicos no ano pra não ter que ir trabalhar.
Vamos lá, dê a real, seu virtual! Ok, já vi que você não vai admitir nenhuma safadeza sua e, em vez disso, vai é postar uma foto daquele fim de semana promocional na... ARGENTINA! Mas não custa tentar, né?
Foi por isso que criamos a fuderosa....
Campanha CONTRA O EXCESSO DE BOM MOCISMO NO FACEBOOK! - Por uma rede social... menos social! : )
https://www.facebook.com/events/279517258881694/
quinta-feira, 5 de setembro de 2019
terça-feira, 26 de dezembro de 2017
POR QUE VOCÊ ODEIA O FIM DO ANO E NÃO SABE
Sim,
amigolas! É fim de ano e todos estão felizes e animados. Hummm... não é bem
assim, né? A verdade é que rola uma angústia generalizada nas pessoas. A
maioria diz "Não gostar dessa época do ano", chegando ao caso de
algumas mulheres que clamam dramaticamente "Queria desaparecer!" O
estranho é que elas não sabem explicar o porquê...
Bom,
esse mal-estar todo começa exatamente dia 1º de novembro, quando você passa por
um shopping e vê aquela estrepitosa decoração de Natal. DOIS meses antes!!!
Junto vêm os anúncios na TV. Você começa a ficar ansioso...
Chega
dezembro e temos a famosa idiotice do Amigo Secreto no trabalho, onde nego acha
graça em trocar presentes vagabundésimos com quem NÃO ESCOLHEU! Você vai dar
coisas para quem mal te dá bom dia e o pior: ainda tem que fazer um pequeno
discurso sobre essa pessoa, cuja a única coisa que você sabe é que ela têm dois
olhos, um nariz e uma boca. Mais nada.
Com
essa palhaçada pipocam também as confraternizações de final de ano. Vá lá. Mais
um rito no qual você tem que comparecer. Ai de você se não for! Tá fudido
depois das férias! Seus colegas e seus chefes vão achar que você é um babaca
esnobe sem espírito de equipe.
Vai
chegando o Natal... E tome gente se esbarrando freneticamente em shoppings e em
supermercados para comprar quantidades pantagruélicas de comida e presentes. Para
piorar o ruim, muitos desses estabelecimentos ainda ficam tocando o CD da
Simone. Aí não há cu que aguente, como berrava a Madre Superiora do meu
colégio.
E
no dia 24 acontece o grande equívoco de juntar a família toda. Como sabemos,
90% das famílias são disfuncionais. Porém, em nome da TRADIÇÂO, ignora-se
completamente esse fato para forçar uma reunião de parentes carregados de
ressentimentos, em uma sala com a ceia e, ora vejam só... álcool à rodo! É
CA-LA-RO que vai dar merda.
Lembremos
aqui que o Natal é o aniversário de Jesus Cristo. Se você é cristão como eu, vá
a igreja e cante parabéns para Ele. Tá ótimo. Não precisa reunir inúmeras
pessoas que não se entendem e nem gastar fortunas em dezenas de bagulhetes pra
neguinho que está meio puto um com o outro. Ninguém vai resolver em uma noite o
que não equacionou em décadas, certo? Então, pra que forçar a barra só por
causa de uma convenção? Esse é um fenômeno sociocultural inexplicável. Tanto é
que existe uma música dos geniais Ramones chamada "Merry Christmas, I
Don't Wanna Fight Tonight" ("Feliz Natal, Eu Não Quero Brigar Hoje à
Noite").
A
frustração e a ansiedade geradas no Natal são despejadas uma semana depois, na
aparentemente libertadora festa de Réveillon. O que, em tempos anteriores, era
apenas uma modesta reunião familiar para comemorar a entrada de mais um ano, em
meados dos anos 90 ganhou proporções homéricas com a famigerada Queima de Fogos
na praia de Copacabana. Transmitida pela TV, milhões de idiotas acreditaram
piamente que a felicidade residia em estar ali, naquela praia imunda, lotada
com uma média de 100 bobos alegres por centímetro quadrado. Junto com essa
marcha à ré social, surgiu a moda das festas de Réveillon pagas. O pensamento
geral da massa ovina é “O ano NÃO vai prestar se eu não gastar uma baba para
passar a meia-noite num êxtase artificial alcoólico e vestido de branco dos pés
à cabeça.”
Pense
bem. Matematicamente é IMPOSSÍVEL um ano ser 100% negativo ou positivo. Não
rola. Mesmo assim, vemos uma jovem toda vestida de branco, com roupas de baixo
amarelas para atrair isso, com sementes de romã no bolso para atrair aquilo e
se esforçando para pular sete ondinhas à noite para atrair uma torção no
tornozelo, no máximo. Não comer aves que CISCAM PRA TRÁS? Isso é inacreditável! Várias
dessas crendices se tornaram uma obsessão nacional. As mulheres, em especial,
adoram essas bobagens.
E a tão esperada "hora da virada"?
Ela acontece 60 minutos ANTES do ano ter astronomicamente acabado. Nessa época
rola o Horário de Verão, lembram? Ainda é o ano velho, tão desprezado e que não
prestou pra nada. Não faz sentido. Pra piorar tudo, ainda temos o
"Réveillon do Faustão", que é mais deprimente que descarrilamento de
trem na chuva. ISSO sim, é a coisa mais miserável do final de ano!
É muita pressão coletiva e emocional nessa
época, acredite. Mas, vamos lá! Aproveite o próximo fim de ano para se libertar
dessas paradas todas. Nesse sentido, desejo-lhe um péssimo Natal e um Ano Novo
pior ainda. Se assustou? Calma. É porque o que você tem feito nos últimos
tempos não tem funcionado muito, tem?
Adolar Gangorra tem 80 anos e na ceia de Natal costuma bater na própria mãe com a coxa do peru!
sábado, 25 de março de 2017
CHICO BUARQUE, O VERDADEIRO ARTISTA DARK BRASILEIRO!
Na década de 80 um fenômeno musico-social chegou ao Brasil: o Movimento
Dark, também chamado de Gótico. Era uma parada estranha com vagabundo se
vestindo de preto, meio bichas e deprimidos, e que curtiam bandas obscuras e
escuras como The Cure, Joy Division, Bauhaus, etc. Criou-se então um culto a
esses artistas estrangeiros pois, supostamente, não havia nenhum no mesmo nível
em desgraceira, tristeza e melancolia aqui. Bem, na verdade, havia sim...
Se você é um dark safado, que usa roupinhas black mesmo que viva em
Teresina, que organiza festinhas em cemitérios e outros tipos de cretinices,
por que ficar correndo atrás do Marilyn Manson e da gorda do Evanescence, se o
maior artista gótico de todos os tempos está aqui mesmo, bem pertinho de você?
Sim, putada, o maior músico DARK que já existiu se chama Chico Buarque!
Éééééééé, malandro! Ah, não acredita? É só prestar atenção nas letras e músicas
do cara! É SÓ DES-GRA-ÇA, DO COMEÇO AO FIM! Você vai adorar, bicho, digo,
bicha!
O foda é que, no Brasil, quando se elege alguém como referência, o cara
vira deus! Não se pode falar nada além de “É UM GÊNIO!”. Senão, vai ser
linchado (nunca vi um país ter tantos cérebros superiores, sem nunca ter ganho
um Nobel...).
E a pressão social buarqueana continua. Se você é mulher e tem entre 16
e 60 anos tem que AMAR o cara e achar ele LINDO, no mínimo! Ok, o tal Francisco
é bonito mesmo, não há como negar. Tem aqueles olhos verdes, umas olheiras de
pinguço, aquela pele morena de vagabundo de praia. Rola um charme de menino
pidão com fome que as mulheres adoram, mas não sabem explicar porque (se ele
não fosse famoso, a maioria ia achar que ele é apenas mais um bebum na rua). E
ainda, o PIOR argumento de todos: "Ele é sensível!" Mas que bosta...
A idolatria é tanta que milhões de pessoas que nunca viram ao vivo o sr. Buarque chamam ele de "Chico". Haja intimidade...
É ÓBVIO que o senhor Francisco Buarque de Hollanda é um artista excepcional mesmo. Um letrista brilhante com muito mais cartas nas mangas que qualquer outro. Escreve canções originais com uma riqueza narrativa e uma poética (foi mal) de alto grau de sofisticação de estilo e capacidade de narrativa incomum. Mas que o cara é deprezaço, isso é.
Ah, você não acha ele tão pra baixo assim?? Vai ler as letras do fineza,
então. Saca só, logo em 1965, ele escreveu uma música chamada “Tereza Tristeza”!
Quer dizer, desde novinho, o garotão já curtia uma depressão legal, uma
melancolia, uma morbidez, um banzo, um abatimento, um desânimo, um
esmorecimento, uma humilhação, um derrotismo, um desconforto, um desespero
(peraí que eu vou me atirar da janela e já volto).
No seu primeiro sucesso, “A Banda”, Chicão, a Alegria da Festa, já mostrou a que veio:
"Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
(...)
E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor"
É aquela historinha novelística que o povão se amarra! Brasileiro gosta de um dramalhão mesmo, não tem jeito...
As melodias do cara são todas pra baixo. Ele abusa dos acordes menores. Ouça “Cálice” num quarto escuro e tente não cagar nas calças de medo! É um clima pesado do caralho! Uma sessão de tortura medieval parece uma opção bem mais agradável!
E tem muito mais! O Mestre da Melancolia abre a famosa canção “Roda Viva” com os seguintes versos:
"Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu"
Então, tá. Que cartão de visitas, hein? Ele quer que todo mundo se sinta
na merda, é isso?
Aí o prego politicamente “consciente” (hahahaha) já corre pra dizer: - “Mas eraaaa a époocaaa da Ditaduuuura!” Caguei. O sujeito só compõe desgraça até hoje! Quando ele resolveu escrever um livro pôs o título de “ESTORVO”. Ele curte uma parada deprê, sim senhor!
Fala então uma música alegre do cara? Claro, você pensou em “Taca Pedra na Geni” (eu sei que o nome da música não é esse, brother, calma...). Isso é o que todo fã mediano lembra. Mas a música não é nem um pouco divertida. Tem no refrão uma incitação de linchamento de uma puta. Que “legal”, hein? Muito bacana mesmo...
Mas nada pode superar o esfuziante verso abaixo, de “Construção”. Aqui
temos um festival proparoxítono de choro e ranger de dentes engendrado
meticulosamente com um raro esmero sadístico:
"E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego"
“MOR-REU NA CON-TRA-MÃO A-TRA-PA-LHAN-DO O TRÁ-FE-GO!” Mas puta que pariu minha sogra!!! Só esse verso deixaria Schoppenhauer, Kierkgaard e Nietzsche, os reis do pessimismo, morrendo de inveja! É um aniquilamento emocional sem igual! Assim não há cu que aguente, como berrava a Madre Superiora do meu colégio!
Na pérola “alto-astral” "Pedaço de Mim", há estrofes inomináveis, com tantas desgraças e tragédias por linha, que é praticamente um convite ao suicídio. Não vou nem listar esse réquiem angustiante e arrasador aqui pra não deixar neguinho sem dormir...
Já em “Mulheres de Atenas”, a melodia “esfuziante e pra cima” é o grande destaque. E ainda ganhamos de brinde essas linhas superpositivas aí:
"As jovens viúvas marcadas
E as gestantes abandonadas
Não fazem cenas
Vestem-se de negro, se encolhem
Se conformam e se recolhem
Às suas novenas, serenas"
“Vestem-se de negro”. (Não disse, darkalhada?) Esse é o verdadeiro ídolo de vocês!!!
Em “Olê, Olá”, ouve-se a pedrada "Não chore AINDA não, que eu tenho um violão." Fica claro que Chico Buarque sabe muito bem que a pessoa vai se debulhar de desespero no final da música. E o Corvo Carioca ainda manda umas paradas tipo “Que a dor é tão velha que pode morrer”.
Em “Gota D’água”, temos dois versos cheio de auto -piedade do letrista
chorão:
"Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa"
Hummm, mas que menina-moça magoadinha, hein? E há outro pior em “Bastidores”:
"Chorei, chorei
Até ficar com dó de mim
E me tranquei no camarim"
Parece uma adolescente! Bom, como todo dark, tudo indica que o Seu Buarque seja meio baitola mesmo, como fica bem claro na letra “Doze Anos”:
"Ai, que saudades que eu tenho
Dos meus doze anos
Que saudade ingrata
(...)
E chutando lata
Trocando figurinha
Matando passarinho
Colecionando minhoca
Jogando muito botão
Rodopiando pião
Fazendo troca-troca"
Saudades de fazer TROCA-TROCA? Como assim? Ele não é o galãzão da mulherada? Olha, que esse Buarque é "buraco", minha filha! Em tempo: Assassino de aves inocentes do caralho...
Em “Meu Guri”, Mr. Sofrimento brinca sarcasticamente com a tragédia de
uma mãe incauta que acha que o filho marginal é um trabalhador honesto. Mas,
claro, a música tem que acabar da PIOR forma possível, ou seja, com a pobre
senhora recebendo a “agradável” notícia que seu filhinho foi, ora vejam só...
chacinado!
Em “Apesar de Você”, De Hollanda escreveu um verso bastante sintomático e revelador que sintomático em sua lúgubre obra:
"Este samba no escuro" (Viram, Darks?)
Deixa eu explicar uma coisa, moçada: samba é, por natureza, uma música alegre e alto astral. Se você vê hoje em dia os pregos dos Los Hermanos fazerem umas musiquinhas pra baixo, blasés, falando de poesia, lirismo, circo e outras merdas saiba que quem começou esse lance de compor sambinha deprimente foi o Seu Buraco! Quem vocês acham que o tal do “Marcelo Campelo” e o “Almirante” ouviam na PUC? O Dicró?
Em “O Que Será?, mesmo em uma sequência perfeita de verbos da 1ª conjugação, o cara não consegue passar sem meter uma estrofe lúgubre, apavorante e miserável:
"Que está na romaria dos mutilados
Que está na fantasia dos infelizes
Que está no dia a dia das meretrizes
No plano dos bandidos, dos desvalidos"
“Mutilados, infelizes, meretrizes e desvalidos”. O que mais podemos
dizer? O cara faz o Edgar Alan Poe parecer o Patati Patatá!
Então, amiga Gótico, pare de perder tempo baixando The Mission e Sister
of Mercy e vá atrás dos discos de vinil velhos e empoeirados do Chico BuDark daquela
sua tia PTista pau no cu. Você vai ver o que é ficar arrasado e deprimido de
verdade!
Adolar Gangorra,
tem 72 anos, é editor da página Adolar Gangorra no Facebook, e tem uma namorada
mau humorada que vive de Chico...
segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
Brasileiro não devolve NADA!!!
O Natal passou e, como sempre, é aquela correria do cacete, aquele desespero pra comprar presentes e mais presentes para a família, amigos e até pro pavoroso Amigo Oculto do trabalho.
Entretanto, fico pensando que as pessoas ganhariam MUITO mais presentes inesperados e à um custo ZERO se nessa época elas simplesmente DEVOLVESSEM tudo o que já pegaram emprestado de você e vice-versa. Seria uma fartura de objetos nunca vista em todas as casas do país. É cultural: brasileiro não devolve PORRA NENHUMA! Aquele livro que você adorava e, por isso mesmo, emprestou pro seu amigão na certeza que ele ia devolver duas semanas depois, agora passados 15 anos, surpreso, tu recebe ele de volta! Você fica emocionado, aliviado e feliz pra caralho e o seu "amigão" não gasta um centavo! Não é legal?
Você também teria que fazer a mesma coisa, pois você é brasileiro, né? É só dar uma olhada na sua casa com atenção e vai ver o que tem de coisas dos outros que você já nem se lembra mais, não se importa e está pouco se fudendo, né, seu malandrão?
Brasileiro é tão escroto em não devolver NADA que um dia caí na besteira de perguntar sobre um disco que tinha emprestado para um conhecido. O cara teve a manha de ficar PUTO comigo! Não gostou nenhum um pouco, o marginal. E os amigos que pegam alguma coisas com você e ainda emprestam pra outra pessoa?? Esse é um clássico da maletagem nacional! Emprestam, dão de presente, fazem tudo, MENOS cogitar em te devolver. Emprestou, dê adeus, meu chapa!
Seja uma simples chave de fenda ou a sua própria esposa o brasileiro não vai te devolver de jeito nenhum. Ele não se importa. Ele não acha feio. Para ele é normal. Um mês após a queda do Muro de Berlim uma velhinha alemã da então parte Oriental foi a uma biblioteca devolver um livro que ela tinha pegado emprestado antes de agosto de 61, data da construção do paredão, que a separou do órgão público. Um brazuca (termo mais escroto do caralho..) teria pensado: "Rá, rá, mi dei bein!"
Então, no próximo Natal, não precisa ficar preocupado com a fortuna que você vai ter que torrar. É só devolver tudo que você pegou e cobrar de volta tudo que já pilharam de você na vida e garanto que todo mundo terá o Natal mais feliz de todos os tempos!
Adolar Gangorra tem 87 anos, é editor do site www.adolargangorra.com.br, e acha que "emprestado não é roubado e quem emprestou foi retardado!"
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
O MAPA DO ESTEREÓTIPO DO BRASILEIRO
Ah, você acha que não tem preconceito com os habitantes de outros estados? Vá
lá que você seja um brasileiro BEM acima da média: se considera justo, aberto e
nunca julga ninguém (rá!). Mas espera um pouco: é só você entrar em algum
conflito com qualquer um deles que alguma coisa bem pejorativa vai pintar na
sua cabecinha quente na mesma hora.
Não acredita, né? Então, você é à prova de ESTEREÓTIPOS, é isso?
Bom, o conceito de estereótipo social foi popularizado em pelo escritor
norte-americano Walter Lippmann na década de 20. É bastante confundido
com preconceito, uma vez que o estereótipo acaba se convertendo em
rótulos, muitas vezes pejorativos, e causando um grande impacto negativo em
geral.
Também porque é uma
noção preconcebida e muitas vezes automática, que é incutida no subconsciente
pela sociedade (hummm, conversa meio mole, hein...?). Tá, mas como diabos ela é
"incutida"? Que forças fazem um estereótipo se tornar de conhecimento
geral sem aparecer no Jornal Nacional toda semana? Ou alguém já viu o Cid
Moreira anunciar algo como " Recorde! Em Salvador um suco de laranja foi
entregue ao cliente em menos de 7 horas!"
Mas, concomitantemente a isso, há a cultura de cada região.
Comportamentos, hábitos e noções coletivas que existem, sejam eles positivos ou
negativos. E o pior: mesmo não se dando em 100% - matematicamente isso seria
impossível -, em algum grau eles ocorrem mesmo, não há como negar.
Os neuróticos do politicamente correto vão choramingar que todos os
rótulos são frutos exclusivos do preconceito e pronto. Entretanto, o paisano
médio acredita neles na boa, sem pensar muito nisso. Mas não haveria um meio
termo entre essas duas correntes? E o mais importante: por que o estereótipo
negativo se propaga exponencialmente como gonorreia em garimpo e o positivo
(sim, ele existe!) não repercute além de um espirro de uma muriçoca? Por que
não se divulga mais que o Nordestino é super acolhedor e caloroso? Que o
carioca tem um senso de humor extraordinário? Que o gaúcho adora escovar os
dentes com a piroca de porteiro de manhã?
É muito doido pensar como essas ideias preconcebidas foram com o tempo
sendo viralizadas e se tornaram um padrão em todo país. Ainda mais, como já
disse, por serem equivocadas pois é IMPOSSÍVEL rotular milhões de seres com o
mesmo comportamento. Afinal, ninguém é formiga, né? (Exceto uma jogadora da
Seleção Feminina de Futebol com o apelido escroto... Se bem que Formiga perto
da "Michael Jackson" é até legal...)
Mas vamos lá: logo
abaixo, temos uma lista de estereótipos famosos sobre os habitantes dos estados
do Brasil:
Região Sudeste
Carioca - Vagabundo, Malandro e Maconheiro.
Paulista - Neurótico por Trabalho e Bobão.
Mineiro - Falso, Desconfiado, Come-Quieto, Solidário Só no Câncer, etc.
Capixaba - Quem se Importa?
Região Norte
Amazonense - Índio
Paraense - Índio
Amapá, Roraima, Acre e Rondônia - Dá de brinde essa merda toda de volta
pros vizinhos que não faz falta nenhuma.
Região Nordeste
Nordestino - Pobre, Reclamão e Chato ("O nordestino é, antes de
tudo um chato!" ).
Nessa região destacam-se o Baiano (Preguiçoso, Indolente e Macumbeiro) e
o Cearense (Cabeça Chata, Porteiro e Assassino de Peixeira). Os habitantes
de todos dos outros estados dessa região são chamados genericamente de
"Paraíba" no Rio de Janeiro.
Região Centro-Oeste
Brasiliense - Corrupto e Ladrão.
Goiano - Grosso e Comedor de Césio.
Mato-Grossense - Vaqueiro.
Sul Mato-Grossense - Vaqueiro.
Tocantinense - Mesma bosta.
Região Sul
Paranaense - Babaca.
Catarinense- De Florianópolis: Jacu com Praia. Do Interior: Jacu com
Suástica.
Gaúcho - Bicha, Separatista e Nazista.
Feião, né? Ok, você
supostamente achou todos horrorosos e hediondos e rejeitou-os veementemente
franzindo a testa e fazendo um biquinho.
Mas eu apostaria que você se ofendeu mesmo quando leu o estereótipo
negativo do SEU estado de origem ou de alguém da sua família, em segundo plano.
É assim mesmo, meu chapa. Tá dentro de nós por mais que achemos que não.
Bem, se você bateu o pezinho e
ainda não concordou com nada e insiste em não acreditar em estereótipos de modo
algum, vou deixar somente uma palavra para você: ARGENTINOS.
.
Entendeu agora o que eu quero dizer, bicho? : )
Adolar
Gangorra tem 81 anos, é editor do site www.adolargangorra.com.br e acha que velho bom é velho morto.
sábado, 13 de agosto de 2016
OS INCRÍVEIS NOMES DOS SURFISTAS
Ninguém sabe bem o porquê, mas nenhum
outro esporte reúne nomes tão sensacionais como o surf. São os mais originais,
sonoros e marcantes e que parecem ter sido criados por roteiristas de filmes
de ação.
A coisa já começou de maneira
espetacular com um nome impactante e fenomenal: Duke Kahanamoku. Depois fomos
vendo vários outros exemplos incríveis como Shane Dorian, Damian Hardman, Greg
Noll, Butch Van Artsdalen, Derek Ho, Barton Lynch, Taj Burrow, Dino Andino,
Nigel Oxenden, Picuruta Salazar, CJ Hobgood, Taylor Knox, Parker Coffin e Booby
Jones (não é Bobby. É BOOBY!). Melhor que o ótimo Tom Carrol é Tom Curren
(lembre-se: estamos falando dos NOMES e não do surf dos caras). Entretanto, há
um entre eles que tem nome de mulher, mas que soa perfeitamente bem, o 11 vezes
campeão mundial, Kelly Slater.
Mas os outros esportes também têm
nomes tão legais assim? Bom, vamos nos concentrar no mais popular do mundo, o
futebol. São formados centenas de atletas por dia e, por proporção matemática, estes
deveriam gerar nomes fabulosos. Mas, não. É só pedrada. Cristiano Ronaldo, por
exemplo, é um nome muito do escroto. Neymar também é meia boca. Pogba? Buffon?
Xavi? E “Lionel”??? Isso lá é nome? Na real, o que rola no futebol aos montes
são uns designativos escabrosos como Cafuringa, Credence
Clearwater, Sapatão, Vampeta (Vampiro + Capeta), Telefone, Gum, Felipe Mão
de Alface, Pipico, Gilmar Fubá, Patrick Barriga de Cavalo, Beijoca, SHESLON,
Paulão Desmaio, Boca de Cinzeiro, Luís Boa Morte, Bife, Oliúde, Flávio
Caça-Rato e Maicosuel que, se fosse surfista, seu nome endireitaria
automaticamente pra Michael “Swell”!
Os epítetos dos surfistas são tão
fantásticos que os atores iniciantes, quando fossem escolher seus nomes
artísticos, tinham que ir conversar antes com eles. Por que? Simples, brother!
Porque Derek Ho é muito melhor e mais impactante que Lima Duarte. O cara nasceu
Ariclenes e escolheu pra melhorar sua barra o prosaico Lima Duarte... Por que
ele não virou Ari Padaratz? A verdade é que se o Ariclenes fosse esperto mesmo
e tivesse usado de cara Taj Burrow ou Damien Hobgood já teria ganho uns sete
Oscars, no mínimo!
Saca só como melhora: “Não perca a próxima nova novela das oito, O
Salvador da Pátria! Estrelando José Wilker, Maitê Proença e Mark Ochylupo como
o abobado Sasá Mutema!”
O surf é tão incrível que consegue
ser criativo mesmo com o material mais comum. Por exemplo: John John Florence.
A simples duplicação de um nome tão comum já o torna inesquecível.
Até quando soa engraçado pra nós a
denominação tem estilo e fica marcante como Griffin Colapinto. Ou ainda
apelidos legais como Fast Eddie, Tarzan Smith, Doc Ball e Sunny Garcia. Na boa,
existiria melhor nome para um surfista que Sunny (“Ensolarado”)? E mais: Midget
(“Anã”) Farrelly, Skip Frye, Buzzy Trent e, no caso de Mark Occhilupo, por si
só uma alcunha fora do comum, aí vem seu apelido, Occy, que é matador também.
Além de possuírem esses cognomes espetaculares
e inesquecíveis, os surfistas também são mestres em combinar alcunhas de etnias
diferentes. Há vários híbridos que soam como se tivessem sido criados por
escritores tarimbados como Johnny Boy Gomez, Titus Kinimaka, Pancho
Sullivan, Clay Marzo, Magoo de la Rosa, Rob Machado, Eddie Aikau,
Mickey Muñoz e Gerry Lopez.
Até nos nomes de atletas femininas, o
surf é fenomenal. Maud Le Car,
Dax McGill, Rell Sunn, Brianna Cope, Sage Erickson, Coco Ho e Tia Blanco. Como se não fosse
suficiente, ainda temos Malia Manuel. Se este último fosse ao contrário seria
mais um português qualquer e não teria graça nenhuma. Mas como é no surf ele é
original e difícil de se esquecer. Na boa, Maud Le Car é espetacular! Podia ser
o nome da versão feminina do 007, de uma marca de bolsas ou até de uma linha de
automóveis para mulheres!
Os nomes dos surfistas são tão
fantásticos que parecem mantras. E vamos lá com mais baterias impressionantes:
Colt Ward, Taz Knight e Angus Gaskel. Mark Foo, Lakey Peterson e Bob Pike. Josh Kerr, Eugene
Tollemache e Sion Milosky, Mike Diffenderfer, Martin Potter, Creed MacTarget
e... CREED MACTARGET!!! Puta que pariu minha sogra!!
E no Brasil não fazemos nada feio com
ótimos nomes como Teco Padaratz, Heraldo Gueiros, Daniel Friedman, Cauê Wood,
Yago Dora, Hizunomê Bettero, Maya Gabeira, Joca Junior (um primor de
simplicidade sonora) e Dadá Figueiredo. Duas menções honrosas são Picuruta
Salazar (sen-sa-ci-o-nal!) e Peterson Rosa. Isso sim é nome de surfista!
Não tem pra ninguém, moçada. Os nomes
dos surfistas são os melhores. Eu mesmo só não virei surfista profissional por
causa... por causa... da minha prancha!
terça-feira, 29 de março de 2016
ELA VOLTOU!!!
Sim, amigolas! O famoso Shakespeare do Cerrado está de volta! O profundíssimo Adolar Gangorra é encenado mais uma vez com o seu "crássico", “EXPLICAÇÃO COMPORTAMENTAL DE EDUARDO E MONICA".
O destemido ator Fábio Guará, da Tartufaria dos Atores, traz de volta a maior peça do teatro brasileiro depois de “Tem Bibibi no Bobobó!” Melhor que Nelson Rodrigues! Mais jóia que Dias Gomes! Mais deliciosa que a Galinha Picadinha! Vá lá e desmaie de tanto rir!
Então, brother...
O que? A cultuada peça “Explicação Comportamental de Eduardo e Monica”.
Onde? No TUC - Teatro Universitário de Curitiba no Festival de Curitiba.
Em que cidade? Tá prestando atenção, bicho?
What porra is that? A música "Eduardo e Mônica" é destrinchada pelo cientista Adolar Gangorra numa palestra muito diferente e de fazer totô nas calças de tanto rir.
É de comer? Não, é uma comédia, cara...
Quem? A sensacional Companhia Teatral Tartufaria de Atores!
Quando? Dias 29 e 30 de março.
Que horas? No dia 20 é às 12:00. No dia 30 é às 15:00.
Como? Mas tu é chato, hein, bicho!
Quem vai lá? Tu e os fabulosos Fábio Guará e Lucas Tapioca.
Quem dirigiu? O garoto traquinas e levado da breca, Fabio Guará.
Quem escreveu essa merda? Seu amigão, o Shakespeare brasileiro, Adolar Gangorra.
Tem mulher pelada na peça? Não, mas iremos providenciar isso o mais rápido possível!
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Voltei para o Brasil há pouco tempo. Vivia com minha família na Inglaterra desde garoto. Estou morando no Rio de Janeiro há uns três meses e...